Medida preventiva

prevenção

Medida é apenas preventiva e não há risco iminente de outro rompimento
30/01/2019

Defesa Civil de Minas divulga plano para riscos das barragens de Brumadinho

Medida preventiva

Defesa Civil de Minas divulga plano para riscos das barragens de Brumadinho

Medida é apenas preventiva e não há risco iminente de outro rompimento

A Defesa Civil de Minas Gerais divulgou nesta quarta (30) um “plano de contingência” no caso de riscos relacionados às barragens da região de Brumadinho que não se romperam. Mas, segundo o porta-voz da corporação, Tenente-coronel Flávio Godinho, tal medida é preventiva, uma vez que nenhuma outra barragem está com risco de rompimento. Segundo o representante do órgão, as demais barragens estão no nível de segurança 1. O risco aumenta quando a classificação passa para níveis superiores, como 2 ou 3. Contudo, acrescentou Godinho, não há situações deste tipo ainda na região. Em nota, a Defesa Civil designou locais para os quais moradores e pessoas da área devem se dirigir esta situação hipotética. “A Defesa Civil divulga pontos como medida preventiva em caso de elevação do risco”, sublinhou o comunicado. “As Polícia Civil e a Polícia Militar estão monitorando as barragens em tempo real para, em caso de mudança na situação, haja aviso por meio de sirenes para que a população possa se deslocar de forma organizada e ordeira”, afirmou Godinho. Mortos e desaparecidos No boletim da Defesa Civil divulgado nesta quarta (30) foram confirmadas 84 mortes, sendo 42 corpos encontrados, 276 desaparecidos e 391 pessoas localizadas. Segundo Flávio Godinho, o número de desalojados subiu de 135 para 176. As pessoas foram alojadas em hoteis e hospedagens próximas. Ele informou que as autoridades farão conferência junto a essas pessoas para avaliar se os estabelecimentos estão fornecendo o “conforto necessário”. (ABr)
09/01/2019

Queda de viaduto no Eixão Sul era previsível “até por um leigo”, afirma Ibaneis

Obras

Queda de viaduto no Eixão Sul era previsível “até por um leigo”, afirma Ibaneis

GDF espera que a obra do viaduto seja entregue no final de março, e não em maio como no prazo atual

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), visitou na manhã desta quarta (9) a obra de reconstrução do viaduto sobre a Galeria dos Estados, que desabou em fevereiro do ano passado. Segundo Ibaneis, com a visita, o objetivo era entender o que havia acontecido para que o mesmo não ocorresse em outros viadutos do Distrito Federal. “A queda desse viaduto era plenamente previsível por qualquer engenheiro e até por um leigo. Com a infiltração da água, os cabos que estavam ali dentro foram apodrecendo e se romperam. Isso deve estar acontecendo em todos os viadutos do Distrito Federal”, afirmou o governador. “Isso aqui foi a queda de um viaduto pelo descaso das administrações que passaram ao longo dos anos.” A obra de reconstrução do viaduto no Eixão Sul, executada pela Via Engenharia, vai custar R$ 10,9 milhões aos cofres públicos, com conclusão prevista para maio deste ano. Ibaneis afirmou que já pediu agilidade para empresa para que a obra seja entregue no final de março. Com a volta aos trabalhos após o recesso de fim de ano, os funcionários devem trabalhar em dois turnos e o número de pessoas no canteiro de obras deve aumentar durante o dia. O início das obras foi adiado diversas vezes durante o ano passado: em um primeiro momento, a gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg decidiu demolir as quatro faixas do viaduto que não desabaram, após voltar atrás da decisão de apenas fazer uma restauração com a estrutura que ainda permanecia em pé, sem a necessidade de demolição completa. A primeira decisão ia contra o laudo da Universidade de Brasília (UnB), que recomendava a demolição. Depois, a reconstrução do viaduto ganhou um novo obstáculo, quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) barrou o projeto do GDF para reconstruir a estrutura. Segundo o órgão, a proposta feria o tombamento de Brasília ao alterar a arquitetura original. O governo chegou a argumentar que o projeto apresentado pelos engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) seguia questões de segurança, economia e meio ambiente. Alguns dias depois, um novo projeto foi apresentado pelo GDF e aprovado pelo Iphan. Segundo o governador Ibaneis Rocha, a maneira como a obra está sendo feita um novo viaduto está sendo construído dentro de um velho. “Essa obra sai mais cara do que seria se tivesse colocado tudo no chão e feito novamente. Da maneira como está sendo feita existe um desperdício de recursos públicos e de mão de obra. É muito mais fácil construir do que incorporar uma obra antiga dentro de uma nova”, argumentou. Prevenção O governador afirmou que na próxima semana ele, o secretário de Obras, o DER-DF e a Novacap devem visitar os viadutos que constam em um relatório do Tribunal de Contas do DF (TCDF) de 2012 por necessidade de manutenção e reparos urgentes — documento que incluía o viaduto sobre a Galeria dos Estados. Entre as obras apontadas pela auditoria do tribunal estão ainda o viaduto na saída do Buraco do Tatu; entre as quadras 115/116 Norte; entre as quadras 215/216 Norte; entre as quadras 203/204 Sul; entre as quadras 215/216 Sul; sobre a N2. O relatório aponta ainda necessidade de obras urgentes na Ponte Costa e Silva e na Ponte das Garças. No ano passado, o TCDF refez a análise e constatou que oito das 11 estruturas apontadas em 2012 ainda tinham risco de desabamento. “Temos que cuidar da revitalização desses viadutos. Eles envelheceram muito rápido; não foi dado manutenção ao longo de 50 anos; e a cidade está prestes a cair como caiu aqui”, afirmou o governador Ibaneis Rocha, que trabalha na criação de um programa permanente de verificação e recuperação dos viadutos de todo o Distrito Federal. Via Engenharia e a Panatenaico A ganhadora da licitação para a obra do viaduto, a Via Engenharia, foi alvo da denúncia do Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) e teve diretores investigados por suposta participação no desvio de recursos na construção do Estádio Nacional Mané Garrincha. A obra mais cara para a Copa do Mundo de 2014, realizada no país, foi inicialmente orçada em R$ 600 milhões, mas acabou custando aos cofres públicos mais de R$ 1,6 bilhão. Questionado sobre a situação da Via Engenharia, Ibaneis ressaltou que a empresa não está impedida de participar de licitações. Antes proibida pela Justiça de participar de contratos do governo, a Via Engenharia conseguiu reverter sua situação junto ao Ministério Público Federal (MPF). “O processo licitatório ocorreu e os órgãos de fiscalização estão acompanhando. Eles têm o direito, não estão proibidos de participar de processo de licitação”, declarou o governador.
01/12/2018

Campanha contra aids tem foco na ampliação de testes para diagnóstico

Dia Mundial de Luta contra Aids

Campanha contra aids tem foco na ampliação de testes para diagnóstico

Documento 'Conhecimento é Poder' revela que 37 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo, o maior número registrado na história

No Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado hoje, 1º, o programa das Nações Unidas de Combate à Aids (Unaids), promove campanha com foco na ampliação do teste para diagnosticar a infecção pelo vírus HIV. Em todo o mundo, mais de 9,4 milhões de pessoas não sabem que estavam infectadas pelo vírus e necessitam de acesso urgente ao teste e serviços de tratamento, segundos levantamento feito pela organização na última semana. O documento Conhecimento é Poder revela que 37 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo, o maior número registrado na história. O relatório apontou ainda que, em 2017, 75% das pessoas que vivem o HIV sabiam da carga viral e 58,6% delas (21,7 milhões) tiveram acesso à terapia antirretroviral. Há três anos, o percentual de pessoas que sabiam da sua condição viral era de 67% e mais da metade (59%) dos diagnosticados estavam se tratando da doença. A agência da ONU ressalta que saber do status de infecção traz muitas vantagens, como o acesso aos serviços de tratamento, prevenção, cuidado e apoio. Brasil No Brasil, o Ministério da Saúde estima que 866 mil pessoas viviam com o HIV no ano passado. Desse total, 84 (731 mil) já estavam diagnosticadas e 75% (548 mil) estavam em tratamento antirretroviral. Segundo a pasta, em 2017, 92% (503 mil) dos infectados já tinham carga viral indetectável e, até setembro deste ano, havia 585 mil pessoas em tratamento para HIV/Aids. A meta é garantir que, até 2020, todas as pessoas vivendo com HIV no país sejam diagnosticadas; que 90% das pessoas diagnosticadas estejam em tratamento; e que 90% das pessoas em tratamento alcancem carga viral indetectável. Campanha Em nova campanha publicitária, lançada nesta semana, o Ministério da Saúde lembra as conquistas alcançadas desde que a data mundial de luta foi instituída pela ONU, em 1988. A campanha nacional 30 anos do Dia Mundial de Luta contra a Aids – Uma Bandeira de Histórias e Conquistas destaca que a doença deixou de ser sinônimo de morte e que diagnóstico e tratamento evoluíram. Os efeitos colaterais dos tratamentos também foram reduzidos e surgiram novas formas de prevenção, além do uso da camisinha. O Dia Mundial de Luta contra a Aids foi criado cinco anos após a descoberta do vírus causador da doença. Em 1988, mais de 65 mil pessoas já tinham sido diagnosticadas com o HIV e 38 mil já tinham morrido. De 1980 a 2018, o país identificou quase 927 mil casos de aids, cerca de 40 mil novos casos por ano. O boletim epidemiológico mais recente mostra que no Brasil caiu o número óbitos causados pela doença. A taxa de mortalidade por aids passou de 5,7 a cada 100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos, em 2017. O índice é o menor desde a adoção do coquetel para tratamento da doença, em 1995. No início da campanha, na última terça-feira (27), foram expostas nos gramados da Esplanadas dos Ministérios, em Brasília, colchas de retalhos em que estão impressas mensagens de apoio às pessoas que vivem com o vírus HIV. A ação lembrou a forma como a memória das vítimas da aids era homenageada há 30 anos. Preocupação No marco dos 30 anos de combate à epidemia, a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia) emitiu nota em que demonstra preocupação com  alguns dados do último boletim epidemiológico divulgado nesta semana pelo ministério. Entre os pontos que devem ser analisados com cautela, segundo a entidade, estão os índices de detecção de HIV e mortalidade por AIDS. A Abia reconhece que houve avanços, mas avalia que os diagnósticos e o óbitos continuam altos. Para a associação, a taxa de mortalidade pode ser reduzida com investimentos para aumentar a oferta de testes e incorporar o medicamento Dolutegravir no tratamento. A organização também chama a atenção para a necessidade de considerar as experiências das populações mais vulneráveis, como jovens gays, pessoas trans e os negros, que ainda são os mais afetados pela epidemia da Aids e enfrentam dificuldades de vinculação ao sistema de saúde pública. A Abia lembra ainda que o problema está concentrado de forma diferenciada em algumas regiões, como a cidade de Porto Alegre, que atingiu a maior taxa de detecção de HIV em gestantes do país e o dobro em relação a outras cidades do Rio Grande do Sul. (ABr)
01/12/2018

MPF pede às forças de segurança do Rio medidas contra crimes de ódio

Intolerância

MPF pede às forças de segurança do Rio medidas contra crimes de ódio

Procuradoria sugere a adoção de medidas que promovam a pacificação das manifestações de intolerância

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) encaminharam recomendação ao interventor federal, general Walter Souza Braga Netto, e ao secretário de segurança pública do Rio, general Richard Nunes, para que sejam adotadas providências de prevenção e repressão de crimes de ódio de cunho ideológico e contra grupos minoritários, no Rio de Janeiro. O documento sugere a adoção de medidas que promovam a pacificação das manifestações de intolerância e orienta as forças de segurança ampliar canais de denúncia disponíveis para a população. Também recomenda o estímulo à pacificação social por meio de pronunciamentos públicos, se possível por meio dos veículos de imprensa, para fazer frente ao elevado número de atos de intolerância e violência decorrentes do processo eleitoral de 2018. O texto é assinado pelos procuradores regionais dos direitos do cidadão Ana Padilha de Oliveira, Sergio Gardenghi Suiama e Renato de Freitas Souza Machado, em conjunto com a promotora de justiça Liana Barros Cardozo. Intolerância Nos casos de intolerância como ofensas, injúrias, intimidações, ameaças e agressões de cunho ideológico contra grupos minoritários – especialmente mulheres, negros, minorias étnicas ou religiosas, estrangeiros e membros da comunidade LGBTQIA (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros, Queer, Intersexo e Assexual) –os procuradores pedem que seja feito um registro minucioso na ocorrência policial, em campos que possibilitem explicar a motivação do crime. Nas ocorrências que envolvem instituições religiosas, o pedido é que o Instituto de Segurança Pública (ISP) providencie registro e tratamento adequado, informando a qual denominação religiosa pertence a vítima. Os agentes da Polícia Civil deverão seguir procedimentos que estabelecem regras no caso de violência contra mulheres trans e travestis, como o tratamento da vítima de acordo com o seu nome social, a preferência de atendimento por policial civil do gênero feminino e a garantia de que a palavra da vítima será levada em consideração, sem discriminações. As recomendações levaram em conta o número elevado notícias jornalísticas denunciando atos de intolerância e crimes de ódio contra grupos minoritários durante as eleições de 2018. e a ausência de dados estatísticos oficiais sobre esses crimes. Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), não é possível distinguir casos de crimes contra grupos minoritários, inclusive crimes de intolerância religiosa, porque o instituto divulga apenas estatísticas de segurança provenientes de informações de registros de ocorrência lavrados nas unidades da Polícia Civil. (ABr)