Diário Motor

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O mercado brasileiro segue aquecido com alta de 10,02% no primeiro trimestre
08/04/2019

Confira a participação de marcado das 10 montadoras que mais emplacaram no ano

Diário Motor

Confira a participação de marcado das 10 montadoras que mais emplacaram no ano

O mercado brasileiro segue aquecido com alta de 10,02% no primeiro trimestre

O mercado brasileiro de automóveis segue aquecido, com alta de 10,02% no primeiro trimestre de 2019. São mais de 580 mil emplacamentos nos três primeiros meses do ano, contra pouco menos de 530 mil do mesmo período de 2018. O Chevrolet Onix segue firme e forte em busca do pentacampeonato. Junto com o irmão Prisma, ele ajuda a montadora a liderar entre as marca também. Só os dois venderam 76.060 unidades no ano, o que garantiria o quarto lugar se fossem uma montadora. Confira a lista da 10 marcas que mais vendem no Brasil, com a participação de mercado de cada uma. Números fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) 10º – Nissan – 22.294 unidades e 3,84% de participação 9º – Jeep – 28.680 unidades e 4,94% de participação 8º – Honda – 31.596 unidades e 5,45% de participação 7º – Hyundai – 44.651 unidades e 7,70% de participação 6º – Toyota – 47.298 unidades e 8,15% de participação 5º – Ford – 48.041 unidades e 8,28% de participação 4º – Renault – 51.283 unidades e 8,84% de participação 3º – Fiat – 78.821 unidades e 13,59% de participação 2º – Volkswagen – 82.981 unidades e 14,31% de participação 1º – Chevrolet – 106.409 unidades e 18,35% de participação
08/03/2019

Doria reduz impostos de montadoras que investirem em São Paulo

Incentivos fiscais

Doria reduz impostos de montadoras que investirem em São Paulo

Serão concedidos descontos de até 25% no valor do ICMS para empresas que apresentarem planos de construção ou ampliação de plantas industriais

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou hoje (8) que concederá incentivos fiscais a montadoras que façam novos investimentos no estado. Serão concedidos descontos de até 25% no valor do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para empresas que apresentarem planos de construção ou ampliação de plantas industriais em valores superiores a R$ 1 bilhão. Para se beneficiarem das reduções tributárias, as companhias deverão gerar pelo menos 400 novos postos de trabalho. Doria afirmou que não pretende abrir uma “guerra fiscal” com outros estados para atrair investidores, mas manter a geração de empregos em São Paulo. “Não estamos fazendo nenhuma concorrência desleal com outros estados”, explicou. O regime tributário vai entrar em vigor em um decreto que será editado pelo governador. As isenções do ICMS serão progressivas, quanto maiores os investimentos, maior será o percentual de redução do imposto, até o limite de 25%. Segundo o secretário estadual da Fazenda, Henrique Meirelles, as empresas serão fiscalizadas para que não se beneficiem das medidas sem executar as contrapartidas necessárias. Ford Os incentivos foram anunciados duas semanas após a montadora Ford ter informado que vai encerrar as atividades na fábrica de São Bernardo do Campo e que deixará o mercado de caminhões na América do Sul. No Brasil, deixará de comercializar as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta, assim que terminarem os estoques. Segundo o sindicato, a decisão afetará cerca de 4 mil trabalhadores diretos e terceirizados. Em negociações com a empresa, Doria afirma que está garantido o funcionamento da unidade com manutenção dos empregos até o próximo mês de novembro. “Muito antes disso teremos uma boa solução”, enfatizou o governador. Nesse período, o governo estadual vai buscar um comprador para a fábrica. Até o momento, o governador disse que foram recebidas três propostas que aproveitariam a estrutura e manteriam os trabalhadores. Meirelles destacou que a decisão da Ford não está ligada ao cenário econômico brasileiro, mas a uma mudança de estratégia da montadora em todo o mundo. “O anúncio da Ford não tem nada a ver com eficiência ou não dos incentivos”, ressaltou ao ser questionado sobre a empresa fechar uma fábrica apesar do setor automotivo ter se beneficiado de outras desonerações nos últimos anos. (ABr)
13/11/2018

Governo abre mão de impostos de montadoras, mas preço de carro não cai

Sem contrapartida

Governo abre mão de impostos de montadoras, mas preço de carro não cai

No programa Rota 2030, o único compromisso das montadoras é investir R$5 bilhão no próprio negócio, em pesquisa e desenvolvimento. Enquanto o governo não arrecada, concessionárias anunciam “carro popular” a R$40 mil como promoção. Com opcionais, vai a R$70 mil. No Nordeste, descontos do Regime Especial Automotivo poderão ser usados como crédito para não pagar o IPI devido aos governos locais.
08/11/2018

Após votação relâmpago, Temer sanciona programa que dá isenção às montadoras

Lobby eficiente

Após votação relâmpago, Temer sanciona programa que dá isenção às montadoras

Renúncia fiscal só 2019 deve atingir mais de R$2,11 bilhão

O presidente Michel Temer (MDB) sancionou nesta quinta-feira, 8, a medida provisória que cria o Rota 2030, novo regime tributário para as montadoras de veículos no país. O texto foi sancionado minutos depois da aprovação no Senado, em sessão de apenas 22 minutos, e um dia depois de ser aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados. Segundo projeções da Receita Federal, a renúncia fiscal com o texto original da MP seria em torno de R$ 2,11 bilhões em 2019 e de R$ 1,64 bilhão em 2020. Para 2018, não há renúncia, já que as deduções no Imposto de Renda e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas valem apenas a partir do próximo ano. Estimativas do setor indicam que os investimentos em desenvolvimento deveriam ser de R$ 5 bilhões em três anos para contar com os incentivos. O novo regime exige dos beneficiários, como contrapartida, desenvolvimento de novas tecnologias, pesquisas em eficiência energética, entre outros pontos. Poucos senadores debateram a matéria. Armando Monteiro (PTB-PE) foi nomeado relator-revisor no plenário e deu um breve parecer no microfone: “A matéria está devidamente instruída, e o nosso parecer é conforme ao conteúdo da matéria.” O texto foi aprovado de forma simbólica, sem registro nominal dos votos, com manifestação contrária apenas do senador Reguffe (sem partido-DF). “Essas isenções representam uma renúncia fiscal de R$ 2 bilhões e eu não consigo entender como os governos no Brasil simplesmente preferem priorizar a indústria automobilística e não a questão de remédios”, disse Reguffe. Autor de uma proposta de emenda à Constituição que tramita no Senado e impede a tributação de remédios no país, ele destacou que hoje 35% do preço cobrado por medicamentos são impostos. Temer comentou a criação do Rota 2030 durante abertura do Salão do Automóvel em São Paulo. “Gostaria de cumprimentar os deputados que aqui estão porque se deve a esta conjugação entre o setor produtivo e o Congresso Nacional esta vitória que providencialmente foi anunciado precisamente aqui, na abertura do Salão do Automóvel”, disse. “Um governo não se faz por conta própria, se faz, na democracia, com os setores produtivos no país, a indústria, o comércio, os trabalhadores, e nós estamos trabalhando juntos, apesar de termos sido bombardeados à vontade”, completou.