Em caixa de uísque

LAVA JATO

Ex-ministro e homem de confiança de Lula fez acordo de delação premiada
18/01/2019

Palocci diz que entregou a Lula maços de dinheiro vivo da Odebrecht

Em caixa de uísque

Palocci diz que entregou a Lula maços de dinheiro vivo da Odebrecht

Ex-ministro e homem de confiança de Lula fez acordo de delação premiada

O ex-ministro Antonio Palocci declarou, em colaboração premiada firmada com a Polícia Federal, que o ex-presidente Lula recebeu propina da Odebrecht, em espécie, no ano de 2010, por diversas vezes. Os valores variavam de R$ 30 mil a R$ 80 mil, segundo o delator. Palocci afirmou também que ele próprio chegou a entregar a Lula o dinheiro da propina da Odebrecht em caixas de uísque e de celular. O ex-ministro disse ainda que o ex-presidente pedia a ele para não comentar nada com ninguém sobre os pagamentos da empreiteira e que a verba seria para custear despesas do ex-presidente. A colaboração premiada diz respeito a um inquérito da PF que investiga irregularidades na construção da Usina de Belo Monte e foi a primeira a ser fechada por Palocci. O depoimento foi prestado em 13 de abril de 2018, e a delação foi homologada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em junho do ano passado. Nesta quinta-feira, 17, o depoimento foi anexado ao inquérito da PF, que tramita em sigilo. O episódio da caixa de celular aconteceu no Terminal da Aeronáutica em Brasília (DF), durante a campanha de 2010.Segundo Palocci, foram entregues R$ 50 mil ao ex-presidente. Um ex-motorista de Palocci chamado Claudio Souza Gouveia, ouvido pela PF em agosto do ano passado no inquérito sobre a Usina de Belo Monte, diz ter testemunhado o encontro. Também foram R$ 50 mil em propina dentro da caixa de uísque. “Em São Paulo, recorda-se de episódio de quando levou dinheiro em espécie a Lula dentro de caixa de whisky até o Aeroporto de Congonhas, sendo que no caminho até o local recebeu constantes chamadas telefônicas de Lula cobrando a entrega”, diz trecho do inquérito. De acordo com Palocci, essa cobrança do ex-presidente a caminho do aeroporto foi presenciada por outro motorista, chamado Carlos Pocente, que inclusive brincou perguntando se toda aquela cobrança de Lula era apenas pela garrafa de uísque. Pocente também foi ouvido pela PF no inquérito. Palocci também declarou que levou pacotes de dinheiro vivo correspondentes a R$ 30 mil, R$ 40 mil e R$ 80 mil recebidos da Odebrecht e retirados por Branislav Kontic, assessor do ex-ministro. A defesa de Lula ainda não se manifestou sobre as denúncias. Em outras ocasiões, os advogados afirmaram que Palocci mentiu para sair da prisão.
18/01/2019

Bretas aceita denúncia e Pezão vira réu em processo da Lava Jato do Rio

Corrupção

Bretas aceita denúncia e Pezão vira réu em processo da Lava Jato do Rio

Ele foi denunciado ao STJ, mas caso 'desceu' para a 1ª instância

O juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Criminal Federal, aceitou denúncia contra o ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão, que passa agora a ser réu em processo referente a desdobramento da Operação Lava Jato no estado. Ele foi preso em dezembro, na Operação Boca de Lobo, da Polícia Federal, que investiga o pagamento de mesada de R$ 150 mil para o ex-governador na época em que ele era vice do então governador Sérgio Cabral. Também houve, segundo a delação premiada de Carlos Miranda, operador financeiro de Cabral, pagamento de 13º de propina e ainda dois bônus de R$ 1 milhão como prêmio. Depois que Pezão perdeu o foro privilegiado, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foi para a 1ª instância da Justiça Federal no Rio e foi ratificada pelo Ministério Público Federal no Rio e aceita por Bretas. Outras 14 pessoas foram indiciadas, dentre elas, o ex-secretário de Governo Affonso Henrique Monnerat.
17/01/2019

Delegado da Lava Jato é o novo diretor de combate ao crime organizado da Polícia Federal

Corrupção em Brasília

Delegado da Lava Jato é o novo diretor de combate ao crime organizado da Polícia Federal

Delegado Igor de Paula coordenou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba

O delegado Igor de Paula foi nomeado nesta quinta (17) como diretor de combate ao crime organizado da Polícia Federal, conforme publicação no Diário Oficial da União. De Paula coordenou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, no Paraná. Delegado será responsável por investigar os casos de corrupção em Brasília. De Paula substituirá Elzio Vicente da Silva, nomeado em março do ano passado. O novo diretor de combate ao crime organizado da PF é mais um nome da Lava Jato que assume um posto do alto escalão da Polícia Federal. Escolha do ministro da Justiça, Sérgio Moro, o delegado Maurício Valeixo, atual diretor-geral da PF, era superintendente da PF no Paraná.
15/01/2019

Coordenador da Lava Jato é atacado por Renan por pedir voto aberto no Senado

'Grito da sociedade'

Coordenador da Lava Jato é atacado por Renan por pedir voto aberto no Senado

Dallagnol citou mais de 600 mil em abaixo assinado contra voto secreto

Em campanha no Twitter pelo voto aberto na disputa pelos cargos de presidente no Congresso Nacional, o coordenador do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol, disse ontem (14) que a demonstração de apoio de mais de meio milhão de brasileiros à transparência dos mandatos no Legislativo é “um grito da sociedade”. As declarações em referência a um abaixo-assinado eletrônico causaram reação do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que chamou hoje (15) o procurador de “ser possuído” no Twitter e ganhou uma saraivada de críticas como resposta de internautas. A reação de Renan ocorre uma semana depois de Dallagnol publicar que o voto secreto na disputa pela Presidência do Senado favorecerá o alagoano alvo de investigações e denúncias no âmbito da Lava Jato e dificultará a aprovação de leis necessárias ao combate à corrupção. Dallagnol citou o abaixo-assinado eletrônico criado pelo Instituto Mude, de Curitiba (PR), que até esta tarde reunia mais de 650 mil assinaturas pedindo que os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (MDB-CE), estabeleçam a votação aberta para a eleição das Mesas Diretoras. “Mais de 500 mil pessoas estão pedindo o #votoaberto [sic]. É um grito da sociedade pelo direito de acompanhar a posição de seus representantes nessa escolha que pode ser tão importante quanto a eleição de um Presidente da República”, publicou Dallagnol em seu perfil. Outro integrante da força tarefa da Operação Lava Jato, o procurador da República Roberto Pozzobom também está em campanha pelo voto aberto nas redes sociais e sugeriu que os eleitores abordem parlamentares de seus estados e cobrem a posição transparente. “Mais do que assinar e divulgar o abaixo-assinado, você pode mandar e-mails, ligar, falar com os parlamentares de seu Estado e pedir que eles: 1 – Lutem pela votação aberta dentro do Congresso, requerendo que assim seja em fevereiro de 2019; 2 – Declarem os seus votos”, escreveu Pozzobom. A reação de Renan em seu perfil do Twitter resultou em uma maioria de comentários com xingamentos, críticas e referências aos escândalos do petrolão do qual o senador se defende de acusações de envolvimentos em corrupção. Na minoria de comentários elogiosos, é possível identificar assessores e ex-assessores do gabinete do senador, a exemplo de Antonio Hollanda Costa Júnior, Dmitri Barros, Ricardo Silva e Marina Lamenha. Clique no post abaixo e confira as reações: Deltan Dallagnol @deltanmd continua a proferir palavras débeis, vazias, a julgar sem isenção e com interesse político, como um ser possuído. — Renan Calheiros (@renancalheiros) January 15, 2019