Meio Ambiente

ONU

Com temperaturas e os desastres naturais cada vez mais extremos, a mudança climática vai afetar seriamente a segurança alimentar, devido à salinização da água e à perda de áreas de cultivo, prevê
15/05/2019

Secretário-geral da ONU alerta para crescente ameaça das mudanças climáticas

Meio Ambiente

Secretário-geral da ONU alerta para crescente ameaça das mudanças climáticas

Com temperaturas e os desastres naturais cada vez mais extremos, a mudança climática vai afetar seriamente a segurança alimentar, devido à salinização da água e à perda de áreas de cultivo, prevê

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou hoje (15), nas ilhas Fiji, sobre o crescente perigo das mudanças climáticas para a paz e a segurança mundiais, que afetam significativamente o arquipélago do Pacífico. “Os estrategistas militares veem claramente a possibilidade de os impactos das mudanças climáticas aumentarem as tensões em torno dos recursos e originarem movimentos maciços de pessoas em todo o mundo”, declarou Guterres, na cúpula do Fórum das Ilhas do Pacífico. Ele lembrou que as temperaturas e os desastres naturais estão se tornando cada vez mais extremos, e destacou que a mudança climática vai afetar seriamente a segurança alimentar, devido à salinização da água e à perda de áreas de cultivo, bem como os sistemas de saúde públicos nos países mais vulneráveis. Em 2016, mais de 24 milhões de pessoas,de 118 países e territórios, foram forçadas a abandonar as suas residências devido a desastres naturais, três vezes mais do que o número de deslocadas por conflitos no planeta, de acordo com dados da ONU. Guterres lembrou a experiência histórica das ilhas do Pacífico na adaptação, diante de vários fenômenos climáticos, e pediu maior cooperação da comunidade internacional com essa região, para lidar com os efeitos das alterações climáticas. “A região do Pacífico está na vanguarda das mudanças climáticas e é por isso que vocês são aliados importantes na luta” contra esse fenômeno, afirmou Guterres, em um comunicado. O secretário-geral da ONU está na Oceania, sobretudo para abordar os crescentes problemas causados pelas mudanças climáticas e pela ameaça que representa para os mares e oceanos que, com o aumento dos níveis da água devido ao aquecimento global, está levando à perda de terras das ilhas do Pacífico. (ABr)
09/05/2019

Em reunião da ONU, nações não chegam a um acordo sobre armas nucleares

Desarmamento

Em reunião da ONU, nações não chegam a um acordo sobre armas nucleares

Potências nucleares e países que não detêm essas armas discutiram sobre recomendações pelo desarmamento

Potências nucleares e países que não detêm esses armas não chegaram a um acordo sobre recomendações visando ao desarmamento, em uma reunião da Comissão de Não Proliferação de Armas Nucleares. Um encontro preparatório da comissão para a conferência de 2020 sobre a revisão do Tratado de Não Proliferação das Armas Nucleares está em andamento na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York. Nesta quarta-feira (8), representantes de países-membros expressaram suas opiniões a respeito do projeto de recomendações sobre desarmamento, apresentado na semana passada pelo presidente da atual sessão. O projeto, de 55 pontos, inclui um pedido de reconhecimento de que muitos países apoiam o Tratado da ONU de Proibição das Armas Nucleares. O documento também pede que países que detêm essas armas cumpram suas obrigações com relação ao desarmamento e pede uma suspensão do desenvolvimento de novos tipos de armas nucleares. O representante dos Estados Unidos, Robert Wood, criticou o projeto, dizendo que ele reflete visões baseadas em concepções incompatíveis sobre como obter progresso em metas compartilhadas de desarmamento. O Japão e a Coreia do Sul, que estão sob proteção do guarda-chuva nuclear americano, também apresentaram opiniões contrárias ao projeto devido à falta de considerações equilibradas para questões de segurança. Entretanto, a Áustria e África do Sul, que lideraram os esforços para adoção do tratado de proibição nuclear da ONU, manifestaram apoio ao projeto, citando preocupações com os esforços de potências nucleares paraa modernização de seus armamentos. (ABr)
12/04/2019

ONU quer mais participação feminina em operações de manutenção de paz

Até 35% em 10 anos

ONU quer mais participação feminina em operações de manutenção de paz

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez o anúncio nessa quinta-feira, 11

A Organização das Nações Unidas (ONU) quer aumentar a proporção de mulheres que participam de operações de manutenção da paz para até 35% ao longo dos próximos 10 anos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez o anúncio nessa quinta-feira (11), durante debate sobre o papel das mulheres na manutenção da paz, organizado pelo Conselho de Segurança da instituição. Segundo Guterres, as mulheres podem ajudar a tranquilizar moradores e ter acesso a mais informação. Ele disse ainda que a participação feminina é muito importante nos cuidados a vítimas de abuso sexual. Guterres disse ainda que a ONU tem uma meta que gira entre 15 e 35% de representação feminina no pessoal de manutenção da paz, incluindo cargos militares, policiais, judiciários e de correções, até 2028. (ABr)
05/04/2019

Bolsonaro homenageia militar premiada pela ONU por defesa de gênero

Marcia Andrade Braga

Bolsonaro homenageia militar premiada pela ONU por defesa de gênero

Comandante Marcia Andrade Braga atuou em missões no exterior

O presidente Jair Bolsonaro entregou hoje (5) a Medalha da Vitória, do Ministério da Defesa, à comandante Marcia Andrade Braga, capitão de Corveta da Marinha do Brasil. Ela é membro da Missão de Paz das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca) e, em março, recebeu o prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da Organização das Nações Unidas (ONU), por seu trabalho realizado como assessora militar de gênero na missão. “A missão tem uma série de situações complexas, ambiente hostil, não tem o conforto, tem a questão da segurança, distância da família. Mas o foco maior é desenvolver o trabalho, porque, estando ali, a gente sente a dificuldade que aquelas pessoas sentem. A ONU simboliza esperança e liberdade para as pessoas, então a gente se sente na obrigação de fazer algo”, disse a comandante Marcia. A missão foi iniciada em abril de 2014 para proteger os civis da República Centro-Africana da violenta guerra civil no país. Atuando na missão de paz desde abril de 2018, a comandante Marcia ajudou a construir uma rede de assessores treinados para questões de gênero dentro das unidades militares. Segundo Marcia, seu principal objetivo é a proteção civil e a prevenção de violações, usando a perspectiva de gênero para entender como o conflito afeta cada um dos grupos, principalmente mulheres e crianças, “que são o maior alvo das violações na República Centro-Africana”. O trabalho desenvolvido ao longo do último ano buscou o engajamento com as comunidades locais. A interação facilita, por exemplo, denúncias de casos de violência e abuso sexual, à medida em que há maior abertura para o diálogo. Além de aumentar a presença da missão, as equipes ajudaram a desenvolver projetos que podem aumentar a segurança, como a instalação de bombas de água perto de vilarejos, sistemas de energia solar e o desenvolvimento de jardins comunitários. “Se eu tenho mulheres que estão muito expostas, porque estão indo a plantações muito longe, algumas vezes 10 quilômetros, então, pensando que são pessoas deslocadas por causa do conflito, nós desenvolvemos hortas comunitárias perto das casas. É uma forma de diminuir essa exposição às violações”, explicou. O trabalho da comandante na missão termina no final deste mês. Brasil na ONU O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, agradeceu à comandante Marcia “pelo exemplo que inspira mulheres que lutam para construir suas vidas, “por fazer orgulhosos todos os brasileiros” e por “confirmar que a presença feminina nas Forças Armadas nos torna melhores”. “O prêmio da ONU vai além do reconhecimento de um feito. Traduz a confiança de uma mulher, que se expôs a um ambiente hostil, fundamentada na crença de que poderia fazer”, ressaltou. “É uma importante conquista no caminho da valorização e da competência militar feminina.” De acordo com o ministro, nos mais de 70 anos da ONU, cerca de 46 mil civis e militares brasileiros utilizaram o capacete azul, característico das missões de paz, em 41 das 71 operações de paz desdobradas sobre a bandeira da ONU. Em cinco delas, o Brasil liderou a missão: Egito, Moçambique, Angola, Timor Leste e Haiti. Atualmente, o país exerce liderança militar no Congo e participa com 300 pessoas de 9 das 14 missões conduzidas pelo departamento de operações paz das Nações Unidas, seja com tropa ou observadores. Cumprimentos Também foram condecorados hoje, com a Medalha Militar de 50 anos de serviços prestados os ministros do Superior Tribunal Militar, o almirante de esquadra Carlos Augusto de Sousa e tenente brigadeiro do Ar Francisco Joselini Parente Camelo. O presidente Jair Bolsonaro cumprimentou os novos oficiais generais das Forças Armadas promovidos recentemente. “A cada promoção vem um filme do passado, o que cada um dos senhores fez para que esse momento se tornasse realidade. Dias, anos de sacrifício, comprometimento, lealdade, patriotismo e vontade de cada vez mais servir  a essa pátria maravilhosa chamada Brasil”, disse. Bolsonaro citou ainda recente pesquisa da XP Investimentos que aponta que as Forças Armadas são a instituição com maior nível de confiança no país, com 66% de aprovação. “É sinal que estamos no caminho certo. O povo é quem tem que dizer para onde iremos e não o contrário”, disse. “As pesquisas demostram o trabalho de cada um dos senhores e obviamente os desafios que se apresentam. Nós [militares], juntamente com os civis, temos esse grande compromisso de colocar essa pátria maravilhoso no lugar de destaque que ela merece.” (ABr)