Coação de testemunhas

joão de deus

Médium tem outros mandados de prisão e filho aguarda mandado de soltura
12/03/2019

João de Deus e seu filho obtêm habeas corpus, mas médium seguirá preso

Coação de testemunhas

João de Deus e seu filho obtêm habeas corpus, mas médium seguirá preso

Médium tem outros mandados de prisão e filho aguarda mandado de soltura

Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) concederam habeas corpus ao médium João de Deus e ao filho dele, Sandro Teixeira, determinando o relaxamento da prisão de ambos pela suspeita de tentar coagir testemunhas de suposto assédio cometido pelo líder religioso. A votação iniciada na semana passada foi finalizada nesta terça-feira (12), em Goiânia (GO). Preso desde o último dia 16 de dezembro por suspeita de abusar sexualmente de mulheres que o procuravam para atendimento espiritual em Abadiânia, João de Deus continuará preso no complexo prisional de Aparecida de Goiânia (GO), por ter outros dois mandados de prisão em vigor. Ele sempre negou os crimes. Já o filho do médium, Sandro Teixeira, preso no dia 2 de fevereiro, será posto em liberdade ainda nesta terça, de acordo com o prognóstico de seu advogado, Guilherme do Amaral. Ele se encontra no presídio de Goianápolis, na região central de Goiás. Alberto Toron, defensor de João de Deus, considerou que “esse julgamento realça a desnecessidade da prisão preventiva e aguardamos que esse entendimento se espraie para os outros casos”. Outro advogado do médium, Alex Neder, disse ao G1 que os desembargadores determinaram que João de Deus está “proibido de se aproximar ou conversar com testemunhas”. (Com informações do G1)
01/03/2019

Lewandowski nega pedido de liberdade para João de Deus

Abuso sexual

Lewandowski nega pedido de liberdade para João de Deus

João de Deus é réu em duas ações em casos de abuso sexual

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski negou hoje (1º) pedido de liberdade feito pela defesa do médium João de Deus, que está preso desde 16 de dezembro sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável. O caso ficou sob a relatoria de Lewandowski após os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux se declararem suspeitos para analisar o caso. Ontem (28), o ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), já havia negado, um pedido de prisão domiciliar feito por João de Deus. Um dos argumentos para a rejeição foi de que o médium movimentou, por intermédio de um terceiro, quantias milionárias em aplicações financeiras. A defesa do médium argumenta que João de Deus não tem condições de permanecer no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia (GO), onde encontra-se preso preventivamente, por ter 77 anos e sofrer de doença coronariana e vascular, além de ter sido operado recentemente de um câncer no estômago. João de Deus é réu em duas ações penais decorrentes de denúncias feitas pelo Ministério Público de Goiás envolvendo casos de abuso sexual a frequentadoras do centro Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). Ele nega as acusações.(ABr)
03/02/2019

Ativista que ajudou a reunir denúncias contra João de Deus se mata na Espanha

Suicídio

Ativista que ajudou a reunir denúncias contra João de Deus se mata na Espanha

Sabrina Bittencourt deixou filhos e uma carta de despedida

A ativista Sabrina Bittencourt, que reuniu denúncias de abusos contra o médium João de Deus, morreu neste sábado, 2, em Barcelona, na Espanha, onde vivia. Segundo nota divulgada nas redes sociais pelo grupo Vítimas Unidas, que apoia mulheres vítimas de abusos sexuais e do qual ela colaborava, a ativista cometeu suicídio. “A luta de Sabrina jamais será esquecida e continuaremos, com a mesma garra, defendendo as minorias, principalmente as mulheres que são vítimas diárias do machismo”, diz a nota assinada pela presidente do grupo, Maria do Carmo Santos, e pela fundadora, Vana Lopes. Ela também era porta-voz do grupo Combate ao Abuso no Meio Espiritual (Coame), que recebe relatos de abusos praticados por líderes religiosos. Em nota, divulgada na página na internet, o grupo lamenta a morte da integrante. “Sabrina será sempre para nós um exemplo e inspiração em nossas lutas. Que seu legado seja honrado e frutífero ao redor do mundo”, diz o comunicado. Antes de cometer suicídio, a ativista e Doutora Honoris Causa por seu trabalho humanitário pela UCEM – Universidad del Centro, no México, escreveu post em sua conta no Facebook em que fala sobre sua vida e a luta pelas mulheres e minorias. “Que muitas flores nasçam dessa merda toda que o patriarcado criou há 5 mil anos! Eu fiz o que pude, até onde pude. Meu amor será eterno por todos vocês. Perdão por não aguentar, meus filhos”. De família mórmon, Sabrina foi abusada desde os 4 anos por integrantes da igreja frequentada pelos pais e avós. Aos 16, ficou grávida de um dos estupradores e abortou. Bittencourt dedicou a vida a militar por vítimas de abuso e a desmascarar líderes religiosos, como também Prem Baba. Alvo de ameaças de morte, Sabrina vivia fora do Brasil e se mudava frenquentemente. Leia na íntegra o post de Sabrina postado no Facebook na noite de sábado: “Marielle me uno a ti. Somos semente. Que muitas flores nasçam dessa merda toda que o patriarcado criou há 5 mil anos! Eu fiz o que pude, até onde pude. Meu amor será eterno por todos vocês. Perdão por não aguentar, meus filhos. VOCÊS TERÃO MILHARES DE MÃES NO MUNDO INTEIRO. Minhas irmãs e irmãos na dor e no amor, cuidem deles por mim… ❤️ Eu sempre disse que era só uma pequena fagulha. Nada mais. Só pó de estrelas como todos. USEM A SUA PRÓPRIA VOZ. A SUA PRÓPRIA VONTADE. TOMEM AS RÉDEAS DE SUAS PRÓPRIAS VIDAS E ABRAM A BOCA, NÃO TENHAM VERGONHA! ELES É QUEM PRECISAM TER VERGONHA. Não aguento mais. Todas as provas, evidências, sistemas de apoio, redes organizadas e sobretudo, meu legado e passagem por aqui está entregue ou chegará às mãos corretas. As REDES DE APOIO AOS BRASILEIR@S FORAM CRIAD@S E SE EXPANDIRÃO NA VELOCIDADE DA LUZ! Não se desesperem. Dessa vida só levamos o mais bonito e o aprendido. Paulo Pavesi, eu sinceramente sinto muito pela morte do seu filho. Tenha certeza, que se eu soubesse da sua história na época, implicaria minha vida e segurança como fiz com centenas de pessoas. Damares, eu sei que você não teve tratamento psicológico quando deveria e teve sequelas, servindo de marionete neste sistema de merda que te cooptou, acolheu e com o qual você se sente em dívida o resto da sua vida. Não tenho dúvidas que você amou e cuidou da sua “Lulu” como gostaria de ter sido cuidada e protegida na sua infância, mas ela nao é uma bonequinha bonita que você poderia roubar e sair correndo… Giulio Sa Ferrari, eu te considerei um irmão e você sabia de todas as minhas rotas de fuga… eu vi em você a pureza de um menino que nunca foi notado por uma sociedade neurotípica que não entendia os neuroatípicos, mas reputação é algo que se constrói e não é de um dia ao outro. Gabriela Manssur, muito obrigada por me fazer ter esperança de que elas serão ouvidas e atendidas em suas necessidades. João de Deus, Prem Baba, Gê Marques, Ananda Joy, Edir Macedo, Marcos Feliciano, DeRose Pai, DeRose filho, todos os padres, pastores, bispos, budistas, espíritas, hindús, umbandistas, mórmons, batistas, metodistas, judeus, muçulmanos, sufis, taoístas, meus familiares, Marcelo Gayger, Jorge Berenguer, eu desconheço a sua infância e a sua criação pelo mundo, mas sei no meu íntimo que TODO MENINO NASCEU PURO e foi abusado, corrompido, machucado, moldado, castrado, calado, forçado a fazer coisas que não queria, até se converter talvez, cada um à sua maneira, em tiranos manipuladores (em maior ou menor grau) que ao não controlar os próprios impulsos, tentam controlar a quem consideram mais frágil e assim praticam estupros, pedofilia, adicções diversas… Eu sei, eu sinto, eu vi. Mas ainda assim, preferi SEMPRE ficar do lado mais frágil nesta breve existência: mulheres, crianças, idosos, jovens, povos originários, afrodescendentes, refugiados, ciganos, imigrantes, migrantes, pessoas com deficiência, gays, pobres, lascados, fudidos, rebeldes e incompreendidos… Essa vida é uma ilusão e um jogo de arquétipos do bem e do mal, de dualidades… desde que o mundo é mundo. Vivo num outro tempo desde que nasci e sempre senti que vivia num mundo praticamente medieval. Volto pro vazio e deixo minha essência em PAZ. Aos meus amigos, amadas e amantes, nos encontraremos um dia! Sintam meu amor incondicional através do tempo e do espaço. SIM e FIM.”
02/02/2019

Filho do médium de João de Deus é preso em Anápolis (GO)

Coação de testemunha

Filho do médium de João de Deus é preso em Anápolis (GO)

Sandro de Oliveira é acusado de coação e corrupção de testemunha

O filho do médium goiano João de Deus, Sandro Teixeira de Oliveira, foi preso na manhã de hoje (2), em Anápolis (GO). A prisão foi decretada ontem (1º) pela juíza Rosângela Rodrigues, da comarca de Abadiânia. Oliveira é acusado de coação e corrupção de testemunha. Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, Sandro será levado para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás no dia 25 de janeiro. De acordo com os promotores, o filho de João de Deus estava armado quando coagiu uma testemunha um dia após ela ter comparecido à delegacia. Além da coação, o Ministério Público do estado afirmou que Sandro ofereceu “vantagens para obter o silêncio dessa testemunha, oferecendo pedras que seriam preciosas”. Acusado pelo MP estadual dos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude, João de Deus está preso, em caráter preventivo, desde 16 de dezembro. Baseado nos depoimentos e elementos apresentados por dezenas de mulheres que se apresentam como vítimas do médium, os promotores goianos já apresentaram duas denúncias contra ele. Entre as várias mulheres que afirmam ter sido molestadas por João de Deus durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, há quem afirme ter sofrido abusos sexuais quando criança ou adolescente. No último dia 15, ao apresentarem a segunda denúncia contra o médium, os promotores estaduais disseram haver evidências de que ele violou sexualmente de várias mulheres diante de outras pessoas que acompanhavam as sessões de atendimento espiritual que aconteciam no centro espírita. (ABr)