Banco Paulista S/A

operação lava jato

Funcionários contratavam empresas de fachada para emitir notas fiscais e contratos fictícios
08/05/2019

Lava Jato prende três executivos de banco por esquema de lavagem de dinheiro

Banco Paulista S/A

Lava Jato prende três executivos de banco por esquema de lavagem de dinheiro

Funcionários contratavam empresas de fachada para emitir notas fiscais e contratos fictícios

A 61ª fase da Operação Lava Jato, denominada Disfarces de Mamom, cumpre na manhã de nesta quarta (8) três mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão na cidade de São Paulo. Os acusados são um funcionário da mesa de câmbio, um diretor da área de operações de câmbio e o diretor geral do Banco Paulista S/A. Outras buscas também são realizadas no Rio de Janeiro (sete mandados de busca e apreensão) e Porto Alegre (dois mandados de busca e apreensão). Os presos serão levados para a sede da Polícia Federal em São Paulo e, posteriormente, seguem para a Superintendência do Paraná, onde serão interrogados. Cerca de 170 policiais federais atuam na operação, que teve mandados expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba. A investigação apura um grande esquema de lavagem de dinheiro praticado por altos funcionários do Banco Paulista S/A, que contratavam empresas de fachada para emitir notas fiscais e contratos fictícios para justificar movimentação bancária no exterior. Foram usados depoimentos e colaborações de três administradores de uma instituição financeira do exterior que ocultava capitais em operações criminosas em favor da Odebrecht. (ABr)
18/04/2019

Força-tarefa da Lava Jato nega acusação de suposto vazamento de informações

Procuradores se defendem

Força-tarefa da Lava Jato nega acusação de suposto vazamento de informações

Certidão para demonstra falsidade da acusação de suposto vazamento

Os procuradores que atuam na Operação Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) enviaram nota à imprensa, nesta quinta-feira (18), para desmentir a acusação de que os integrantes da força-tarefa teriam vazado informações de um processo à revista Crusoé. A reportagem em questão, afirma que o delator Marcelo Odebrecht confessou aos investigadores que o ministro Dias Toffoi, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) tinha o apelido de “amigo do amigo do meu pai”. Sendo assim, em nota os procuradores afirmam que “diante de especulações que surgiram no noticiário nos últimos dias, levantando suspeitas ou mesmo acusações na tentativa de vincular supostos vazamentos a procuradores que atuam na operação Lava Jato”, a força-tarefa vêm a público esclarecer que: 1. Certidão com informações extraídas do sistema eproc pela 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, disponível em anexo, demonstra que os procuradores da força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR)só acessaram os autos em que foi juntado o documento de que trata a matéria da Revista Crusoé intitulada “O amigo do amigo de meu pai” às 22:04h de 11/04/2019, portanto, após a publicação da notícia sobre o assunto no site da revista e no site O Antagonista. A referida matéria estava disponível, pelo menos, desde às 20:01h de 11/04/2019, conforme se verifica em anexo. 2. Portanto, a tentativa leviana de vincular o vazamento a procuradores da FT é apenas mais um esforço para atacar a credibilidade da força-tarefa e da operação, assim como de desviar o foco do conteúdo dos fatos noticiados. 3. Diante do fato de que o documento foi produzido por particular e que a ele potencialmente tiveram acesso várias pessoas, a acusação – infundada, como provado – ignora a participação de outros atores no inquérito. Nesse contexto, a acusação direcionada aos procuradores levanta suspeita sobre a isenção de quem a realiza e sobre a real intenção de quem os persegue.
16/04/2019

Procuradora-geral pede ao STF medidas cautelares para Eduardo da Fonte

Operação Lava Jato

Procuradora-geral pede ao STF medidas cautelares para Eduardo da Fonte

PGR pede ao STF que coloque tornozeleira eletrônica em Eduardo da Fonte

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que determine o uso de tornozeleira eletrônica pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), acusado dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e de atrapalhar investigações criminais. Denunciado em 2016, Fonte tornou-se réu na Operação Lava Jato em maio de 2018. Raquel Dodge também pediu à Suprema Corte a aplicação de outras medidas cautelares, como a obrigatoriedade de Fonte voltar para casa após o término das sessões na Câmara dos Deputados e a proibição do parlamentar de contatar testemunhas arroladas no processo a que responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em nota, a assessoria do Ministério Público Federal (MPF) informou que a procuradora encaminhou nesta segunda-feira (15) a manifestação ao relator do caso no Supremo, ministro Edson Fachin. Nela, Raquel Dodge afirma que o parlamentar continua atuando de forma a obstruir as investigações. Ele é acusado de ter recebido R$ 300 mil da construtora UTC, para que esta se beneficiasse com contratos com a Petrobras. De acordo com a nota, testemunhas indicadas pelos advogados de Fonte tentaram desacreditar o trabalho da Polícia Federal (PF). Três destas testemunhas são peritos da PF já aposentados. Confrontado durante audiência realizada no último dia 10, um deles confirmou que é sócio-administrador de uma empresa especializada em perícias contratada pelo parlamentar. Essa testemunha admitiu ter tido acesso prévio às provas sobre as quais falaria na condição de testemunha – fato proibido por lei. Para a procuradora-geral, a conduta de Fonte é um fato processual “grave” que afronta a veracidade, a imparcialidade e a credibilidade da prova testemunhal, atingindo “a respeitabilidade, a honra e a altivez do STF”. A reportagem tentou entrar em contato com o parlamentar e com sua assessoria, mas, até o momento, não obteve retorno.(ABr)
10/04/2019

Tribunal manda soltar ex-marqueteiro do PT preso pela Lava Jato

TRF-4

Tribunal manda soltar ex-marqueteiro do PT preso pela Lava Jato

O publicitário será libertado mediante o pagamento de uma fiança de R$ 1 milhão

A oitava turma do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) determinou a soltura do publicitário Valdemir Garreta, ex-marqueteiro do PT (Partido dos Trabalhadores), preso em novembro pela Operação Lava Jato. Garreta, que está preso no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba,  é acusado de ser intermediário de propinas da OAS para diretores da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, durante a construção da Torre Pituba, sede da estatal na Bahia, um empreendimento feito pela OAS com dinheiro do fundo de pensão. Os juízes do TRF4 determinaram que o publicitário seja libertado mediante o pagamento de uma fiança de R$ 1 milhão. Garreta não precisará usar tornozeleira eletrônica. Em depoimento à Polícia Federal, logo após ser preso, o marqueteiro disse que foi intermediário de pagamentos de propina que a empreiteira OAS destinou para Luiz Carlos Fernandes Afonso, ex-presidente da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras. Segundo Garreta, o acerto para o pagamento ilegal aconteceu em 2011 durante um jantar, no Rio de Janeiro, em que participaram ele, Afonso e o então presidente e acionista da OAS, Léo Pinheiro. Na ocasião, disse ele, Léo Pinheiro se comprometeu em repassar para o então presidente da Petros 0,75% do valor do contrato da Torre Pituba. Ficou acertado que Garreta operacionalizaria o pagamento da propina. Segundo a PF, os contratos do empreendimento foram direcionados e superfaturados para que houvesse pagamento de ao menos R$ 68,3 milhões de propina para políticos, funcionários públicos e empresários. Garreta disse em depoimento que em um primeiro momento entregou para um funcionário do setor de propinas da OAS um envelope contendo um número de conta bancária no exterior fornecidos por Afonso. Meses depois, Léo Pinheiro mencionou um saldo restante da propina e pediu que o marqueteiro procurasse um executivo da empreiteira para saldar o valor do acordo. Garreta pediu então a Willian Chain, um amigo seu, para que pegasse os valores na sede da OAS e os entregasse em um escritório na avenida Faria Lima, em São Paulo, para alguém indicado pelo então presidente da Petros e que se chamava Felipe. Garreta disse que em 2014 houve aditivo no contrato da Torre Pituba e que por isso Afonso teria mais R$ 2 milhões em propina a receber. O desembolso dessa vez seria feito pela Odebrecht, que pagou parte do suborno em dinheiro nos flats de Chain. Em janeiro de 2015, com a Lava Jato avançando em direção à empreiteira, a Odebrecht decidiu que não pagaria mais o restante do acertado. Outro lado A advogada Danyelle Galvão, que defende Valdemir Garreta, diz que a decisão do TRF4 faz justiça a seu cliente. “O Valdemir Garreta vem colaborando com as investigações há meses e esta decisão faz justiça a ele”, diz. Na ocasião do depoimento de Garreta, o advogado Ney Fayet Júnior, que defende Luiz Carlos Fernandes Afonso, não quis comentar o caso. Jonas Augusto de Freitas, que defende Willian Chain, disse que “como amigo de longa data de Garreta”, Chaim apenas se encarregou da entrega de malotes, mas desconhecia seu conteúdo. Disse também que seu cliente locava flats para diversos empresários em São Paulo e foi procurado por Garreta por esse motivo. A OAS se posicionou dizendo que “os atuais gestores da companhia têm prestado às autoridades todos os esclarecimentos a respeito de atividades e contratos sobre os quais haja questionamentos”.(FolhaPress)