Cartão de Paulo Preto

investigação

Ex-senador tinha cartão de crédito ligado a Paulo Preto, aponta investigação; ele nega
19/02/2019

Investigado na Lava Jato, Aloysio Nunes pede demissão do governo Doria

Cartão de Paulo Preto

Investigado na Lava Jato, Aloysio Nunes pede demissão do governo Doria

Ex-senador tinha cartão de crédito ligado a Paulo Preto, aponta investigação; ele nega

Aloysio Nunes Ferreira Filho pediu demissão hoje (19) do cargo de presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe SP) após ter sido alvo, nesta manhã, de mandados de busca e apreensão da 60ª fase da Operação Lava Jato. A decisão foi anunciada depois de reunião com o governador João Doria. Nunes foi ministro de Relações Exteriores do governo de Michel Temer. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a operação investiga um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticada pela Odebrecht e por Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, e outros três operadores, que atuaram entre os anos de 2007 e 2017. Paulo Preto é apontado como operador de esquemas envolvendo o PSDB em São Paulo. Pelos cálculos do MPF, as transações investigadas superam R$ 130 milhões. O montante correspondia ao saldo de contas controladas por Paulo Preto na Suíça no início de 2017. Segundo a Polícia Federal, a construtora irrigou campanhas eleitorais, fazendo o pagamento de propina a agentes públicos e políticos no país por meio de operadores financeiros. A apuração identificou que, no mês seguinte à transferência, foi emitido um cartão de crédito em nome de Aloysio Nunes Ferreira, vinculado à conta de Paulo Vieira. O banco foi orientado a entregar o cartão de crédito no Hotel Majestic Barcelona, na Espanha, onde o Nunes estava hospedado. No pedido de demissão, Nunes diz ter sido surpreendido pela diligência da Polícia Federal. “Não tive até agora acesso aos autos de inquérito em que sou investigado, mas o fato incontornável é a repercussão negativa desse incidente, que me mortifica a mim e à minha família, e que também pode atingir o governo de Vossa Excelência”, escreveu. Nunes destaca que a sua defesa jurídica prestará “irrestrita colaboração com as autoridades para cabal esclarecimentos dos fatos” e diz ter certeza que a verdade o beneficiará ao final do processo. O ex-chanceler era um dos dez antigos membros de primeiro escalão do governo Temer a ocupar cargos na gestão Doria. Sua indicação visava agradar a velha guarda do PSDB paulista, que perdeu controle do partido com a desastrosa campanha de Geraldo Alckmin à Presidência em 2018. Doria emergiu como líder de uma nova safra de nomes do partido, o que desagrada essa ala do tucanato.
19/02/2019

Ministro do governo Temer é alvo de busca e apreensão em nova fase da Lava Jato

Lavagem de dinheiro

Ministro do governo Temer é alvo de busca e apreensão em nova fase da Lava Jato

Paulo Vieira de Souza, apontado como doleiro ligado ao PSDB, foi preso pela Polícia Federal

O ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil Aloysio Nunes (PSDB) e Paulo Vieira de Souza, apontado como doleiro ligado ao PSDB, são alvos da 60ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça (19). Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-ministro do governo Temer e a Paulo Vieira, que também foi alvo de prisão e já foi indiciado em outras fases da Lava Jato. Ativos financeiros dos dois investigados também foram bloqueados pela Justiça. As investigações apontam para um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo quantias ligadas ao chamado Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, movimentadas por doleiros entre 2010 e 2011. Segundo a PF, o dinheiro se destinava a “irrigar campanhas eleitorais e efetuasse o pagamento de propina a agentes públicos e políticos aqui no Brasil”. A operação foi baseada em delações de doleiros e funcionários da Odebrecht. Os agentes cumprem mandados em diversas cidades do estado de São Paulo.
19/02/2019

Presidente da CNI é preso em operação que mobiliza 213 policiais federais e o TCU

Operação Fantoche

Presidente da CNI é preso em operação que mobiliza 213 policiais federais e o TCU

Ele é alvo na Operação Fantoche contra corrupção no Sistema S

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça (19) a Operação Fantoche, para desarticular organização criminosa voltada a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos, em seis Estados e no Distrito Federal. Entre os presos na operação está o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga de Andrade. O esquema de corrupção envolve empresas sob o comando da mesma família, que firmaram convênios com o Ministério do Turismo e as entidades do Sistema S. De acordo com as investigações, as empresas investigadas já teriam recebido cerca de R$ 400 milhões por meio desses contratos firmados de forma contínua e perene, desde o ano de 2002, com um grupo de empresas de um mesmo núcleo familiar. A operação reúne 213 policiais com o apoio de oito auditores do Tribunal de Contas da União (TCU), para cumprir 40 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão temporária, em Pernambuco, Alagoas, Paraíba, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Distrito Federal. As ações se concentram em Pernambuco, com 23 equipes cumprindo 23 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão temporária. Em Alagoas, onde a PF cumpre dois mandados de busca e um de prisão temporária, duas viaturas estiveram na Casa da Indústria. Um funcionário do setor de Licitações auxilia os agentes nas buscas, enquanto outros funcionários foram impedidos de entrar na sede da entidade da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, para não atrapalhar a ação policial. E outra equipe deslocou-se até o bairro da Serraria. A atuação do grupo consistia na utilização de entidades de direito privado, sem fins lucrativos, para justificar celebração de contratos e convênios diretos com o Ministério e Unidades do Sistema S. Tais contratos, em sua maioria, voltados à execução de eventos culturais e de publicidade eram superfaturados e/ou com inexecução parcial. Os recursos decorrentes deles eram posteriormente desviados em favor do núcleo empresarial, por intermédio de empresas de fachada. As entidades do Sistema S incluem o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac). E, em Pernambuco, os alvos são as empresas Alto Impact Entretenimento LTDA; Instituto Origami; Aliança Comunicação e Cultura LTDA; Idea Locação de Estruturas e Iluminação; Ateliê Produções Artísticas e Somar Intermediação e Negócios LTDA. A Aliança Comunicação deve divulgar nota ainda nesta manhã. (Com informações da Comunicação Social da PF em Pernambuco)
15/02/2019

Operação prende empresários suspeitos de fraudar licitações no DF

2ª fase

Operação prende empresários suspeitos de fraudar licitações no DF

Denúncia de 2014 aponta o uso de empresas em nomes de laranjas para fraudar certames de administrações regionais

A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagram na manhã desta sexta (15) uma operação contra fraude em licitações em administrações regionais do DF. Foram cumpridos dois mandados de prisão e oito de busca e apreensão. Uma denúncia anônima feita em 2014 apontou que empresários usavam empresas registradas em nomes de laranjas para fraudar licitações do tipo “convite”, ou seja, quando pelo menos três empresas são convidadas para disputar o certame em obras com valor menor de R$ 150 mil. As licitações feitas desta maneira não são divulgadas. De acordo com as investigações, desde 2011, as empresas investigadas ganharam 259 licitações do GDF. Em aproximadamente metade dessas licitações, duas ou mais empresas do grupo envolvido no esquema concorreram. A operação desta sexta é a segunda fase da Operação Monopólio, deflagrada em julho do ano passado, que prendeu 18 pessoas — três delas são servidores públicos. Entre os presos estava o ex-administrador de Taguatinga Márcio Guimarães. À época, as investigações apontavam que as licitações forjadas movimentaram cerca de R$ 55 milhões.