Eleição na Câmara

PSB

Líder do PP aposta no apoio do PSB, PT e PDT em bloco de centro-esquerda
10/01/2019

Arthur Lira busca 227 votos contra Maia, mas nega articular oposição a Bolsonaro

Eleição na Câmara

Arthur Lira busca 227 votos contra Maia, mas nega articular oposição a Bolsonaro

Líder do PP aposta no apoio do PSB, PT e PDT em bloco de centro-esquerda

A decisão da maioria dos parlamentares do PSB de ingressar no bloco de oposição ao presidente da Câmara dos Deputados tomada nesta quinta-feira (10) é resultado das acomodações partidárias após a adesão do PSL ao projeto de reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ). Mas também é fruto da articulação liderada pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que pretende construir um bloco com até 227 apoiadores, para equilibrar a disputa contra a reeleição de Maia. Arthur Lira acredita que, até segunda-feira (14), trará o PDT e o PT para apoiar o projeto alternativo ao apoiado pelo partido do presidente Jair Bolsonaro. Mas enquanto espera a definição de apoios desses e de partidos como o PTB, PSC, PCdoB e MDB para formar o bloco de centro-esquerda, Arthur Lira nega ter a intenção de que seu bloco, se eleito, mantenha uma relação de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). E cita como exemplo de dificuldade de compreensão de uma disputa interna no Legislativo a crise aberta pelo governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), que retalia deputados aliados por não conseguir apoio ao seu tio Olavo Calheiros (MDB-AL) para presidir a Assembleia. “O bloco é interno do Poder Legislativo. Às vezes as pessoas confundem – como o Renanzinho confundiu [em Alagoas] e se deu mal – o funcionamento interno do poder, que é uma coisa que precisa ser respeitada. Se o cara não vai indicar quem é ministro, nem mexer sobre quem dá parecer no Judiciário ou como sai uma decisão, vai querer interferir no processo Legislativo? Este é um processo de acomodação de forças políticas em blocos, para que definam suas posições de bancadas. Tem partidos no nosso bloco que serão da base do governo e tem partidos que serão da oposição, como tem lá [no bloco de Rodrigo Maia] da mesma forma. Menos agora, porque esses três devem sair do apoio ao Rodrigo”, argumentou Arthur Lira, em entrevista ao Diário do Poder. Sobre a expectativa de ter mais de 200 apoiadores, o deputado Arthur Lira afirma que, se os partidos que estão na previsão de aderir ao projeto que lidera vierem, haverá entre 219 e 227 votos, o que equilibra o jogo e causa problema para o lado de lá. A conclusão de Arthur Lira decorre do fato de que Rodrigo Maia previa ter um bloco superdimensionado, e já prometeu quase todos os espaços disponíveis aos pretensos aliados, a exemplo dos comandos de todas as comissões, vagas na Mesa Diretora e suplências. Agora, com outro bloco se consolidando, o candidato à reeleição vai ter que dividir. E muitos vão ficar sem atendimento e o líder do PP acredita que as novas acomodações vão gerar crise no grupo de Maia. “Liguei para mais de 20 deputados do PSB explicando as situações das vantagens da confecção de um bloco para o equilíbrio da Casa, para manter as possibilidades de um diálogo mais aflorado e de pautar algumas matérias que precisam tramitar no Brasil. Deu certo com o PSB, daqui para amanhã [sexta] é o PDT, daqui para sábado é o PT. E aí vamos. Daqui para o começo da semana a gente consegue, acho, formar esse novo bloco”, disse Lira ao Diário do Poder. ‘Não há líder de oposição’ A movimentação de Arthur Lira e do PSB nesta quinta afeta os anseios eleitorais de outro alagoano, o deputado João Henrique Caldas, o JHC (PSB-AL), que lançou na semana passada sua campanha nas redes sociais pela Presidência da Câmara dos Deputados. Questionado sobre a manifestação de apoio de deputados do PSB ao bloco de oposição liderado por Arthur Lira, JHC afirmou que não há liderança no bloco de oposição. “Pelo contrário: será estimulado o maior número de candidaturas possível, justamente para dar maior legitimidade ao processo”, afirmou JHC ao Diário do Poder, em referência à existência de seu nome, de Lira e dos deputados Fábio Ramalho (MDB-MG) e Alceu Moreira (MDB-RS) na disputa. Mas quando perguntado se algum integrante de seu partido o apoia, JHC citou apenas um parlamentar do PSB. “O deputado Rafael Carreras (PSB/PE) demonstrou seu apoio espontâneo de forma reiterada nas redes sociais. Outros deputados o fizeram de maneira particular e, tão logo tornem público, a imprensa ficará sabedora”, disse JHC.      
04/01/2019

Rodrigo Rollemberg volta para o Senado com cargo comissionado

Boquinha

Rodrigo Rollemberg volta para o Senado com cargo comissionado

Nomeação para o gabinete da liderança do partido foi publicado em uma portaria da Casa

O ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) foi nomeado para um cargo de comissão no gabinete da liderança do partido no Senado Federal. A boquinha do ex-chefe do Executivo do DF foi publicada nesta quarta (2) em uma portaria da Casa, assinada por Marcio Tancredi, diretor-executivo de Gestão do Senado. Rollemberg é servidor de carreira na função de analista legislativo, com salário bruto de R$ 28 mil. Com a função comissionada, o ex-governador do Distrito Federal receberá um adicional de R$ 5,5 mil de “adicional de chefia”. Somados os dois valores, o pagamento líquido fica em R$ 22 mil, mais do que os R$ 18,9 mil que Rollemberg recebia de salário liquido como governador.
21/12/2018

PDT, PCdoB e PSB criam bloco de oposição a Bolsonaro na Câmara

Grito de independência

PDT, PCdoB e PSB criam bloco de oposição a Bolsonaro na Câmara

Eles criticam Bolsonaro, mas objetivo deixarem de ser puxadinhos do PT

Em declaração conjunta nesta quinta-feira (20), PDT, PC do B e PSB anunciaram a formação de um bloco de oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) na Câmara dos Deputados a partir de 2019, mas sem a participação do PT. O objetivo do bloco é abandonar a condição de “puxadinho” do PT. Juntos, os três partidos contam com 69 deputados. Suas lideranças já articulavam a criação do bloco nas últimas semanas como forma de manter independência em relação ao PT, que terá a maior bancada da Casa -56 parlamentares. A legenda petista tem pretensões de liderar a oposição ao governo Bolsonaro. “Reafirmam, assim, que farão oposição ao governo eleito, em conformidade com o resultado e o desejo expresso pelas urnas, na defesa da democracia, dos direitos sociais, dos valores éticos e republicanos, e defenderão ideias e propostas a favor dos interesses do país”, diz trecho da nota conjunta, assinada pelos líderes dos três partidos na Casa -André Figueiredo (PDT-CE), Orlando Silva (PC do B-SP) e Tadeu Alencar (PSB-PE). “É o início de uma caminhada de partidos com identidade histórica para barrar retrocessos que sejam pautados na Câmara dos Deputados, como a reforma da Previdência, e outras ações que prejudiquem os trabalhadores e só aprofundam a crise que o país vive. Muito trabalho nos espera nos próximos quatro anos”, disse Figueiredo em nota no site oficial do PDT. No final de outubro, quando o bloco começou a ser articulado, Figueiredo afirmou que ele “não seria um ‘puxadinho’ do PT”. No entanto, o governador reeleito do Maranhão, Flávio Dino, que é do PC do B, afirma que a formação do bloco não significa uma tentativa de isolar o PT. “Isso seria um absurdo, considerando que se trata do maior partido do campo popular no nosso país. Bloco parlamentar não impede diversas outras formas de aliança e diálogo”, disse, por meio do Twitter.
08/11/2018

No DF, em caso raro, Ibaneis mantém indicado de adversário no cargo

Brasília

No DF, em caso raro, Ibaneis mantém indicado de adversário no cargo

Atitude incomum no DF: novo governador manterá indicado de ex-governador no cargo

Atitude incomum em política foi adotada nesta quarta-feira (7) pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB): ele convidou a permanecer no cargo um dos mais importantes integrantes do governo atual, de Rodrigo Rollemberg (PSB), que o atacou pessoalmente, durante a campanha. Sem demonstrar rancor, convidou Júlio Cesar Reis, a continuar presidindo a agência de desenvolvimento Terracap. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Executivo arrojado e funcionário de carreira do órgão, Júlio Cesar Reis sempre foi considerado uma escolha feliz do atual governador do DF. O presidente da Terracap definiu prioridades com Ibaneis, incluindo fechar parcerias no autódromo para sediar a Fórmula 1 em Brasília. Outras parcerias com o setor privado devem avançar, em Brasília. A gestão do Estádio Nacional Mané Garrincha será logo privatizada.