Relação política

Presidência do Senado

Senador já foi elogiado e divulga nas redes sociais imagens com presidente
17/01/2019

Collor mantém proximidade com Bolsonaro e amplia rumores sobre presidir o Senado

Relação política

Collor mantém proximidade com Bolsonaro e amplia rumores sobre presidir o Senado

Senador já foi elogiado e divulga nas redes sociais imagens com presidente

De partido novo e sem se manifestar sobre especulações de que ingressaria na disputa pela Presidência do Senado, o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PROS-AL) voltou a divulgar ontem (16) em suas redes sociais fotos ao lado do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) e reforçou hoje (17) referências à sua proximidade com o novo governo, na busca por soluções para esclarecer as causas de rachaduras e erosões que levaram aflição à vida de milhares de moradores do bairro do Pinheiro, em Maceió (AL). As fotos divulgadas ontem mostram Collor conversando com Bolsonaro e ouvindo seu discurso, durante o almoço em homenagem ao presidente da Argentina, Maurício Macri, no Itamaraty, em Brasília. O evento também reuniu o ex-presidente José Sarney (MDB). Mas não é fato isolado, porque Bolsonaro foi fotografado em conversa descontraída com o senador alagoano, e pelo histórico de sintonia em eventos anteriores, desde a posse no início do mês. Bolsonaro já fez elogios a Collor, durante a transmissão de cargo ao novo ministro da Defesa, o general da reserva Fernando Azevedo e Silva, no Clube do Exército. Na ocasião, o presidente se dirigiu a Collor durante o discurso, para agradecer pela lei que o senador sancionou como Presidente da República, beneficiando militares com a Lei delegada nº 12, que estruturou a carreira militar, criando gratificação pela atividade. Desde o dia da posse presidencial, em 1º de janeiro, Collor vem repercutido nas redes sociais sua proximidade e “troca de ideias” com Jair Bolsonaro. O general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional do governo Bolsonaro também teve registro destacado nos perfis do senador. Hoje, Collor expôs fotos de uma assembleia de moradores do bairro do Pinheiro, e citou o empenho próprio e do presidente da República em apoiar as vítimas do fenômeno estudado pelo Serviço Geológico do Brasil. “Oi, pessoal! Sobre o drama enfrentado pelas famílias do Pinheiro e das áreas adjacentes, daqui do Senado Federal venho adotando gestões para apressar o diagnóstico a ser feito pelos especialistas. O presidente Jair Bolsonaro já determinou a seus ministros que hajam no sentido de esclarecer as causas desse fenômeno que atormenta a vida de milhares de pessoas da região atingida. Minha ação parlamentar está à disposição da causa dos moradores. Contem sempre comigo”, disse o senador Collor, no posto ilustrado por imagens de moradores do Pinheiro reunidos na Praça Menino Jesus de Praga. Se for candidato a presidente do Senado, Collor disputará com outro alagoano, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Mas a assessoria de imprensa de Collor disse ao Diário do Poder que o senador não dará declarações sobre os rumores de que disputaria a Presidência do Senado.
16/01/2019

Novo senador por Alagoas votará contra Renan para presidir o Senado

'Momento é novo'

Novo senador por Alagoas votará contra Renan para presidir o Senado

Senador campeão de votos em Alagoas, Rodrigo Cunha pede voto aberto

Senador eleito com a maior votação do Estado de Alagoas no pleito de 2018, Rodrigo Cunha (PSDB-AL) disse que não vota no seu conterrâneo Renan Calheiros (MDB-AL) para presidir o Senado, porque o Brasil vive um novo momento político com o qual o ex-presidente do Senado não está alinhado. “O senador Renan não é o meu candidato. As candidaturas ainda não estão definidas. Vou buscar uma candidatura que esteja mais alinhada com o novo momento político que vivemos. E fazer o que está ao meu alcance para criarmos um novo cenário no Senado, capaz de provocar mudanças estruturais profundas no Brasil”, disse o deputado estadual Rodrigo Cunha, eleito senador com dez pontos percentuais em votos válidos à frente de Renan Calheiros. O senador tucano também milita pelo voto aberto desde o início deste seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). “Sou a favor do voto aberto, inclusive fui o autor da ação que obrigou os deputados do meu estado a votarem de maneira aberta”, lembrou o parlamentar, que obteve a decisão judicial para a votação aberta de vetos governamentais, no Legislativo de Alagoas. Rodrigo Cunha segue defendendo a transparência dos votos dos congressistas eleitos, nas próximas eleições das Mesas Diretoras do Congresso Nacional.  
15/01/2019

Collor ingressa no PROS, em meio a rumores de que disputaria presidência do Senado

Troca de partido

Collor ingressa no PROS, em meio a rumores de que disputaria presidência do Senado

Ex-presidente deixa o PTC e prevê papel decisivo no Congresso

Em meio a rumores não confirmados de que poderia disputar a Presidência do Senado, o ex-presidente da República e senador Fernando Collor de Mello assinou nesta terça-feira (15), em Brasília (DF), a ficha de filiação ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS). A solenidade que marcou sua saída do PTC aconteceu ao lado do presidente nacional da sigla, Euripedes Junior, e do deputado federal eleito, Capitão Wagner (CE), que representou a bancada do PROS na Câmara Federal. Euripedes destacou que a filiação do senador reforça o trabalho da sigla na construção de um Brasil melhor. O senador que assume a presidência da sigla em Alagoas apontou a importância que o PROS terá na discussão de temas importantes que serão debatidos no Congresso Nacional nos próximos meses. Por meio de sua assessoria, Collor assegurou que a sigla estará unida para tirar o Brasil do cenário de crise em que se arrasta ao longo dos últimos anos. Mas não se manifestou a respeito das especulações sobre um eventual ingresso na disputa pela Presidência do Senado. “A expectativa que nós temos é de que o PROS terá um papel decisivo na sua atuação no Congresso Nacional. Todos nós sabemos das dificuldades pelas quais o país atravessa. Todos nós sabemos das necessidades que o governo eleito democraticamente tem de ter o apoio do Congresso para fazer avançar as reformas que são imprescindíveis para a construção de um desenvolvimento sustentável para o Brasil. De forma coesa, o PROS estará atuando no sentido de ajudar o Brasil a sair da crise”, disse o senador alagoano. Ainda durante a solenidade de filiação, Collor expressou alegria ao ingressar no partido, ressaltando a trajetória crescente que a sigla vem tendo. “Eu me sinto muito feliz em estar filiado ao PROS. É um partido que começou pequeno, mas que foi granjeando por todo o Brasil uma legião de seguidores e que atingiu, brilhantemente, a cláusula de barreira na última eleição, graças ao comando do presidente Euripedes que tem se dedicado com tanto afinco, tanto ardor, para fazer com que o PROS seja uma agremiação partidária orgânica, democrática e que todas as questões venham ser discutidas e, assim, tomadas as decisões”. O presidente nacional, Euripedes Junior, agradeceu a Collor pela confiança e deu as boas-vindas ao senador. “Quero agradecer a confiança do senador de estar aqui junto conosco, em um partido que nasceu lá em Planaltina de Goiás. Eu entendi que, como vereador, eu não poderia mudar a vida das pessoas, mas com um partido político, sim. É uma satisfação enorme ter um quadro com Collor aqui no PROS. Juntos vamos construir um Brasil melhor”. Em Alagoas, o PROS era presidido pelo deputado estadual Bruno Toledo, que teve um desgaste com a Direção Nacional por não conseguir superar a cláusula de barreira em Alagoas e protestar contra a intervenção para a inclusão à revelia do partido na ata da coligação do MDB que apoiou as reeleições do senador Renan Calheiros e do governador Renan Filho, em 2018.
10/01/2019

Coordenador da Lava Jato diz que voto secreto ajuda Renan e afeta combate à corrupção

Segredo protege

Coordenador da Lava Jato diz que voto secreto ajuda Renan e afeta combate à corrupção

Dallagnol critica decisão de Toffoli de negar voto aberto no Senado

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, afirmou que a decisão de autorizar a votação secreta na disputa pela Presidência do Senado favorece a eleição do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e dificulta a aprovação de leis necessárias ao combate à corrupção. A declaração publicada no Twitter na madrugada desta quinta-feira (10) é uma crítica direta à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que negou ontem (9) a transparência dos votos na disputa. “Decisão de Toffoli favorece Renan, o que dificulta a aprovação de leis contra a corrupção, pois a Presidência do Senado decide pauta (o que e quando será votado). Diferentemente de juízes em tribunais, senadores são eleitos e têm dever de prestar contas. Sociedade tem direito de saber”, escreveu Dallagnol. Ao afirmar que, se Renan for presidente do Senado, dificilmente os brasileiros verão uma reforma contra corrupção aprovada, o coordenador da Lava Jato sugeriu que o suposto constrangimento dos senadores de expor seus votos no senador alagoano faz com que o voto secreto favoreça Renan. “[Renan] Tem contra si várias investigações por corrupção e lavagem de dinheiro. Muitos senadores podem votar nele escondido, mas não terão coragem de votar na luz do dia”, argumentou Dallagnol, na noite de ontem. “Autorizar a votação secreta subverte o dever dos políticos de prestar contas ao povo e o direito da sociedade de fiscalizar seus representantes. Estes não agem em nome próprio, mas em nosso nome”, criticou o procurador. A assessoria de Renan Calheiros não respondeu ao Diário do Poder se o senador se manifestaria a respeito das declarações do coordenador da Lava Jato.