Plano de negócios

Petrobras

Iniciativas fazem parte do Plano de Negócios e Gestão 2020-2024
27/04/2019

Petrobras anuncia venda de refinarias, rede de postos no Uruguai e participação em distribuidora

Plano de negócios

Petrobras anuncia venda de refinarias, rede de postos no Uruguai e participação em distribuidora

Iniciativas fazem parte do Plano de Negócios e Gestão 2020-2024

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta sexta-feira (26), novas diretrizes para a gestão de seus ativos. As novas diretrizes incluem a venda de oito refinarias, de uma rede de postos no Uruguai e de parte da participação na Petrobras Distribuidora (BR). As iniciativas, segundo nota divulgada pela companhia, fazem parte do Plano de Negócios e Gestão 2020-2024, que tem previsão de aprovação e divulgação no quarto trimestre deste ano. Dirigente da estatal têm deixado clara a estratégia de promover vendas para pagar dívidas e de concentrar em ativos de maior rentabilidade. “As novas diretrizes consideram a venda de ativos com destaque para o segmento de Refino e Distribuição, incluindo a venda integral da PUDSA, rede de postos no Uruguai, oito refinarias que totalizam capacidade de refino de 1,1 milhão de barris por dia, e a venda adicional de participação na Petrobras Distribuidora (BR), permanecendo a Petrobras como acionista relevante”, destaca a nota. Serão vendidas a Refinaria Abreu e Lima, a Unidade de Industrialização do Xisto, as refinaria Landulpho Alves, Gabriel Passos, Presidente Getúlio Vargas, Alberto Pasqualini e Isaac Sabbá, além da Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR). Segundo a Petrobras, a venda das refinarias visa a à concentração em ativos de maior rentabilidade e a dar mais competitividade e transparência ao segmento de refino no Brasil. “No caso da BR Distribuidora, encontra-se em estudo a realização de uma oferta pública secundária de ações. Atualmente, a participação da Petrobras no capital da BR Distribuidora é de 71%. As diretrizes estão de acordo com os pilares estratégicos da companhia, que têm como objetivo a maximização de valor para o acionista, através do foco em ativos em que a Petrobras é a dona natural visando à melhoria da alocação do capital, aumento do retorno do capital empregado e redução de seu custo de capital”, conclui a estatal.
25/04/2019

Justiça uruguaia proíbe operários de ocuparem subsidiária da Petrobras

MontevideoGas

Justiça uruguaia proíbe operários de ocuparem subsidiária da Petrobras

A Petrobras afirma que está tomando todas as medidas jurídicas cabíveis para desocupação

A Justiça uruguaia proibiu o Sindicato de Trabalhadores do Gás ( Unión Autónoma de Obreros y Empleados de la Compañía de Gas) de ocupar a sede da MontevideoGas,  subsidiária da Petrobras no Uruguai. A sentença, emitida pelo juiz Hugo Rundie, garante a entrada e saída de funcionários da empresa para atenderem clientes e fornecedores e proíbe o controle operário. A ocupação começou hoje (25), às 6h, e os trabalhadores disseram que não deixarão o local. Dos 164 funcionários da empresa, 140 são filiados ao sindicato e participam da ocupação. Representados pela comissão dirigente do sindicato, os empregados optaram pelo chamado controle operário (control obrero, em espanhol), que significa ocupação e que os funcionários assumiriam a gestão da subsidiária. Na sentença, o juiz disse que o controle operário fere o direito de propriedade e que a iniciativa é “manifestadamente ilegítima e vulnera de forma flagrante os direitos e liberdades constitucionais” e que a tomada da sede “estaria atacando a genuína e verdadeira gestão da empresa, desconhecendo diretamente o direito de propriedade”. Sindicato Para o sindicalista Alejandro Acosta, o direito de propriedade da empresa não pode se sobrepor a outros direitos. “Primeiramente, se trata de uma empresa estatal, a companhia de gás, concedida por 30 anos, portanto é uma concessão de serviço público que não deve ser regida pelo direito privado, como se fosse qualquer outra empresa. Em segundo lugar, também existe o direito ao trabalho, que foi afetado”. A ocupação é consequência do anúncio feito pela Petrobras de que iria demitir 37 funcionários, além da suspender o contrato de trabalho de 20 operários, que passaram a receber seguro-desemprego. As ações foram tomadas por uma política de redução de custos da estatal brasileira. Os empregados pedem que a Petrobras deixe o país e que o controle da empresa passe para as mãos do sindicato. Ao ocupar a empresa, os trabalhadores alegam que os serviços públicos de fornecimento de gás estão sofrendo deterioração. De acordo com documento divulgado pelo sindicato, houve a perda de “mais de 7 mil usuários desde que [a Petrobras] assumiu a distribuição de gás encanado”. Petrobras A Petrobras divulgou nesta quinta-feira uma nota em que diz que está  tomando todas as medidas jurídicas cabíveis para desocupar e restabelecer a operação da subsidiária no Uruguai. “A MontevideoGas obteve ontem (24) uma decisão na Justiça uruguaia que proíbe preventivamente o sindicato de fazer o controle obrero ou criar obstáculo para o ingresso de gerentes e trabalhadores na empresa. Trata-se, portanto de uma ação ilegal, que desrespeita decisão judicial. Configura-se também uma ameaça ao ambiente de negócios e à segurança jurídica para investimentos no Uruguai. A Petrobras e sua subsidiária MontevideoGas reiteraram hoje pedido formal de imediata atuação do Poder Executivo para remover os ocupantes”, diz a nota. No início deste mês, a Petrobras informou, também em nota, que a empresa brasileira continua cumprindo todas as obrigações e mantendo o serviço de distribuição de gás “com os mais altos padrões de qualidade e segurança da indústria”.(ABr)
24/04/2019

Senador Rodrigo Cunha pede que TCU apure a política de preços de combustíveis

Escalada de preços

Senador Rodrigo Cunha pede que TCU apure a política de preços de combustíveis

Comissão do Senado aprovou audiência pública com dirigentes da Petrobras e busca ilícitos

A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) aprovou nesta terça-feira (23) o requerimento do senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) para que o Tribunal de Contas da União (TCU) apure a política de preços de combustíveis praticada pela Petrobras, relativa aos custos da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Presidente da CTFC, Rodrigo Cunha argumentou que todos os brasileiros têm sentido os efeitos dos aumentos sucessivos de preço dos combustíveis, já que a maioria dos produtos e serviços do país é transportada por meio terrestre. E afirmou que pretende, com a ajuda do TCU, identificar potenciais associações entre a política de preços e condutas ilícitas, nesse caso identificando os responsáveis por eventuais danos à estatal, antes e depois de outubro de 2016. A comissão ainda aprovou um requerimento do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) para uma audiência pública na qual dirigentes da Petrobras devem prestar esclarecimentos aos membros da CTFC sobre como são tomadas as decisões da estatal para aumentar o preço dos combustíveis. “Os brasileiros estão sentindo no bolso os aumentos que têm ocorrido mês a mês. Ninguém sabe os itens que compõem o preço dos combustíveis, que tem sofrido aumentos sucessivos. Esses aumentos se refletem no aumento do preço do pão, do tomate, das roupas. É uma cadeia de consumo que está atrelada ao transporte terrestre”, pontuou Rodrigo Cunha. A Comissão de Transparência também decidiu avaliar a competência dos administradores da Petrobras e do governo para determinar a política de preços. E ainda será averiguada a eventual interferência do governo, e a legalidade das ações com esse objetivo. Para o senador alagoano, é fundamental que haja transparência nessas informações para que medidas sejam adotadas para conter a escalada de preços. Com a aprovação do parecer, o TCU receberá o pedido e terá de encaminhar à CTFC as informações sobre a política de preços averiguada junto à Petrobras. O texto relatado por Rodrigo Cunha foi proposto no ano passado pela ex-senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). E o senador considerou oportuno retomar esse debate num momento em que o país está diante de novo risco de paralisações nas estradas. (Com informações da assessoria de imprensa do senador Rodrigo Cunha)
20/04/2019

‘Já demos uma trava na Petrobras’, diz Onyx Lorenzoni a caminhoneiro em áudio

Greve marcada

‘Já demos uma trava na Petrobras’, diz Onyx Lorenzoni a caminhoneiro em áudio

Áudio de Onyx Lorenzoni é compartilhado pelos caminhoneiros

Em uma mensagem de áudio enviada a um caminhoneiro, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, comentou medidas articuladas pelo Palácio do Planalto para atender demandas da categoria que paralisou o país em maio do ano passado e afirmou ao interlocutor que o governo havia dado uma “trava” na Petrobras para evitar reajustes de combustíveis com frequência inferior a 15 dias. Logo no início da conversa, para exemplificar o apoio do governo, ele lista algumas iniciativas, entre elas, o que seria uma interferência nos reajustes de preço de combustíveis na Petrobras. “Já demos uma trava na Petrobras. Qualquer modificação de preço, no mínimo entre 15 e 30 dias, não pode ter menos que isso”, afirma o interlocutor que seria Onyx. Ele também diz que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) trabalha para melhorar as condições dos caminhoneiros e em breve faria uma manifestação de apoio à categoria: “O presidente entrou nisso, tu vai ver que já muitas coisas vão começar a acontecer já nesta semana. O presidente amanhã deve se manifestar pelas redes sociais em direção à categoria dos caminhoneiros, particularmente aos autônimos”, diz no áudio. A conversa teria ocorrido com o caminhoneiro Marconi França em 27 de março, uma quarta-feira, segundo narrou à reportagem o próprio França. Na véspera (26 de março), a Petrobras havia anunciado, por meio de nota, mudanças na política de reajuste de diesel. As revisões de preços passaram a respeitar um prazo mínimo de 15 dias. No mesmo dia foi anunciado o cartão pré-pago para os caminhoneiros. No dia seguinte (28), em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro fez uma manifestação de apoio aos caminhoneiros e tratou das medidas anunciadas pela Petrobras. França disse à reportagem que, na época, teve autorização do ministro para compartilhar o áudio. “Foi uma conversa minha com ele [Onyx]. Ele é um cara que está aberto ao diálogo, está tentando resolver os problemas da categoria e ao mesmo tempo um problema do governo, porque, sem caminhão, o Brasil para.” O caminhoneiro conta que a sua ideia era acalmar os ânimos dos colegas. “Eu soltei nos grupos para dizer assim: ‘Olha, gente, vamos ficar quietos. Eu sei que está ruim, está difícil, mas está aí a palavra do Onyx, que está tentando resolver, tentando nos ajudar. O governo não está de braços cruzados. Isso é um problema de 30 anos e a gente não pode bater num governo de três meses'”, afirmou França. Ele disse não saber por que o áudio voltou circular. “Talvez sejam pessoas interessadas em uma nova paralisação.” Nesta semana, caminhoneiros divulgaram que farão nova paralisação no dia 29. Conversas sobre uma nova manifestação se intensificaram após o anúncio de reajuste de R$ 0,10 no preço do diesel, na quarta-feira (17), seis dias após a estatal voltar atrás no último aumento, por determinação do presidente da República. França disse ser contra a greve neste momento. “O governo Bolsonaro está disposto a nos ajudar. Nunca tivemos acesso a um ministro da Casa Civil”, afirmou.