Boletim Focus

inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA, foi ajustada de 4,06% para 4,01% este ano
22/04/2019

Projeção de expansão da economia cai pela oitava vez e vai para 1,71%

Boletim Focus

Projeção de expansão da economia cai pela oitava vez e vai para 1,71%

A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA, foi ajustada de 4,06% para 4,01% este ano

Instituições financeiras reduziram pela oitava vez seguida a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – agora caiu de 1,95% para 1,71% este ano. Para 2020, também houve redução: de 2,58% para 2,50%. Essa foi a quinta redução consecutiva. As estimativas de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%. Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC), em Brasília. Inflação A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi ajustada de 4,06% para 4,01% este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%. A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022. Taxa Selic Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano. A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Dólar A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar subiu de R$ 3,70 para R$ 3,75 no fim de 2019 e de R$ 3,78 para R$ 3,80 no fim de 2020. (ABr)
17/04/2019

Presidente da Argentina, Mauricio Macri, anuncia congelamento de preços

Crise econômica

Presidente da Argentina, Mauricio Macri, anuncia congelamento de preços

Medida faz parte de pacote para controlar a inflação e estimular o consumo da população

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou nesta quarta (17) um pacote de medidas para controlar a inflação e incentivar o consumo da população. Uma das principais ações do governo argentino será o de congelamento de preços de produtos e serviços públicos essenciais. Por pelo menos seis meses, 60 produtos essenciais terão os preços congelados por grandes empresas, após acordo com o governo da Argentina. Também não haverá aumento nas tarifas de serviços públicos neste ano, quando ocorrem as eleições no país. No acumulado de 12 meses, o índice de preços na Argentina alcançou 54,7%, se tornando um dos mais altos do mundo. Só no primeiro trimestre deste ano, o índice é de 11,8%. Os aumentos mais significativos estão nos setores de alimentos e transporte, com 64% e 67,5% respectivamente.
17/04/2019

Inflação do aluguel acumula alta de 8,5% em 12 meses, diz FGV

IGP-M

Inflação do aluguel acumula alta de 8,5% em 12 meses, diz FGV

No ano, IGP-M tem inflação de 2,96% e de 0,78% na segunda prévia de abril

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, teve inflação 0,78% na segunda prévia de abril. O resultado é inferior ao apurado no mesmo período do mês anterior (1,06%). Segundo a FGV, com a prévia, o IGP-M acumula taxas de inflação de 2,96% no ano e de 8,5% em 12 meses. A queda da taxa da prévia de março para a de abril foi puxada pelos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o segmento, caiu de 1,41% em março para 0,89% em abril. Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,5% para 0,66%, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 0,11% para 0,39% no período. (ABr)
15/04/2019

Mercado financeiro reduz mais uma vez a projeção para o crescimento da economia

Este ano e 2020

Mercado financeiro reduz mais uma vez a projeção para o crescimento da economia

Estimativa para a expansão do PIB caiu de 1,97% para 1,95% este ano

Instituições financeiras reduziram mais uma vez a projeção para o crescimento da economia este ano e em 2020. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 1,97% para 1,95% este ano, na sétima redução consecutiva. Para 2020, a projeção para o crescimento do PIB recuou de 2,70% para 2,58% na quarta redução consecutiva. As estimativas de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%. Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado em Brasília às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC). Inflação A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi ajustada de 3,90% para 4,06% este ano. Para 2020, a previsão para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%. A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022. Taxa Selic Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano. A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Dólar A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim de 2019 e subiu de R$ 3,75 para R$ 3,78 no fim de 2020. (ABr)