Previdência

josé maria marin

Marin tem carteira previdenciária dos deputados paulistas há 30 anos
26/05/2017

Preso nos EUA, ex-presidente da CBF recebe R$ 20 mil por mês de pensão

Previdência

Preso nos EUA, ex-presidente da CBF recebe R$ 20 mil por mês de pensão

Marin tem carteira previdenciária dos deputados paulistas há 30 anos

Preso em Nova York acusado de levar propinas em contratos da CBF, o ex-presidente da entidade José Maria Marin recebe pensão vitalícia do Estado de São Paulo no valor de R$ 20.257,80 por mês. A pensão parlamentar é relativa à extinta carteira previdenciária dos deputados paulistas. De acordo com a Secretaria da Fazenda, responsável pelos pagamentos, Marin contribuiu por 16 anos, de 1971 a 1987. Ele recebe a pensão há mais de 30 anos, desde o dia 16 de março de 1987. O valor é reajustado na mesma proporção dos deputados estaduais em mandato. Em 2012, por exemplo, Marin recebia R$ 16.033,00 por mês de pensão. O ex-presidente da CBF foi deputado estadual por dois mandatos, de 1971 a 1979. Também foi governador do Estado por dez meses, entre 1982 e 1983. Advogados ouvidos pelo Estado dizem que juridicamente não há problemas no fato de o ex-dirigente continuar recebendo a pensão mesmo estando preso à espera de julgamento. Marin está em prisão domiciliar em Nova York, nos EUA, desde 2015 e o início do seu julgamento e dos outros cartolas do futebol acusados de corrupção está marcado para novembro. À reportagem, os advogados de Marin no Brasil confirmaram que o ex-presidente recebe mensalmente a pensão parlamentar. Em Nova York, o dirigente pode sair de casa até sete vezes por semana desde que permaneça dentro de um raio de até duas milhas (o equivalente a três quilômetros) do prédio onde mora e esteja acompanhado por um segurança. O Departamento de Justiça dos EUA também faz o monitoramento eletrônico de Marin através de tornozeleira. Cabe ao ex-dirigente pagar a manutenção de câmeras de segurança instaladas na porta de seu apartamento e em todas as saídas do prédio. Marin é acusado de receber subornos e propinas em contratos de comercialização e direitos de marketing de torneios organizados pela Conmebol e a CBF. Em abril de 2014, por exemplo, Marin teria viajado para Miami para participar de uma conferência de imprensa e teve uma reunião com J. Hawilla (dono da Traffic) para acertar os pagamentos da propina. (AE)
07/04/2017

EUA dizem que corrupção era “estilo de vida” de Marin e cartolas

Corrupção no futebol

EUA dizem que corrupção era “estilo de vida” de Marin e cartolas

Ex-presidente da CBF pede para não ser julgado com cartolas

José Maria Marin, ex-presidente da CBF em prisão domiciliar nos EUA, quer distância de seus ex-colegas cartolas. Nesta quinta-feira, seus advogados voltaram a pedir ao Tribunal no Brooklin que separe o seu caso dos restantes, alegando que ele não tem qualquer relação com as denúncias feitas e que o volume de acusações contra os demais pode contaminar o seu caso. Mas, para os procuradores americanos, a corrupção do brasileiro e do restante dos dirigentes era “um estilo de vida” generalizado.  Dos 42 indiciados até hoje no maior escândalo do futebol internacional, 20 já se declararam culpados. Cinco deles, porém, insistem que são inocentes, enquanto os demais ainda não foram detidos ou negociam acordos de delação. “Meu cliente enfrentará dia após dia a evidência de que não está relacionado com o restante das acusações e isso o prejudicará”, disse o advogado do brasileiro, Charles Spillman, em uma sessão na noite de quinta-feira nos EUA. “Isso pode ser eliminado com um julgamento separado”, insistiu.  Marin não é o único a buscar essa estratégia. O mesmo tem sido defendido pelo ex-presidente da Conmebol, Juan Ángel Napout, pelo peruano Manuel Burga, além dos cartolas da América Central, Héctor Trujillo e Costas Takkas.  Os procuradores americanos já deixaram claro que não querem tal separação e, em tentativas anteriores, a juíza Pamela Chen já deixou claro que tampouco era favorável a isso.  O julgamento começa no dia 6 de novembro e Chen insiste que não mudará a data. “O caso é inevitavelmente complexo”, disse. Estima-se que 350 mil documentos de evidências serão apresentados durante o julgamento, que pode se arrastar por meses. “As evidências chegam de todo o mundo”, afirmou. Para a procuradora americana, Kristin Mace, não se pode separar o caso de Marin dos demais. “O problema é a natureza do crime. Não se trata de uma situação onde você tem instâncias discretas de corrupção. Trata-se de algo bem maior”, insistiu. “Esse era um estilo de vida. Trata-se de um problema que era tão abrangente que era um padrão em todos os continentes, entre diferentes federações de futebol”, disse.  Chen não descarta separar o grupo daqueles que se dizem inocentes em dois, com Marin, Napout e Burga da Conmebol em um, e Takkas e Trujillo (Concacaf), em outro.  “A única coisa em comum entre eles é que estão envolvidos em supostos casos de propinas. Mas isso não significa que devem estar sob o mesmo caso”, insistiu Bruce Udolf, advogado do peruano Manuel Burga. (AE)
04/11/2015

Marin fica em prisão domiciliar, mas pode sair uma vez por semana

Corrupção

Marin fica em prisão domiciliar, mas pode sair uma vez por semana

Ex-cartola terá de avisar a polícia, se quiser sair de casa

O ex-presidente da CBF José Maria Marin declarou-se inocente diante da Justiça americana, nesta terça-feira (3), e em seguida teve o valor de sua fiança fixado em US$ 15 milhões (R$ 57 milhões).  Marin parecia muito abatido e cansado, poucas horas após ter desembarcado em Nova York. Ele permaneceu sentado durante a audiência na Corte Federal do Brooklyn, ao lado da sua mulher Neusa, que reencontrou pela primeira vez desde que foi preso. Ele a abraço e os dois se emocionaram. O cartola, acusado de envolvimento no escândalo de corrupção da FIFA, contou com tradução simultânea durante seu depoimento. Acusado de receber propinas em negociações de direitos esportivos, Marin ficará em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Ele poderá sair uma vez por semana para comprar mantimentos, mas terá antes de avisar a polícia. O juiz fixou a próxima audiência para o dia 16 de dezembro.
29/10/2015

Em Nova York, Marin ficará em imóvel na Quinta Avenida

Extradição

Em Nova York, Marin ficará em imóvel na Quinta Avenida

Comprado nos anos 1980, o apartamento vale US$ 2 milhões

Um apartamento avaliado em mais de US$ 2 milhões, com vista para a Quinta Avenida em Nova York. Esse deve ser o local onde José Maria Marin ficará preso nos Estados Unidos enquanto acompanha seu julgamento. Trata-se de seu próprio imóvel, adquirido ainda nos anos 80 do século passado e que serve de base para a família do ex-cartola todas as vezes que passam pelo território norte-americano. Marin, advogado de formação, garantiu a pessoas próximas a ele que vai usar sua extradição para poder “provar sua inocência" diante dos juízes norte-americanos. Enquanto estava preso na Suíça, o processo não havia sequer começado. Mas, enquanto vai se defender, espera que seja autorizado a permanecer em seu apartamento, um local com um quarto, sala e cozinha na Trump Tower. Sua defesa aposta que a Justiça norte-americana dará a ele esse direito, inclusive com o pagamento de uma fiança inferior à de Jeff Webb, o ex-vice-presidente da Fifa e que deixou US$ 10 milhões como garantia. A idade de Marin (83 anos) e a natureza de seu suposto crime poderiam amenizar a sua situação e favorecer a um relaxamento de suas condições de prisão. O brasileiro deve passar no máximo 72 horas em uma cadeia de Nova York, tempo necessário para que o acordo seja selado. No inquérito norte-americano, Marin aparece como sendo a pessoa que compartilhou a propina recebida para a Copa do Brasil, o torneio anual de clubes organizado pela CBF. As suspeitas do FBI são de que Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira teriam ficado com parte do dinheiro, pago pelos empresários que mantinham acordos comerciais. Entre aqueles que são apontados como suspeito do pagamento está a Klefer, empresa de Kleber Leite e que teria fechado um acordo com Hawilla para pagar cada uma 50% da propina para os dirigentes da CBF. O pagamento vinha ainda dos anos de Teixeira e, quando Marin entrou na presidência da entidade, os valores tiveram de ser reajustados para atender aos três dirigentes. Marin será transferido para os Estados Unidos entre esta sexta e segunda-feira. Um oficial da polícia norte-americana irá à Suíça especialmente para buscá-lo. Ele viajará algemado, em voo comercial, provavelmente em classe econômica. A colocação de algemas em Marin nada tem a ver com um suposta periculosidade do preso. Faz parte das normas norte-americanas, que determina que pessoas que são extraditadas e viajam junto com agentes do FBI têm de ser algemados por estarem sob custódia.