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Semana passada, a Petrobras anunciou reajuste de 5,7% do no preço do diesel nas refinarias, mas a medida foi suspensa a pedido de Bolsonaro
15/04/2019

Onyx Lorenzoni reúne ministros para discutir política de preços de combustíveis

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Onyx Lorenzoni reúne ministros para discutir política de preços de combustíveis

Semana passada, a Petrobras anunciou reajuste de 5,7% do no preço do diesel nas refinarias, mas a medida foi suspensa a pedido de Bolsonaro

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, coordena hoje (15), uma reunião para discutir a política de preços de combustíveis e o tabelamento do frete para caminhoneiros. O encontro está marcado para as 14h30. São esperados no Palácio do Planalto os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque; da Infraestrutura, Tarcísio Freitas; da Economia, Paulo Guedes; da Secretaria de Governo, Alberto Santos Cruz, e da Secretaria-Geral, Floriano Peixoto. Os presidentes do BNDES, Joaquim Levy, e da Petrobras, Roberto Castello, também deverão participar da reunião. Na semana passada, a Petrobras havia anunciado um reajuste de 5,7% do no preço do óleo diesel nas refinarias, mas a medida foi suspensa a pedido do presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro quer entender aspectos técnicos da decisão da Petrobras e negou que haja interferência do governo na política de preços da estatal. O presidente disse que há preocupação com o reajuste dos combustíveis pelo impacto no setor de transporte de cargas, afetando diretamente os caminhoneiros. Em maio do ano passado, a alta no preço do combustível levou à paralisação da categoria, e que afetou a distribuição de alimentos e outros insumos, causando prejuízos a diversos setores produtivos. Após a decisão de suspender o reajuste do diesel na sexta-feira (12), houve queda na bolsa de valores e desvalorização de 8,54% das ações da Petrobras. Apesar de negar que está intervindo nos preços, o mercado costuma reagir mal quando o governo interfere diretamente em uma estatal competitiva como a Petrobras. Amanhã (16), outra reunião está agendada para tratar do assunto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro. (ABr)
10/04/2019

CCJ do Senado recomenda arquivamento da CPI da Lava Toga; plenário decidirá

'Prejuízos para o país'

CCJ do Senado recomenda arquivamento da CPI da Lava Toga; plenário decidirá

Essa é a segunda tentativa barrada pelo Senado para investigar ministros das cortes superiores

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado decidiu nesta quarta-feira (10) aprovar o relatório do senador Rogério Carvalho (PT-SE), ao recurso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pelo arquivamento do pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Cortes Superiores, conhecida como Lava Toga. O placar da votação foi 19 votos favoráveis, sete contra e nenhuma abstenção. Com a decisão, a matéria segue para decisão final do plenário da Casa, o que pode ocorrer ainda hoje na última sessão deliberativa do Senado antes da Semana Santa. No documento, Carvalho argumentou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem se demonstrado aquém de enfrentar os “desmandos” e “desvios” do Poder Judiciário, mas que essas questões seriam “adequadamente tratadas” num debate sobre o novo Estatuto da Magistratura. “Não será o esgarçamento das relações entre os Poderes que conduzirá à pacificação e à superação dos gargalos institucionais identificados”, defendeu. Prejuízos para o país O relatório colocou do mesmo lado partidos como PT e MDB. O líder do governo na Casa, senador Fernando Bezerra Coelho (PE) disse que a criação da comissão traria prejuízos ao país. “O que a gente menos precisa agora é de um confronto entre Poderes. Esta CPI inexoravelmente irá produzir uma confrontação entre o Poder Judiciário e o Poder Legislativo. E quem vai perder é a população brasileira”, disse. Bezerra acrescentou que a prioridade deve ser a agenda do governo de retomada do desenvolvimento e do crescimento, como a reforma da Previdência, o pacote de combate à corrupção e ao crime organizado, além de uma agenda de diminuição do estado para promover um amplo programa de desestatização, simplificação tributária, procurando reduzir a carga fiscal sobre as empresas brasileiras e cobrar mais dos mais ricos, sobretudo na taxação sobre dividendos O arquivamento da Comissão, foi alvo de críticas do líder do PSL no Senado, o também governista senador Major Olímpio (SP). Aos defender a CPI, ele disse que não é verdade que o presidente Jair Bolsonaro pediu que parlamentares retirassem apoio para a instalação do colegiado. “O presidente Jair Bolsonaro nunca falou isso. E quem falou isso em nome dele é mentiroso! Nunca! Jamais ele tomou qualquer iniciativa de se imiscuir em relação à intervenção em qualquer… ou interferência em qualquer dos Poderes”, disse. Major Olímpio acrescentou que a derrota na CCJ não encerra o debate. “Nós perdemos aqui, nós vamos sustentar. Se for preciso recolher assinatura de novo, se for preciso recorrer, como disse o [ senador Esperidião] Amin, nós vamos recorrer”, disse. Também contrário ao engavetamento da proposta, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) disse que o Senado sairá envergonhado ao “enterrar” a CPI. “Essa CPI não é caça às bruxas. Tenho orgulho de dizer que assinei essa CPI duas vezes, ninguém está acima da lei. Não quero desapontar os milhões de capixabas”, disse. Votos em separado Em meio à discussão acalorada dois votos em separado foram apresentados à CCJ. O primeiro elaborado pelo autor do requerimento de criação da CPI , senador Alessandro Vieira (Cidadania -SE), em oposição ao parecer do relator Rogério Carvalho. “É de inegável interesse de toda a sociedade saber se os magistrados designados para o julgamento de seus processos e de outros igualmente relevantes estão em condições de representar o Estado no grave ofício da jurisdictio ou se são devedores de agentes privados e patrocinam interesses incompatíveis com a atividade julgadora”, disse Vieira no voto. O segundo voto em separado veio do senador Marcos Rogério (DEM-RO), com argumentos contra a instalação da Comissão. Para o parlamentar, apesar da insatisfação com o Poder Judiciário e do que chamou de “crescente ativismo judicial, com excessivas incursões em competências do Poder Legislativo, pretendendo substituir a atividade legislativa em alguns casos, e do Poder Executivo, com decisões judiciais que não resguardam o mérito do ato administrativo”, a CPI violaria o princípio da separação de Poderes previsto no Regimento Interno do Senado. “Não tenho, seguindo a minha consciência, como concordar com a instalação da CPI pretendida, que objetiva realizar justamente o que desde muito condenamos: intromissão indevida de um Poder em outro”, argumentou o senador. (ABr)
10/04/2019

Guedes e Moro se reúnem com Kaká, Regina Duarte e Ana Hickman

Apelo pela Previdência

Guedes e Moro se reúnem com Kaká, Regina Duarte e Ana Hickman

Encontro para falar de Previdência e pacote anticrime em SP reuniu também Luciano Hang e Zezé di Camargo

Os ministros do presidente Jair Bolsonaro apelaram para famosos e celebridades para conseguirem apoio para a reforma da Previdência e ao pacote anticrime. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o evento foi tratado como sigiloso pelas assessorias de Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça). Os dois ministros discursaram juntos para a plateia. Entre os famosos estavam a atriz Regina Duarte, os cantores sertanejos Zezé Di Camargo e Jorge, da dupla Jorge & Mateus, as apresentadoras Ana Hickmann e Luciana Gimenez e o jogador Kaká. Cerca de dez empresários também participaram da reunião – entre eles, Luciano Hang, da Havan. Os movimentos Nas Ruas e Vem Pra Rua engrossaram o encontro, em São Paulo, que ajudaram a organizar. Ainda segundo a Folha, o ministro da Economia fez um longo discurso sobre a necessidade de mudanças no sistema de aposentadorias no Brasil. Disse que o sistema está falido e quebrou antes de a população envelhecer. Afirmou que o país gasta dez vezes mais com a Previdência do que com educação. Voltou a dizer, como tem feito em vários eventos, que 66% dos aposentados recebem até um salário mínimo e 83%, até dois salários. Disse também que as pessoas de baixa renda já se aposentam com uma idade mínima próxima da que está sendo proposta pelo governo – 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres. Ao propor a idade mínima, o governo estaria, portanto, convergindo todos para o mesmo teto e a mesma idade, reduzindo, segundo Guedes, a desigualdade. Depois que o ministro saiu, os convidados começaram a fazer selfies com o ministro Moro, o mais popular do governo. A mulher do ex-magistrado, Rosângela Moro, também fez selfie com os artistas e postou em suas redes sociais.
05/04/2019

Em 24h, Moro ganha mais de 420 mil seguidores e é ministro mais popular

No Twitter

Em 24h, Moro ganha mais de 420 mil seguidores e é ministro mais popular

Chefe da Justiça e Segurança Pública perde apenas para a família do presidente e o vice

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, já passou dos 420 mil seguidores em menos de 24 horas de participação no Twitter. O ex-juiz entrou na rede social nessa quinta-feira, 4, e prometeu explicar pontos do pacote anticorrupção apresentado ao Congresso, além de ações da pasta chefiada por ele. Em popularidade, Moro já desbancou outros 12 ministros, como Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), Vélez Rodríguez (Educação), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), entre outros. O titular da Justiça só perde em número de seguidores para o clã Bolsonaro. O presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, tem 3,9 milhões de seguidores. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) tem 1,3 milhão. O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), 1,1 milhão. Já o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) fica com a lanterna: 1 milhão. O vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), ganha de Moro, pelo menos por enquanto. Ele tem 544 mil. O escritor de ultra-direita Olavo de Carvalho, influenciador de Bolsonaro, tem 109 mil seguidores. Moro deixou para trás até mesmo os chefes de outros poderes. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem 92,6 mil seguidores. O presidente do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP), pouco mais de 120 mil. Nos bastidores, o que se comenta é que, com o projeto apresentado por ele ofuscado pela reforma da Previdência no Congresso, Moro quer angariar o apelo popular para acelerar e garantir a aprovação do texto.