Massacre em escola

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Doria anunciou hoje recurso; Cinco alunos e duas funcionárias da escola morreram durante o massacre
14/03/2019

Para receber indenização de R$ 100 mil, famílias não poderão processar o Estado

Massacre em escola

Para receber indenização de R$ 100 mil, famílias não poderão processar o Estado

Doria anunciou hoje recurso; Cinco alunos e duas funcionárias da escola morreram durante o massacre

O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta quinta (14) que pagará indenização de cerca de R$ 100 mil para cada uma das famílias das sete vítimas do ataque na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. Como os cinco alunos e as duas funcionárias estavam em uma escola estadual, suas famílias serão indenizadas pelo governo do estado em até 30 dias. No entanto, caso optem por receber os R$ 100 mil, as famílias terão que assinar um documento se comprometendo a não acionar a Justiça para processar o governo do estado. Segundo Doria, essa possibilidade não pesou em sua decisão de indenizar. O governador disse ter tomado a decisão “independentemente de qualquer recurso judicial”, e que as famílias poderão optar por não receber a indenização e acionar judicialmente o governo. O massacre deixou ao menos oito mortos, incluindo o tio de um dos atiradores. Antes de irem à escola, Luiz Henrique de Castro e Guilherme Taucci Monteiro foram a um lava-jato, às 9h30, e atiraram no proprietário, que era tio de Guilherme e teria descoberto o plano da dupla. Eles, então, entraram em um carro alugado, um Onix branco que aparece em imagens de câmeras de vigilância. Na sequência, os dois foram até o colégio, na mesma rua, onde chegaram por volta das 9h40. Um vídeo de câmera de segurança mostra que o primeiro a entrar foi Guilherme. Vestido de preto, usando um lenço com estampa de caveira e com uma mochila, ele sacou um revólver e começou a disparar em direção a um grupo de alunos e à coordenadora pedagógica, Marilena Ferreira Umezu, uma das vítimas. O crime ocorre em meio ao debate sobre posse de armas e chama a atenção por seu longo planejamento e por ter sido cometido em dupla. O presidente Jair Bolsonaro lamentou o atentado seis horas após ocorrido. (FolhaPress)
14/03/2019

Série de atos fazem homenagem a Marielle e Anderson, mortos há um ano

Quem é o mandante?

Série de atos fazem homenagem a Marielle e Anderson, mortos há um ano

Familiares pedem esclarecimento sobre mandante do crime

Nesta quinta-feira, 14, completa um ano do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Pedro Gomes. Eles foram executados a tiros na noite de 14 de março de 2018 quando retornavam de ato político, no centro do Rio. O carro em que estavam foi atingido por 13 tiros. Em homenagem aos dos, desde ontem, 13, à noite e ainda nesta quinta serão feitos atos no Rio de Janeiro e várias cidades do país e também no exterior. O conjunto de protestos denominado “Amanhecer por Marielle e Anderson” ocorrerá em mais de 20 pontos do Rio e deve contar com atos em outros estados e em cidades da América do Sul, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa. No Rio, a maior parte das manifestações está programada para hoje de manhã, reunindo panfletagens e encontros de manifestantes em bairros da zona sul, oeste e norte da cidade, além do centro. A Cinelândia, região em que fica a Câmara Municipal, onde Marielle atuava, é palco de atividades desde as 8h desta quinta-feira e haverá ainda um ato político e cultural às 16h. Marielle e Anderson também serão lembrados em uma missa na Candelária, às 10h. Há atos previstos em Barra Mansa, Macaé, Cabo Frio, Teresópolis, Petrópolis, Volta Redonda, Niterói e São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Mandante Na terça-feira, 12, uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu dois suspeitos do assassinato: Ronnie Lessa, sargento reformado da Polícia Militar, e Elcio Vieira, ex-policial que foi expulso da corporação. A irmã da vereadora, Anielle Franco, considerou que as prisões desta semana são um grande passo, e o pai dela, Antônio Francisco da Silva, disse que sua angústia diminui um pouco. A viúva de Anderson Gomes, Ághata Reis, ponderou que as prisões são só um começo. “O que aconteceu foi muito maior do que a gente poderia imaginar. É realmente um divisor de águas. A prisão desses dois é só um começo, um pontapé. Tem muita coisa ainda para ser descoberta, para que a gente ponha um ponto final no nosso sofrimento. Queremos descobrir o mais rápido se houve um mandante” A viúva de Marielle, Mônica Benício, afirmou que a solução completa do caso é um dever do Estado com a sociedade, a democracia e os familiares das vítimas. “A gente tem que pensar que mais importante que prender mercenários é responder à questão mais urgente e necessária de todas, que é quem mandou matar a Marielle e qual foi a motivação para o crime. Espero não ter que aguardar mais um ano para ter essa resposta”, disse Mônica. O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), com quem Marielle trabalhou, destacou que ainda é preciso revelar a motivação do crime. “Quem matou Marielle não foi apenas quem apertou o gatilho. Quem matou Marielle foi quem planejou a sua morte, foi quem desejou a sua morte, foi quem contratou, foi quem politicamente desejou eliminar Marielle. É muito importante para o país saber quem mandou matar Marielle, qual o objetivo político e qual a motivação”, disse Freixo. (Com informações da Agência Brasil)
20/02/2019

Filhos de Bolsonaro vão aprender “tamanho da cadeira de cada um”, diz Mourão

Questão de acomodação

Filhos de Bolsonaro vão aprender “tamanho da cadeira de cada um”, diz Mourão

Vice-presidente afirmou ainda que a interferência deles é uma questão de acomodação do governo

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta quarta (20), em entrevista ao vivo aos jornalistas Cláudio Humberto e Pedro Campos para a Rádio Bandeirantes, que a interferência dos filhos do presidente Jair Bolsonaro é uma questão de acomodação do governo e que eles irão entender o “tamanho da cadeira de cada um”. “Da minha parte não dei nenhuma opinião. A questão dos filhos é uma questão de acomodação do governo. A família é unida, os filhos são pessoas bem sucedidas, aos poucos eles vão entender qual é o tamanho da cadeira de cada um”, afirmou o militar. Mourão comentou ainda sobre a derrota sofrida na Câmara dos Deputados nesta terça (19) com a rejeição do decreto presidencial que ampliava a lista de servidores com poder de classificar documentos como sigilosos. Segundo ele, o Congresso enviou um recado para o governo sobre a necessidade de maior diálogo entre o Executivo e o Legislativo — tarefa que para o vice-presidente não é difícil. Mourão disse ainda que, depois de 30 anos como deputado, Bolsonaro tem habilidade para conversar com parlamentares. O vice-presidente também comentou a divulgação dos áudios compartilhados entre Bolsonaro e o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno, que Mourão considerou como um atitude de “deslealdade”. Os áudios divulgados nesta terça pela revista Veja revelam que Bolsonaro só tratou do caso PSL uma vez. Ao todo, foram sete áudios enviados pelo presidente ao ex-ministro. Na maior parte deles, Bolsonaro reclama de “pisadas de bola” de Bebianno.
05/02/2019

Número de famílias com dívidas cresce de dezembro para janeiro

Economia

Número de famílias com dívidas cresce de dezembro para janeiro

Parcela de inadimplentes também cresceu no período: de 22,8% para 22,9%

O percentual de famílias com dívidas (com atraso ou não) no país subiu de 59,8% em dezembro de 2018 para 60,1% em janeiro deste ano. A parcela de inadimplentes, ou seja, aqueles com dívidas ou contas em atraso, também cresceu no período: de 22,8% para 22,9%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com a CNC, no entanto, a piora dos indicadores na comparação mensal não compromete a expectativa de evolução da economia. Segundo a economista Marianne Hanson, da CNC, as taxas de juros em patamares mais baixos constituem fator favorável a esse resultado, e as famílias brasileiras também se mostraram mais otimistas em relação à sua capacidade de pagamento. Comparação com 2018 Apesar disso, na comparação com janeiro de 2018, houve queda em ambos os indicadores, já que naquele mês a parcela de endividados era de 61,3% e o percentual de inadimplentes era de 25%. Aqueles que declararam não ter condições de pagar contas passaram de 9,5% em janeiro do ano passado para 9,1% em janeiro deste ano. (ABr)