Polícia Civil

indiciado

Delegada também o indiciou por violação sexual mediante fraude
10/01/2019

João de Deus e a mulher são indiciados por posse ilegal de armas

Polícia Civil

João de Deus e a mulher são indiciados por posse ilegal de armas

Delegada também o indiciou por violação sexual mediante fraude

O médium João de Deus e a mulher dele, Ana Keyla Teixeira, foram indiciados pela Polícia Civil por posse ilegal de armas. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira, 10, durante coletiva concedida pela delegada Karla Fernandes, em Goiânia. A delegada ainda informou que João de Deus foi indiciado mais uma vez por abuso sexual nesta quinta. O médium está preso no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. “Também estamos encaminhando um hoje dele sendo indiciado por fato ocorrido em 2016, em que a vítima representou na data correta, e reside em São Paulo. Esse inquérito já tinha sido instaurado em agosto do ano passado e está sendo também enviado com indiciamento”, declarou. “Os outros três que estavam também em andamento estão sendo relatados sugerindo arquivamento, uma vez que tem extinção de punibilidade. Ou seja, todos os procedimentos em andamento na Polícia Civil, até o presente momento, estão sendo encaminhados ao Poder Judiciário tanto de Abadiânia quanto de Anápolis”, completou. Nesta quarta, a delegada interrogou João de Deus sobre o crime de posse ilegal de arma de fogo e o depoimento durou cerca de duas horas na cadeia. “A maioria ele alega [das armas] que estava fazendo um bem para a comunidade. Uma ele alega que pegou de uma mulher que estava querendo se suicidar. Outra, de uma mulher que ia matar o marido e a amante. Outra, ele trocou numas pedras no garimpo, outra um garimpeiro entregou para ele porque emprestou um dinheiro e outras duas ele não recorda”, afirmou. Karla Fernanda ainda explicou o motivo pelo qual indiciou a mulher do médium também por posse ilegal de arma. “Arma de fogo em casa não é permitido se a pessoa não tem o porte e a posse ou o registro dela. Uma vez que residem no mesmo local, ambas as pessoas são responsáveis tendo o conhecimento, uma vez que a arma estava, inclusive, na gaveta de peças íntimas dela.” “A força-tarefa da Polícia Civil encerrou todos os seus procedimentos porque já foram indicados em dois [casos] por posse ilegal de arma tanto o João de Deus, como a esposa dele, Ana Keyla, uma vez que ambos moram nas mesmas residências, tanto de Abadiânia, como Anápolis. Nas duas cidades houve apreensão de armas de fogo”, afirmou a delegada. Sobre as armas, um dos advogados de João de Deus, Alex Neder, disse que o médium relatou em depoimento à polícia, na cadeia, que as armas eram de pessoas que queriam tentar se matar ou como “garantia” de empréstimos. MP e Justiça O médium já foi denunciado pelo MP-GO no dia 28 de dezembro por quatro crimes que englobam fatos investigados pela Polícia Civil e pelo próprio MP: dois por violação sexual mediante fraude e dois por estupro de vulnerável. Também nesta quarta-feira, o médium se tornou réu na denúncia feita pelo MP-GO pelos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual.
20/12/2018

Polícia indicia João de Deus por violação sexual mediante fraude

Vítima de 39 anos

Polícia indicia João de Deus por violação sexual mediante fraude

Tratamento de cura tinha o objetivo de abusar das vítimas, diz o inquérito

A Polícia Civil de Goiás indiciou, nesta quinta-feira, 20, João Teixeira de Faria, o João de Deus, pelo crime de violação sexual mediante fraude cometida contra uma mulher que buscou atendimento espiritual na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, cidade goiana do Entorno do Distrito Federal. Segundo o relatório final do inquérito, o médium cometeu uma espécie de estelionato, ou seja, propôs um tratamento de cura espiritual com o intuito de cometer uma violação. A vítima nesse inquérito é uma mulher de cerca de 39 anos, que afirma ter sido molestada em 24 de outubro, durante um atendimento individual. O caso agora será analisado pelo Ministério Público de Goiás, que decidirá se denuncia o médium. Se condenado pelo crime, ele pode pegar entre dois e seis anos de prisão em regime fechado. João está preso desde o domingo, 16.  nega ter assediado sexualmente mulheres durante seus atendimentos. No dia 8 de dezembro, 13 mulheres afirmaram terem sido molestadas sexualmente pelo médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus. Os depoimentos foram revelados pelo jornal O Globo e pelo programa Conversa com Bial, da TV Globo. Desde então, outras mulheres procuraram a imprensa e o Ministério Público para denunciar abusos sofridos. Há dezenas de relatos, e entre as vítimas estariam mulheres adultas, crianças e adolescentes. Uma força-tarefa do Ministério Público em diversos lugares do país está colhendo depoimentos. Mais de 30 mulheres foram ouvidas em 16 estados, e a Promotoria de Goiás já recebeu mais de 500 contatos relacionados ao caso, a maioria por email. Também houve denúncias de mulheres de seis países, e o FBI, dos EUA, entrou em contato com as autoridades brasileiras para tratar de situações envolvendo americanas. (Com informações da FolhaPress)