Governo Bolsonaro

Ministro da Saúde

Ele comandou a Santa Casa de Campo Grande e hospitais no Rio
20/11/2018

Deputado e ortopedista, Mandetta será ministro da Saúde de Bolsonaro

Governo Bolsonaro

Deputado e ortopedista, Mandetta será ministro da Saúde de Bolsonaro

Ele comandou a Santa Casa de Campo Grande e hospitais no Rio

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) como futuro ministro da Saúde. Este é o 10ª nome anunciado para o próximo governo e o terceiro ministro do Democratas. O nome de Mandetta foi defendido por grupos próximos a Bolsonaro, como o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e o governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM-GO). Ele participou na manhã desta terça-feira (20) de reunião em Brasília com Bolsonaro e deputados da bancada da saúde e com representantes da Associação das Santas Casas. Médico ortopedista, com foco em pediatria, Mandetta já atuou no Hospital Militar e no Hospital Geral do Exército, no Rio de Janeiro, e foi diretor da Santa Casa de Campo Grande e da Unimed. Também foi secretário municipal de saúde de Campo Grande, cargo que assumiu em 2005 e onde ficou até 2010, saindo para candidatar-se a deputado federal, cargo que ocupa desde então. Mandetta, no entanto, não se candidatou às eleições neste ano. Durante a campanha, Mandetta deu dicas para Bolsonaro. É dele, por exemplo, a ideia de investir em projetos para melhorar a saúde bucal de gestantes. O nome de Mandetta, porém, divide membros de entidades médicas. Parte do grupo considera que ele deu força em projetos de lei do programa Mais Médicos, alvo de críticas dessas associações. Outros, no entanto, dizem ver nele um aliado para demandas da categoria, como na defesa de uma carreira de estado aos profissionais. Conforme revelou a Folha de S.Paulo, Mandetta é investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois na implementação de um sistema de informatização da saúde em Campo Grande (MS), onde foi secretário. A suspeita é de que ele tenha influenciado na contratação de empresas para o serviço, conhecido como Gisa (Gestão de Informação da Saúde), em troca de favores em campanha eleitoral. O caso envolveria uma plataforma que é também bandeira de Bolsonaro para a pasta, missão que o presidente eleito já avisou que ficará sob responsabilidade de Mandetta. Ao longo das investigações, o parlamentar teve seu sigilo bancário quebrado. Em uma ação civil pública, na qual também é alvo, a Justiça do Mato Grosso do Sul mandou bloquear um valor total de R$ 16 milhões de bens dele e dos demais envolvidos Questionado, Mandetta afirma que avisou Bolsonaro que é investigado e alvo de ação civil pública por causa da sua gestão na secretaria de saúde em Campo Grande. De acordo com Mandetta, o presidente disse: “Pô, você ficou seis anos numa secretaria de saúde e tem só um processo?”. “Falei: olha, presidente, o senhor queria falar comigo, ótimo, estou orgulhoso, desafio grande, mas está aqui ó: tem isso, tem aquilo, tem inquérito, tem juiz, eu não sou afeito aos termos advocatícios. Ele me disse que eu não era nem réu, eu falei que não, mas eu mandei ele averiguar. Falei pra ele, na hora que o senhor citar eu tenho certeza que vai ser a Folha de S. Paulo que vai vir atrás. Eu sou assinante da Folha. Faz parte do trabalho de vocês [jornalistas]. Tem dias que vocês vão ao médico e não gostam das perguntas que eles fazem. Acham o médico chato. Faz parte. Cada profissão tem sua característica”, afirmou. O deputado atribui a questões políticas o fato de o sistema de informatização da saúde não ter sido implementado e diz que não foi ouvido durante todo o período da investigação. DESAFIOS Mandetta terá muitos desafios a enfrentar na gestão da saúde no Brasil. Área apontada em pesquisas como uma das principais preocupações da população, a saúde vive um paradoxo. Em 30 anos, o SUS (Sistema Único de Saúde) consolidou-se como o maior sistema de saúde gratuito do mundo, atendendo a quase 75% da população do país. A oferta de serviços, porém, é desafiada por um quadro crônico de subfinanciamento, que pode piorar nos próximos anos. Ao mesmo tempo, diante de uma projeção de aumento nos gastos, o sistema desperdiça recursos por conta da ineficiência. E quem sofre é a população com filas, dificuldade de acesso a especialistas, longo tempo de espera por cirurgias eletivas e emergências superlotadas.
16/11/2018

Ministro da saúde propõe que médicos oriundos do Fies substituam cubanos

Saúde pública

Ministro da saúde propõe que médicos oriundos do Fies substituam cubanos

Gilberto Occhi disse que o tema foi analisado por técnicos e deve ser agora debatido em nível político

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse hoje (16) que vai sugerir à equipe de transição, na próxima semana, substituir as vagas abertas com a partida dos cubanos, no programa Mais Médicos, por profissionais formados com recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo ele, o tema foi analisado por técnicos e deve ser agora debatido em nível político. “Uma das propostas que nós vamos apresentar é essa, como outras propostas que estamos trabalhando não só na questão do Programa Mais Médicos, mas também de outras questões do Ministério da Saúde”, disse Occhi ao participar da cerimônia de inauguração das instalações do Centro Especializado em Reabilitação (CER IV), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O ministro não detalhou a proposta que será apresentada à equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro. O Fies é um fundo de financiamento para estudantes de baixa renda. Um período depois de formados, os estudantes passam a pagar as mensalidades que foram financiadas. Os valores variam de acordo com a negociação prévia feita no momento da matrícula. Exigências O ministro disse que até a próxima terça-feira (20) será lançado o edital para a contratação de médicos nas vagas que surgirem com o desligamento de profissionais cubanos. Eles devem ser substituídos por médicos brasileiros que tenham o número de inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM), obtido no Brasil e que possam fazer a opção de trabalhar no Programa Mais Médicos. “Em um segundo momento, depois de um determinado período, vamos abrir para os médicos brasileiros formados no exterior. Acreditamos que existe um universo de cerca de 15 a 20 mil médicos aptos a participar do edital e a nossa ideia é fazer isso imediatamente ainda agora em novembro nós já temos médicos que tenham condições já escolhendo seus lugares para trabalhar.” Vagas Occhi indicou ter certeza de que as vagas serão ocupadas, ainda que em chamadas iniciais para o programa os médicos brasileiros não tenham apresentado grande interesse em participar. “Acredito que sim [as vagas serão ocupadas], até porque, no último edital que fizemos no ano passado, tivemos mais de 20 mil inscritos brasileiros. Depois, eles não foram para os lugares, aí utilizamos em uma segunda chamada o médico estrangeiro. Acreditamos que sim, já que essa é uma grande oportunidade.” De acordo com o ministro, o governo federal vai atuar em parcerica com os municípios e a sociedade médica de uma maneira geral. “É uma ação que o governo federal vai capitanear, mas há um envolvimento de todos.” Segundo ele, ainda não foi definido um cronograma de saída dos profissionais cubanos do Mais Médicos. “Não tem uma definição. Isso é uma decisão do governo de Cuba de retirá-los. Nós estamos trabalhando de forma emergencial, para que na medida em que o médico cubano saia, ele tem a decisão de sair, mas que a gente tenha outros profissionais brasileiros que possam ocupar este lugar.” Inauguração O Centro Especializado em Reabilitação (CER IV), inaugurado hoje (16), vai atender pacientes em quatro modalidades: física, intelectual, auditiva e visual. Para a construção da unidade e para a compra de equipamentos e materiais permanentes, o Ministério da Saúde repassou R$ 6,5 milhões. Occhi ressaltou que no CER haverá espaço para recuperação auditiva, a visual e ortopedia. O município de Duque de Caxias conta com o CER II. O custeio anual dessa unidade é de R$ 1,6 milhão. Liberação de recursos Além de inaugurar o centro, o ministro anunciou a liberação de R$ 25 milhões para o município de Duque de Caxias ampliar os atendimentos de média e alta complexidade, como cirurgias e internações, e na Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “Estamos trabalhando fortemente para repassar os recursos do governo federal. Não tem faltado. O presidente Temer tem dado todo apoio. Os parlamentares federais têm dado a sua contribuição para as suas emendas e aqui em Duque de Caxias não é diferente”, disse. Segundo Occhi, os R$ 25 milhões entrarão logo na conta da prefeitura de Duque de Caxias para ajudar no custeio. “A gente sabe o quanto é difícil fazer o custeio da saúde e atender à população. Aqui há uma grande demanda.” Antes da inauguração, ele visitou o Hospital do Olho, a maior referência oftalmológica de Duque de Caxias, especialmente, em cirurgia de catarata.(ABr)
06/09/2018

Occhi diz que Alagoas não notificou MS sobre epidemia de calazar, mas Sesau mostra registros

Surto de Leishmaniose

Occhi diz que Alagoas não notificou MS sobre epidemia de calazar, mas Sesau mostra registros

Ministro disse estar disposto a ajudar a estancar surto, e o governo de Renan Filho mostra notificações

O ministro Gilberto Occhi disse ontem (5), em Maceió (AL), que o Ministério da Saúde não foi notificado sobre a epidemia de leishmaniose visceral, conhecida como calazar, em Alagoas. O estado já registrou 63 ocorrências de janeiro até 15 de agosto, superando o dobro de casos registrados no ano passado. E as principais vítimas têm sido crianças do Sertão de Alagoas. Mas a Sesau mostrou ao Diário do Poder uma tela que demonstra que os casos foram notificados no Sistema Nacional de Agravos de Notificações (Sinam), do Ministério da Saúde. Os alagoanos tiveram conhecimento sobre o surto somente no início desta semana, com o alerta do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), quando os dados foram confirmados pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesau), do Governo de Renan Filho (MDB). Apesar de afirmar o desconhecimento sobre o problema, Occhi se dispôs a ajudar Alagoas, caso seja solicitado apoio contra a doença que apresenta 10% de letalidade. “Essa demanda não chegou para nós. Tivemos conhecimento da epidemia da doença no Espírito Santo, nossa equipe foi pra lá, identificou, atuou e combateu o surto. Se tiver necessidade do apoio do Ministério da Saúde em Alagoas, estamos de portas abertas para trazer nossa equipe e nossas soluções”, afirmou o ministro, em entrevista à Gazetaweb. O Diário do Poder perguntou à Sesau e ao Governo de Alagoas deixou mesmo de notificar o Ministério da Saúde sobre a epidemia de Calazar e se o Estado pedirá ajuda federal. A assessoria não respondeu se pediria ajuda. Mas encaminhou uma das telas do (Sinam), expondo parte dos registros dos casos de Calazar no Ministério da Saúde. Veja: Vacinação Na mesma entrevista, Occhi considerou um sucesso da campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite, ao atingir 91,3% da meta no Brasil. E alegou que o motivo por Alagoas não ter atingido a meta da campanha seria fruto do trabalho eficaz dos últimos anos, com a vacinação em massa na última década. Para ele, além das falsas notícias que amedrontaram pais, foi criado um falso conforto de que a campanha de vacinação não é necessária, por ter vacina disponível ao longo do ano. “Nós do Ministério da Saúde consideramos que foi um sucesso, mesmo que não alcançando o esperado (11 milhões), mas alcançamos 10 milhões, e quanto mais crianças forem vacinadas, mais a sociedade está protegida. É preciso que os pais entendam a importância da vacinação”, afirmou. O ministro disse ser necessário ampliar o número de vacinados, no contexto de que 18 estados registraram pelo menos um caso de sarampo. E sugeriu que estados que prorrogaram a campanha  por não atingir a meta ofereçam novas alternativas, como abrir postos de saúde aos sábados e ações em creches e escolas. (Com informações da Gazetaweb)  
02/04/2018

DURANTE POSSE DE MINISTROS, TEMER DIZ “ACIMA DE TODOS NÓS ESTÁ O PAÍS”

REFORMA MINISTERIAL

DURANTE POSSE DE MINISTROS, TEMER DIZ “ACIMA DE TODOS NÓS ESTÁ O PAÍS”

O PRESIDENTE TAMBÉM DESTACOU QUE OS PROBLEMAS DO PAÍS EXIGEM "TRABALHO E UNIÃO"

Durante a cerimônia de posse de ministros nesta segunda-feira (2), no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer afirmou que os problemas do Brasil exigem trabalho com diálogo e união. “Continuaremos a dedicar toda nossa energia com os novos ministros e presidente da Caixa para construir um país melhor para todos e que todos colaborem sem nenhuma tendência à separação. Acima de todos nós está o país, as instituições”.Temer agradeceu o trabalho feito por aqueles que deixam o governo e deu boas-vindas aos novos ministros. O presidente qualificou os trabalhos de Ricardo Barros (PP), Gilberto Occhin (PP) e Mauricio Quintella (PR) como “gestões extraordinárias”. Ricardo Barros deixa a pasta da Saúde, agora o comando do ministério será de Gilberto Occhin. Michel Temer destacou o trabalho de Barros, citando melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS), como a contratação de médicos e a compra de ambulâncias. Gilberto Occhin deixa a presidência da Caixa Econômica, e será substituído pelo atual vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antônio de Souza. Michel Temer ressaltou a liberação de recursos das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como uma de suas importantes contribuições ao país, e acrescentou que agora Occhin continuará a servir o Brasil no Ministério da Saúde. Nos Transportes, saí Mauricio Quintella e entra Valter Casimiro Silveira. O novo ministro dos Transportes, Porto e Aviação Civil estava na direção-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Sobre a gestão de Quintella, Temer enfatizou a retomada de obras que estavam paralisadas.