Domingo de Páscoa

mortes

Houve atentados a igrejas e hotéis; 450 estão feridos e há 35 estrangeiros mortos
21/04/2019

Ataques simultâneos no Sri Lanka matam mais de 200 pessoas

Domingo de Páscoa

Ataques simultâneos no Sri Lanka matam mais de 200 pessoas

Houve atentados a igrejas e hotéis; 450 estão feridos e há 35 estrangeiros mortos

Uma série de explosões simultâneas em três igrejas e três hotéis de luxo no Sri Lanka provocou a morte de mais de 200 pessoas neste domingo (21). Entre os mortos, há pelo menos 35 estrangeiros, segundo balanços iniciais. Cerca de 500 pessoas ficaram feridas. Segundo as autoridades do Sri Lanka, os primeiros seis ataques ocorreram por volta das 8h45 (horário local, 2h30 em Brasília). No momento das explosões, os templos católicos estavam celebrando o Domingo da Ressureição, uma das datas mais importantes do calendário cristão. A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões: em três hotéis de luxo e uma igreja. As outras duas igrejas atingidas ficam em Negombo, no oeste do país (região que abriga uma grande população católica); e em Batticaloa, no leste. Poucas horas depois das seis explosões simultâneas iniciais, foram registrados mais dois atentados. Uma explosão atingiu um pequeno hotel em Dehiwala, um subúrbio de Colombo. Uma oitava explosão foi registrada em Dematagoda, outro subúrbio da capital, e atingiu uma residência. Sete pessoas foram presas por suspeita de participação nos ataques. A rede BBC informou que o governo disse que a maioria das explosões foi provocada por terroristas suicidas. Nenhum grupo reivindicou a autoria das ações até o momento. Em resposta aos ataques, o governo impôs toque de recolher em toda a ilha, com início às 18h (horário local) até as 6h do dia seguinte. O governo determinou ainda um bloqueio temporário às redes sociais para impedir a difusão “de informações incorretas”. “O governo decidiu bloquear todas as plataformas de redes sociais para evitar a disseminação de informações incorretas e falsas. Essa é apenas uma medida temporária”, afirmou a Presidência do país em comunicado. Segundo as autoridades, pelo menos 45 pessoas morreram em Colombo, 67 em Negombo, 25 em Batticaloa e 2 em Dehiwala. O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, pediu calma ao país após a série de atentados. “Por favor, fiquem calmos e não sejam enganados por rumores”, declarou Sirisena em mensagem à nação. O presidente, que se mostrou “em ‘choque’ e triste com o que ocorreu”, esclareceu que “as investigações estão em curso para descobrir que tipo de conspiração está por trás desses atos cruéis”. Condenação brasileira Em mensagem no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro lamentou o atentado covarde. Em nota, o Ministério das relações Exteriores manifestou o repúdio do governo do Brasil: “O governo brasileiro condena veementemente os atentados praticados hoje, 21 de abril, Domingo de Páscoa, em igrejas e hotéis nas cidades de Colombo, Katana e Batticaloa, no Sri Lanka, que deixaram centenas de mortos e feridos. O governo brasileiro reafirma seu inteiro repúdio a todo ato de terrorismo, independente de sua motivação, expressa sua solidariedade ao governo e ao povo do Sri Lanka, transmite suas sentidas condolências às famílias das vítimas e estende aos feridos votos de plena e rápida recuperação.”  
20/04/2019

Suspeitos de construir prédios que desabaram na Muzema estão foragidos

Homicídio por dolo eventual

Suspeitos de construir prédios que desabaram na Muzema estão foragidos

A Justiça decretou a prisão dos três nesta sexta-feira (19)

Os três suspeitos de serem os responsáveis pelos prédios irregulares que desabaram na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, continuam foragidos. Eles tiveram a prisão temporária (30 dias) decretada ontem (19) pela Justi A delegada Adriana Belém, da 16ª Delegacia Policial (DP) da Barra da Tijuca, informou que as diligências prosseguem neste sábado (20) para a prisão de José Bezerra de Lima, o Zé do Rolo; Renato Siqueira Ribeiro; e Rafael Gomes da Costa. Os três são acusados de homicídio por dolo eventual multiplicado 20 vezes, correspondendo ao número de mortos na tragédia até o momento. De acordo com a Polícia Civil,  Zé do Rolo teria construído os prédios enquanto os outros dois seriam corretores informais encarregados da venda dos imóveis. Eles foram reconhecidos por testemunhas ouvidas na 16ª DP. Já a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) investiga o envolvimento deles com a milícia. Buscas Os bombeiros continuam as buscas por corpos e sobreviventes do desabamento dos dois prédios no condomínio Figueiras do Itanhangá. Uma equipe formada por 100 bombeiros permanece no local. Três pessoas continuam desaparecidas. Até o momento, o número de mortos chega a 20 – 18 ocorreram no local e dois morreram nos hospitais. Oito pessoas ficaram feridas. (ABr)
15/04/2019

Sobe para 11 o número de mortos na tragédia em Muzema no Rio

Desabamento de 2 prédios

Sobe para 11 o número de mortos na tragédia em Muzema no Rio

Mais um corpo foi encontrado hoje nos escombros dos dois edifícios que desabaram na sexta-feira

Na manhã de hoje (15) às 10h30 foi retirado mais um corpo dos escombros dos dois prédios que desabaram na sexta-feira na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro. Trata-se do corpo de uma mulher. Com isso sobe para 11 o número de mortos na tragédia e 13 pessoas estão desaparecidas. Dos oito sobreviventes, quatro permanecem internados, sendo três do  Hospital Miguel Couto e uma mulher no Lourenço Jorge. Ela está em estado grave. Outras duas pessoas que foram resgatadas com vida não resistiriam aos ferimentos e morreram no hospital. Antes das 9h houve troca de turno nas equipes de busca. O local do desabamento, que é a última rua do condomínio Figueiras do Itanhangá, permanece parcialmente interditado. Um total de 13 prédios foram interditados e os moradores só podem entrar por poucos minutos, para retirar alguns pertences. Segundo moradores, a Defesa Civil os informou que a área ficará interditada enquanto os trabalhos de busca estiveram acontecendo. (ABr)
09/04/2019

Prefeito diz que faltam verbas para prevenção a temporais no Rio

Também há descaso

Prefeito diz que faltam verbas para prevenção a temporais no Rio

Prefeitura do Rio não gastou um centavo este ano com drenagem urbana e contenção de encostas

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, disse hoje (9) que falta dinheiro para investir na redução de efeitos de temporais na cidade. Afirmou que a prefeitura não tem recursos para, por exemplo, realocar pessoas que moram em áreas de risco para locais seguros ou para construir novos reservatórios subterrâneos (piscinões) que sirvam para escoar água das enchentes. “Temos milhares de famílias morando em área de risco. Temos 750 mil bueiros que precisam ser limpos constantemente. Agora, os recursos para isso são pequenos. Dependemos de parcerias com o governo federal. A cidade do Rio de Janeiro contribui para o governo federal com R$ 160 bilhões por ano com impostos. E só recebemos de lá para cá, com muita dificuldade, R$ 5 bilhões”, disse o prefeito. Segundo ele, nos últimos três meses, a prefeitura não conseguiu, por exemplo, assinar nenhum novo contrato para construção de novas moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, ou para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das encostas. Crivella também reclamou dos altos juros de empréstimos do governo federal para a cidade. Crivella disse que é preciso rever o pacto federativo e dar mais autonomia para que as cidades possam obter seus recursos. Morro da Babilônia Duas pessoas morreram e uma está desaparecida por causa de desabamentos no Morro da Babilônia, no Leme,  zona sul da cidade,em razão das chuvas que atingiram o Rio nas últimas horas. Apesar disso, a sirene de alerta de deslizamentos do morro não soou, porque, segundo Crivella, o equipamento só é acionado com 45 milímetros de chuva por hora. E, no morro, choveu menos do que isso (39 mm). O prefeito disse que, por causa disso, vai estudar rever mais uma vez os protocolos de acionamento das sirenes. Em fevereiro, quando as chuvas mataram sete pessoas, a prefeitura já tinha revisto o protocolo, ao reduzir de 55 mm para 45 mm o limite mínimo para que o equipamento alerte a população pessoas. Entre a noite de ontem e a manhã de hoje, as sirenes soaram em 26 comunidades, onde, a princípio, não houve vítimas. Crivella pediu para que, por enquanto, os moradores dessas áreas não retornem para suas casas por causa do risco de deslizamento. Uma terceira pessoa, um motociclista, morreu afogado na Gávea, ao ser arrastado pela enxurrada. Situação da cidade Segundo o prefeito, a situação mais crítica na cidade na manhã de hoje é a interdição de vias de ligação entre a Barra da Tijuca e a zona sul. Crivella pediu que as pessoas evitem se deslocar entre a Barra e a zona sul, mas, se for necessário, que usem o Metrô ou transitem pelas Linhas Amarela e Vermelha. Ele acredita que a tendência agora é, em poucas horas, a cidade voltar à normalidade no decorrer do dia. “As águas estão escoando. A volta para casa [à tarde] deve ser bem melhor do que ontem”, disse. O prefeito do Rio explicou que a intensidade da chuva surpreendeu a prefeitura. O mau tempo começou na hora mais crítica para a cidade: no horário de saída das pessoas do trabalho e o momento em que as pessoas tiram lixo de suas casas. Ele disse que, na próxima chuva, a ideia é que os homens e equipamentos da prefeitura, como reboques, sejam previamente posicionados nas regiões que serão afetadas para agilizar o atendimento à população e aliviar engarrafamentos. O prefeito também afirmou que planeja construir um reservatório subterrâneo no Jockey Club do Brasil para escoar as águas do Jardim Botânico e evitar o alagamento do bairro, que foi muito afetado pelas chuvas das últimas horas. Município não gastou um centavo na manutenção da drenagem urbana e na contenção de encostas Dados do Rio Transparente mostram que até o momento o município não gastou um centavo na manutenção da drenagem urbana da cidade e na contenção de encostas. Os R$ 8.297.106,09 pagos para as empreiteiras contratadas para os serviços de drenagem quitaram apenas faturas por serviços prestados principalmente no ano passado. Ou seja, durante todo o verão, a antiga Secretaria de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma), não autorizou (empenhou) novas despesas entre janeiro e o início de abril. O temporal que deixou três mortos na cidade, desde a noite desta segunda-feira, 9, é o terceiro registrado em 2019 . Nos últimos anos, a verba para esse tipo de serviço tem caído. Em 2018, a prefeitura pagou ao longo do ano, R$ 31,5 milhões incluindo faturas de anos anteriores. Mas levando em conta apenas 2018 (incluindo as faturas pagas em 2019), as despesas foram de R$ 24,4 milhões. Em 2017, primeiro ano do governo Crivella, os investimentos na manutenção da drenagem alcançaram R$ 33,5 milhões. Em 2016, último ano do governo do ex-prefeito Eduardo Paes, o total gasto no programa foi de R$ 55,3 milhões (sem incluir restos a pagar).