'Máxima repulsa'

GNCOC

Alfredo Gaspar, do GNCOC, é colega dos procuradores criticados
15/03/2019

Procurador critica palavras de ministro Gilmar Mendes contra procuradores

'Máxima repulsa'

Procurador critica palavras de ministro Gilmar Mendes contra procuradores

Alfredo Gaspar, do GNCOC, é colega dos procuradores criticados

O presidente do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), procurador de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, reagiu hoje (15) às críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes contra os procuradores da República integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. Procurador-geral de Alagoas, Alfredo Gaspar divulgou nota considerando as palavras do ministro “destemperadas”. Colega dos procuradores criticados, ele não gostou da referência do ministro à criação de uma fundação com R$2,5 bilhões de multas da Petrobras, sugerindo que os procuradores do MPF buscariam lucro ao combater a corrupção, em uma “corrida do ouro”. “Apresentamos, neste momento, aos Procuradores República tão injustamente aviltados, nossa mais extrema solidariedade, confiança e reconhecimento pelo importante mister desempenhado em favor da honestidade, probidade e do Estado Democrático”, diz a nota. Leia a íntegra da nota do presidente do GNCOC: O Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, integrado por Promotores GNCOC, integrado por Promotores e Procuradores dos mais diversos ramos do Ministério Público Brasileiro, componentes de grupos de combate ao crime organizado do Brasil, a exemplo dos GAECOs, vem público externar enfaticamente a máxima repulsa em virtude das destemperadas declarações proferidas na data de ontem (14 de março 2019) pelo Ministro Gilmar Mendes contra os dignos representantes do Ministério Público Federal, integrantes da Operação “Lava Jato”, e as recebe como reflexo de um comportamento irascível. Nenhuma adjetivação será suficientemente satisfatória para desagravar essa atitude descabida, de quem deveria guardar o máximo respeito ao decoro e à dignidade da Magistratura e da Justiça. Apresentamos, neste momento, aos Procuradores República tão injustamente aviltados, nossa mais extrema solidariedade, confiança e reconhecimento pelo importante mister desempenhado em favor da honestidade, probidade e do Estado Democrático, na certeza que toda a sociedade brasileira partilha do mesmo beneplácito, ao tempo em que reafirmamos a vocação institucional do Ministério Público Brasileiro, no combate às Organizações Criminosas, que será fielmente cumprido, apesar dos dissabores da caminhada. Reiteremos a convicção de que, na caravana da Democracia e Justiça, que segue firme o seu rumo, o Ministério Público ombreará sempre com a sociedade. Respeitar o Ministério Público é prestigiar a Democracia! Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, Procurador-Geral de Justiça Alagoas, Presidente do GNCOC”    
11/01/2019

Renan Filho nomeia filho do chefe do MP para autarquia, após crise com deputados

Quer MP aliado

Renan Filho nomeia filho do chefe do MP para autarquia, após crise com deputados

Governador busca aliança política e legitimação, mas Alfredo Gaspar nega ter aliados

Em uma crise inédita com o Legislativo, o governador Renan Filho (MDB) nomeou o jovem advogado Carlos Alberto Pinheiro de Mendonça Neto como presidente da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal). A nomeação foi publicada ontem (10), na véspera da posse de seu pai, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, para mais um biênio à frente do Ministério Público Estadual de Alagoas (MP/AL). Carlos Mendonça Neto é pré-candidato a prefeito de Quebrangulo (AL) e a classe política vê a escolha do governador como uma tentativa de ter o procurador-geral de Justiça como seu aliado político, bem como de demonstrar proximidade com o poder fiscalizador de seu governo, a fim de legitimar suas ações. O chefe do MP afirma que a nomeação de seu filho para a autarquia não passou pelo seu crivo. E lembra que Carlos Mendonça Neto participou da campanha de Renan Filho e tomou a decisão de aceitar esse convite por conta própria. “Antes de ser procurador-geral de Justiça, fui secretário de segurança do governo atual, e isso em nada alterou minha independência. A Instituição Ministério Público Estadual tem feito um grande trabalho de combate à corrupção e de transformação social, e cada vez mais, apertará esse cerco. O chefe do MP não tem aliados ou inimigos. As condutas e os fatos produzidos pelas pessoas é que norteiam nossa atuação.”, disse Alfredo Gaspar ao, ao ser questionado pelo Diário do Poder sobre o viés político da nomeação. Um dos deputados governistas avaliou a nomeação também como uma forma de Renan Filho tentar blindar seu governo de críticas à atuação da ADEAL na defesa sanitária animal e vegetal, e no controle e inspeção de produtos de origem agropecuária. Tais críticas foram comuns em seu primeiro mandato, quando a Adeal participou das operações da Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do São Francisco, a FPI do São Francisco, que já sob a coordenação do MP, fechou laticínios, criatórios e matadouros de animais e apreendeu produtos fora dos padrões legais. Projeção política O filho do chefe do MP de Alagoas tem interesses políticos bem definidos para as eleições municipais de 2020, que podem ser favorecidas pela projeção de sua atuação à frente da Adeal, junto ao setor do campo. Em dezembro de 2018, o filho do procurador Alfredo Gaspar participou de confraternização do diretório municipal do PSL em Quebrangulo e colocou seu nome à disposição para disputar um mandato de prefeito. No ano passado, o pai de Carlos Mendonça Neto tentou viabilizar sua candidatura a senador por Alagoas, numa disputa contra a reeleição de Renan Calheiros (MDB-AL). Mas desistiu de renunciar à carreira no MP por não ter um nome competitivo para uma cabeça de chapa de oposição contra Renan Filho. Veja o discurso de Carlos Mendonça Neto, diante dos integrantes do partido do presidente Bolsonaro: Por meio de sua assessoria, o governador não respondeu se a nomeação do filho de Alfredo Gaspar para comandar a Adeal passa pela busca de ter o chefe do MP como aliado político. Renan Filho vive uma crise com a maioria de sua bancada no parlamento, e retalia deputados aliados por não conseguir apoio ao seu tio Olavo Calheiros (MDB-AL) para presidir a Assembleia Legislativa. Alfredo Gaspar preside o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), colegiado que integra o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), composto por membros dos Ministérios Públicos Estaduais e da União. Ele toma posse na noite desta sexta (11), em seu segundo mandato de procurador-geral de Justiça de Alagoas.
19/12/2018

Decisão de Marco Aurélio beneficia nata da criminalidade, diz presidente do GNCOC

Poderosos livres

Decisão de Marco Aurélio beneficia nata da criminalidade, diz presidente do GNCOC

Procurador está perplexo com decisão de Marco Aurélio favorável a réus poderosos

O procurador-chefe do Ministério Público de Alagoas e presidente do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, reagiu com perplexidade contra a decisão monocrática do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, que determinou hoje (19) a soltura de todos os presos em decorrência de condenações após a segunda instância da Justiça. Para Alfredo Gaspar, a decisão beneficia a nata da criminalidade no Brasil. O procurador-geral de Justiça de Alagoas declarou que a decisão que deve libertar o ex-presidente Lula precisa ser revertida de imediato pelo colegiado do STF, porque beneficia os réus mais poderosos. O ex-presidente Lula (PT), preso após condenação por corrupção e lavagem de dinheiro, deve ser beneficiado com a libertação. Mas a soltura dos condenados em 2ª instância não será automática, pois depende solicitação formal dos advogados dos réus à Justiça, pelo cumprimento da decisão de Marco Aurélio. “Caso venha a se confirmar o alcance dessa decisão monocrática, o Ministério Público de Alagoas e o GNCOC a veem com bastante perplexidade, porque irá atingir justamente a nata da criminalidade mais difícil de ser alcançada; aqueles réus que têm mais condições de prorrogar uma decisão definitiva em relação aos processos a que responde. Portanto, os maiores beneficiados serão os réus economicamente mais poderosos e com maior influência política”, reagiu o presidente do GNCOC. Alfredo Gaspar chefia o colegiado especializado em combater organizações criminosas o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), composto por membros dos Ministérios Públicos Estaduais e da União. Ontem (18), reuniu-se com o futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro para definir os primeiros passos do combate à criminalidade no futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL). O GNCOC atua em investigações relevantes, como combate aos crimes de corrupção e tributários, lavagem de dinheiro, tráfico e crimes cibernéticos. E também articula ações em âmbito nacional ou regional para uniformizar e fortalecer ações de combate ao crime no Brasil. O colegiado ainda capacita membros e servidores do MP brasileiro, disseminando novas metodologias, práticas, técnicas operacionais e troca de informações e experiências nas ações de investigação.
10/12/2018

GNCOC reage contra ameaça de facções a promotor de São Paulo

Tática terrorista

GNCOC reage contra ameaça de facções a promotor de São Paulo

Grupo nacional quer transferir facínoras que ameaçam Lincoln Gakiya

O presidente do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) e chefe do Ministério Público de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, publicou na noite de ontem (9) uma nota em que reage às ameaças de integrantes de facções criminosas contra o promotor de justiça de São Paulo, Lincoln Gakiya. Na nota, os membros do GNCOC prestam total e irrestrito apoio ao honrado e destemido promotor que tem atuado contra a principal facção criminosa do Brasil. E defendem a transferência imediata dos facínoras para um presídio de segurança máxima em regime de Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Gakiya foi citado em cartas interceptadas no sábado (8) com duas mulheres flagradas na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Na mensagem dos criminosos, havia ordens para o assassinato de duas pessoas, entre elas o promotor do MP de São Paulo. “Chega! A ousadia desses bandidos precisa ter um fim, e o Estado tem que ser maior e resolutivo. Juntos estamos, juntos permaneceremos, juntos continuaremos a combater a criminalidade, venha ela de onde vier. E saibam, cada ameaça se tornará uma mola propulsora da concretização dos nossos ideais de justiça. A esses criminosos covardes, um recado: mexeu com um, atingiu a todos. Transferência já”, escreveu Alfredo Gaspar na nota oficial do GNCOC. Leia a nota na íntegra: NOTA OFICIAL Indignados com a audácia de criminosos que ameaçaram, em razão do cumprimento de sua função, retaliar o honrado e destemido promotor de justiça Lincoln Gakiya, que integra os quadros do Ministério Público de São Paulo, os membros do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) vêm prestar total e irrestrito apoio ao valoroso colega. Nos dias atuais, é inconcebível componentes de organizações criminosas fazerem frente ao Estado brasileiro, com demonstração de táticas terroristas, sem que haja uma dura e imediata resposta das instituições. A transferência imediata desses facínoras para um presídio de segurança máxima em regime de RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) é medida urgente e necessária. Que este gravíssimo caso sirva de parâmetro para mudanças imediatas da legislação, de modo que haja o endurecimento das penas e dos regimes. O Brasil, por meio de seus poderes e instituições, tem a obrigação de zelar e preservar a vida desse aguerrido membro do Ministério Público brasileiro, e mais ainda, tem o compromisso de velar pela soberania nacional, subjugando de forma clara e eficiente esses bandidos faccionados.  Centenas de promotores e procuradores do Ministério Público, componentes do GNCOC, irmanados com o colega ameaçado, requerem a IMEDIATA transferência dos líderes criminosos, arquitetos desse plano covarde, para um presídio federal.  Chega! A ousadia desses bandidos precisa ter um fim, e o Estado tem que ser maior e resolutivo. Juntos estamos, juntos permaneceremos, juntos continuaremos a combater a criminalidade, venha ela de onde vier. E saibam, cada ameaça se tornará uma mola propulsora da concretização dos nossos ideais de justiça.  A esses criminosos covardes, um recado: mexeu com um, atingiu a todos. Transferência já. ALFREDO GASPAR DE MENDONÇA NETO Procurador-geral de justiça de Alagoas Presidente do GNCOC