Esquema na Odebrecht

Gim Argello

Operação Armistício investiga propina para Renan Calheiros, Gim Argello e Romero Jucá
08/11/2018

Inquérito da Operação Armistício cita propina para Renan, Gim Argello e Jucá

Esquema na Odebrecht

Inquérito da Operação Armistício cita propina para Renan, Gim Argello e Jucá

Operação Armistício investiga propina para Renan Calheiros, Gim Argello e Romero Jucá

A Operação Armistício deflagrada na manhã de hoje (8) tem foco no senador Romero Jucá (MDB-RR), mas é decorrente de inquérito que também investiga supostas propinas de R$ 1 milhão pagas pela empreiteira Odebrecht ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Ao autorizar a operação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin declarou que “o conjunto de informações trazido à tona revela singular gravidade, com o envolvimento de autoridades de Estado que estariam , em tese, associadas a delitos de operação sofisticada como os de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva”. Delatores afirmam que pagamentos de R$ 1 milhão teriam sido repassados repassados a Renan e Argello, e R$ 3 milhões para Jucá. Seria o preço para garantir a aprovação de um projeto de resolução no Senado que restringia a chamada “guerra fiscal nos portos”, beneficiando a Braskem, uma das empresas do grupo Odebrecht. No pedido de instauração de inquérito feito ao STF em 13 de março de 2017 pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, o delator Carlos José Fadigas de Souza Filho, que presidiu a Braskem, narrou que a empresa queria minar incentivos fiscais à importação de produtos de empresas concorrentes da Odebrecht, que era subsidiada por estados brasileiros preocupados em  incentivavam a movimentação de seus portos. O ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, liderou a interlocução com o Executivo Federal, e relatou à PGR ter recebido do Palácio do Planalto a indicação dos parlamentares que poderiam “trabalhar em prol do assunto no Senado”. E, segundo o pedido de instauração do inquérito, as tratativas com o Legislativo ficou a cargo de Cláudio Melo Filho. Renan, Jucá e Gim Argello não foram alvos da operação de hoje, ordenada pelo ministro Edson Fachin, a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. “[Há] robustas suspeitas de possível prática de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, em razão da articulação dos parlamentares apontados, de pessoas a estes relacionados e das empresas pelas quais já se identificou a circulação de capital referente a vantagem indevida, de forma dissimulada”, disse Fachin, na decisão reproduzida pela TV Globo. ‘Engenhoso esquema’ A investigação indica que a suposta propina foi entregue em dinheiro, logo após a aprovação do projeto de resolução no Senado, em 24 de abril de 2012. Foi quando Cláudio Melo Filho comunicou a Marcelo Odebrecht e a Fadigas a necessidade de liberar os valores para cumprir compromissos firmados com parlamentares. Os valores circularam em uma “conta botox”, como foi identificada pelo sistema da Odebrecht a conta operada por funcionários do Tradbank Investimentos Participações, que ainda não se manifestou à imprensa sobre a delação. A aparência de legalidade e justificativa para transferência dos valores teriam sido forjadas por meio de contratos fictícios de prestação de serviços. Tudo coordenado pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como “departamento da propina”. “Por meio desse engenhoso esquema de lavagem, a Odebrecht abastecia o doleiro que fazia o repasse de dinheiro às autoridades brasileiras e, ao mesmo tempo, dificultava o rastreamento da real origem do numerário”, afirmou Raquel Dodge. Na Operação Armistício, foram nove mandados de busca e apreensão cumpridos hoje no estado de São Paulo, sete na capital paulista, um em Santos (SP) e outro em Campo Limpo Paulista (SP), junto a endereços de supostos beneficiários da resolução aprovada no Senado. Outro lado A defesa de Renan considera “mais um grave equívoco” do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, a inclusão de seu nome no inquérito. “O próprio delator afirmou em depoimento à Polícia Federal que Renan nunca tratou de dinheiro ou pediu nada. E afirmou que a citação inicial ao senador era porque sentiu a presença ‘intrínseca’ de Renan nas conversas sobre a proposta. O erro pela inclusão do senador Renan no caso será reparado, pois é totalmente desconexa da realidade dos fatos”, alega a defesa do senador alagoano. A defesa de Gim Argello disse que espera ter acesso à integralidade da operação para se pronunciar. E o advogado de Romero Jucá, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, ressaltou que o senador não foi alvo da Operação Armistício, ao dizer que o parlamentar já prestou esclarecimentos sobre o assunto e que não foi o responsável pelas articulações para a aprovação do projeto de resolução. (Com informações do G1)
10/08/2018

Juiz Sérgio Moro aceita denúncia contra o ex-senador Gim Argello

Obstrução na CPI

Juiz Sérgio Moro aceita denúncia contra o ex-senador Gim Argello

Segundo o MPF, o ex-senador trabalhou para evitar convocações em CPIs em troca de propina

O ex-senador Gim Argello (ex-PTB) virou réu em mais uma ação, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, aceitou nesta quinta (9), a denúncia da força-tarefa da Lava Jato contra o político é pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. De acordo com o Ministério Público do Paraná, quando Gim era líder o Bloco Parlamentar União e Força no Senado, Gim Argello influenciou e buscou obstruir os trabalhos de investigação, tanto na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) como na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), ambas instauradas para investigar o esquema de corrupção dentro da Petrobras, isso em troca da propina no valor de R$ 1,6 milhão. Na época, Gim era líder do Bloco Parlamentar União e Força, no Senado Federal, e teria articulado, indicando e substituindo membros de seu bloco nos colegiados, para evitar as convocações, entre elas de Dario Galvão, que era o presidente da empreiteira Galvão Engenharia. Tanto na CPI quanto na CPMI não foram apreciados os requerimentos para que os empresários envolvidos no escândalo da Operação Lava Jato prestassem depoimentos. Os investigadores conseguiram comprovar que o ex-senador solicitou e aceitou propina no valor de R$ 5 milhões da empresa Galvão Engenharia, recebendo efetivamente parte deste montante, R$ 1,6 milhão, por intermédio do Partido Social Liberal (PSL), do Trabalhista do Brasil (PT do B) e Partido do Partido Ecológico Nacional (PEN). Este valor foi travestido de doação oficial com a posterior emissão de cinco recibos eleitorais e registros junto a Justiça Eleitoral, tudo para dar aparência lícita à propina e reinserir os valores na economia formal. De acordo com a denúncia, o pagamento da propina ocorreu no mês de julho de 2014, sendo depositado o valor de R$ 150 mil para o PSL, R$ 150 mil para o PT do B e R$ 500 mil para o PEN. Em agosto foram pagos o montante de R$ 550 mil para o PEN e R$ 250 mil para o PT do B, completando o valor integral de vantagem indevida. Tais partidos registraram formalmente apoio a Gim na eleição para o Senado no mesmo ano. O MPF apresentou a denúncia no dia 25 de julho. O ex-parlamentar está preso desde abril de 2016, durante a 28ª fase da Operação Lava Jato, a Operação Vitória de Pirro. Desde então Gim está no Complexo Médico Penal, em Pinhais.
25/07/2018

Força-tarefa da Lava Jato apresenta outra denúncia contra Gim Argello

CPI da Petrobras

Força-tarefa da Lava Jato apresenta outra denúncia contra Gim Argello

O ex-senador está preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, em Curitiba

A força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) apresentou outra denúncia nesta quarta-feira (25) contra o ex-senador Gim Argello  pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Para o MPF, Gim tentou obstruir tanto os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal, como a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Senado e na Câmara dos Deputados. As duas comissões ocorreram em 2014, sendo criadas com objetivo de apurar o esquema de corrupção que ocorria dentro da Petrobras. De acordo com a denúncia, houve acerto de pagamento de propina para que os executivos das empreiteiras não fossem convocados para prestar depoimento. Na época, Gim era líder do Bloco Parlamentar União e Força, no Senado. E teria articulado, indicando e substituindo membros de seu bloco nos colegiados, para evitar as convocações, entre elas de Dario Galvão, que era o presidente da empreiteira Galvão Engenharia. Tanto na CPI quanto na CPIMI não foram apreciados os requerimentos para que os empresários envolvidos no escândalo da Operação Lava Jato prestassem depoimentos. Os investigadores conseguiram comprovar que o ex-senador solicitou e aceitou propina no valor de R$ 5 milhões da empresa Galvão Engenharia, recebendo efetivamente parte deste montante, R$ 1,6 milhão, por intermédio do Partido Social Liberal (PSL), do Trabalhista do Brasil (PT do B) e Partido do Partido Ecológico Nacional (PEN). Este valor foi travestido de doação oficial com a posterior emissão de cinco recibos eleitorais e registros junto a Justiça Eleitoral, tudo para dar aparência lícita à propina e reinserir os valores na economia formal. De acordo com a denúncia, o pagamento da propina ocorreu no mês de julho de 2014, sendo depositado o valor de R$ 150 mil para o PSL, R$ 150 mil para o PT do B e R$ 500 mil para o PEN. Em agosto foram pagos o montante de R$ 550 mil para o PEN e R$ 250 mil para o PT do B, completando o valor integral de vantagem indevida. Tais partidos registraram formalmente apoio a Gim na eleição para o Senado no mesmo ano.
24/06/2018

Ex-deputado do PT é apontado como ‘xerife’ do presídio da Lava Jato

Presídio da Lava Jato

Ex-deputado do PT é apontado como ‘xerife’ do presídio da Lava Jato

André Vargas ainda é 'assessorado' por Vaccari e Gim Argelo

O ex-deputado do PT André Vargas é apontado como líder do grupo de detentos que desfrutam de regalias dentro do Complexo Médico Penal (CMP), o presídio da Lava Jato, em Curitiba. Segundo a carta escrita de dentro do presídio, que motivou a reabertura das investigações pela Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF), Vargas seria ainda o principal interlocutor com agentes e a direção da unidade. “Aqui dentro da carceragem do CMP, o líder deles é o André Ilário Vargas, assessorado por João Vaccari Neto e Jorge Afonso Argello (Gim Argello).” Ainda de acordo com o documento, as celas das alas que abrigam os presos pela Lava Jato ficam abertas até às 21h30, enquanto as demais fecham às 17h. “Por algumas vezes, o funcionário sequer fechou-os durante a noite, assim os cubículos dormem abertos. Isso foge totalmente ao protocolo de segurança do Depen Paraná”, diz o texto. Vargas e Gim Argello têm livre circulação pelo corredor da ala 6, mesmo durante o toque de recorrer. Além disso, os dois andariam escoltados por dois detentos que entram “em ação para resolver qualquer problema que alguma pessoa tiver com um dos ‘Lava Jatos’”. Eles teriam ainda cozinheiros, responsáveis por pratos como bacalhau e risotos. Banhos de sol em horas e dias proibidos também seriam parte das regalias. Segundo a carta, ninguém toma uma atitude quanto as regalias por medo de represálias. Vistoria Na última quinta (21), corregedora-geral do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), Lúcia Beloni, iniciou uma série de vistorias nas 33 unidades do Estado. O CMP seria o primeiro, onde foram encontrados apenas alimentos fora do padrão, em pequena quantidades. “Em relação a essa ala, eu averiguei cela por cela. Levantamentos tudo, vistoriamos tudo. Mas nada que indicasse um sistema de regalias para esses presos. Muito pelo contrário.” Segundo a corregedora, outros detentos foram questionados sobre os presos da ala da Lava Jato. No entanto, nenhuma reclamação foi feita e ninguém delatou o esquema de regalias. “Perguntei da alimentação, do banho de sol, da leitura, do trabalho, da limpeza. Então não posso anotar um fato que não ocorreu.” Apurações A Lava Jato agora apura se os detentos da ala 6 contrataram detentos para cumprir as funções de trabalho ou estudos que contribuem para redução da pena. O ex-senador Gim Argello, por exemplo, é apontado “como o rei do curso” no CMP. Condenado a 11 anos e 8 meses de prisão, ele pediu o abatimento de 412 dias de pena, mas teve 114 dias de desconto da pena cassados pelo Tribunal de Justiça do Paraná por não comprovar a veracidade dos diplomas apresentados. Há ainda o trabalho de apuração sobre uma suposta sala onde itens proibidos nos presídios seriam levados durante as fiscalizações. Segundo a carta, os detentos que recebem as regalias “maquiam e escondem o que não querem que vejam” antes das vistorias.