Que o previsto

governo

Segundo o presidente, ele pegou "um Brasil destruído economicamente"
15/05/2019

Menor arrecadação leva a contingenciamento, afirma Bolsonaro

Que o previsto

Menor arrecadação leva a contingenciamento, afirma Bolsonaro

Segundo o presidente, ele pegou "um Brasil destruído economicamente"

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta (15) que o país está arrecadando menos do que o previsto no Orçamento para este ano, por isso a necessidade de fazer contingenciamentos nos ministérios e órgãos federais. “Nós temos um problema que eu peguei um Brasil destruído economicamente também, então as arrecadações não era aquelas previstas por quem fez o Orçamento para o corrente ano, e, se não houver contingenciamento simplesmente, entro de encontro à Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse, ao desembarcar em Dallas, nos Estados Unidos, onde tem uma série de reuniões nos próximos dois dias. Estão previstas para hoje manifestações em várias cidades brasileiras contra o bloqueio de verbas das universidades públicas e de institutos federais. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi convocado para ir à Câmara dos Deputados nesta tarde a fim de explicar aos parlamentares como será feito o contingenciamento dos recursos. Por se tratar de convocação, ele é obrigado a comparecer à comissão geral que o ouvirá no plenário, a partir das 15h. Presidente em exercício O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse que a comissão geral na Câmara será uma oportunidade de Weintraub esclarecer melhor o que é o contingenciamento e por que a medida foi adotada. “Nós temos falhado na nossa comunicação e agora é uma oportunidade, lá dentro do Congresso, que o ministro vai ter para explicar isso tudo”, disse ao deixar seu gabinete nesta manhã, no Palácio do Planalto. De acordo com Mourão, não existe corte de recursos e sim contingenciamento, como ocorreu ao longo de todas as gestões anteriores. “A única exceção foi ano passado que o presidente Temer liberou todo o Orçamento em fevereiro”, acrescentou. Como exemplo da necessidade do contingenciamento, Mourão disse que o MEC tem R$ 32 bilhões de restos a pagar, que deverão ser pagos com o orçamento disponibilizado para este ano. “São aquelas despesas que foram empenhadas em anos anteriores e que não foram liquidadas. Para vocês terem uma ideia, o MEC inscreveu e reinscreveu em 31 de dezembro do ano passado R$ 32 bilhões de restos a pagar. Então, compare com o orçamento dele e veja que é um peso grande”, disse, contando que, do total, R$ 7 bilhões já foram pagos. Sobre as manifestações programadas em várias capitais do país, Mourão disse que esse tipo de mobilização faz parte do sistema democrático. “Desde que seja pacífica, ordeira e não limite o direito de ir e vir das outras pessoas, é uma forma que aqueles que se sentem inconformados têm de apresentar o seu protesto, então, [é] normal”, disse. (ABr)
15/05/2019

Estudantes e professores protestam e fazem greve contra cortes na educação

Greve Geral

Estudantes e professores protestam e fazem greve contra cortes na educação

Os 26 estados e o DF têm protestos pacíficos

Estudantes, professores e entidades ligadas à educação realizam nesta quarta-feira, 15, manifestações e uma greve geral nacional em protesto contra os cortes na área anunciados pelo Governo de Jair Bolsonaro. Os 26 estados e o Distrito Federal registraram atos pacíficos. Universidades e escolas também tiveram paralisações. Além do contingenciamento de verbas destinadas a universidades federais e a programas de pesquisa, as entidades estudantis protestam contra as declarações polêmicas do ministro Abraham Weintraub, que associou o corte de recursos destinados às universidades a atos de “balbúrdia”. Os manifestantes também reagem à difamação das instituições públicas de ensino superior que tem sido alvo de correntes de mensagens distribuídas pelo WhatsApp. Na capital paulista, estudantes e professores da Universidade de São Paulo (USP) — que é estadual, mas foi afetada pela suspensão de bolsas de pós-graduação — fecharam uma das entradas da instituição, na Zona Oeste da cidade. Eles seguravam cartazes que criticavam, além dos bloqueios na educação, a reforma da Previdência. Estudantes secundaristas também faziam manifestação, pouco depois das 7h, pelas ruas de Higienópolis, bairro nobre da região central de São Paulo. Em Campinas, no interior do estado, a avenida que dá acesso aos câmpus da Unicamp e da PUC-Campinas foi bloqueada por cerca de 30 estudantes que levaram faixas e cartazes e sentaram no chão. Em Sorocaba, também no interior, ao menos uma escola e uma faculdade ficaram sem aula. Em Santos, no litoral, petroleiros também se juntaram ao movimento, que também incluiu a defesa das refinarias e o protesto contra a privatização e a reforma da Previdência. Em Bauru, estudantes e professores protestaram em ato em frente à Câmara Municipal. Estudantes e servidores de Boituva também participaram de ação na Praça da Matriz. Em Brasília, centenas de manifestantes se concentraram na manhã desta quarta-feira (15) em frente à Biblioteca Nacional, em Brasília. O ato contra os bloqueios de recursos no MEC (Ministério da Educação) reúne em Brasília estudantes e professores, entre outros participantes, que empunham faixas contra a medida adotada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL). “A UNB (Universidade de Brasília) não é balbúrdia” e “Tira a mão do meu IF (Instituto Federal de Brasília)” são algumas das mensagens escritas nas faixas dos participantes. Os sindicatos dos professores do Distrito Federal e dos trabalhadores de escolas públicas também apoiam a manifestação. Um pouco depois das 11h, os manifestantes da capital federal iniciaram caminhada ao Congresso Nacional. Um efetivo pequeno de gentes da Força Nacional e da Polícia Militar do Distrito Federal permanecem à frente da sede do Ministério da Educação. No Rio de Janeiro, universidades e escolas suspenderam as atividades para protestar. No início da manhã, não havia movimentação em escolas tradicionais como o Colégio Pedro II. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro estão entre as que confirmaram paralisação.
15/05/2019

Bolsonaro viaja para o Texas, nos Estados Unidos, para receber homenagem

Nesta quarta

Bolsonaro viaja para o Texas, nos Estados Unidos, para receber homenagem

Presidente brasileiro terá ainda reunião privada com o ex-presidente George W. Bush

O presidente Jair Bolsonaro desembarca nesta quarta (15) em Dallas, no Texas, para uma visita oficial de dois dias. É a segunda vez que Bolsonaro viaja aos Estados Unidos (EUA) em cinco meses de governo. No dia 19 de março, ele se reuniu com o presidente Donald Trump na Casa Branca, em Washington. Dessa vez, Bolsonaro está sendo acompanhado por uma comitiva de cinco ministros: Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). Além deles, os governadores do Acre, Gladson Cameli (PP), e de São Paulo, João Doria (PSDB), também acompanham o presidente da República. Ainda compõem a comitiva brasileira os deputados Hélio Lopes (PSL-RJ), Marco Feliciano (Pode-SP), o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, e o secretário-executivo da Casa Civil, José Vicente Santini. Um dos principais momentos da viagem ocorrerá na tarde desta quarta-feira (15), quando Bolsonaro terá uma reunião privada com o ex-presidente norte-americano George W. Bush, que governou os Estados Unidos entre 2001 e 2009. De acordo com o Palácio do Planalto, será uma visita de cortesia. Além de Bush, o presidente brasileiro pode se encontrar com o governador do Texas, Greg Abbot, o prefeito de Dallas, Mike Rawlings, e o senador texano Ted Cruz. As reuniões, no entanto, não haviam sido confirmadas pelo governo brasileiro até a noite desta terça-feira (14). Nesta quinta-feira (16), Bolsonaro será homenageado como personalidade do ano pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em almoço organizado pelo World Affairs Council de Dallas/Fort Worth, que contará com a presença de 120 empresários norte-americanos. Anteriormente, essa homenagem seria entregue em evento na cidade de Nova York, mas o governo brasileiro cancelou a agenda na cidade após críticas do prefeito nova iorquino, Bill de Blasio, a visita de Bolsonaro. No mesmo dia, Bolsonaro concederá uma entrevista ao World Affairs Council de Dallas/Fort Worth e termina o dia fazendo uma transmissão ao vivo em sua página no Facebook. O embarque de volta será na noite de quinta. A previsão é que a comitiva presidencial desembarque de volta em solo brasileiro na manhã desta sexta-feira (17). (ABr)
14/05/2019

Nos EUA, presidente da Câmara diz a empresários que Previdência sai até setembro

Ânimo aos investidores

Nos EUA, presidente da Câmara diz a empresários que Previdência sai até setembro

Maia promete aprovação da reforma em meses

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (14) a investidores e empresários nos Estados Unidos que a reforma da Previdência será aprovada pelo Congresso Nacional até setembro. Durante almoço privado em Nova York, o deputado tentou dar alguma previsibilidade de datas aos empresários — que esperam o aval do Legislativo ao projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL) antes de colocarem dinheiro no Brasil. Maia não cravou o valor exato de economia para a União na próxima década caso o texto seja aprovado, mas afirmou que não há como sair R$ 800 bilhões se “tudo der errado” e o projeto for muito desidratado pelos parlamentares. A conta inicial da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, era que, em dez anos, o governo economizaria R$ 1,2 trilhão caso o Legislativo aprovasse o projeto tal como ele foi encaminhado pelo Planalto. Os deputados, porém, já iniciaram uma série de pedidos de alteração no texto e resistem, principalmente, ao sistema de capitalização proposto pela equipe econômica. Com a possível desidratação da reforma, o governo passou a prever uma economia de cerca de R$ 800 milhões na próxima década. No fim do mês passado, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou a admissibilidade da reforma, ou seja, iniciou a tramitação da proposta no Congresso. A partir de agora, o texto precisa passar pela comissão especial da Câmara, pelo plenário da Casa em votação de dois turnos e seguir para o Senado, onde segue o mesmo ritual. A previsão de Maia, portanto, é que o processo todo finalize até setembro. Durante palestra a investidores mais cedo, o presidente da Câmara havia dito que a falta de clareza sobre as políticas do governo de Bolsonaro cria dificuldades para que parlamentares aprovem as mudanças na aposentadoria e que a reforma não é suficiente para resolver, sozinha, os problemas de desemprego e desigualdade social no país. De acordo com Maia, é preciso inverter o discurso e buscar alternativas que organizem “a outra parte das despesas públicas”. “Ainda não compreendemos, olhando a longo prazo, quais são as políticas que esse governo trouxe para sobrepor os 13 anos de governo do PT, que trouxe uma agenda que foi muito criticada, inclusive pelo DEM. Não é o DEM que está no governo, mas a direita mais extrema que está no governo, e até agora a gente não entendeu qual é essa agenda”, afirmou Maia durante a palestra. “Esse também é um outro problema: se a gente sabe como tirar algo que se esgotou, mas a gente ainda não sabe o que colocar no lugar, isso também gera certo desconforto na relação entre os Poderes, porque o deputado vai votar uma matéria como a Previdência e quer entender como essa votação vai gerar um impacto na melhoria da qualidade de vida dos seus eleitores”, completou. (FolhaPress)