Em Washington

imigrantes

Presidente manifesta apoio ao presidente norte-americano durante entrevista à Fox News
19/03/2019

Bolsonaro diz que maioria de imigrantes não tem boas intenções e que apoia muro

Em Washington

Bolsonaro diz que maioria de imigrantes não tem boas intenções e que apoia muro

Presidente manifesta apoio ao presidente norte-americano durante entrevista à Fox News

O presidente Jair Bolsonaro, que está em Washington, nos Estados Unidos, afirmou que apoia a ideia do mandatário americano Donald Trump de construir um muro na fronteira do país com o México, e que a maioria dos imigrantes não tem boas intenções. “Nós vemos com bons olhos a construção do muro”, afirmou Bolsonaro em entrevista à Fox News, nesta segunda (18). “A maioria dos imigrantes não tem boas intenções.” A declaração de Bolsonaro foi feita no mesmo dia em que o presidente dispensou os cidadãos dos Estados Unidos da necessidade de visto para viajar ao Brasil. A dispensa também vale para os visitantes da Austrália, do Canadá e do Japão. Neste sábado (16), o filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que acompanha o pai nos EUA, deu declaração polêmica sobre imigrantes. Segundo ele, os brasileiros que vivem ilegalmente no exterior são uma preocupação do governo porque são “uma vergonha” para o país. “O brasileiro que vem pra cá [EUA] de maneira regular é bem-vindo. Brasileiro ilegalmente fora do país é problema do Brasil, é vergonha nossa”, declarou.​ Sobre a situação da Venezuela, o presidente disse à Fox que o Brasil tomaria rumo parecido se continuasse sendo comandado por governos petistas. Pouco antes da entrevista, durante discurso, Bolsonaro afirmou que o Brasil conta com o apoio e a capacidade bélica dos Estados Unidos para “libertar o povo” da Venezuela. Ao ser comparado com Trump pela jornalista Shannon Bream e de ser chamado de “Trump dos Trópicos”, Bolsonaro sorriu e disse que sempre admirou Trump. Ao ser questionado sobre o vídeo obsceno que publicou em suas redes sociais no Carnaval, Bolsonaro disse que queria mostrar o que estava acontecendo. “Esse vídeo já estava circulando na internet, e compartilhei para mostrar como o Carnaval estava acontecendo.” Bolsonaro também rebateu acusações de que teria ligação com milícias e com o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol), ocorrido há um ano. Um dos acusados pela morte, o policial reformado Ronie Lessa, mora no mesmo condomínio em que o presidente tem casa. “Sou um capitão do Exército brasileiro e parte dos oficiais da polícia do Rio de Janeiro são grandes amigos meus. Por coincidência, um desses suspeitos de ter matado a Marielle não era na verdade vizinho meu, mas morava do outro lado de uma outra rua [do condomínio]​. Só descobri que ele vivia lá depois de ver as notícias.” (FolhaPress)
17/01/2019

Comitiva interministerial está em Roraima para ver situação de imigrantes

Avaliação

Comitiva interministerial está em Roraima para ver situação de imigrantes

Essa é primeira visita oficial interministerial do ano, na gestão do governo Bolsonaro

A Comitiva interministerial do Governo Federal está em Roraima para verificar a ações que estão sendo realizadas no Estado no acolhimento dos refugiados venezuelanos e os reflexos da crise migratória na economia local. O grupo é formado pelos ministros da Defesa, General Fernando Azevedo; da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues; da Cidadania, Osmar Terra; e da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner de Campos Rosário, além de autoridades militares e civis. Essa é primeira visita oficial interministerial do ano, na gestão do governo Bolsonaro, com objetivo de analisar as ações desenvolvidas com os refugiados venezuelanos atendidos pela Operação Acolhida. Serão avaliadas também demandas sobre a crise econômica no Estado, que atinge em especial a educação, saúde e segurança pública. A comitiva visitou às instalações da Operação Acolhida, em Boa Vista como Posto de Triagem, Rodoviária e Rondon 3. Às 17h, os ministros iniciaram uma reunião com o governador de Roraima, Antonio Denarium, onde serão apresentados dados sobre a atual situação do Estado. Na sexta-feira, 18, os ministros vão à Pacaraima para conhecer as ações desenvolvidas pela Força-Tarefa Logística Humanitária, na fronteira com a Venezuela.
06/01/2019

Papa faz apelo para que migrantes à deriva sejam acolhidos

Crise humanitária

Papa faz apelo para que migrantes à deriva sejam acolhidos

Seu pronunciamento tem relação direta com 49 migrantes que ainda estão a bordo de dois navios

O papa Francisco fez um apelo neste domingo (6) para que governos europeus acolham migrantes à deriva no mar do Mediterrâneo. Ao falar para fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, ele se referiu aos migrantes salvos por dois navios de organizações não-governamentais que aguardam autorização para desembarcar na Europa. O papa foi aplaudido e o seu pronunciamento tem relação direta com 49 migrantes que ainda estão a bordo de dois navios, o Sea Watch e o Sea Eye. Eles não estão alojados em nenhum ponto do Mediterrâneo e permanecem estacionados nas águas de Malta. (ABr)
08/11/2018

Refugiados e migrantes venezuelanos já são 3 milhões no mundo

Crise na Venezuela

Refugiados e migrantes venezuelanos já são 3 milhões no mundo

Dados foram apresentados pelas agências da ONU Acnur e OIM

Em todo o mundo, o número de refugiados e migrantes que deixaram a Venezuela nos últimos anos devido à crise político-econômica atingiu a soma de 3 milhões de pessoas. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (8) pelas agências das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e para Migrações (OIM). Segundo o levantamento, baseado em dados enviados pelas autoridades nacionais de imigração, a maior parte dos migrantes (2,4 milhões) se deslocou para países da América Latina e do Caribe. Também há registro de chegada dos refugiados da Venezuela a países da América Central, como o Panamá, onde vivem 94 mil venezuelanos. A Colômbia é o país vizinho que tem mais venezuelanos abrigados: mais de 1 milhão de migrantes. Os outros países com maior número de venezuelanos são: Peru (meio milhão), Equador (220 mil), Argentina (130 mil), Chile (100 mil) e Brasil (85 mil). No comunicado, as agências da Organização das Nações Unidas (ONU) ressaltam que a política de fronteira aberta para os refugiados é louvável, mas lembram que o intenso o fluxo migratório aumenta significativamente também as necessidades dos migrantes e compromete a capacidade de recepção dos países acolhedores. As organizações destacam que a resposta humanitária está sendo liderada pelos governos da região por meio do processo de Quito, que visa no âmbito regional a ampliar e harmonizar as políticas de acolhimento dos países. Os governos dos países envolvidos no movimento de migração dos venezuelanos vão se reunir nos dias 22 e 23 de novembro. Plano regional O comunicado das agências da ONU informa ainda que, em dezembro, será lançado um Plano Regional de Resposta Humanitária para Refugiados e Migrantes da Venezuela (RMRP) pela Plataforma Regional de Coordenação Interagencial, que atua desde setembro no fortalecimento à resposta operacional por meio do apoio de 40 parceiros e participantes, incluindo agências da ONU, organizações internacionais, sociedade civil e organizações religiosas. O plano se concentrará em quatro áreas estratégicas: assistência emergencial direta, proteção, integração socioeconômica e cultural e capacitação para os governos dos países de acolhida. (ABr)