Réu pela segunda vez

joão de deus

Médium é acusado de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude
16/01/2019

Justiça de Goiás aceita mais uma denúncia contra João de Deus

Réu pela segunda vez

Justiça de Goiás aceita mais uma denúncia contra João de Deus

Médium é acusado de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude

A juíza Rosângela Rodrigues dos Santos, da Justiça de Abadiânia (GO), aceitou hoje (16) nova denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, pelos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual. Com a decisão, João de Deus passa à condição de réu em dois processos criminais. O médium está preso desde 16 de dezembro, no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia (GO), em função das acusações de crimes sexuais, que teriam sido praticados contra centenas de mulheres. Os advogados negam as acusações. A denúncia aceita pela magistrada foi feita ontem (15) pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO). De acordo com o MP, 13 casos de crimes sexuais ocorreram entre o início de 1990 e meados de 2018. As vítimas são do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Uma das mulheres que afirma ser vítima diz ter sofrido abuso em dois diferentes momentos. O primeiro quando ainda era uma criança. O segundo, já adolescente. Na semana passada, a defesa de João de Deus desistiu do habeas corpus protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a desistência foi uma estratégia processual. (ABr)
15/01/2019

Justiça nega habeas corpus ao médium João de Deus

Continua na cadeia

Justiça nega habeas corpus ao médium João de Deus

João Teixeira de Farias está preso em Aparecida de Goiânia por crimes sexuais

No mesmo dia em que o Ministério Público de Goiás fez nova denúncia contra João Teixeira de Farias, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do médium, conhecido como João de Deus, preso e denunciado por crimes sexuais durante tratamentos espirituais. Com a decisão, o médium continua no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde está preso há 30 dias. O julgamento era proveniente da primeira denúncia ofertada pelo Ministério Público. A sessão durou cerca de 30 minutos e o juiz substituto, Sival Guerra Pires, ressaltou a validade do argumento da defesa sobre os bloqueios de bens, apreensões de valores, a sua notoriedade, a sua idade avançada (77 anos) e os problemas de saúde. Porém, Sival levou em consideração, para a negativa da liberdade, a gravidade do teor das denúncias apresentadas, o fato da influência do acusado em diversas naturezas sobre as vítimas e o longo lapso de tempo que os crimes podem ter sido cometidos. “Concluo que, à espécie, não se mostra viável a concessão de prisão domiciliar atendida. Devendo, pois, ser mantida a decisão que decretou a prisão preventiva como garantia possessória idônea”, afirmou. Além dele, estiveram presentes os desembargadores José Peganucci Júnior, Itaney Francisco Campos, Nicomedes Borges e Ivo Favori – que presidiu o julgamento. A decisão foi unânime. Essa foi a segunda reunião para analisar o pedido para analisar o caso, pois a primeira sessão teria acontecido na última quinta-feira (10), mas foi suspensa após Sival pedir mais tempo para analisá-lo. (ABr)
15/01/2019

Ministério Público denuncia João de Deus novamente por crimes sexuais

2ª denúncia

Ministério Público denuncia João de Deus novamente por crimes sexuais

Procuradoria fez novo pedido de prisão do médium por estupro de vulnerável e abuso sexual

O Ministério Público de Goiás denunciou nesta terça-feira, 15, o médium João de Deus por novos crimes de estupro de vulnerável e abuso sexual mediante fraude durante atendimentos espirituais realizados em Abadiânia. Além disso, o MP fez um novo pedido de prisão contra ele. Os crimes pelos quais ele foi denunciado envolvem quatro mulheres de Goiás e uma de São Paulo. O pedido de prisão é para proteger as vítimas nas fases de depoimento na Justiça, de acordo com o MP. João de Deus, que nega os crimes, está preso no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia desde 16 de dezembro. Além das cinco vítimas, a denúncia conta com relatos de mais oito mulheres do Distrito Federal, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Rio Grande do Sul. No entanto, ele não foi denunciado por esses casos por terem prescrito. Porém, eles ajudam a embasar a denúncia. Os crimes ocorreram entre 1990 e 2017. Segundo a procuradoria, uma das vítimas foi abusada quando tinha 8 anos. Outras três eram adolescentes. “Temos criança vitimada, adolescentes vitimadas e uma das vítimas que tem, na época contava com 47 anos. Quatro de estupros de vulneráveis foram praticados em atendimentos individuais e o de violação sexual mediante fraude em atendimento coletivo”, declarou a promotora Gabriella Clementino. Outra denúncia envolve uma mulher que relatou ter sido abusada cerca de 20 vezes por João de Deus, entre 2009 e 2010. Ela registrou os crimes em um diário. Neste caso, como foram várias vezes, ele será denunciado por violação sexual mediante fraude com continuidade delitiva. Em nota, o advogado Alberto Toron, que defende João de Deus, disse que “chega a ser medonho o que os membros do MP estão fazendo no caso”, pois não informam a defesa de nada e marcam interrogatório um dia antes, não dando o tempo necessário para que os advogados leiam todo o documento. A primeira denúncia do órgão contra João de Deus ocorreu no último dia 28 de dezembro. O médium foi denunciado por violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. Neste caso, o Poder Judiciário já acatou a denúncia e tornou o médium réu na última quarta-feira, 9.
14/01/2019

João de Deus volta a prestar depoimento ao Ministério Público de Goiás

Abuso sexual

João de Deus volta a prestar depoimento ao Ministério Público de Goiás

Ele será ouvido, pela segunda vez, pelos promotores que integram a força-tarefa criada para investigar as acusações de crimes sexuais

O médium goiano João Teixeira de Faria, o João de Deus, prestará novo depoimento ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) na tarde desta segunda (14). Ele será ouvido, pela segunda vez, pelos promotores que integram a força-tarefa criada para investigar as acusações de crimes sexuais atribuídos ao médium por mulheres que frequentavam a Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). A previsão é de que os promotores ouçam João de Deus no próprio Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital do estado, onde o médium está detido em caráter preventivo desde o dia 16 de dezembro. Ao prestar seu primeiro depoimento ao MP, em 26 de dezembro, João de Deus negou ter abusado sexualmente de frequentadoras do centro. Segundo seus advogados, ele afirmou jamais ter ficado sozinho com as fiéis que buscavam auxílio espiritual e não reconheceu três das denunciantes que procuraram o MP-GO. A apuração do Ministério Público já resultou em uma primeira denúncia contra o médium, acusado pelos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual. A Justiça estadual aceitou a denúncia no dia 9 de janeiro, mantendo-o no Complexo Prisional. A defesa do médium chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 20 de dezembro, a fim de obter um habeas corpus que permitisse, se necessário, responder ao processo em prisão domiciliar. No entanto, na última sexta-feira (11), a defesa protocolou um pedido de desistência do habeas corpus. De acordo com o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a desistência é uma estratégia processual. Segundo ele, a defesa vai esperar o julgamento de outro habeas corpus protocolado na Justiça de Goiás, que retornou às atividades nesta semana, após o recesso de fim de ano. (ABr)