Faltou planejamento

Incêndio no Flamengo

Ídolo rubro-negro criticou improviso em contêineres onde morreram dez jogadores
10/02/2019

‘Dá a impressão de não ser uma fatalidade’, diz Zico sobre incêndio no Flamengo

Faltou planejamento

‘Dá a impressão de não ser uma fatalidade’, diz Zico sobre incêndio no Flamengo

Ídolo rubro-negro criticou improviso em contêineres onde morreram dez jogadores

O ídolo do Flamengo e do futebol brasileiro, Zico, criticou o clube por usar contêineres como dormitório dos jogadores da base do time. O incêndio da última sexta-feira (8) matou 10 atletas. Diretor técnico do Kashima Antlers, Zico questionou por que o Flamengo não tomou providências após ser multado pela prefeitura. E também avaliou o local como inadequado para que os jovens passassem a noite. “Eu nem imaginava que ainda havia jovens que moravam lá no CT novo. Tomei um susto maior com isso, porque eu achava que eles tinham pegado uma casa ali do lado e colocado os meninos da base. Quando vi a foto, eu falei que só podia ser onde tem a parte dos contêineres, que não foram feitos para isso”, disse Zico, em entrevista ao SporTV. Quando visitou os contêineres do Ninho do Urubu, Zico imaginava que seria um local para profissionais descansarem entre os treinos da manhã e da tarde. “Não tenho claustrofobia, mas se acontecesse alguma coisa, por onde você vai sair? Como vai escapar?”. Zico atribuiu responsabilidade ao Flamengo por não ter feito melhorias no local. “Se você é multado 30 vezes, você não pode empurrar aquilo com a barriga para ser multado mais 20. Alguma coisa tem que ser feita”, afirmou. “Deu a impressão de que aquilo ali não era uma coisa que todo mundo sabia que existia como moradia. A base tem que ter um planejamento para todos os sentidos. A tragédia não avisa, ela é inesperada”, acrescentou Zico. “Situações como essa fica dando a impressão de não ser fatalidade.”, concluiu. (Folhapress)
10/02/2019

MP reunirá dirigentes do Flamengo para avaliar medidas após mortes em incêndio

Dez mortos

MP reunirá dirigentes do Flamengo para avaliar medidas após mortes em incêndio

Objetivo é buscar apoio imediato a famílias de vítimas e sanar irregularidades

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) convocou para esta segunda (11) reunião com dirigentes do Flamengo e autoridades para discutir o incêndio no centro de treinamento do clube que deixou dez mortos e três feridos na sexta (8). O objetivo, segundo a promotoria, é buscar soluções imediatas relativas às famílias atingidas e a regularização das instalações do clube, que não têm alvará da prefeitura nem certificado de autorização do Corpo de Bombeiros. Participarão do encontro o Ministério Público do Trabalho, a Defensoria Pública do Estado do Rio, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e a prefeitura do Rio. O Ministério Público informou que convidou representantes do Flamengo, que confirmaram presença. O clube trouxe ao Rio familiares das treze vítimas do incêndio. Três continuam hospitalizadas, sendo uma em estado grave. Os dez mortos já foram identificados pelo IML (Instituto Médico Legal) e liberados para suas famílias. Quatro deles, já foram sepultados. No sábado (9), o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, participou de reuniões com as famílias em um hotel na zona oeste da cidade. Ele garantiu apoio financeiro e psicológico às famílias e disse que o clube bancaria traslado e sepultamento dos corpos. As reuniões contaram ainda com o vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, e com o médico do clube, Marcio Tannure, além de assistentes sociais e psicólogos. As vítimas fatais do incêndio foram Arthur Vinicius de Barros Silva; Pablo Henrique da Silva Matos; Vitor Isaias Coelho da Silva; Bernardo Augusto Manzke Pisetta; Gedson Corgosinho Beltrão dos Santos; Athila de Souza Paixão; Christian Esmerio Candido; Rykelmo de Souza Viana; Jorge Eduardo dos Santos Pereira Dias e Samuel Thomas de Souza Rosa. (Com informações da Folhapress)
09/02/2019

IML identifica oitava vítima do incêndio no CT do Flamengo

Corpos carbonizados

IML identifica oitava vítima do incêndio no CT do Flamengo

Rykelmo de Souza Viana é um dos dez jogadores mortos no Ninho do Urubu

O IML (Instituto Médico Legal) do Rio de Janeiro identificou na tarde deste sábado (9) o corpo de Rykelmo de Souza Viana, 16, oitava vítima do incêndio que atingiu o CT do Flamengo no início da manhã da última sexta-feira (8) e deixou dez mortos e três feridos. Também já haviam sido reconhecidos os corpos de Arthur Vinicius, 14, Pablo Henrique, 14, Victor Isaías, 15, Bernardo Pisetta, 14, Gedson Souza, 14, Athila Souza Paixão, 14, e Christian Esmério, 15. Os legistas tentam identificar os dois corpos restantes com exames de arcadas dentárias. Os corpos estão carbonizados, o que impede o reconhecimento por suas famílias ou por impressão digital. Caso a técnica não funcione, a identificação terá que ser feita por exame de DNA, que leva cerca de duas semanas para dar resultado. (Folhapress)
09/02/2019

Perícia apontou que ar-condicionado causou incêndio no CT do Flamengo

'Picos de energia'

Perícia apontou que ar-condicionado causou incêndio no CT do Flamengo

Informação foi dada pelo CEO do Flamengo, Reinaldo Belotti

Em pronunciamento para a imprensa neste sábado (9), o CEO do Flamengo, Reinaldo Belotti, afirmou que a perícia indicou que um problema no ar condicionado teria ocasionado o fogo no alojamento do clube na madrugada de sexta-feira. Dez atletas do clube, menores de idade, morreram no incêndio. “Houve picos de energia durante a noite, fomos vítimas disso na sexta de manhã. O que sabemos até agora foi o que a perícia falou, que o problema começou no ar-condicionado, ninguém pode garantir por quê. Estavam em perfeita ordem, funcionando. A suposição agora é que esses picos tenham influenciado o funcionamento regular do ar e ocasionado o incêndio. E com um incêndio desse porte, com a fumaça tóxica, as pessoas começam a desfalecer. Foi um acidente trágico.” Segundo Belotti, o sistema de ar-condicionado do CT do Flamengo havia passado por uma manutenção recentemente. Ele afirmou também que o fato de o local não ter alvará de funcionamento não teve influência na tragédia. “Alvarás e multas não têm nada a ver com o incêndio que ocorreu. Trabalhamos de forma árdua em busca das licenças. Precisávamos de nove certificados para obter o alvará, já temos oito. Estamos em contato permanente com o Corpo de Bombeiros. Não foi por falta de investimentos e nem de cuidados do Flamengo. Eles eram o nosso maior ativo, o nosso futuro, e prezamos muito por isso”, disse. (Folhapress)