Nissan Motors

indiciamento

O ex-presidente da Nissan é acusado de transferir fundos de forma inapropriada de uma subsidiária da Nissan para uma empresa da Arábia Saudita
11/01/2019

Ghosn volta a ser indiciado pela Justiça do Japão; dessa vez por violação de confiança

Nissan Motors

Ghosn volta a ser indiciado pela Justiça do Japão; dessa vez por violação de confiança

O ex-presidente da Nissan é acusado de transferir fundos de forma inapropriada de uma subsidiária da Nissan para uma empresa da Arábia Saudita

O empresário franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos, voltou a ser indiciado pelos promotores de Tóquio, no Japão, desta vez sob acusação de violação de confiança agravada pela suspeita de transgressão da legislação financeira. O ex-presidente da Nissan Motors está preso, desde novembro do ano passado, por denúncia de fraude. Os promotores alegam que Ghosn transferiu fundos de forma inapropriada de uma subsidiária da Nissan para uma empresa de negócios da Arábia Saudita. Há, ainda, a denúncia que ele sonegou cerca de US$ 40 milhões por três anos. O então assessor direto dele Greg Kelly e a empresa também foram indiciados por essa acusação. Ghosn, Greg Kelly e a Nissan foram indiciados por subestimar a renda do franco-brasileiro. No início desta semana, Ghosn negou qualquer irregularidade. Os advogados devem encaminhar pedido de pagamento de fiança para libertar o empresário. Na última audiência na Justiça, o juiz afirmou que ele não poderia ficar em liberdade sob risco de fuga e destruição de provas. (ABr)
13/11/2018

Polícia afirma que jovem que automutilou suástica fez mais lesões antes de depor

Marcas diferentes

Polícia afirma que jovem que automutilou suástica fez mais lesões antes de depor

Marcas entre a análise feita pelo Departamento Médico Legal seriam diferentes das registrada em uma fotografia no dia do depoimento

A jovem que simulou uma suástica, símbolo nazista, na barriga fez mais lesões no corpo antes de prestar depoimento da 1ª Delegacia de Porto Alegre, afirma a polícia. De acordo com o delegado Paulo César Jardim, as marcas analisadas pelo Departamento Médico Legal (DML) são diferentes das registradas em uma foto feita no dia em que a jovem prestou depoimento. O Departamento de Criminalística concluiu que a imagem apresentava mais lesões feitas por um objeto cortante do que o que havia sido verificado pela perícia. Os peritos apontam dez riscos a mais feitos durante o período entre as duas análises. Para o delegado, esse novo fato corrobora com o indiciamento e com a conclusão de que a jovem teve intenção de fazer os riscos no próprio corpo. A garota denunciou que em 8 de outubro, dia do primeiro turno das eleições deste ano, havia sido atacada por homens que se diziam eleitores de Jair Bolsonaro (PSL). A vítima, que tem seu nome mantido em sigilo pela polícia, disse que havia descido de um ônibus e, então, abordada por três rapazes pelo fato de estar com adesivos de orientação política. No dia 24 de outubro, no entanto, o Instituto Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul concluiu que foi automutilação a suástica desenhada no corpo da jovem. (Com informações do Gauchá Zero Hora)
17/10/2018

Defesa de Temer pede ao STF anulação de indiciamento no Inquérito dos Portos

"Ilegal"

Defesa de Temer pede ao STF anulação de indiciamento no Inquérito dos Portos

A defesa classificou o ato de “visivelmente ilegal”

A defesa do presidente Michel Temer pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso a anulação do indiciamento promovido ontem (16) pela Polícia Federal (PF) no inquérito que apura o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A na edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado em maio do ano passado pelo presidente. Em manifestação enviada a Barroso, que é o relator do caso no STF, os advogados do presidente alegam que, devido ao foro por prerrogativa de função garantido ao presidente da República, a PF não tem competência para indiciar Temer. Para os advogados, o indiciamento é “visivelmente ilegal” e provoca repercussão na honorabilidade de Temer e “reflexos na estabilidade da nação”. “Chamou a atenção da defesa, a decisão da autoridade policial de proceder diretamente o indiciamento do requerente, sem qualquer autorização de Vossa Excelência [Barroso], ou mesmo pedido neste sentido por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR), usurpando a competência exclusiva desta Suprema Corte”, argumentou a defesa. Na mesma petição, o advogado afirmou que Temer não praticou os fatos que lhe foram atribuídos no relatório final da investigação, enviado ontem pela PF ao ministro Barroso. “A referida peça conta com mais de 800 laudas, de forma que a defesa não teve tempo de analisar o seu inteiro teor. Ainda assim, reafirma neste momento que o senhor presidente da República não praticou qualquer dos delitos que lhe foram atribuídos e que, seguramente, não há elementos suficientes para justificar a conclusão lá exposta.”, concluíram os advogados. Além de Temer, mais dez pessoas foram indiciadas no inquérito. Os crimes citados são de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Após receber o documento, Barroso pediu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá 15 dias para se manifestar sobre eventual denúncia contra os acusados e os pedidos de bloqueio de bens e de prisão de quatro dos 11 indiciados. (ABr)
15/10/2018

PF indicia Abílio Diniz por organização criminosa e estelionato

Operação Trapaça

PF indicia Abílio Diniz por organização criminosa e estelionato

Ex-diretor-presidente da BRF Pedro de Andrade Faria também foi indiciado na terceira fase da Operação Carne Fraca

O empresário Abilio Diniz, o ex-diretor-presidente da BRF Pedro de Andrade Faria e outros 41 investigados foram indiciados pela Polícia Federal nesta segunda-feira, 15, no âmbito da Operação Trapaça, terceira fase da Operação Carne Fraca, que investiga supostas fraudes laboratoriais e informação de dados fictícios ao Ministério da Agricultura. Diniz e Faria foram indiciados por estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e crime contra a saúde pública. A PF usou a troca de mensagens por meio do aplicativo WhatsApp e acesso a e-mails para indiciar os executivos. O delegado da PF Maurício Moscardi Grillo afirma que a análise de arquivos durante a investigação, “concluiu-se a prática das condutas delitivas não se restringia ao círculo das equipes técnica e gerencial das fábricas da BRF”. “Há, de fato, a participação do corpo diretivo da empresa na trama investigada, o qual tinha ciência de seu modus operandi, e que, não somente se omitiu em relação a fazer cessá-lo, mas, também, participou comissivamente dos atos de ocultação das fraudes, norteando sua execução”, diz o relatório. As investigações apontam que quatro fábricas da BRF Brasil Food são suspeitas de fraudar laudos relacionados à presença de salmonela em alimentos para exportação a 12 países que exigem requisitos sanitários específicos de controle da bactéria do tipo salmonella spp. O grupo inclui China, África do Sul e países da União Europeia. Nesses países, a porcentagem de salmonella spp tolerada é menor que a tolerada no Brasil. “Destaca-se a participação ativa, em caso envolvendo a detecção de resíduo tóxico em carne de frango pelas autoridades chinesas (Dioxina), de Pedro de Andrade Faria (à época diretor-presidente global do grupo BRF), Abílio dos Santos Diniz (à época Presidente do Conselho da BRF) e José Carlos Reis de Magalhães Neto, sócio da Tarpon Investimentos “, segundo o documento. Para a PF, o contexto das conversas indica o conhecimento dos principais executivos da BRF sobre os problemas. “Abílio Diniz e Pedro Faria, pela posição hierárquica que ostentavam no quadro corporativo do grupo, possuíam plena capacidade de orientar os círculos sob sua subordinação a tomar as medidas técnicas e eficazes, em âmbito sanitário, para que se determinasse a causa-raiz da contaminação química dos produtos destinados ao consumo e a regularização do processo industrial.” O delegado anota que, contudo, o que ocorreu na conversa foi a “lamentação” dos executivos do vazamento da informação, a interlocução com a então ministra da Agricultura, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), e a tomada de medidas com o objetivo de “abafar” a disseminação de fatos descritos em matéria veiculada na imprensa nacional. Abílio Diniz foi presidente do conselho de administração da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, e desde 2016 é membro do conselho de administração do grupo Carrefour. Caberá ao Ministério Público Federal decidir se oferece denúncia com base nas conclusões da polícia, se pede novas diligências ou se arquiva a apuração, por não considerar haver provas para fazer uma acusação criminal contra os citados.