Economia

inflação oficial

Em dezembro, o registrado foi de 0,15%; em janeiro de 2018, o índice foi de 0,29%
08/02/2019

Inflação oficial do país, IPCA sobe para 0,32% em janeiro deste ano

Economia

Inflação oficial do país, IPCA sobe para 0,32% em janeiro deste ano

Em dezembro, o registrado foi de 0,15%; em janeiro de 2018, o índice foi de 0,29%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,32% em janeiro, acima dos 0,15% registrados em dezembro. Em janeiro de 2018, o índice foi de 0,29%. O IPCA foi divulgado nesta sexta (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação oficial do país ficou em 3,78%, pouco acima dos 3,75% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. A inflação de janeiro foi puxada pelo grupo alimentação e bebidas, que cresceu nos últimos 30 dias, fechando o mês em 0,90%. Em seguida, aparecem as despesas pessoais, que subiu 0,61%. Juntos, os grupos alimentos e bebidas e despesas pessoais responderam por cerca de 90% do índice do mês. O item alimentação no domicílio subiu 0,97% em janeiro, especialmente em função das altas nos preços do feijão-carioca (19,76%), da cebola (10,21%), das frutas (5,45%) e das carnes (0,78%). O leite longa vida, após cinco meses consecutivos de queda, subiu 2,10%, contribuindo com 0,02 ponto percentual no IPCA de janeiro. Verificou-se ainda redução expressiva nos preços do tomate (-19,46%), o que ajudou a conter a alta dos itens alimentícios. A alimentação fora também acelerou e subiu 0,79%. O destaque ficou com as altas do lanche, que passou de 0,72% para 0,91%, e da refeição, que atingiu 0,90%, quando havia registrado 0,08% no mês anterior. No caso das despesas pessoais, o aumento de preços foi impulsionado pela alta de itens como excursão (6,77%) e hotel (1,06%) e de alguns serviços como manicure (0,85%) e cabeleireiro (0,69%). Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas vestuário (-1,15%) apresentou deflação de dezembro para janeiro. Foram registradas variações negativas nas roupas femininas (-2%), roupas infantis (-1,06%) e roupas masculinas (-0,99%). Além disso, os calçados também registraram queda, de -0,65%. Os itens habitação (0,24%), artigos de residência (0,32%), saúde e cuidados pessoais (0,26%), educação (0,12%), transportes (0,02%) e comunicação (0,04%) também variaram positivamente de preço em janeiro. O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, e se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange 10 regiões metropolitanas, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís. Para o cálculo do índice do mês, segundo o instituto, foram comparados os preços coletados no período de 29 de dezembro de 2018 a 29 de janeiro de 2019 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de novembro a 28 de dezembro de 2018 (base). (ABr)
11/01/2019

Medida pelo IPCA, inflação oficial fecha 2018 em 3,75%

Economia

Medida pelo IPCA, inflação oficial fecha 2018 em 3,75%

Principal responsável pela inflação de 3,75% em 2018 foi o aumento do custo com alimentos

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2018 em 3,75%. Em 2017, ela havia ficado em 2,95%. Os dados foram divulgados nesta (11) no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação ficou dentro da meta estabelecida pelo Banco Central para 2018, que varia de 3% a 6%. Em dezembro, o IPCA registrou inflação de 0,15%, taxa maior que a de novembro, que teve deflação de 0,21%. Em dezembro de 2017, o indicador havia registrado inflação de 0,44%. Com alta de 4,04%, alimentos puxam inflação O principal responsável pela inflação de 3,75% em 2018 foi o aumento do custo com alimentos, que tiveram alta de preços de 4,04% no ano passado. Em 2017, o grupo alimentação e bebidas registrou queda de preços de 1,87%. O resultado foi impactado pela greve dos caminhoneiros em maio, o que provocou desabastecimento de itens alimentícios e aumento de preços desses produtos. Os alimentos consumidos em casa ficaram 4,53% mais caros no ano, enquanto os preços dos alimentos consumidos fora de casa (em bares e restaurantes, por exemplo) subiram 3,17%. Os produtos alimentícios que tiveram maior impacto na inflação de 2018 foram o tomate (71,76% mais caros), frutas (14,1%), refeição fora de casa (2,38%), lanche fora (4,35%), leite longa vida (8,43%) e pão francês (6,46%). Outras despesas Outros grupos de despesas que tiveram impacto importante na inflação do ano passado foram habitação (4,72%) e transportes (4,19%). Entre os itens de transporte que ficaram mais caros estão passagem aérea (16,92%), gasolina (7,24%) e ônibus urbano (6,32%). Já entre os gastos com habitação, o principal impacto no aumento do custo de vida veio da energia elétrica (8,7%). Entre os nove grupos de despesa pesquisados, apenas comunicação teve deflação (-0,09%). Os demais grupos tiveram os seguintes índices de inflação: artigos de residência (3,74%), saúde e cuidados pessoais (3,95%), educação (5,32%), despesas pessoais (2,98%) e vestuário (0,61%). Dezembro Em dezembro, o IPCA registrou taxa de inflação de 0,15%. No mês, os alimentos também foram os principais responsáveis pela alta de preços, com uma inflação de 0,44%. Os transportes e os gastos com habitação, por outro lado, evitaram uma alta maior do IPCA no mês, ao acusarem deflação de 0,54% e 0,15%, respectivamente. Capitais Entre as regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE, Porto Alegre foi a que acumulou maior inflação em 2018 (4,62%), seguida por Rio de Janeiro (4,3%), Vitória (4,19%) Salvador (4,04%) e Belo Horizonte (4%), todas acima da média nacional. As menores taxas de inflação foram observadas em Aracaju (2,64%), São Luís (2,65%), Recife (2,84%), Fortaleza (2,9%) e Campo Grande (2,98%). (ABr)
23/11/2018

Prévia da inflação oficial fica em 0,19% em novembro deste ano

Economia

Prévia da inflação oficial fica em 0,19% em novembro deste ano

Taxa do IBGE é inferior as observadas em outubro de 2018 e novembro do ano passado

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), ficou em 0,19% em novembro. A taxa, divulgada nesta sexta (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é inferior às observadas em outubro deste ano (0,58%) e em novembro do ano passado (0,32%). O IPCA-15 acumula taxas de inflação de 4,03% no ano e de 4,39% em 12 meses. Efeitos A queda da taxa na prévia de novembro foi puxada principalmente pelos grupos de despesa habitação e saúde e cuidados pessoais. Os itens de habitação tiveram uma deflação (queda de preços) de 0,13%, influenciada pela redução de preços de 1,46% da energia elétrica e de 0,37% no gás de botijão. Já os custos com saúde e cuidados pessoais recuaram 0,35% por conta da queda de preços de 0,28% dos produtos farmacêuticos e de 2,56% nos itens de higiene pessoal. Paralelamente, os alimentos, que subiram 0,54% na prévia de novembro, evitaram um recuo maior da taxa. Com uma alta de preços de 50,76%, o tomate foi o grande vilão da cesta de compras. Também tiveram altas expressivas a batata-inglesa (17,97%) e a cebola (10,01%).
27/06/2018

ANS autoriza reajuste de até 10% para planos de saúde individuais

Ainda mais caro

ANS autoriza reajuste de até 10% para planos de saúde individuais

Justiça limitou o reajuste em 5,72%, mas medida foi derrubada; inflação oficial para o ano é de 2,86%

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou as operadoras a ajustarem os planos de saúde individuais e familiares em até 10%, conforme decisão publica nesta quarta (27) no Diário Oficial. A resolução vale até 29 de abril do próximo ano. O reajuste havia sido limitado em 5,72% pela Justiça a pedido do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), de acordo com a inflação atual medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o segmento de saúde e cuidados pessoais. Já a inflação oficial para o ano é de 2,86%. O Tribunal de Contas da União (TCU) já havia apontado “distorções, abusividade e falta de transparência na metodologia usada pela ANS para calcular o percentual máximo de reajuste de 9,1 milhões de beneficiários de planos individuais, do total de 47,4 milhões de consumidores de planos de assistência médica no Brasil”. O Tribunal criticou ainda a metodologia usada desde 2001 pela ANS para calcular o índice máximo de reajuste dos planos de saúde. Segundo o TCU, os reajustes são informados pelas próprias operadoras e “sequer são checados ou validados de forma adequada pela agência”. A ação movida na Justiça ressaltou ainda que, desde 2009, a ANS calcula duplamente o impacto de custos dos planos de saúde com atualização de procedimentos obrigatórios na hora de formular o índice. Mesmo assim, a decisão da Justiça foi derrubada e o reajuste de até 10% autorizado. A ANS alega que o cálculo do reajuste reajuste “é amparado em estudos internacionais que legitimam todos os percentuais já autorizados”. A Justiça então decidiu a favor da ANS, alegando que era um “equívoco” atrelar o reajuste de planos ao IPCA. “É equivocado comparar-se o Índice de Preços Amplo – IPCA, do IBGE, aos índices de reajustes autorizados aos planos de saúde, uma vez que aquele é representativo de preços, ao passo que este leva em conta a variação de custos”, escreveu o desembargador Neilton dos Santos. O aumento no valor da saúde atinge 8,1 milhões de pessoas, 17% do total de consumidores de planos de saúde no Brasil. O país tem 757 operadores de planos de assistência médica, com 18,4 mil planos ativos no total. Praticamente um terço deles são planos individuiais. Os reajustes só podem ser aplicados na data de aniversário de cada contrato, mas é permitida a cobrança de valor retroativo.