Operação Freeway

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De 2011 a 2017, o grupo criminoso cambiou ilegalmente centenas de milhões de dólares
15/05/2019

PF mira organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro

Operação Freeway

PF mira organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro

De 2011 a 2017, o grupo criminoso cambiou ilegalmente centenas de milhões de dólares

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal, em ação conjunta, deflagraram desde as primeiras horas da manhã desta quarta (15) a Operação Freeway, contra uma organização criminosa transnacional, centralizada em Foz do Iguaçu, no Paraná, especializada na lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta e contabilidade paralela. De acordo com as investigações, de 2011 a 2017, o grupo criminoso cambiou ilegalmente centenas de milhões de dólares. Grande parte do dinheiro foi para o Paraguai, principalmente para empresas que comercializam produtos eletrônicos. Outra parte foi destinada a empresas de turismo sediadas em Foz do Iguaçu e controladas pela organização. “A investigação revelou, ainda, que essa organização operava como uma espécie de banco de compensações, casando negócios de contrabandistas brasileiros interessados em remeter dinheiro para o Paraguai com os de empresários estabelecidos no Paraguai interessados em remeter dinheiro para o Brasil”. A operação conta com 60 policiais federais e 10 servidores da Receita Federal que cumprem 27 mandados judiciais expedidas pelo juízo da 23ª Vara Federal Criminal de Curitiba, sendo quatro de prisão, cinco de instalação de tornozeleiras eletrônicas e 18 de busca e apreensão, todos em endereços na cidade de Foz do Iguaçu. A Justiça autorizou também o sequestro dos bens imóveis e de valores pertencentes aos investigados. Estima-se que o patrimônio sequestrado ultrapasse a R$ 40 milhões. A Operação Freeway é um desdobramento da Operação Confraria Cataratas, deflagrada pela PF em outubro de 2017, também em Foz do Iguaçu, quando foi apurado que três casas de câmbio da cidade frequentemente compravam e vendiam moedas estrangeiras ilegalmente. As investigações constataram que os responsáveis pelas casas de câmbio integravam um grupo criminoso transnacional especializado na prática de crimes contra o sistema financeiro. Nome da operação Segundo a PF, o nome da operação, Freeway, é uma referência ao fato da organização criminosa fazer uso constante de um sistema informatizado, denominado de freeway, para realizar o controle paralelo das suas operações ilegais de câmbio e de evasão de divisas. (ABr)
02/05/2019

Polícia faz operação em comunidade onde prédios desabaram no Rio

Muzema

Polícia faz operação em comunidade onde prédios desabaram no Rio

Entre os endereços que estão sendo alvo da operação de hoje está a Associação de Moradores da Muzema

Policiais civis fazem nesta terça (2) uma operação contra a milícia que atua na Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro. A meta é buscar documentos e computadores para auxiliar no inquérito sobre o desabamento de dois prédios na comunidade, no dia 12 de abril, o que deixou 24 mortos. Entre os endereços que estão sendo alvo da operação de hoje está a Associação de Moradores da Muzema. A ação é coordenada pela Delegacia da Barra da Tijuca (16ª DP), responsável pelo inquérito dos desabamentos, em parceria com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), responsável pelas investigações contra milícias no Rio. Os prédios que desabaram eram ilegais, ou seja, não tinham autorização da prefeitura para ser construídos. As obras chegaram a ser embargadas em novembro do ano passado, mas isso não impediu que seus apartamentos fossem ocupados. A polícia busca os responsáveis pelas construções. Vários outros prédios ilegais, construídos na região, serão demolidos. Segundo a prefeitura, 16 deles serão demolidos para a construção de um parque. (ABr)
29/04/2019

PF cumpre mandado de busca na sede do PSL em Minas Gerais

Candidatura laranja

PF cumpre mandado de busca na sede do PSL em Minas Gerais

Operação investiga supostas candidaturas laranja durante a eleição de 2018

A Polícia Federal cumpre na manhã desta segunda (29) mandado de busca e apreensão na sede do PSL em Minas Gerais, na capital Belo Horizonte. Operação investiga supostas candidaturas laranja durante a eleição do ano passado. Uma gráfica em Belo Horizonte e duas em Contagem também são alvos de busca. Ao todo, são cumpridos sete mandados em BH e quatro cidades mineiras. Documentos relativos a materiais gráficos para campanhas eleitorais foram apreendidos. No período investigado, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, era presidente do PSL em Minas. No entanto, o ministro não é alvo da operação batizada de Sufrágio Ostentação. A Justiça de Minas Gerais investiga desde fevereiro supostas irregularidades no repasse de recursos do PSL no Fundo Especial de Financiamento de Campanha para quatro candidatas nas eleições do ano passado. A votação inexpressiva dessas candidatas chamou atenção dos investigadores, levantando suspeita de candidatura laranja.
25/04/2019

PF mira esquema de extração ilegal de madeira na floresta amazônica

Operação Arquimedes

PF mira esquema de extração ilegal de madeira na floresta amazônica

Operação investiga servidores de órgão ambiental, engenheiros e proprietários de madeireiras

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta (25) a Operação Arquimedes, com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção envolvendo extração ilegal de madeira na floresta amazônica. A ação tem apoio do Ministério Público Federal (MPF). Os agentes cumprem 23 mandados de prisão preventiva, seis de prisão temporária e 109 mandados de busca e apreensão no Amazonas, Acre, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Roraima e no Distrito Federal. Foi autorizada ainda o bloqueio de R$ 50 milhões das empresas investigadas, além de 18 medidas cautelares. Um ex-superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi preso durante a operação, após policiais encontrarem uma arma em sua casa. De acordo com as investigações, servidores de um órgão ambiental, engenheiros ambientais, detentores de planos de manejo e proprietários de madeireiras estariam envolvidos no esquema.