Transporte de propina

Operação Greenfield

Veículos teriam sido usados para o pagamento de propinas
11/01/2019

Rastreadores de carros de Palocci podem provar delações

Transporte de propina

Rastreadores de carros de Palocci podem provar delações

Veículos teriam sido usados para o pagamento de propinas

As delações do ex-ministro Antonio Palocci têm como provas dados dos rastreadores dos carros do petista, segundo a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Isso porque os veículos teriam sido usados para o pagamento de propinas. Palocci assinou na quarta-feira, 9, o seu terceiro acordo de colaboração premiada, desta vez com a força-tarefa da Operação Greenfield, do Ministério Público Federal de Brasília, que investiga esquema de fraude em fundos de pensão. Ele entregou os dados dos rastreadores para os procuradores. Com as informações, os investigadores podem cruzar datas de movimentações financeiras com os trajetos feitos nos dias específicos. As informações também foram usadas por policiais federais de Curitiba e de Brasília, nos outros dois acordos celebrados por Palocci.
09/01/2019

Palocci assina primeiro acordo de delação premiada com o Ministério Público

Fundos de pensão

Palocci assina primeiro acordo de delação premiada com o Ministério Público

Ex-ministro contou detalhes da atuação de Lula em negociações envolvendo fundos de pensão

O ex-ministro dos governos do PT Antonio Palocci assinou nesta quarta-feira, 9, o primeiro acordo de delação premiada com os procuradores da força-tarefa da Operação Greenfield, que investiga fraudes praticadas em fundos de pensão ligados a empresas e bancos estatais. No total, é o terceiro acordo celebrado por ele. Os outros dois acordos assinados pelo ex-ministro, o primeiro em abril e o segundo em outubro, foram negociados com a Polícia Federal de Curitiba e de Brasília, respectivamente, no âmbito da Operação Lava Jato. Em três dias de depoimentos, Palocci contou aos procuradores detalhes da atuação do ex-presidente Lula (PT) em negociações envolvendo fundos de pensão. Entre eles, o acordo feito para que Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras) entrassem como acionistas da Norte Energia, proprietária da usina hidrelétrica de Belo Monte. No relato, Palocci lista uma série de pressões feitas por Lula junto a presidentes dos fundos para que eles aportassem recursos em empresas sem analisar o retorno financeiro que teriam. A defesa do ex-presidente ainda não se pronunciou sobre o novo acordo de delação que tem Lula como o principal alvo. Já o PT disse, em nota, que os fatos abordados pelo ex-ministro são “mais uma mentira vendida por criminosos à Lava Jato para sair da cadeia e recuperar o dinheiro que desviaram”.
07/01/2019

Palocci decide viajar de carro a Brasília para depor

Medo de exposição

Palocci decide viajar de carro a Brasília para depor

Ex-ministro cumpre prisão domiciliar em São Paulo e depõe neste momento sobre fundos de pensão

O ex-ministro petista Antonio Palocci presta depoimento nesta segunda-feira, 7, em Brasília, sobre fraudes em fundos de pensão vinculados a empresas estatais, investigadas em processo derivado da Operação Greenfield. Delator da Operação Lava Jato, há expectativa de que ele negocie um novo acordo de delação premiada no âmbito da Greenfield. Palocci chegou à sede da Procuradoria da República no Distrito Federal por volta das 9h30 e ficará em Brasília até quarta-feira, 9. O ex-ministro viajou de carro de São Paulo até Brasília para evitar exposição em público. Palocci foi ministro da Fazenda no governo do ex-presidente Lula e da Casa Civil no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele está em regime semiaberto diferenciado e cumpre pena em casa, desde 29 de novembro de 2018, por decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), e é monitorado por tornozeleira eletrônica.
03/01/2019

Palocci prestará depoimento ao MPF sobre desvios em fundos de pensão

Fraudes somariam R$ 8 bilhões

Palocci prestará depoimento ao MPF sobre desvios em fundos de pensão

Segundo as investigações, as fraudes podem somar mais de R$ 8 bilhões

O ex-ministro Antonio Palocci vai prestar depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), em Brasília, na próxima semana, no âmbito das investigações da Operação Greenfield, que apura supostos desvios em fundos de pensão. Os depoimentos foram marcados para os dias 7, 8 e 9 de janeiro e serão conduzidos pelo procurador Frederico Siqueira Ferreira, um dos integrantes da força-tarefa criada para investigar os supostos desvios. A defesa do ex-ministro e a procuradoria estão em tratativas para um novo acordo de delação. A expectativa dos investigadores é que Palocci, que assinou acordo de delação na Operação Lava Jato, possa trazer informações sobre os supostos desvios nos fundos de pensão de servidores de estatais, como a Funcef (Caixa Econômica Federal), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). Segundo as investigações, as fraudes podem somar mais de R$ 8 bilhões. Em uma das denúncias sobre o suposto esquema de corrupção que já foram apresentadas à Justiça Federal, 14 investigados se tornaram réus, incluindo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. De acordo com o MPF, o grupo foi responsável por um prejuízo de R$ 402 milhões ao Funcef, em valores atualizados até 2015, contribuindo para o déficit acumulado de R$ 18 bilhões registrado pelo fundo no final de 2016. Segundo a denúncia, R$ 5,9 milhões do esquema foram direcionados ao PT. Em função dos benefícios do acordo de delação, Palocci deixou a prisão no dia 29 de novembro do ano passado, depois de passar dois anos preso, e começou a cumprir prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Para fazer a oitiva de Palocci, o MPF pediu autorização à juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, substituta do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro. (ABr)