Reforma urgente

previdência

Governo prepara estratégia para convencer público e parlamentares
11/02/2019

Maior desafio da reforma da Previdência é comunicação

Reforma urgente

Maior desafio da reforma da Previdência é comunicação

Governo prepara estratégia para convencer público e parlamentares

A reforma da Previdência é consensual, mas até os seus defensores mais exaltados advertem para a necessidade de o governo caprichar na “comunicação”, até para deixar os parlamentares mais confortáveis na sua defesa. Ocupar os espaços esclarecendo fatos e apontando os privilégios que precisam acabar também é muito importante na “guerra” da comunicação, segundo o líder do Partido Novo na Câmara, deputado Marcel van Hatten (RS), que tem mestrado no assunto. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. O desafio do governo é convencer a população da necessidade de reformar para que, no futuro breve, a Previdência não se inviabilize. O governo prepara campanha na TV, rádio, jornal e internet explicando que o País precisa reformar a Previdência para crescer e não quebrar. Parlamentares de esquerda costumam aproveitam os espaços do “contraditório”, na imprensa, para tentar espalhar o “terror” da reforma. Para ser aprovada, a PEC da reforma precisa de 308 votos em 513 deputados e de 49 dos 81 senadores. O governo acha que os tem.
29/01/2019

Rombo da Previdência sobe 8% em 2018, e atinge valor de R$ 290 bilhões

Aumento de R$ 21,5 bilhões

Rombo da Previdência sobe 8% em 2018, e atinge valor de R$ 290 bilhões

Valor inclui regimes privado, dos servidores e de militares

O déficit somado das previdências do setor privado, dos servidores públicos da União e dos militares aumentou 8% e fechou 2018 em R$ 290,297 bilhões, divulgou hoje (29) o Tesouro Nacional. Em valores absolutos, o rombo aumentou R$ 21,5 bilhões, repetindo o recorde da série histórica. No Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que engloba os trabalhadores do setor privado, o déficit aumentou 7%, de R$ 182,45 bilhões em 2017 para R$ 195,197 bilhões no ano passado. No Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), que atende os servidores públicos civis da União, o resultado negativo passou de R$ 45,25 bilhões para R$ 46,4 bilhões na mesma comparação. No regime dos militares, o déficit aumentou de R$ 37,68 bilhões em 2017 para R$ 43,9 bilhões em 2018. No Fundo Constitucional do Distrito Federal, que complementa o salário de servidores das áreas de saúde, educação e segurança do DF, o resultado negativo subiu de R$ 3,42 bilhões para R$ 4,8 bilhões. Recomendação Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, somente a aprovação de uma reforma da Previdência poderá segurar o crescimento do déficit. Caso contrário, o desequilíbrio das contas públicas se intensificará não apenas na União, mas nos estados e nas prefeituras. “Se não houver reforma da Previdência, a situação vai se agravar e não haverá ajuste fiscal. Isso não só no governo federal, mas também nos estados. O Brasil está passando por um processo de envelhecimento muito rápido. Se o Brasil não fizer uma reforma da Previdência, será impossível um ajuste fiscal no Brasil”, advertiu o secretário. Almeida acrescentou que o rombo da Previdência representa o principal fator para o déficit primário de R$ 120,3 bilhões nas contas do Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – em 2018. Esse foi o quinto ano consecutivo de rombo. Amadurecimento Para Almeida, o debate em torno da reforma da Previdência “amadureceu” de 2016 – quando o governo anterior enviou a proposta ao Congresso – para cá. Segundo ele, o governo atual está conduzindo bem o processo e conta com dois fatores favoráveis para acelerar as discussões. O primeiro é a nomeação do ex-deputado Rogério Marinho para a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. “Ele é um político que vai explicar a necessidade da reforma para políticos, fazendo uma explicação melhor que a dos técnicos”, justificou. O segundo fator, apontou o secretário do Tesouro, é o apoio de governadores de estados com problemas financeiros. “Na proposta de 2016, não tínhamos governadores engajados na reforma da Previdência. Agora temos um conjunto de novos governadores que defendem a reforma porque precisam controlar a despesa com pessoal nos estados”, explicou. Ele disse ainda que o fato de a equipe técnica do governo anterior continuar a se envolver na elaboração da proposta indica uma continuidade nas discussões. (ABr)
02/01/2019

Paulo Guedes provoca entusiasmo prometendo privatizações e simplificação

Pilares da economia

Paulo Guedes provoca entusiasmo prometendo privatizações e simplificação

Vem aí um Estado menor e mais simples

Ao tomar posse no cargo do novo Ministério da Economia na tarde desta quarta-feira (2), em Brasília (DF), o ministro Paulo Guedes deixou o mercado empolgado ao destacar que a Previdência Social, as privatizações e a simplificação de tributos são os “pilares da nova gestão”. “O Brasil deixará de ser o paraíso dos rentistas e o inferno dos empreendedores”, destacou o novo ministro. Guedes pediu ajuda aos parlamentares para a aprovação da reforma da Previdência, argumentando que, se o governo e o Legislativo conseguirem aprovar a matéria, o Brasil “terá dez anos de crescimento à frente”. Por falta de acordo partidário, a proposta tramita desde 2016, quando foi enviada pelo governo Michel Temer. “A Previdência Social virou uma gigantesca engrenagem de transferências perversas. É atualmente uma fábrica de desigualdades. Quem legisla tem as maiores aposentadorias, quem julga tem as maiores aposentadorias. O povo brasileiro, as menores”, declarou durante sua posse. O ministro que comanda a pasta resultante da decisão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de fundir os ministérios Fazenda, do Planejamento e parte do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior ressaltou que “não existe superministro”. A proposta tributária é, segundo o ministro, unificar sete ou oito tributos em um imposto federal. Bem como  descentralizar os recursos, ou seja, destinar mais arrecadação para os estados e municípios. “Menos Brasília e mais Brasil”, parafraseou o presidente Bolsonaro. A defesa de programa amplo de privatizações também foi um dos rumos indicados pelo novo ministro, que prevê um limite de até 20% do PIB como patamar ideal da carga tributária, em relação à riqueza do país. percentual que somou 32,43%, em 2018. “Acima disso, é o quinto dos infernos. Tiradentes morreu por isso”, disse. Gastos públicos Guedes negou que o descontrole na expansão de gastos públicos é o “mal maior” da economia brasileira. Mas ainda afirmou que o Brasil foi corrompido e parou de crescer por excesso de gastos. “O Estado gasta mal e transfere dinheiro para privilégio”, declarou. Para o novo ministro, a expansão das despesas é o “calcanhar de Aquiles” de todas as tentativas de estabilização da economia, dentro do contexto de um défcit (despesas acima das receitas) de cinco anos, que faz o governo prever um rombo de R$ 139 bilhões ao final deste ano. “Experimentamos todas as disfunções financeiras em torno desse processo, como moratória e inflação. Agora, estamos respirando a sombra de uma tranquilidade, mas é uma falsa tranquilidade, da estagnação econômica”, disse Paulo Guedes. O ministro da Economia defendeu que o teto de gastos, que controla as despesas para não superarem a inflação do ano anterior, não tem sustentação sem as reformas estruturais, como da Previdência Social. “O teto esta aí, mas, sem paredes de sustentação, cai. Essas paredes são as reformas. Temos de aprofundar as reformas”, declarou Paulo Guedes. A necessidade de fazer uma reforma administrativa no setor público também foi defendida, com o argumento de que há mais de 300 carreiras no governo federal. Neste momento, Guedes informou que cargos de confiança já estão sendo cortados e que o governo vai atrás de benefícios fiscais, como subsídios para empresas. Democracia forte Em seu longo discurso que encerrou a solenidade, Paulo Guedes também destacou mecanismo de inclusão social são as economias de mercado. E disse que a democracia do Brasil é resiliente e o presidente Jair Bolsonaro e a equipe têm absoluto compromisso com as instituições democráticas. Ainda abordando as liberdades constitucionais como a que garante a imprensa livre, Paulo Guedes disse que a democracia no Brasil é “forte o suficiente” para as pessoas aprenderem com os erros. E declarou que o país enfrentou uma ‘crise institucional terrível’, e democracia resistiu consolidada, tornando possível olhar com segurança para o futuro. O ministro Paulo Guedes garantiu que o governo vai libertar os jovens que querem trabalhar por meio da carteira de trabalho “verde e amarela”. E disse que “piratas privados” e “criaturas do pântano politico” se associaram contra o povo brasileiro.      
13/11/2018

Mercado se frustra com Previdência e dólar vai a R$ 3,83

Economia

Mercado se frustra com Previdência e dólar vai a R$ 3,83

Valor não era atingido desde o início de outubro

A cotação da moeda norte-americana encerrou o pregão de hoje (13) em alta de 1,98%, cotada a R$ 3,8313 para venda. O dólar mantém a tendência de alta com o fechamento de ontem também em valorização de 0,55%.  Desde o início de outubro a moeda norte-americana não fica no patamar de R$ 3,80. Na última sexta-feira (9), a moeda fechou com uma série acumulada em queda, cotada a R$ 3,7350. O Banco Central seguiu com as ofertas tradicionais de swaps cambiais, sem leilões extraordinários de venda futura do dólar. O  Ibovespa, índice da B3, bolsa de valores de São Paulo, fechou esta terça-feira em baixa de 0,71%, com 84.914 pontos. Os papéis das grandes empresas, chamadas de blue chip, acompanharam a tendência, com Petrobras encerrando com queda de 4,03%, Bradesco com menos 1,80% e Itaú com desvalorização de 0,37%. Reforma da Previdência Os investidores aguardam definições de nomes e políticas da equipe econômica ​do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), mas se frustram com perspectivas para a Previdência. Os nomes escolhidos pelo novo governo têm sido bem recebidos pelo mercado, no entanto, há também atenção especial atenção sobre o destino do comando do Banco Central. Há indicações de que a equipe de Bolsonaro tem interesse em manter Ilan Godfajn no cargo, que só não ficaria se não quisesse. Apesar de boa parte do mercado já ter precificado que uma reforma da Previdência não sairia neste ano, indicações de Bolsonaro e sua equipe na segunda confirmando a tendência também ajudaram a azedar o humor dos investidores neste pregão.