Incentivo ao turismo

Japão

Não há expectativa de que os EUA tomem medida semelhante e eliminem exigência para brasileiros
17/01/2019

Brasil planeja eliminar visto para turistas do Canadá, EUA, Japão e Austrália

Incentivo ao turismo

Brasil planeja eliminar visto para turistas do Canadá, EUA, Japão e Austrália

Não há expectativa de que os EUA tomem medida semelhante e eliminem exigência para brasileiros

Os turistas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão podem ficar isentos da exigência de vistos para visitar o Brasil. Esse grupo de países é considerado estratégico para o turismo no Brasil. Os ministros do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, se reúnem nesta quinta-feira, 17, para discutir detalhes da proposta, na lista de prioridades para os primeiros cem dias de governo. Eles já conversaram informalmente sobre o tema e, segundo o titular do Turismo, houve sinal positivo por parte do chanceler. Segundo Antônio, o objetivo da decisão é ajudar a indústria de turismo brasileira. Não há expectativa de que os Estados Unidos façam uma ação semelhante e eliminem a exigência de visto para os brasileiros. “A minha proposta inicial é que nesses países onde já foi implantado o visto eletrônico – Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália –, a gente já consiga promover a isenção completa de vistos”, disse Antônio. Desde dezembro de 2017, o Brasil criou um sistema totalmente virtual de emissão de vistos, que reduz a burocracia para esse grupo de turistas. Entre o pedido, a apresentação de documentos e a liberação, o tempo estimado é de 72 horas. Atualmente, um americano que deseja visitar o Brasil precisa de um visto para entrar no país, que pode ser válido por dois anos e custar US$ 44 (R$ 164,13) ou US$ 160 (R$ 593,83) por dez anos. Os valores são semelhantes aos cobrados dos brasileiros pelo governo americano. O Brasil adota hoje o princípio da reciprocidade para o assunto, o que significa que os americanos que vem ao país enfrentam exigências semelhantes às aplicadas por Washington para brasileiros que pretendem ir aos EUA. Antônio criticou essa lógica e disse que os governos do PT aumentaram a burocracia para a retirada de vistos por estrangeiros. “A esquerda tratou os Estados Unidos como adversários, mas não nosso governo”, disse ele. “O presidente Bolsonaro quer acolher os Estados Unidos como um parceiro do Brasil”, afirmou.
11/01/2019

Ghosn volta a ser indiciado pela Justiça do Japão; dessa vez por violação de confiança

Nissan Motors

Ghosn volta a ser indiciado pela Justiça do Japão; dessa vez por violação de confiança

O ex-presidente da Nissan é acusado de transferir fundos de forma inapropriada de uma subsidiária da Nissan para uma empresa da Arábia Saudita

O empresário franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos, voltou a ser indiciado pelos promotores de Tóquio, no Japão, desta vez sob acusação de violação de confiança agravada pela suspeita de transgressão da legislação financeira. O ex-presidente da Nissan Motors está preso, desde novembro do ano passado, por denúncia de fraude. Os promotores alegam que Ghosn transferiu fundos de forma inapropriada de uma subsidiária da Nissan para uma empresa de negócios da Arábia Saudita. Há, ainda, a denúncia que ele sonegou cerca de US$ 40 milhões por três anos. O então assessor direto dele Greg Kelly e a empresa também foram indiciados por essa acusação. Ghosn, Greg Kelly e a Nissan foram indiciados por subestimar a renda do franco-brasileiro. No início desta semana, Ghosn negou qualquer irregularidade. Os advogados devem encaminhar pedido de pagamento de fiança para libertar o empresário. Na última audiência na Justiça, o juiz afirmou que ele não poderia ficar em liberdade sob risco de fuga e destruição de provas. (ABr)
25/12/2018

Fiança do empresário Carlos Ghosn foi fixada em mais de R$ 2 milhões

Preso desde novembro

Fiança do empresário Carlos Ghosn foi fixada em mais de R$ 2 milhões

Principal investigação envolve a transferência de mais de US$ 16 milhões em perdas de investimentos relacionadas à Nissan Motors

O executivo Greg Kelly, principal assessor do empresário franco-brasileiro Carlos Ghosn, na Nissan Motors, teve seu pedido de fiança aceito pela Justiça do Japão. Kelly foi preso junto com Ghosn por denúncias de fraudes e desvios de recursos. O valor da fiança é de US$ 635 mil, cerca de R$ 2,5 milhões, segundo a imprensa internacional. Os promotores apelam da decisão. O processo é conduzido pela Divisão Especial de Investigação do Ministério Público Distrital de Tóquio (Tokyo Chiken Tokusōbu). Kelly é acusado de colaborar com Ghosn nas fraudes e desvios. Ghosn e Kelly estão presos desde novembro. Porém, o franco-brasileiro deverá ficar detido por mais tempo, pois os promotores obtiveram autorização para prorrogar seu período de prisão. Ambos negam qualquer irregularidade. A principal investigação envolve a transferência de mais de US$ 16 milhões em perdas de investimentos relacionadas à Nissan Motors. A Justiça do Japão decidiu que a detenção de Ghosn pode ser prorrogada pelo menos até 1º de janeiro. (ABr)
24/12/2018

Autoridades japonesas investigam novas denúncias contra Ghosn

Executivo brasileiro

Autoridades japonesas investigam novas denúncias contra Ghosn

Ex-presidente da Nissan Motor, brasileiro está preso desde o mês passado

Mais denúncias sobre supostos desvios cometidos pelo executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, 64 anos, ex-presidente da Nissan Motor, foram encaminhadas à Promotoria de Justiça de Tóquio, no Japão. Preso desde o mês passado, Ghosn teve o pedido de detenção prorrogado por mais dez dias, podendo ser ampliado. Os investigadores apuram se a empresa de gestão de ativos, com a qual o executivo negociava, mantinha um contrato de troca de moedas com o Shinsei Bank, com sede em Tóquio. Há informações de que o banco solicitou garantia adicional, Ghosn propôs mudar os direitos de negociação para a Nissan. Em meio às negociações, o banco pediu ao executivo para obter a aprovação da diretoria da Nissan. Ghosn teria pressionado o conselho da montadora a aprovar o plano sem revelar que estava relacionado ao seu comércio pessoal. Os diretores teriam sido informados de que um alto funcionário da secretaria da empresa, que era o assessor próximo de Ghosn, estaria encarregado do comércio de moedas. Segundo a defesa do executivo, ele mudou os direitos de negociação para a Nissan, mas não causou nenhum dano à montadora porque assumiu as perdas que foram incorridas durante esse período. Ghosn nega a alegação de quebra de confiança agravada. Prisão Ontem (23) o Tribunal Distrital de Tóquio acatou o pedido da Procuradoria de Justiça de prorrogar por mais dez dias a prisão do executivo franco-brasileiro, que permanecerá sob custódia até 1º de janeiro. Há dois dias houve uma nova ordem de prisão contra Ghosn. Além da denúncia de fraude, ele é acusado de fazer transferência de recursos de investimentos privados para a empresa, no valor de US$ 14 milhões para uma subsidiária da montadora dirigida por um amigo na Arábia Saudita. De acordo com a defesa de Ghosn, o saudita é uma figura rica e conhecida, que já havia ajudado a resolver problemas da Nissan no país do Oriente Médio. Segundo Ghosn, o saudita é próximo da família real e também trabalhou como lobista da Nissan. (ABr)