'Momento é novo'

Renan Calheiros

Senador campeão de votos em Alagoas, Rodrigo Cunha pede voto aberto
16/01/2019

Novo senador por Alagoas votará contra Renan para presidir o Senado

'Momento é novo'

Novo senador por Alagoas votará contra Renan para presidir o Senado

Senador campeão de votos em Alagoas, Rodrigo Cunha pede voto aberto

Senador eleito com a maior votação do Estado de Alagoas no pleito de 2018, Rodrigo Cunha (PSDB-AL) disse que não vota no seu conterrâneo Renan Calheiros (MDB-AL) para presidir o Senado, porque o Brasil vive um novo momento político com o qual o ex-presidente do Senado não está alinhado. “O senador Renan não é o meu candidato. As candidaturas ainda não estão definidas. Vou buscar uma candidatura que esteja mais alinhada com o novo momento político que vivemos. E fazer o que está ao meu alcance para criarmos um novo cenário no Senado, capaz de provocar mudanças estruturais profundas no Brasil”, disse o deputado estadual Rodrigo Cunha, eleito senador com dez pontos percentuais em votos válidos à frente de Renan Calheiros. O senador tucano também milita pelo voto aberto desde o início deste seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). “Sou a favor do voto aberto, inclusive fui o autor da ação que obrigou os deputados do meu estado a votarem de maneira aberta”, lembrou o parlamentar, que obteve a decisão judicial para a votação aberta de vetos governamentais, no Legislativo de Alagoas. Rodrigo Cunha segue defendendo a transparência dos votos dos congressistas eleitos, nas próximas eleições das Mesas Diretoras do Congresso Nacional.  
15/01/2019

Coordenador da Lava Jato é atacado por Renan por pedir voto aberto no Senado

'Grito da sociedade'

Coordenador da Lava Jato é atacado por Renan por pedir voto aberto no Senado

Dallagnol citou mais de 600 mil em abaixo assinado contra voto secreto

Em campanha no Twitter pelo voto aberto na disputa pelos cargos de presidente no Congresso Nacional, o coordenador do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol, disse ontem (14) que a demonstração de apoio de mais de meio milhão de brasileiros à transparência dos mandatos no Legislativo é “um grito da sociedade”. As declarações em referência a um abaixo-assinado eletrônico causaram reação do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que chamou hoje (15) o procurador de “ser possuído” no Twitter e ganhou uma saraivada de críticas como resposta de internautas. A reação de Renan ocorre uma semana depois de Dallagnol publicar que o voto secreto na disputa pela Presidência do Senado favorecerá o alagoano alvo de investigações e denúncias no âmbito da Lava Jato e dificultará a aprovação de leis necessárias ao combate à corrupção. Dallagnol citou o abaixo-assinado eletrônico criado pelo Instituto Mude, de Curitiba (PR), que até esta tarde reunia mais de 650 mil assinaturas pedindo que os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (MDB-CE), estabeleçam a votação aberta para a eleição das Mesas Diretoras. “Mais de 500 mil pessoas estão pedindo o #votoaberto [sic]. É um grito da sociedade pelo direito de acompanhar a posição de seus representantes nessa escolha que pode ser tão importante quanto a eleição de um Presidente da República”, publicou Dallagnol em seu perfil. Outro integrante da força tarefa da Operação Lava Jato, o procurador da República Roberto Pozzobom também está em campanha pelo voto aberto nas redes sociais e sugeriu que os eleitores abordem parlamentares de seus estados e cobrem a posição transparente. “Mais do que assinar e divulgar o abaixo-assinado, você pode mandar e-mails, ligar, falar com os parlamentares de seu Estado e pedir que eles: 1 – Lutem pela votação aberta dentro do Congresso, requerendo que assim seja em fevereiro de 2019; 2 – Declarem os seus votos”, escreveu Pozzobom. A reação de Renan em seu perfil do Twitter resultou em uma maioria de comentários com xingamentos, críticas e referências aos escândalos do petrolão do qual o senador se defende de acusações de envolvimentos em corrupção. Na minoria de comentários elogiosos, é possível identificar assessores e ex-assessores do gabinete do senador, a exemplo de Antonio Hollanda Costa Júnior, Dmitri Barros, Ricardo Silva e Marina Lamenha. Clique no post abaixo e confira as reações: Deltan Dallagnol @deltanmd continua a proferir palavras débeis, vazias, a julgar sem isenção e com interesse político, como um ser possuído. — Renan Calheiros (@renancalheiros) January 15, 2019
10/01/2019

Coordenador da Lava Jato diz que voto secreto ajuda Renan e afeta combate à corrupção

Segredo protege

Coordenador da Lava Jato diz que voto secreto ajuda Renan e afeta combate à corrupção

Dallagnol critica decisão de Toffoli de negar voto aberto no Senado

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, afirmou que a decisão de autorizar a votação secreta na disputa pela Presidência do Senado favorece a eleição do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e dificulta a aprovação de leis necessárias ao combate à corrupção. A declaração publicada no Twitter na madrugada desta quinta-feira (10) é uma crítica direta à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que negou ontem (9) a transparência dos votos na disputa. “Decisão de Toffoli favorece Renan, o que dificulta a aprovação de leis contra a corrupção, pois a Presidência do Senado decide pauta (o que e quando será votado). Diferentemente de juízes em tribunais, senadores são eleitos e têm dever de prestar contas. Sociedade tem direito de saber”, escreveu Dallagnol. Ao afirmar que, se Renan for presidente do Senado, dificilmente os brasileiros verão uma reforma contra corrupção aprovada, o coordenador da Lava Jato sugeriu que o suposto constrangimento dos senadores de expor seus votos no senador alagoano faz com que o voto secreto favoreça Renan. “[Renan] Tem contra si várias investigações por corrupção e lavagem de dinheiro. Muitos senadores podem votar nele escondido, mas não terão coragem de votar na luz do dia”, argumentou Dallagnol, na noite de ontem. “Autorizar a votação secreta subverte o dever dos políticos de prestar contas ao povo e o direito da sociedade de fiscalizar seus representantes. Estes não agem em nome próprio, mas em nosso nome”, criticou o procurador. A assessoria de Renan Calheiros não respondeu ao Diário do Poder se o senador se manifestaria a respeito das declarações do coordenador da Lava Jato.
29/12/2018

Fachin homologa delação de lobista que diz ter pago propina a Renan & cia

Corrupção

Fachin homologa delação de lobista que diz ter pago propina a Renan & cia

Delatores citam R$11,5 milhões também para Jáder, Aníbal e ex-ministro

O acordo de  delação premiada de Jorge Luz, lobista que intermediava propinas para políticos do MDB, foi homologado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) . Luz contou haver pago milhões em propinas para o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e seus aliados. O acordo foi homologado na semana passada por Fachin. Jorge Luz e o filho, Bruno Luz, foram presos em fevereiro de 2017 nos Estados Unidos, durante a 38ª fase da Operação Lava Jato. O acordo de delação inclui pai e filho. O ressarcimento aos cofres públicos estipulado no acordo gira em torno dos R$ 40 milhões, montante calculado com base nos crimes e nos repasses de propinas. O acordo está sob sigilo. Bruno poderá deixar a carceragem da Polícia Militar em Curitiba, onde está preso. Jorge Luz está em prisão domiciliar desde fevereiro, por questões de saúde. Propinas também no exterior Segundo a delação, foram repassados cerca de R$ 11,5 milhões a um grupo de políticos do MDB, que inclui Renan, o também senador Jader Barbalho (PA), o deputado Aníbal Gomes (CE) e o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau. O lobista contou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que os repasses eram operacionalizados por meio de Aníbal Gomes ou de Luís Carlos Batista Sá, assessor que representava Renan. As propinas também eram depositadas em contas no exterior, segundo o meliante confesso. Os repasses eram contrapartida por contratos da diretoria Internacional da Petrobras. A negociação para a delação durou mais de um ano e é a primeira da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba a ser avalizada pela Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge. Os procuradores têm criticado a lentidão de Raquel para assinar os acordos, mas os investigadores esperam que novas delações sejam destravadas a partir de agora. Acusados negam, como sempre O advogado de Renan Calheiros, Luís Henrique Machado, encaminhou nota ao jornal O Globo negando as acusações. “O senador Renan já afirmou que conheceu Jorge Luz há aproximadamente 20 anos e desde então nunca mais o encontrou. Repita-se que o senador jamais autorizou, credenciou ou consentiu que terceiros utilizassem o seu nome”, diz a nota. Aníbal Gomes e Jader Barbalho também negaram as acusações. A defesa de Luís Carlos Batista Sá disse que não teve acesso à colaboração e só poderá refutar as acusações após ter acesso aos autos.