Nova gestão

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Ele atua há 20 anos no mercado financeiro e na área de tecnologia
01/02/2019

Paulo Henrique Costa assume como novo presidente do BRB

Nova gestão

Paulo Henrique Costa assume como novo presidente do BRB

Ele atua há 20 anos no mercado financeiro e na área de tecnologia

Paulo Henrique Costa assumiu nesta quinta (31) o comando do Banco de Brasília (BRB), convidado ao cargo pelo governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). No último dia 11, o nome de Costa foi sabatinado e aprovado na Câmara Legislativa do DF. O novo presidente do BRB tem 20 anos de atuação no mercado financeiro e também na área de tecnologia. Paulo Henrique Costa trabalhou na Caixa Econômica Federal de 2001 até 2018, quando atuava na vice-presidência de Clientes, Negócios e Transformação Digital. Costa também já trabalhou no Banco Panamericano, entre 2011 e 2013, como diretor de Controladoria e Compliance. O presidente do Banco de Brasília é membro do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI) e do Conselho de Administração da Brazilian Securities, uma companhia de securitização. Operação da PF O administrador assume o BRB após a Polícia Federal deflagrar nesta terça (29) uma operação que investiga o pagamento de propina a ex-presidente e ex-diretores do BRB. Entre os presos estava o ex-presidente do BRB do governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), Vasco Cunha Gonçalves. Também foram alvos de prisão os diretores Financeiro e de Relações com Investidores, Nilban de Melo Júnior, e de Serviços e Produtos, Marco Aurélio Monteiro de Castro. Segundo a investigação da PF, pelo menos R$ 16,5 milhões foram pagos em propina aos ex-dirigentes do Banco de Brasília, com a intenção de que recursos de fundo de pensão de estatais, órgãos públicos e do próprio BRB fossem liberados para financiar projetos que davam prejuízo. Palavra do governador Durante visita ao Hospital da Criança na manhã desta sexta (1º), o governador Ibaneis Rocha comentou sobre a operação da Polícia Federal e as medidas tomadas pelo governo em relação ao caso. “Pedi para que eles [gestores do BRB] fizessem um levantamento de todos os contratos. Eu já pedi para fazer uma visita ao Ministério Público e ao juiz responsável pelo processo. Vamos trabalhar em parceria com o Ministério Público e o Judiciário para esclarecer todos esses desvios. As responsabilidades vão ser dadas pela justiça.” Ainda de acordo com o governador, casos de polícia não devem se transformar em casos políticos. “Não podemos recriminar o banco por causa de alguns malfeitores. O BRB é um banco de Brasília e nós vamos devolver ele para a sociedade, em especial para aqueles que mais precisam. Brasília precisa do BRB.” “O banco tem que trabalhar para a sociedade do Distrito Federal, e não como ele vinha fazendo — investimentos fora do DF, investimentos sem a menor fundamentação”, concluiu o governador.
30/01/2019

Ex-presidente do Detran-RJ é alvo de operação que investiga lavagem de dinheiro

Operação Barão de Entre-Rios

Ex-presidente do Detran-RJ é alvo de operação que investiga lavagem de dinheiro

Polícia Civil investiga fraudes em licitações no Dentra do Rio e no governo de Três Rios, onde Vinícius Farah foi prefeito

Policiais civis cumprem nesta quarta (30) 18 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de bloqueio de contas bancárias contra suspeitos de fraudes em licitações no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RJ) e na prefeitura de Três Rios. A operação, chamada Barão de Entre-Rios, investiga ainda a lavagem do dinheiro desviado. Entre os alvos da operação estão o deputado federal eleito, ex-presidente do Detran-RJ e ex-prefeito de Três Rios, Vinícius Farah. Segundo a Polícia Civil, Farah é proprietário de diversas empresas, inclusive de fast food, sendo algumas delas comandadas por “laranjas” (familiares e seu procurador). Além de Farah, são alvos da ação a mulher dele, Sonia Farah, sua filha Eunice Farah, o também ex-presidente do Detran Leonardo Jacob, Celso Jacob Filho, Fernanda Curdi e Leonardo Rezende. Celso Jacob Filho, que é secretário de Esporte e Lazer de Três Rios, seria sócio da boate Zoox Club junto com Leonardo Jacob. O negócio também seria usado para lavagem de dinheiro. Já Fernanda Pereira Curdi foi chefe do setor de Licitação da Prefeitura de Três Rios de 2004 a 2016 e posteriormente chefe do setor de compras do Detran-RJ, chegando a assumir a Presidência do órgão. Ela é apontada pela Polícia Civil como encarregada de manipular o processo licitatório para que as empresas comprometidas com o esquema vencessem. (ABr)
30/01/2019

PF deflagra operação para apurar corrupção nas obras do Rodoanel, em São Paulo

Pedra no Caminho 2

PF deflagra operação para apurar corrupção nas obras do Rodoanel, em São Paulo

Investigações apuram a atuação de uma das empreiteiras contratadas; primeira fase foi deflagrada no ano passado

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta (30) a Operação Pedra no Caminho 2, deflagrada para apurar indícios de corrupção de servidores públicos durante as obras do Rodoanel – Trecho Norte. As investigações apuram a atuação de uma das empreiteiras contratadas. São investigados os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão. Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Salvador. Todos foram expedidos, a pedido da PF, pela 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Após a primeira fase da operação, em setembro de 2018, foram analisados documentos e tomados depoimentos, tendo sido identificados indícios de fatos criminosos diferentes dos que estavam sendo investigados. Assim, foi iniciado um novo inquérito policial. (ABr)
29/01/2019

PF prende ex-presidente e ex-diretores do BRB no governo Rollemberg

Extinto Trump Hotel

PF prende ex-presidente e ex-diretores do BRB no governo Rollemberg

Ao menos R$16,5 milhões em propinas foram pagos a diretores do banco

A Polícia Federal deflagrou nesta terça (29) operação que investiga pagamento de propinas a diretores e ex-diretores do BRB, banco estatal de Brasília, em troca de investimentos em projetos como o do extinto Trump Hotel, no Rio de Janeiro, hoje LSH Lifestyle. Por determinação da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, a PF prendeu Vasco Cunha Gonçalves, ex-presidente do BRB do governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), recém-nomeado para presidir o Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes). O Banestes integra o governo chefiado por Renato Casagrande (PSB). Também são alvos de mandados de prisão os diretores Financeiro e de Relações com Investidores, Nilban de Melo Júnior, e de Serviços e Produtos, Marco Aurélio Monteiro de Castro. Segundo documentos da operação, ao menos R$ 16,5 milhões em subornos foram pagos a dirigentes do BRB para que eles liberassem recursos de fundos de pensão de estatais e de órgãos públicos, administrados pelo banco, e da própria instituição financeira para os projetos que davam prejuízo e não passavam por análise técnica adequada, entre eles o do hotel. Aos procuradores da força-tarefa Greenfield, responsável pela investigação na Procuradoria da República no Distrito Federal, empresário Ricardo Siqueira Rodrigues, delatror do esquema, resumiu assim o funcionamento do banco estatal de Brasília na gestão de Vasco Cunha Gonçalves: “Tudo no BRB é extorquir. Não é depois. Hoje. Qualquer negócio lá tem que ter pedágio. Por isso que o BRB é um banco totalmente – como é que se chama? – inoperante do ponto de vista de mercado. O objetivo lá é cobrar pedágio”. A sede da instituição é alvo de mandado de busca e apreensão nesta terça. A operação se baseia nas delações premiadas de executivos da Odebrecht, do corretor Lúcio Bolonha Funaro, operador de propinas para o MDB, e de Ricardo Siqueira Rodrigues. Este último montou, em sociedade com Paulo Renato, o Fundo de Investimento em Participações LSH para captar dinheiro para o hotel. Entre os investigados estão também Diogo Cuoco e Adriana Cuoco, respectivamente filho e nora do ator de telenovelas Francisco Cuoco. Eles são suspeitos de lavar dinheiro para o esquema. Segundo pessoa com acesso ao caso, que corre em sigilo, Diogo é alvo de um mandado de prisão e Adriana, de busca e apreensão. Outro alvo é Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do general João Baptista Figueiredo, último presidente brasileiro na ditadura militar (1979-1985). Também foi expedido mandado de prisão contra ele, que estaria morando no exterior. Paulo Renato se associou em 2013 ao atual presidente americano, Donald Trump, para explorar o hotel de luxo, na Barra da Tijuca. A Trump Organization -propriedade do mandatário- cedeu sua marca para o empreendimento até 2016, mas se retirou do negócio depois que ele passou a ser investigado. Segundo as investigações, Rodrigues negociava as propinas com o empresário Henrique Neto, dono da Biam DVTM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários) e pai do ex-diretor da BRB DVTM Henrique Leite, também investigado por se beneficiar dos pagamentos. Há mandados de prisão contra os dois. O esquema teria começado em 2012. A partir de 2015, teria sido reestruturado pelo então chefe do Conselho de Administração do BRB, Ricardo Leal, que havia sido tesoureiro da campanha do recém-eleito governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e que nomeou parte dos dirigentes do BRB envolvidos na investigação. Relatório da operação diz que houve pagamentos indevidos para liberar, via BRB, recursos do Instituto de Gestão Previdenciária de Tocantins (Igeprev-TO), do Regime de Previdência Social do município de Santos, do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS) e de fundos próprios do BRB, entre outros. O documento sustenta que as propinas eram pagas por meio de entregas de quantias em espécie, não raro com a emissão de notas fiscais frias por empresas que simulavam serviços para justificar as saídas dos recursos das empresas pagantes. Uma delas era a Globomix Servicos de Concretagem, de Diogo Cuoco. Rodrigues contou que os valores eram levados aos destinatários por funcionários de doleiros. Ele disse também que usava um avião particular para transportar notas do Rio de Janeiro para Brasília, evitando voos comerciais. Os investigadores sustentam que Vasco Gonçalves e Nilban Júnior receberam propinas até por meio de um convite para curtir o camarote do Rock in Rio 2015. “A própria atração, cujo custo para acesso ao camarote VIP certamente possui valor econômico acima de qualquer patamar que possa ser considerado um valor irrelevante, constitui vantagem indevida”, diz relatório da investigação. Em outro episódio, relatado por Rodrigues, Nilban teria solicitado o custeio de comes e bebes para o casamento da filha. “Me interessava me aproximar. E aí eu fiz o pagamento. Se eu não me engano, o valor foi de R$ 50 mil para a empresa que prestou o bufê”, disse o colaborador. A festa e seus mimos estamparam as colunas sociais de Brasília. Depois que o hotel ficou pronto, em maio de 2016, Rodrigues vendeu participação de R$ 50 milhões, embora tenha feito investimento pessoal de apenas R$ 800 mil. A investigação diz que, a exemplo dele, os sócios enriqueceram indevidamente. “Essa desproporcionalidade [de valores] demonstra desde logo que os aportes dos investidores se converteram em benefício indevido aos agentes Ricardo Rodrigues, Arthur Soares Filho [conhecido como Rei Arthur] e Paulo Figueiredo Filho. Os dois últimos fizeram aportes nominais iniciais da mesma grandeza que Ricardo Rodrigues”, diz documento da operação. Segundo o delator, os sócios tinham conhecimento geral sobre o esquema ilícito. “Paulo Renato Figueiredo Filho exerceu a administração do hotel LSH Barra por boa parte do período em que foram pagas notas fiscais falsas necessárias para a geração de dinheiro vivo que seria empregado no pagamento de propinas”, narra o relatório sobre o caso. A operação também mira pagamento de propinas para a construção do edifício Praça Capital, em Brasília, caso relatado por delatores da Odebrecht.