Crise na Venezuela

refugiados

"É extremamente importante que, diante da situação na Venezuela, não haja deportações, expulsões ou retornos forçados", diz porta-voz
21/05/2019

Venezuelanos que deixam o país merecem proteção como refugiados, diz ONU

Crise na Venezuela

Venezuelanos que deixam o país merecem proteção como refugiados, diz ONU

"É extremamente importante que, diante da situação na Venezuela, não haja deportações, expulsões ou retornos forçados", diz porta-voz

Os venezuelanos que fogem do agravamento da crise no país merecem proteção como refugiados, afirmou a agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (21). O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) apelou aos países para que não deportem ou forcem os venezuelanos a voltar para casa. Cerca de 3,7 milhões de pessoas deixaram a Venezuela, a maioria desde 2015, de acordo com a agência. “É extremamente importante que, diante da situação na Venezuela, não haja deportações, expulsões ou retornos forçados”, disse a porta-voz do Acnur, Liz Throssell, em entrevista. (ABr)
15/04/2019

Plataforma digital vai agilizar procedimentos de pedido de refúgio

Sisconare

Plataforma digital vai agilizar procedimentos de pedido de refúgio

A plataforma Sisconare entrou em funcionamento no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública

Uma plataforma eletrônica vai dar mais agilidade aos procedimentos burocráticos para o pedido de refúgio e também auxiliar aqueles que são refugiados e vivem no Brasil. A plataforma Sisconare entrou em funcionamento no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Nela vão tramitar os processos relacionados a refúgio no país, tanto de quem pretende solicitar o refúgio, quanto às demandas de quem já é refugiado e precisa fazer a manutenção dos dados. A plataforma vai otimizar etapas e gradualmente substituir os formulários de papel tornando possível consultas por todos os envolvidos no processo como os solicitantes, a Polícia Federal e o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). Para quem está no Brasil na condição de refugiado, no futuro o Sisconare permitirá o processamento online de solicitações como autorizações de viagem e pedidos de reunião familiar com mais agilidade. O solicitante poderá ter acesso de forma mais transparente ao andamento de seu processo. Como Funciona Para realizar a solicitação de reconhecimento da condição de refugiado, o interessado deverá se cadastrar no Sisconare por meio deste link. O Manual do Solicitante também está disponível na página do Sisconare. (ABr)
03/04/2019

ONU lança site para ajudar refugiados a encontrar emprego no Brasil

Causa humanitária

ONU lança site para ajudar refugiados a encontrar emprego no Brasil

O documento de pedido de refúgio é suficiente para o registro de contratação pelas empresas

O Pacto Global e a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) lançaram hoje (3) o site com o objetivo de facilitar a contratação de refugiados que vivem no Brasil. O lançamento ocorreu nesta manhã (3) na capital paulista. A plataforma é voltada para as empresas, que podem buscar, no site, orientação sobre o processo de contratação de refugiados. Caio Pereira, secretário executivo do Pacto Global, esclarece que o documento de pedido de refúgio é suficiente para o registro de contratação pelas empresas. “Na plataforma, tem o passo a passo, os documentos. O que a gente vê, muitas vezes, é que o principal desafio é a falta de conhecimento para contratar. Muitas vezes, o  setor de Recursos Humanos tem suas travas. Legalmente, a gente sabe que é muito fácil contratar”. Ele defendeu que as empresas têm a responsabilidade de atuar ativamente na sociedade para a evolução das causas sociais. “As empresas precisam refletir a diversidade da população”. Mulheres Segundo Adriana Carvalho, gerente de Princípios de Empoderamento da Oraganização das Nações Unidas (ONU)  mulheres, estudos apontam que as empresas com mais diversidade são mais lucrativas e vivem por mais tempo. “Tem muitas razões sócio-econômicas para a gente querer uma sociedade mais inclusiva”. Os casos de mulheres refugiadas, na opinião de Adriana, costumam ser mais complexos que dos homens, muitas delas chegam com seus filhos. O programa voltado a esse público feminino, Empoderando Refugiadas, beneficiou 130 mulheres da Colômbia, Síria, de Moçambique, da República Democrática do Congo e Venezuela. Na última edição, que começou em julho incluiu 50 participantes venezuelanas, sírias, angolanas e congolesas. Dados Paulo Sérgio Almeida, oficial da Acnur, avalia que o mundo registra, atualmente, o maior número de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. “Por ter tido uma opinião política, por causa de sua fé, por causa de sua raça. Deixam uma vida para trás e chegam em outro lugar novo para recomeçar.” No Brasil, a acolhida de venezuelanos foi o maior desafio enfrentado, pela necessidade de interiorização. “Num país continental como o Brasil, eles chegam na pontinha, no Norte. Há uma retenção, as pessoas ficam lá sem oportunidades. Elas querem contribuir, mas não conseguem se deslocar pelo alto custo”. De acordo com o Comitê Nacional para Refugiados do Ministério da Justiça, até o final de 2018 o Brasil reconheceu 10.522 refugiados vindos de 105 países, como Síria, República Democrática do Congo, Colômbia, Palestina e  o Paquistão. Desse total, pouco mais de 5 mil tem registro ativo no país, sendo que 52% moram em São Paulo, 17% no Rio de Janeiro e 8% no Paraná. A população síria representa 35% dos refugiados com registro ativo no Brasil. (ABr)
04/12/2018

Brasil doa R$ 15 milhões a entidades internacionais de migração

Crise humanitária

Brasil doa R$ 15 milhões a entidades internacionais de migração

Dinheiro vai para o Acnur e a OIM, que acolhem pessoas em situação de vulnerabilidade em decorrência da crise humanitária

O presidente Michel Temer autorizou o repasse de R$15 milhões para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para as Migrações das Nações Unidas (OIM). Ambas as entidades se destinam a acolher pessoas em situação de vulnerabilidade em decorrência do fluxo migratório provocado pela crise humanitária. A Medida Provisória 860, assinada pelo presidente Temer e ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, está publicada no Diário Oficial da União de hoje (4). A doação ocorre no momento em que imigrantes venezuelanos buscam refúgio no Brasil, principalmente na região de Boa Vista e Pacaraima, em Roraima. No último dia 25, o governador eleito de Roraima, Antonio Denarium (PSL), afirmou, em nota publicada nas redes sociais, que defende o retorno dos “vários irmãos” venezuelanos e não a devolução, como foi interpretado por alguns setores da imprensa. Anteriormente à reportagem, Denarium disse que a solução passa por mais investimentos federais na região, mais controle na entrada dos refugiados, por programas de acolhimento em outros estados brasileiros, e o regresso dessas pessoas para o país de origem. No último dia 24, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, defendeu um rígido controle na entrada de refugiados venezuelanos que chegam ao país. Ele afirmou que os venezuelanos fogem de uma ditadura e que o Brasil não pode deixá-los à própria sorte. Como medida para tentar resolver o problema, o presidente eleito sugeriu a criação de campos de refugiados. (ABr)