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GDF espera que a obra do viaduto seja entregue no final de março, e não em maio como no prazo atual
09/01/2019

Queda de viaduto no Eixão Sul era previsível “até por um leigo”, afirma Ibaneis

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Queda de viaduto no Eixão Sul era previsível “até por um leigo”, afirma Ibaneis

GDF espera que a obra do viaduto seja entregue no final de março, e não em maio como no prazo atual

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), visitou na manhã desta quarta (9) a obra de reconstrução do viaduto sobre a Galeria dos Estados, que desabou em fevereiro do ano passado. Segundo Ibaneis, com a visita, o objetivo era entender o que havia acontecido para que o mesmo não ocorresse em outros viadutos do Distrito Federal. “A queda desse viaduto era plenamente previsível por qualquer engenheiro e até por um leigo. Com a infiltração da água, os cabos que estavam ali dentro foram apodrecendo e se romperam. Isso deve estar acontecendo em todos os viadutos do Distrito Federal”, afirmou o governador. “Isso aqui foi a queda de um viaduto pelo descaso das administrações que passaram ao longo dos anos.” A obra de reconstrução do viaduto no Eixão Sul, executada pela Via Engenharia, vai custar R$ 10,9 milhões aos cofres públicos, com conclusão prevista para maio deste ano. Ibaneis afirmou que já pediu agilidade para empresa para que a obra seja entregue no final de março. Com a volta aos trabalhos após o recesso de fim de ano, os funcionários devem trabalhar em dois turnos e o número de pessoas no canteiro de obras deve aumentar durante o dia. O início das obras foi adiado diversas vezes durante o ano passado: em um primeiro momento, a gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg decidiu demolir as quatro faixas do viaduto que não desabaram, após voltar atrás da decisão de apenas fazer uma restauração com a estrutura que ainda permanecia em pé, sem a necessidade de demolição completa. A primeira decisão ia contra o laudo da Universidade de Brasília (UnB), que recomendava a demolição. Depois, a reconstrução do viaduto ganhou um novo obstáculo, quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) barrou o projeto do GDF para reconstruir a estrutura. Segundo o órgão, a proposta feria o tombamento de Brasília ao alterar a arquitetura original. O governo chegou a argumentar que o projeto apresentado pelos engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) seguia questões de segurança, economia e meio ambiente. Alguns dias depois, um novo projeto foi apresentado pelo GDF e aprovado pelo Iphan. Segundo o governador Ibaneis Rocha, a maneira como a obra está sendo feita um novo viaduto está sendo construído dentro de um velho. “Essa obra sai mais cara do que seria se tivesse colocado tudo no chão e feito novamente. Da maneira como está sendo feita existe um desperdício de recursos públicos e de mão de obra. É muito mais fácil construir do que incorporar uma obra antiga dentro de uma nova”, argumentou. Prevenção O governador afirmou que na próxima semana ele, o secretário de Obras, o DER-DF e a Novacap devem visitar os viadutos que constam em um relatório do Tribunal de Contas do DF (TCDF) de 2012 por necessidade de manutenção e reparos urgentes — documento que incluía o viaduto sobre a Galeria dos Estados. Entre as obras apontadas pela auditoria do tribunal estão ainda o viaduto na saída do Buraco do Tatu; entre as quadras 115/116 Norte; entre as quadras 215/216 Norte; entre as quadras 203/204 Sul; entre as quadras 215/216 Sul; sobre a N2. O relatório aponta ainda necessidade de obras urgentes na Ponte Costa e Silva e na Ponte das Garças. No ano passado, o TCDF refez a análise e constatou que oito das 11 estruturas apontadas em 2012 ainda tinham risco de desabamento. “Temos que cuidar da revitalização desses viadutos. Eles envelheceram muito rápido; não foi dado manutenção ao longo de 50 anos; e a cidade está prestes a cair como caiu aqui”, afirmou o governador Ibaneis Rocha, que trabalha na criação de um programa permanente de verificação e recuperação dos viadutos de todo o Distrito Federal. Via Engenharia e a Panatenaico A ganhadora da licitação para a obra do viaduto, a Via Engenharia, foi alvo da denúncia do Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) e teve diretores investigados por suposta participação no desvio de recursos na construção do Estádio Nacional Mané Garrincha. A obra mais cara para a Copa do Mundo de 2014, realizada no país, foi inicialmente orçada em R$ 600 milhões, mas acabou custando aos cofres públicos mais de R$ 1,6 bilhão. Questionado sobre a situação da Via Engenharia, Ibaneis ressaltou que a empresa não está impedida de participar de licitações. Antes proibida pela Justiça de participar de contratos do governo, a Via Engenharia conseguiu reverter sua situação junto ao Ministério Público Federal (MPF). “O processo licitatório ocorreu e os órgãos de fiscalização estão acompanhando. Eles têm o direito, não estão proibidos de participar de processo de licitação”, declarou o governador.
21/12/2018

Latam não esclarece dúvidas sobre manutenção e pneus carecas no Boeing 777

Quem cala...

Latam não esclarece dúvidas sobre manutenção e pneus carecas no Boeing 777

Falha técnica mal explicada e pneus careca: Latam e Anac se calam

Impressionou o estado dos doze pneus carecas (e furados) do Boeing 777 da Latam, após o pouso de emergência em Confins, BH, ontem. A Latam se recusou explicar isso. A Anac, “agência reguladora” do setor, apenas informou que “audita” o “ciclo de manutenção das aeronaves”, mas também não informou se e quando isso foi feito no Boeing prefixo PT-MUG, além de ignorar o questionamento sobre os pneus carecas. Ainda bem que Deus estava de plantão no momento do incidente. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. A Latam divulgou nota burocrática, fazendo parecer banal o incidente com seu Boeing lotado. Não deu qualquer explicação sobre a pane. A Latam se recusou a informar a data de manutenção do Boeing 777 prefixo PT-MUG. Também silenciou sobre os pneus carecas. A Anac empurrou para o Cenipa, da FAB, as explicações sobre a falha técnica que provocou pânico nos passageiros e pouso de emergência.
13/12/2018

União arrecadaria R$300 bilhões se vendesse imóveis, afirma ministro

680 mil imóveis

União arrecadaria R$300 bilhões se vendesse imóveis, afirma ministro

Esteves Colnago defende estudo para vender imóveis funcionais

A União receberia R$ 300 bilhões se vendesse todos os imóveis disponíveis atualmente, segundo o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago. Entretanto, o ministro considera que não seria uma tarefa simples e por isso, é preciso repensar a forma de vender os imóveis. “Não é simples. Muitos têm problemas de reforma, de manutenção. É uma coisa que temos que repensar a forma de vender”, disse em café da manhã com jornalistas na manhã desta quinta (13), em Brasília. Ele citou a consulta pública aberta pelo ministério no último dia 21, com prazo de 60 dias para envio de propostas, para estruturar o primeiro fundo de investimento imobiliário da União. O fundo terá como lastro parte da carteira de imóveis administrada pela Secretaria do Patrimônio da União do ministério e terá como objeto a alienação, locação ou outras atividades relacionadas aos ativos imobiliários de propriedade da União. Os imóveis da União compreendem os terrenos de Marinha, terras rurais, oriundos de extinção de órgãos e entidades, como da Rede Ferroviária, entre outros. Segundo o ministro, a União tem atualmente cerca de 680 mil imóveis registrados. Economia O secretário executivo do Ministério do Planejamento, Gleisson Rubin, fez um balanço das medidas de economia tomadas pelo governo federal por meio da centralização de serviços e de custos compartilhados. Ele informou que, nos próximos dois ou três anos, o governo pretende concluir o processo de digitalização de 1.740 serviços públicos federais, que poderão ser pedidos exclusivamente pela internet ou por aplicativos móveis. Segundo Rubin, o governo economizou R$ 600 milhões neste ano com a digitalização de cerca de 30 serviços públicos. Isso porque a informatização reduziu a burocracia e o custo com material de escritório e a requisição de servidores públicos apenas para analisar papéis. Ele disse que o governo tem o potencial de economizar bilhões de reais apenas com a informatização desses 1.740 serviços. O secretário executivo acrescentou que a União economizou R$ 20 milhões por ano com a restrição de carros oficiais a ministros e secretários executivos e a centralização dos deslocamentos dos demais servidores por táxi. Para 2019, o governo prevê a extensão do serviço de táxi para servidores em outras cidades, como Rio e São Paulo, e a locomoção dos servidores em carros particulares pedidos por aplicativos. Outras fontes de economia de recursos apontadas pelo secretário executivo do Planejamento foram a centralização da rodagem das folhas de pagamentos de aposentados e pensionistas no ministério. Com a digitalização das pastas funcionais dos inativos e dos pensionistas, o processo será automatizado, reduzindo de 11 mil para 1 mil a 1,5 mil o número de servidores dedicados à função. Rubin disse que a centralização das licitações para bens de tecnologia da informação e de telefonia proporcionou ganhos de padronização e evitou a administração de contratos com diferentes fornecedores. Ele citou ainda a edição da portaria que permite a livre movimentação de servidores federais como ferramenta para tornar mais eficiente a administração pública. “Esse instituto não é novo. Apenas nunca havia sido regulamentado. A gente pega a força de trabalho e aloca em áreas onde haja maior necessidade e carência”, explicou. (ABr)
06/11/2018

‘Uber do governo’ substitui carros oficiais e já economizou R$10,2 milhões

Sai mais barato

‘Uber do governo’ substitui carros oficiais e já economizou R$10,2 milhões

Com o TáxiGov, o governo não imobiliza recursos, e evita outros gastos inerentes aos veículos, incluindo perdas com depreciação.