Mudanças

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Preferência por Goldfajn está alinhada à intenção do novo governo de aprovar a independência do BC
08/11/2018

BC: Bolsonaro cogita cinco nomes caso Ilan Goldfajn não queira ficar na presidência

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BC: Bolsonaro cogita cinco nomes caso Ilan Goldfajn não queira ficar na presidência

Preferência por Goldfajn está alinhada à intenção do novo governo de aprovar a independência do BC

A equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já cogita cinco nomes para o Banco Central, caso o atual presidente Ilan Goldfajn não queira continuar no cargo no próximo governo. A lista inclui o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, o diretor de política econômica, Carlos Viana, o diretor do Santander, Roberto Campos Neto, e os economistas Benny Parnes e Afonso Bevilacqua. De acordo com uma fonte da campanha, Paulo Guedes — futuro ministro da Economia — e Goldfajn já teriam se reunido após a eleição. O assunto foi a independência do Banco Central, projeto que ambos querem aprovar no Congresso. Por isso, a preferência pela permanência de Goldfajn. Já em relação à Caixa Econômica Federal, a expectativa é de que Ana Paula Vescovi, atual secretária-executiva do Ministério da Fazenda e ex-secretária do Tesouro, assuma a presidência do banco estatal. Apesar da equipe de Bolsonaro e o atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, terem a mesma opinião, Paulo Guedes sinaliza pela escolha do economista Roberto Castello Branco para assumir o cargo na estatal. (Com informações da FolhaPress)
30/10/2018

Paulo Guedes afirma ser natural presidente do Banco Central permanecer no cargo

Independência do BC

Paulo Guedes afirma ser natural presidente do Banco Central permanecer no cargo

Economista defendeu que governo aprove projeto que prevê a independência da instituição com o apoio de Ilan Goldfajn

O economista Paulo Guedes, indicado para o Ministério da Economia, defendeu nesta terça (30) a independência do Banco Central, com mandato de presidente não coincidente com o do presidente da República, e disse que seria natural que Ilan Goldfajn permanecesse no cargo, por ter a mesma posição. Apesar disso, Guedes afirmou que a continuidade dele no BC ainda precisaria ser acertada com o próprio Ilan e com a equipe de governo do presidente eleito de Jair Bolsonaro. “Não podemos estar a cada eleição falando será que ele [presidente do Banco Central] fica? Será que ele não fica? Será que ele muda? Será que ele não muda? Então, teremos um Banco Central independente”, disse. Ilan ocupa a presidência do Banco Central há dois anos, e Guedes disse que seria “a coisa mais natural do mundo” que o governo aprovasse o projeto que prevê a independência da instituição com o apoio dele e que ele permanecesse no cargo. “Isso tem que combinar com a nossa equipe aqui dentro, tem que combinar com o Ilan. Estou dizendo que seria natural”, disse, acrescentando que o convite dependeria da vontade do atual presidente do BC. “Não quero convidar alguém que não tem o desejo de ficar. A motivação é fundamental”. Reunião Guedes participa de uma reunião com o núcleo do futuro governo, no Rio de Janeiro. Além de Jair Bolsonaro, também chegaram ao local o ex-presidente do PSL Gustavo Bebianno e o deputado federal Onyx Lorenzoni, que atua na articulação politica. Ao conversar com jornalistas, Paulo Guedes defendeu a aprovação da reforma da Previdência como prioridade para a economia. “Previdência é mais importante e mais rápida. Privatização é devagar e ao longo do tempo”. O economista comentou ainda o desempenho do mercado ontem (29), que abriu com dólar em queda e a B3 em alta e depois se inverteu. Para o economista, a reação foi influenciada por declarações da equipe política do futuro governo. “Ontem (29) houve gente falando que não tem pressa para fazer reforma da Previdência. Aí o mercado reagiu mal”, disse Paulo Guedes. “É um político falando coisas de economia. É a mesma coisa que eu sair falando de política. Não dá certo”. Cotado para o Ministério da Economia, Paulo Guedes afirmou que em um eventual cenário de dólar alto por conta de uma crise especulativa, o país pode vender reservas e se aproveitar disso para reduzir sua dívida interna. “Se houver uma crise especulativa, nós não temos medo nenhum”, disse. (ABr)
22/10/2018

Reações a ataques contra o Poder Judiciário dependem do autor

Indignação seletiva

Reações a ataques contra o Poder Judiciário dependem do autor

PSL e PT falam em fechar o STF, mas só um gera indignação e repúdio

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, divulgou hoje (22) uma nota oficial em que afirma ser fundamental para a democracia garantir a independência da Corte. “O Supremo Tribunal Federal é uma instituição centenária e essencial ao Estado Democrático de Direito. Não há democracia sem um Poder Judiciário independente e autônomo. O País conta com instituições sólidas e todas as autoridades devem respeitar a Constituição. Atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia”, diz a nota. O texto não cita nomes, mas foi divulgado pelo STF após a repercussão de uma fala do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), em que o parlamentar diz que para fechar o Supremo “não manda nem um jipe, manda um soldado, um cabo”. Também o deputado Wadih Damous (PT-RJ) e o ex-ministro José Dirceu deram declarações recentes atacando o STF e propondo acabar com a Corte ou restringir suas prerrogativas, mas a mídia preferiu “empolgar” a declaração do deputado eleito pelo PSL-SP. Também nesta segunda, o ministro Celso de Mello, o mais antigo do Supremo, classificou de golpista a fala do deputado. “Essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição da República!!!!”, disse ele, tambem sem se referir a Danmous e nem a Dirceu. Ontem (21), a ministra do STF Rosa Weber, presidente ainda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também rebateu as declarações de Eduardo Bolsonaro. “No Brasil, as instituições estão funcionando normalmente e juiz algum que honra a toga se deixa abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como inadequada”, disse ela. O ministro Alexandre de Moraes também manifestou repúdio contra a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), mas a mesma indignação não foi direcionada ao também ao ex-ministro José Dirceu e ao deputado Wadih Damous (PT-RJ), que, além de divulgar vídeo conclamando militantes. “Temos que fechar o STF”. Ele disse ser necessário criar uma “corte constitucional” e proferiu ofensas contra o ministro Luís Roberto Barroso. Tudo na semana após a prisão do ex-presidente Lula, condenado a 12 anos e 1 mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Moraes pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a frase do deputado como crime previsto na Lei de Segurança Nacional. “As declarações demonstram a atualidade da famosa frase de Thomas Jefferson: ‘O preço da liberdade é a eterna vigilância’. Nada justifica a defesa do fechamento do STF”, disse. Segundo o ministro as afirmações do deputado do PSL, mas não as do petista são “crime da Lei de Segurança Nacional, artigo 23 inciso III, incitar a animosidade entre as Forças Armadas e instituições civis. Isso é crime previsto na Lei de Segurança Nacional”. Advogados Outra instituição que não se manifestou contra os petistas, mas surfa na onda de repúdio a Eduardo Bolsonaro é o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Em nota, o IAB classifica as declarações do deputado do PSL como “estapafúrdias” e que o instituto não compactua com o “autoritarismo político” e “estará ao lado de todos os democratas na defesa dos valores constitucionais”. Confira os vídeos de Eduardo Bolsonaro e Wadih Damous falando sobre o fechamento do STF.
30/09/2017

Catalunha enfrenta dificuldades para distribuir urnas e cédulas

Independência

Catalunha enfrenta dificuldades para distribuir urnas e cédulas

Polícia bloqueou entrada de várias escolas para impedir que sejam usadas como locais de votação

O governo da Catalunha está enfrentando dificuldades para distribuir urnas e cédulas aos locais de votação para o plebiscito sobre a independência da região. A polícia da Catalunha já confiscou 10 milhões de cédulas e, neste sábado, estava bloqueando a entrada de várias escolas para impedir que elas sejam usadas como locais de votação. A polícia deu prazo até as 6h de domingo para que pais, alunos e ativistas que estão ocupando escolas e querem o plebiscito deixem os locais. A votação está prevista para começar às 9h. Enric Millo, a maior autoridade do governo espanhol na região, disse que serão toleradas votações informais nas ruas da Catalunha, já que elas não são consideradas válidas. "Eles podem colocar uma mesa improvisada na rua, com alguns baldes, e colocar papeis neles", disse Millo. Ele observou, porém, que "o que as autoridades catalãs prometeram, um plebiscito efetivo com base legal, é algo que não vai acontecer". Segundo ele, a infraestrutura de tecnologia para a votação e a contagem dos votos foi desmantelada, tornando o plebiscito "absolutamente impossível". Millo disse que agentes da Guarda Civil com mandado judicial fizeram uma busca na sede da CTTI, o centro regional catalão responsável por tecnologia e comunicações, e desabilitaram software desenvolvido para conectar mais de 2.300 locais de votação e compartilhar resultados. O governo da Catalunha decidiu seguir adiante com o plebiscito, embora o Tribunal Constitucional da Espanha tenha suspendido a votação. Neste sábado, milhares de pessoas se reuniram na praça Cibeles, no centro de Madri, para protestar contra a realização do plebiscito. Elas gritavam "Viva Espanha" e "Puigdemont na cadeia", referindo-se ao presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, que é abertamente favorável à separação. (AE/AP)