F-1 no país

João Doria

Entretanto, não existe garantia que o RJ sediará o evento, a Prefeitura de SP possui contrato para realizar o GP até 2020
09/05/2019

Tribunal aprova edital do autódromo no Rio, mas exige aval da Câmara Municipal

F-1 no país

Tribunal aprova edital do autódromo no Rio, mas exige aval da Câmara Municipal

Entretanto, não existe garantia que o RJ sediará o evento, a Prefeitura de SP possui contrato para realizar o GP até 2020

O Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro aprovou nesta quinta-feira (9) o edital de licitação para construção e exploração do novo autódromo da cidade. A intenção é que ele seja a nova sede da F-1 no país, atualmente em São Paulo. Os conselheiros, contudo, determinaram que nove correções ao edital fossem feitas. Também exigiram a aprovação de uma lei na Câmara Municipal autorizando a exploração imobiliária do terreno, contrapartida oferecida pela prefeitura ao vencedor da licitação, que terá de arcar com os R$ 697 milhões de investimento previsto no projeto. A exigência de uma lei para concretizar o autódromo será um teste para o prefeito Marcelo Crivella (PRB), que vem enfrentando uma rebelião de vereadores até da base. Ele é alvo inclusive de um processo de impeachment. O projeto de levar a F-1 para o Rio de Janeiro existe desde o ano passado, quando a prefeitura iniciou os estudos. Ele ganhou novo apoio político nesta quarta-feira (8) com a assinatura pelo presidente Jair Bolsonaro de um termo de cooperação para concretização da iniciativa. Até o momento, porém, não existem garantias de que o Rio sediará o evento, já que a Prefeitura de São Paulo possui contrato para realizar o GP de Interlagos até 2020. A Prefeitura de São Paulo reafirmou a intenção, já manifestada pelo prefeito Bruno Covas e pelo governador João Doria, ambos do PSDB, de renovar o contrato que vence no próximo ano. Atualmente, a privatização de Interlagos está congelada, à espera do início das discussões sobre a Operação Urbana Jurubatuba na Câmara Municipal de São Paulo. Alguns vereadores planejam criar outro empecilho para o projeto. A Câmara Municipal já aprovou em primeira votação a criação da APA (Área de Preservação Ambiental) da Floresta do Camboatá na área prevista para instalação do autódromo. O projeto foi aprovado por 30 a 0 no primeiro turno. Uma audiência pública sobre o tema será realizada na sexta (10), exigência para o reconhecimento da APA pelo Sistema Nacional de Unidade de Conservação. “Importante os cariocas perceberem que não é meia dúzia de árvores que a prefeitura quer cortar para fazer o autódromo. Eles querem destruir uma floresta em pleno processo de regeneração que precisa ser preservada”, disse o vereador Renato Cinco (PSOL), autor da proposta. Bolsonaro minimizou a intenção dos vereadores. “Se o Exército não estivesse naquela área, com toda certeza ela já estaria invadida e com toda certeza depredada. O Exército preservou a região e, por ocasião desse projeto, a região será preservada”, disse ele. O primeiro GP Brasil de F-1 foi realizado em 1972, em Interlagos. Nos anos 1980, a prova se mudou para o Rio de Janeiro, no autódromo de Jacarepaguá, onde ficou até 1989. No ano seguinte, voltou para Interlagos, circuito em que permanece até hoje. Desde 2013, depois de Bernie Ecclestone, ex-chefão da categoria, ter manifestado má vontade de renovar com o GP Brasil, exigindo mudanças nos boxes e no paddock, o governo federal reservou R$ 160 milhões  para a prefeitura reformar Interlagos. Os valores foram repassados por etapas. De 2014 a 2018, R$ 116,7 milhões foram usados em um edifício de apoio atrás dos boxes, em um centro operacional, na troca do pavimento e em uma atualização do pit lane. Outros R$ 43 milhões foram destinados para reforma e cobertura dos boxes. O autódromo de Deodoro é uma promessa no Rio de Janeiro desde 2012, quando o autódromo de Jacarepaguá foi desmontado definitivamente para a construção do Parque Olímpico da Barra da Tijuca. O novo autódromo do Rio de Janeiro, com capacidade para 130 mil pessoas, será construído em Deodoro, em uma área de propriedade do Exército que foi cedida. Ela teve de ser descontaminada porque havia artefatos explosivos enterrados no local. A previsão é que a construção do autódromo, que segundo Bolsonaro levará o nome de Ayrton Senna, custe R$ 697,4 milhões. O investimento será a cargo da iniciativa privada, que poderá explorar o espaço comercialmente, além de usar 41% do terreno para empreendimentos imobiliários.(FolhaPress)
09/05/2019

Doria diz que São Paulo não abre mão de sediar o GP de Fórmula 1

GP Brasil de F-1

Doria diz que São Paulo não abre mão de sediar o GP de Fórmula 1

Governador reage a anúncio da corrida no Rio, feito por Bolsonaro

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou esta manhã que ele e o prefeito paulistano Bruno Covas não abrem mão de São Paulo continuar sediando o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, e que vão lutar para a renovação do contrato com os organizadores para que a corrida permaneça no autódromo do Interlagos. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, a propósito do anúncio  do presidente Jair Bolsonaro (PSL), nesta quarta (8), de que o GP de Fórmula 1 seria realizado no Rio de Janeiro, após a construção de um novo autódromo em área militar, a ser cedida para as obras. O contrato com a prefeitura de São Paulo para a realização da prova brasileira de Fórmula 1 expira no próximo ano e os organizadores não manifestaram interesse em sua renovação. Chegaram inclusive a sinalizar que pretendiam realizar a prova no Autódromo Nélson Piquet, em Brasília, mas o governo anterior, de Rodrio Rollemberg (PSB) não deu consequência à possibilidade. Além disso, o Tribunal de Contas do DF tem criado dificuldades para as iniciativas com o objetivo de conceder o espaço à gestão privada.
06/04/2019

Doria vai homenagear policiais que mataram 11 criminosos em Guararema

Honras em Palácio

Doria vai homenagear policiais que mataram 11 criminosos em Guararema

Governador de São Paulo afirma que a polícia agiu como deveria, contra assaltantes

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que os policiais que mataram 11 criminosos em Guararema, na Grande São Paulo, na quinta (4), agiram dentro do protocolo. Doria disse ainda que os policiais serão condecorados no Palácio dos Bandeirantes na terça (9). “A polícia agiu como deveria agir”, afirmou o governador. Segundo ele, os policiais dispararam contra os criminosos após eles terem reagido. A quadrilha de 25 pessoas explodiu dois caixas eletrônicos de madrugada. “Ao reagir e colocar em risco a vida dos policiais, quem vai para o cemitério é bandido”, completou. Doria falou sobre segurança pública a uma plateia de empresários no 18º Fórum do Lide, em Campos do Jordão (SP), nesta sexta (5). O governador comentou sobre a transferência de Marcola e outros 21 líderes do PCC para presídios federais. “Demos um murro no estômago da facção criminosa e principalmente demos uma lição pra essa gente: quem manda no país e quem manda em São Paulo é governo, não é bandido. Bandido vai pra cadeia.” Doria ainda criticou o fato de as transferências não terem sido feitas antes, mas evitou falar dos governos anteriores -o PSDB governa São Paulo desde 1995. Geraldo Alckmin (PSDB), eleito em 2014, foi seu padrinho político. “Nós fizemos em 32 dias em São Paulo, aquilo que no passado deixou de ser feito”, disse. “Não quero fulanizar, mas todos sabem que desde 2006 em São Paulo o tema das facções criminosas é grave e tido como imexível.” “Havia até a suspeita de que havia entendimento com as facções criminosas, coisa que eu não acredito”, completou Doria. (Folhapress)
04/04/2019

MP instaura inquérito para apurar reforma no Palácio dos Bandeirantes

João Doria na mira

MP instaura inquérito para apurar reforma no Palácio dos Bandeirantes

Promotoria quer saber se houve autorização e mira gasto de R$ 1,9 milhões pelo governador João Doria

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou inquérito para apurar mudanças feitas pela gestão do governador João Doria (PSDB) em móveis e pisos do Palácio dos Bandeirantes. O imóvel é parcialmente tombado. Foram gastos aproximadamente R$ 2 milhões nas alterações. O promotor de Justiça Carlos Henrique Prestes Camargo, da 1ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da capital, aponta, na portaria que deu início ao procedimento, que a remodelação e a redecoração feitas no local descaracterizaram móveis de madeira de lei, pisos e adornos, que foram pintados com tinta preta, incluindo brasões do estado de São Paulo. De acordo com o MP, o inquérito pretende determinar se o governo poderia modificar o mobiliário, o piso, as mesas e os demais bens sem a consulta de órgãos de preservação, tendo em vista que são itens de interesse histórico e artístico. O promotor enviará ofício ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para que o órgão informe se teve conhecimento das alterações feitas no Palácio dos Bandeirantes, localizado no bairro Morumbi. O Ministério Público informou ainda que a Promotoria de Justiça de Patrimônio Público também será acionada “para análise e adoção das medidas cabíveis com relação ao gasto de aproximadamente R$ 2 milhões em reformas e ações de redecoração desnecessárias”. Outro lado O governo paulista informou, por meio de nota, que, após 10 anos, foram feitas obras de manutenção corretiva no Palácio dos Bandeirantes. Foram listados serviços como “troca de forros e pisos, vidros e recuperação da elétrica e hidráulica das instalações, assim como pintura depois de relatório técnico apontar a necessidade de correção para a proteção do patrimônio público”. A assessoria de imprensa do governo destaca ainda que “não houve nenhum prejuízo ou maculação de móveis ou bem histórico”. “Pelo contrário, o acervo do Palácio foi protegido e qualquer dano a obras de Tarsila Amaral, Brecheret, entre as 4 mil obras existentes, seria irreparável”, diz a nota. O texto acrescenta também que a manutenção passou por avaliação e acompanhamento do Acervo Cultural e Artístico dos Palácios do Governo e que oferecerá todas as informações solicitadas pelo MP. (ABr)