Crise dos laranjas

lavagem de dinheiro

Denunciante diz que operação em Minas envolvia lavagem de dinheiro por mulheres
19/02/2019

Ministro do Turismo sabia de esquema para PSL lavar dinheiro, diz ex-candidata

Crise dos laranjas

Ministro do Turismo sabia de esquema para PSL lavar dinheiro, diz ex-candidata

Denunciante diz que operação em Minas envolvia lavagem de dinheiro por mulheres

A professora aposentada Cleuzenir Barbosa, candidata nas últimas eleições a deputada estadual pelo PSL de Minas Gerais, afirma ter havido um esquema de lavagem de dinheiro público pela sigla no estado – então presidida pelo atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, a ex-candidata afirmou que o agora ministro do governo de Jair Bolsonaro sabia da operação. “Era o seguinte: nós mulheres iríamos lavar o dinheiro para eles. Esse era o esquema. O dinheiro viria para mim e retornaria para eles”, afirmou. Segundo a publicação, Cleuzenir também fez as acusações na polícia e no Ministério Público, que investigam o caso. Ela afirma ter sofrido pressão de dois assessores de Álvaro Antônio — Roberto Soares e Haissander de Paula— para devolver R$ 50 mil dos R$ 60 mil que recebeu do fundo eleitoral do PSL. Ela diz ter relatado o caso a pelo menos quatro assessores de Álvaro Antônio, na época deputado federal e candidato à reeleição, e ter tentado falar diretamente com ele, mas que nada foi feito. O ministro foi o deputado mais votado no estado. As suspeitas são de que o PSL usou dinheiro público em candidaturas de laranjas, com mulheres que tiveram votação inexpressiva e quase nenhum sinal efetivo de que tenham realizado campanha. Em Minas, a verba foi liberada formalmente pelo então presidente nacional da sigla, Gustavo Bebianno, demitido do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência nesta segunda-feira, 18, em decorrência da crise política após as revelações do esquema de laranjas. Parte do dinheiro público foi direcionado a quatro candidatas do PSL mineiro apenas para preencher a cota feminina de 30% das candidaturas e de verba eleitoral. O dinheiro enviado a elas foi parar na conta de empresas de assessores, parentes ou sócios de ex-assessores do atual ministro do Turismo. Segundo a Folha, Cleuzenir, que diz não ter aceitado integrar o esquema, não foi eleita (teve 2.097 votos) e hoje vive em Portugal por medo de retaliações por parte dos aliados do hoje ministro.
19/02/2019

Preso em São Paulo, Paulo Preto seguirá para Curitiba na sexta-feira

Operador do PSDB

Preso em São Paulo, Paulo Preto seguirá para Curitiba na sexta-feira

Ele é apontado como operador de esquemas que envolvem o PSDB e um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht

Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi preso hoje (19), em São Paulo, pela Polícia Federal (PF) na 60ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Ad Infinitum. Ele fará, ainda hoje, exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A sua remoção para a sede da PF, na Lapa, zona oeste de São Paulo, está prevista para o início da tarde. Ele será mantido na carceragem até sexta-feira (22). Posteriormente, Paulo será levado para Curitiba, onde permanecerá detido. Paulo é apontado como operador de esquemas que envolvem o PSDB e um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht entre 2007 e 2017. As transações superam R$ 130 milhões, saldo de contas controladas por Paulo Preto, na Suíça, no início de 2017. Ações penais Ele é réu em duas ações penais envolvendo as obras do Rodoanel Sul e do Sistema Viário de São Paulo. A ação que julga o crime de peculato, ou seja, desvio de dinheiro público, foi anulada em liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Federal (STF), no último dia 13. Nessa ação, Paulo Vieira de Souza foi preso duas vezes. Logo após a denúncia, ele foi detido por ameaçar uma ré colaboradora. Ele usa tornozeleira eletrônica. A segunda ação, de crime por formação de cartel no Rodoanel Sul e no Sistema Viário de São Paulo, está na fase em que testemunhas de defesa são ouvidas. (ABr)
19/02/2019

Ministro do governo Temer é alvo de busca e apreensão em nova fase da Lava Jato

Lavagem de dinheiro

Ministro do governo Temer é alvo de busca e apreensão em nova fase da Lava Jato

Paulo Vieira de Souza, apontado como doleiro ligado ao PSDB, foi preso pela Polícia Federal

O ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil Aloysio Nunes (PSDB) e Paulo Vieira de Souza, apontado como doleiro ligado ao PSDB, são alvos da 60ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça (19). Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-ministro do governo Temer e a Paulo Vieira, que também foi alvo de prisão e já foi indiciado em outras fases da Lava Jato. Ativos financeiros dos dois investigados também foram bloqueados pela Justiça. As investigações apontam para um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo quantias ligadas ao chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, movimentadas por doleiros entre 2010 e 2011. Segundo a PF, o dinheiro se destinava a “irrigar campanhas eleitorais e efetuasse o pagamento de propina a agentes públicos e políticos aqui no Brasil”. A operação foi baseada em delações de doleiros e funcionários da Odebrecht. Os agentes cumprem mandados em diversas cidades do estado de São Paulo.
14/02/2019

Ex-governador Beto Richa e sua mulher se tornam réus por lavagem de dinheiro

Lava Jato

Ex-governador Beto Richa e sua mulher se tornam réus por lavagem de dinheiro

MPF acusa ex-governador do Paraná de receber propina de concessionárias

A Justiça aceitou nesta quarta (13) a denúncia contra o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e sua mulher, Fernanda Richa, por lavagem de dinheiro. Um dos filhos do casal, André Richa, e o contador de Fernanda, Dirceu Puppo, também se tornaram réus. O Ministério Público Federal (MPF) apontou que Beto Richa recebeu propina de concessionárias de pedágio no Paraná. O ex-governador do estado lavava o dinheiro por meio da compra de imóveis, colocados em nome da empresa Ocaporã Administradora de Bens, de Fernanda Richa e dos dois filhos do casal. No início das investigações, os procuradores tinham dúvida se Fernanda Richa tinha participação no esquema. No entanto, depoimento dado pela ex-primeira dama levaram os procuradores a concluírem pela participação dela. Segundo Fernanda Richa, o marido não tinha a palavra final ou gestão sobre as negociações feitas pela empresa Ocaporã. Outros processos Nesta segunda (11), Beto Richa se tornou réu em outra denúncia por corrupção e organização criminosa, no âmbito da Operação Integração, que apurou suposto favorecimento à Odebrecht na licitação da PR-323, no noroeste do Paraná. O tucano foi citado nas delações do ex-executivo da Odebrecht Valter Lana e pelo ex-presidente do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira Benedicto Júnior. Segundo as investigações do Ministério Público Federal (MPF), o esquema de corrupção teria desviado R$ 8,4 bilhões por meio do aumento da tarifa do pedágio e por meio obras não executadas. Ainda de acordo com as apurações, o valor pago em propina chega a R$ 35 milhões. Prisões Em janeiro deste ano, Richa foi preso novamente, mas foi solto seis dias depois por decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha. O ex-governador já tinha sido preso em setembro do ano passado, durante uma operação do Ministério Público do Paraná (MP-PR). A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) mirou o programa do governo estadual que faz a manutenção das estradas rurais, o Patrulha do Campo.