Divulgação de fake news

Gabriela Hardt

Corregedor afirma que perfil com o nome dela podem induzir seguidores e disseminar mais fake news
16/03/2019

CNJ quer explicações da juíza Gabriela Hardt sobre conta no Twitter

Divulgação de fake news

CNJ quer explicações da juíza Gabriela Hardt sobre conta no Twitter

Corregedor afirma que perfil com o nome dela podem induzir seguidores e disseminar mais fake news

O corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, pediu hoje (15) que a juíza Gabriela Hardt esclareça se tem conhecimento da existência de um perfil no Twitter chamado “Juíza Gabriela Hardt Sincera”. Martins também quer saber se a magistrada tomou “alguma providência para evitar a continuidade de tal prática”. De acordo com a Justiça Federal em Curitiba, a conta não pertence à magistrada. Segundo o corregedor, responsável por investigações contra magistrados no Conselho Nacional de Justiça (CNJ),  o objetivo do procedimento é esclarecer a situação para cidadãos, que “poderiam ser induzidos a acreditar que as postagens refletem posicionamento oficial de integrante da magistratura, o que é especialmente preocupante em uma época tão pródiga em disseminação de notícias falsas”. A postagem que motivou o pedido de informações foi feita ontem (15), após o julgamento no qual o STF estabeleceu a competência da Justiça Eleitoral para julgar crimes comuns conexos, com corrupção e lavagem de dinheiro, investigados na Operação Lava Jato.  Na mesma sessão, o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, abriu inquérito para apurar notícias falsas (fake news) que tenham os ministros como alvo. Foram publicadas as seguintes mensagens: “Galera, que tal um movimento popular, pedindo impeachment de todos os ministros do STF, vc topa” e “Urgente: o STF trabalha nos bastidores para tirar Lula da prisão”, além de “O STF acaba de enterrar a Lava Jato por 6 votos a 5″. Na descrição do perfil no Twitter, o responsável afirma que a conta da rede social é dedicada aos fãs da juíza Gabriela Hardt e que não tem qualquer vínculo com ela. A juíza comandou a 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba após a saída do juiz Sergio Moro, que assumiu o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Durante o período, Gabriela Hardt condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão na ação penal sobre as reformas realizadas no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, São Paulo. (ABr)
06/03/2019

Juíza diz que não descumpriu decisão do Supremo ao prender Paulo Preto

Operação Lava Jato

Juíza diz que não descumpriu decisão do Supremo ao prender Paulo Preto

A juíza federal Gabriela Hardt envio o ofício nesta quarta (6) ao Supremo Tribunal Federal

A juíza federal Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal em Curitiba, disse hoje (6) que não desrespeitou decisão do  ministro Gilmar Mendes ao determinar a prisão do ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, no dia 19 de fevereiro. A informação consta em ofício enviado nesta quarta-feira (6) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do ministro, que é relator de um pedido de liberdade no qual a defesa de Paulo Preto alega que a juíza descumpriu decisão anterior de Mendes, que determinou a soltura do ex-diretor no ano passado. No documento, Gabriela Hardt afirma que Paulo Preto é investigado na Operação Lava Jato como suposto operador financeiro em um esquema da Odebrecht para pagar indevidamente políticos e agentes públicos que eram ligados à Petrobras. Segundo a magistrada, os fatos não têm relação com os supostos recebimentos de propina na Dersa, acusações que o ex-diretor responde em liberdade devido ao habeas corpus concedido por Gilmar. “A decisão reclamada foi tomada no exercício regular da jurisdição, com base nas leis e nas provas, independentemente de qualquer posicionamento da imprensa ou do Ministério Público Federal a respeito do caso, e as alegações de que este Juízo teria tentado driblar V. Exª não encontram sustentação alguma”, afirmou a juíza. Após receber as informações prestadas pela juíza, ministro vai decidir o pedido de liberdade feito pela defesa de Paulo Preto. Em maio do ano passado, Gilmar Mendes mandou soltar Paulo Preto. Na ocasião, a prisão foi decretada no âmbito do processo sobre denúncias de irregularidades em desapropriações para construção do Rodoanel Sul, em São Paulo, que teriam acarretado prejuízo de mais de R$ 7,7 milhões aos cofres públicos.(ABr)
04/03/2019

Investigado na Lava Jato, operador é solto após pagar fiança de R$ 1,5 milhão

Operação Quinto Ano

Investigado na Lava Jato, operador é solto após pagar fiança de R$ 1,5 milhão

Antônio Kanji Hoshikawa está proibido de deixar o país

O operador financeiro Antônio Kanji Hoshikawa, foi alvo da 59ª fase da Operação Lava Jato, depositou R$ 1,5 milhão de sua fiança para deixar a cadeia. O alvará de soltura foi expedido pela Juíza Gabriela Hardt. O investigado estava detido na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, desde o dia 1º de fevereiro, quando se entregou, após dias foragido. Kanji foi solto, na sexta-feira, 1º. Ele também teve que entregar o passaporte e está proibido de deixar o país. Além disso, Antônio Kanji também não pode se comunicar com os demais investigados da operação e mudar de endereço. No dia 9 de fevereiro, a juíza também determinou a soltura de Wilson Quintella Filho, que também foi alvo da 59ª fase da Lava Jato, após pagamento de R$ 6,8 milhões de sua fiança. Segundo as investigações, ele pagava propina em nome do Grupo Estre. Operação Quinto Ano A Operação Quinto Ano investiga o pagamento de propinas pelo Grupo Estre em contratos com a Transpetro para tratamento de resíduos, manutenção de dutos e construção de um estaleiro para produzir embarcações para transporte de etanol no Rio Tietê. A propina era de 3% do valor dos contratos, conforme o MPF. Segundo delação do ex-presidente da Transpetro, o emedebista Sérgio Machado, o empresário da Estre Wilson Quintella – irmão de Wilson e entre os presos da Quinto Ano – “mencionara, em algumas oportunidades, que o responsável pela entrega de dinheiro no escritório em São Paulo era um “japonês de sua confiança” chamado “Kanji”, identificado como Antonio Kanji Hoshikawa”. Antonio Kanji Hoshikawa foi funcionário da Estre Ambiental, vinculado a Wilson Quintella, no período de 2008 a 2015, ocupando distintos cargos. De acordo com Sérgio Machado, o esquema movimentou cerca de R$ 192 milhões. “Ele revelou no âmbito do seu acordo de delação que angariou propinas para si e para integrantes da cúpula do PMDB entre 2003 e 2014. Segundo ele falou, a quantia por ele repassada a agentes políticos totalizou R$ 100 milhões”, disse o procurador da República Roberson Pozzobon. Bloqueio A juíza Gabriela Hardt havia imposto um bloqueio de R$ 20 milhões aos alvos da Lava Jato 59. Nas contas de Quintella, foram encontrados R$ 550 mil. Já Antonio Kanji tinha R$ 830 mil.
08/02/2019

Novo juiz da Lava Jato é Luiz Antonio Bonat, confirma TRF4

25 anos de toga

Novo juiz da Lava Jato é Luiz Antonio Bonat, confirma TRF4

Bonat assume missão que foi do ministro Sérgio Moro em Curitiba

O conselho do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, confirmou hoje (8) que o juiz federal Luiz Antonio Bonat será o titular da 13ª Vara Federal em Curitiba, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato. Bonat vai substituir o ex-juiz Sergio Moro, que deixou a magistratura no ano passado para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Com a saída de Moro, a juíza Gabriela Hardt chefiou a 13ª Vara temporariamente e chegou a sentenciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio em Atibaia (SP). Com 25 anos de carreira, Bonat é o juiz federal com maior tempo de carreira em toda a jurisdição do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que lançou o edital para o preenchimento da vaga deixada por Moro. Como a antiguidade é o principal critério de seleção, o nome dele já tinha sido definido no concurso interno de promoção. Atualmente, Bonat atua na 21ª Vara Federal, responsável por temas previdenciários. Ele iniciou a carreira em 1993 e, além da capital paranaense, atuou em cidades como Foz do Iguaçu e Criciúma. Em 2003, ele foi responsável pela primeira condenação penal de uma pessoa jurídica no Brasil. Ao assumir a 13ª Vara Federal, o magistrado ficará responsável por supervisionar todos os inquéritos da Lava Jato no Paraná e também julgar as ações penais ligadas à operação, entre elas, uma em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu, relacionadas à sede do Instituto Lula, em São Paulo. (Agência Brasil)