Mais estabilidade

política de preços

Após revisar política de reajustes, preços mudaram uma vez por semana
06/10/2018

Petrobras volta a vender gasolina mais barata que cotação do exterior

Mais estabilidade

Petrobras volta a vender gasolina mais barata que cotação do exterior

Após revisar política de reajustes, preços mudaram uma vez por semana

No primeiro mês após revisão em sua política de reajustes dos combustíveis, a Petrobras mexeu no preço da gasolina apenas quatro vezes, média de um ajuste por semana. Para especialistas, a empresa voltou a praticar valores abaixo do custo de importação. Foi o maior período de estabilidade desde que a companhia autorizou reajustes diários, em julho de 2017, como resultado da adoção, em 6 de setembro, de instrumentos para suavizar o repasse da volatilidade externa ao consumidor. De julho de 2017 a agosto de 2018, a empresa fez em média quase 18 reajustes por mês. A revisão na política de reajustes foi anunciada após escalada nos preços dos combustíveis que culminou na paralisação dos caminhoneiros contra a alta do diesel em maio. Agora, a Petrobras admite passar períodos com os preços descolados das cotações internacionais. Para evitar prejuízos, disse em setembro, pode adotar mecanismos de proteção financeira, como operações de compra e venda de títulos no mercado futuro. Durante os últimos 30 dias, foram duas altas –que levaram o preço da gasolina nas refinarias ao recorde desde a adoção dos reajustes mensais, de R$ 2,2514 por litro– e duas reduções. No período, a gasolina vendida pela estatal teve alta de 0,4%. Cálculos feitos por especialistas mostram que a Petrobras está vendendo o combustível com preço abaixo da chamada paridade de importação, conceito que inclui os custos de aquisição no exterior e transporte para o Brasil. 7,5% abaixo do importado Segundo Walter Vitto, da Tendências Consultoria, o preço médio praticado pela estatal no período, de R$ 2,23 por litro, ficou 7,5% abaixo dos R$ 2,40 por litro que custariam o produto importado. De acordo com projeções do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), o preço interno esteve acima da paridade de importação por apenas quatro dias entre 6 de setembro e 1º de outubro –mais recente dado disponível da consultoria. “Podemos dizer que reduziu efetivamente a volatilidade para o consumidor”, comentou Vitto. “Mas, em termos de ganhos e perdas [para a Petrobras], precisamos esperar um pouco mais. Um mês é um prazo muito curto para avaliar uma política.” A possibilidade de praticar preços abaixo do mercado internacional era rechaçada pelo ex-presidente da estatal Pedro Parente, que pediu demissão em meio à pressão contra a empresa gerada pela paralisação dos caminhoneiros. Ele foi substituído pelo diretor financeiro da companhia, Ivan Monteiro, defensor da mesma política de preços. A gestão atual nega que tenha havido mudança nessa política e diz que os mecanismos de proteção financeira compensam eventuais perdas com a estabilidade dos preços. A Petrobras não quis comentar a evolução dos preços no último mês. A mudança nos reajustes foi adotada depois de escalada que levou o preço da gasolina nas bombas aos maiores níveis em mais de dez anos. Na última semana, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o litro da gasolina era vendido nos postos a R$ 4,69, em média, no país. Nesta sexta (5), a proposta da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) para obrigar produtores e importadores de gasolina a abrir suas fórmulas de preços sofreu revés do próprio governo. Com apoio do Ministério do Planejamento, o presidente Temer vetou dois artigos que tratavam sobre o tema na medida provisória 838, da subvenção ao preço do diesel. A ANP abriu tomada de contribuições para analisar a viabilidade de obrigar as empresas a abrir suas fórmulas de preços por ponto de entrega. A agência argumenta que a transparência é necessária em um mercado monopolista. Em despacho no Diário Oficial, Temer diz que a abertura das fórmulas contraria os conceitos de livre iniciativa e livre concorrência previstos na Constituição. (Folhapress)
30/08/2018

Preço do litro da gasolina vendido nas refinarias aumenta nesta quinta

Mais um aumento

Preço do litro da gasolina vendido nas refinarias aumenta nesta quinta

Aumento vai de acordo com o valor de paridade defendido pela Petrobras; preço do diesel permanece estável

O preço do litro da gasolina vendida nas refinarias aumenta nesta quinta (30) de R$ 2,0829 para R$ 2,1079. Já o preço do diesel permanece estável em R$ 2,0316. O aumento obedece à política de preços da Petrobras para a gasolina e o diesel comercializados com as distribuidoras e que “tem como base o preço de paridade, formado pelas cotações internacionais”. De acordo com a empresa, a paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. A Petrobras informa ainda que a gasolina e o diesel comercializados com as distribuidoras diferem dos produtos no posto de combustíveis. “São os combustíveis tipo A, ou seja, gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel também sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis”. A empresa explica também, em seu site, que “os preços médios informados consideram a média aritmética nacional dos preços à vista, sem encargos e sem tributos, praticados na modalidade de venda padrão nos diversos pontos de fornecimento, que variam ao longo do território nacional, para mais ou para menos em relação à média. Essa variação pode ser de até 12% para gasolina A e até 9% para o diesel A”. (ABr)
02/06/2018

Mudança na Petrobras não altera política de preços, garante ministro

Crueldade mantida

Mudança na Petrobras não altera política de preços, garante ministro

Moreira Franco afirma que novo presidente não vai alterar política de preços

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse hoje (2), no Twitter, que a troca de comando na presidência da Petrobras não vai alterar a política preços da empresa. Segundo o ministro, a estatal continua com liberdade para definir a política de precificação dos combustíveis que, atualmente, segue os preços internacionais do barril de petróleo. “A troca de comando não alterou a política de preços da Petrobras. A Petrobras continua tendo toda liberdade para aplicar sua política de preços. Mas isso não é incompatível com a busca de ações que mitiguem os impactos de flutuação de preços. Porque governo tem que governar. E é isso o que vamos fazer: proteger as pessoas e atividades econômicas das flutuações internacionais dos preços dos combustíveis”, afirmou. Ontem (1º), Pedro Parente pediu demissão do cargo de presidente da Petrobras. No início da noite, o presidente Michel Temer confirmou o nome de Ivan Monteiro como novo presidente da estatal. Em pronunciamento à nação, Temer também reafirmou o apoio à política de preços praticada pela empresa. “Reafirmo que meu governo mantém o compromisso com a recuperação e a saúde financeira da companhia. Continuaremos com a política econômica que nesses dois anos tirou a empresa do prejuízo e a trouxe para o rol das mais respeitadas do Brasil e do exterior. Declaro também que não haverá qualquer interferência na política de preços na companhia.”
01/06/2018

Temer confirma Ivan Monteiro como presidente efetivo da Petrobras

Política fora dos preços

Temer confirma Ivan Monteiro como presidente efetivo da Petrobras

Temer descarta 'interferência política' na definição de preços pela estatal

Em pronunciamento à imprensa na noite desta sexta-feira (1º), o presidente Michel Temer confirmou que vai recomendar ao conselho de administração da Petrobras a efetivação de Ivan Monteiro para a presidência efetiva da estatal, que, conforme antecipou o Diário do Poder, foi designado pelo colegiado para presidir interinamente a estatal, após a saída de Pedro Parente. Durante o rápido anúncio, Temer ressaltou a manutenção do compromisso com a recuperação da saúde financeira da estatal e garantiu que a Petrobras ficará livre de interferência na política de preços dos combustíveis. E os preços internacionais do barril de petróleo seguirão servindo de referência para precificar seus produtos. “Comunico que o escolhido hoje como interino, Ivan Monteiro, será recomendado ao Conselho de Administração para ser efetivado na presidência da Petrobras. Reafirmo que meu governo mantém o compromisso com a recuperação e a saúde financeira da companhia. Continuaremos com a política econômica que nesses dois anos tirou a empresa do prejuízo e a trouxe para o rol das mais respeitadas do Brasil e do exterior. Declaro também que não haverá qualquer interferência na política de preços na companhia”, declarou Temer. O anúncio foi feito após o presidente reunir-se com Monteiro no Palácio do Planalto. Temer aguardava a decisão do Conselho de Administração da Petrobras, que indicou o diretor financeiro da estatal para ocupar interinamente o cargo. Monteiro ocupava até então a direção executiva da Área Financeira e de Relacionamento com Investidores da Petrobras. A troca ocorre após a decisão de Pedro Parente em deixar o comando da estatal, anunciada no final da manhã de hoje.