Controle

PM

Objetivo é evitar casos como a execução de um PM por policial civil em boate
29/04/2019

Portaria da Polícia Civil do DF dificulta ‘carteirada’ e policial armado na balada

Controle

Portaria da Polícia Civil do DF dificulta ‘carteirada’ e policial armado na balada

Objetivo é evitar casos como a execução de um PM por policial civil em boate

Uma portaria publicada nesta segunda (29) no Diário Oficial do Distrito Federal determina que policiais civis, em razão do exercício de suas atribuições, se identifique ao frequentar casas de diversões públicas, eventos ou outros locais sujeitos à fiscalização da Polícia. O agente terá que apresentar carteira funcional e preencher nome e matrícula em uma ficha de controle disponibilizada pelo estabelecimento para a identificação do policial. O objetivo da corporação é evitar casos como o que ocorreu no último dia 15, quando um policial civil matou um PM em uma boate de Águas Claras, região administrativa da capital. Ainda de acordo com a portaria, o acesso livre a esses locais sujeitos à atuação policial é funcional, sendo proibido o consumo gratuito ou pago de bebida alcoólica. Se o agente entrar em locais mediante pagamento de entrada, na posse de arma de fogo, deverá se identificar pela identidade funcional, caso seja solicitado. O policial civil que frequentar casas de diversão, eventos ou outros locais sujeitos à fiscalização da Polícia deve comunicar formalmente a Corregedoria-Geral da Polícia, no prazo máximo de 15 dias, sobre o ocorrido para fins de controle. A portaria destaca ainda que a prática conhecida como carteirada “é incompatível com a função policial, pois fere princípios básicos da Administração Pública, especialmente os da legalidade e moralidade, bem como vai de encontro à postura ética e à dignidade que devem permear a conduta de qualquer agente público”. PM morto No dia 15 de abril, o 1º tenente da Policia Militar Herison de Oliveira Bezerra morreu após ser baleado por um policial civil em uma boate em Águas Claras. Imagens do circuito interno registraram o momento em que os dois policiais se esbarram. Ambos sacam a arma e o PM é atingido por três disparos. Herison chegou a ser levado para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), mas não resistiu. Uma mulher também foi atingida pelos disparos. Com um tiro na perna, a mulher foi levada ao Instituto Hospital de Base e não corria risco de vida. O policial civil foi preso em flagrante e levado a carceragem do Departamento de Polícia Especializada. Em uma audiência de custódia, ficou determinado que o agente permaneceria preso por tempo indeterminado. Em um artigo publicado pelo Diário do Poder, o delegado da Polícia Civil Miguel Lucena afirma que o caso é um alerta para que agentes públicos armados evitem frequentar certos ambientes e ingerir bebida alcoólica. “Numa festa com muita gente e álcool em excesso, as coisas tendem a ficar confusas, as palavras não são ouvidas direito e um olhar diferente pode parecer um desafio”, escreveu o delegado. “Humildemente, sem julgar ninguém, arrisco-me a estender a campanha Tolerância Zero no trânsito para quem porta arma de fogo. Se beber, não use arma. Essa mistura é explosiva e trágica.”
15/03/2019

Assassino de Marielle depositou R$ 100 mil na própria conta, 7 meses após o crime

Em dinheiro vivo

Assassino de Marielle depositou R$ 100 mil na própria conta, 7 meses após o crime

Segundo relatório do Coaf, transferência foi feito na boca do caixa, em dinheiro vivo; MP pede bloqueio de bens

A Polícia Civil identificou que o sargento reformado da PM Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes em março do ano passado, depositou na própria conta o valor de R$ 100 mil, em dinheiro vivo, sete meses após o crime. Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a transferência foi realizada na boca do caixa. O documento foi citado pelo Ministério Público em um pedido de bloqueio dos bens de Lessa e do ex-PM Élcio Queiroz, também preso suspeito de participação no crime. A solicitação foi feita para garantir a indenização por danos morais e materiais às famílias da vereadora e do motorista. O MP também cita no pedido a lancha apreendida em Angra dos Reis em nome de uma pessoa que seria “laranja” de Ronnie Lessa, os automóveis do PM reformado (um deles, um Infinity avaliado em R$ 150 mil), e a casa dele, localizada em um “condomínio luxuoso na Barra da Tijuca”. Tudo isso, segundo o Ministério Público, seria incompatível com a renda de um policial militar reformado. O pedido de arresto foi aceito pelo juiz Gustavo Kalil, da 4ª Vara Criminal, na mesma decisão em que recebeu a denúncia do MP e decretou a prisão dos dois. Suspeitos de ligação com a milícia do Rio de Janeiro, Lessa e Queiroz devem depor nesta sexta-feira, 15, sobre o caso. Ontem, 14, eles foram levados para audiência de custódia por terem sido presos em flagrante, na terça-feira, 12, por posse ilegal de arma. Após o depoimento desta sexta, Lessa e Queiroz devem ser levados para Bangu 1, onde aguardarão transferência para um presídio federal.
12/03/2019

Operação sobre caso Marielle foi vazada, confirma um dos alvos

crime foi meticulosamente planejado

Operação sobre caso Marielle foi vazada, confirma um dos alvos

Ministério Público

A operação de hoje (12) que resultou na prisão de dois suspeitos pelos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes foi vazada. A informação foi divulgada por uma das promotoras do Ministério Público (MP) que atuaram no caso, citando uma confissão informal do sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, a integrantes da força-tarefa. Ronnie foi preso ainda de madrugada, se preparando para sair de casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, mesma situação do também ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, que mora no bairro Engenho de Dentro, na zona norte. “Com relação à suposta fuga dos denunciados, um deles, o Ronnie, de forma informal, confessou ali, naquele momento, que ele tinha sido avisado”, revelou a promotora Simone Sibílio, coordenadora do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), durante coletiva na tarde de hoje. Em função do vazamento, segundo a promotora, a operação, prevista para amanhã (13), teve que ser antecipada. Ronnie e Elcio foram denunciados pelo MP por homicídio qualificado contra Marielle e Anderson por tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora que estava no carro no dia do crime, em 14 de março de 2018. Motivação Segundo Simone, o MP apurou, até o momento, que a motivação está ligada à repulsa de Ronnie às causas defendidas por Marielle, o que também é conhecido como crimes de ódio. “Com relação ao crime de ódio, se o que se chama de ódio é irresignação, a reação, o descontentamento dele com algumas questões relacionadas às minorias, por exemplo, o perfil dele, pelas pesquisas que ele faz, o comportamento dele tem esse perfil. Essa capitulação não existe no Código Penal. Juridicamente, é um motivo torpe, em razão dessa reação dele a todas as causas com as quais a Marielle trabalhava. É uma reação abjeta dele a essas causas”, disse Simone. Segundo o MP, o crime foi meticulosamente planejado durante três meses. Além das prisões, foram emitidos mandatos de busca e apreensão de documentos, telefones celulares, computadores e armas. Também participaram da coletiva as promotoras Letícia Emile Alqueres Petriz, Elisa Fraga e Eliane de Lima Pereira. As investigações seguem em sigilo justamente para identificar se alguém eventualmente tenha encomendado a morte de Marielle. (ABr)
05/03/2019

Mais de mil pessoas foram presas no carnaval em São Paulo

Operação Carnaval Mais Seguro

Mais de mil pessoas foram presas no carnaval em São Paulo

Foram autuadas 3.102 pessoas por consumo de álcool ou por recusa em realizar o teste do bafômetro

A operação para combater a criminalidade durante os dias de carnaval no estado de São Paulo deteve 1.144 pessoas, entre elas foram apreendidos 75 adolescentes. A Operação Carnaval Mais Seguro começou na sexta-feira (1º) com o aumento de mais policiais civis e militares nas ruas, principalmente nos locais de maior movimento de foliões. As ações contra motoristas alcoolizados também foram intensificadas. Foram autuadas 3.102 pessoas por consumo de álcool ou por recusa em realizar o teste do bafômetro. Mais de 96,1 mil veículos foram vistoriados e 241 carros roubados ou furtados foram recuperados. A corporação contabiliza 152.527 abordagens policiais, que resultaram na apreensão de 84 armas e 701,2 quilos de drogas. Foram capturados 247 foragidos da Justiça. As equipes de plantão nas unidades policiais foram reforçadas. Apenas na cidade de São Paulo, o carnaval de rua atraiu 5 milhões de foliões. (ABr)