Em 2019

estimativa

Projeção para a expansão do PIB passou de 1,49% para 1,45% neste ano
13/05/2019

Mercado financeiro reduz mais uma vez a estimativa de crescimento da economia

Em 2019

Mercado financeiro reduz mais uma vez a estimativa de crescimento da economia

Projeção para a expansão do PIB passou de 1,49% para 1,45% neste ano

O mercado financeiro continua a reduzir a estimativa de crescimento da economia este ano. Pela 11ª vez seguida caiu a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Desta vez, a estimativa foi reduzida de 1,49% para 1,45% este ano. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022. Os números são do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em perpectivas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC). Inflação A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 4,04%, este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%. A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022. Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano. A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Dólar A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar segue em R$ 3,75 no fim de 2019 e em R$ 3,80 no fim de 2020. (ABr)
09/04/2019

FMI reduz projeção de crescimento global em 2019

Brasil caiu para 2,1%

FMI reduz projeção de crescimento global em 2019

Estimativa para o Brasil também caiu para 2,1% neste ano

Relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgado nesta terça-feira (8) aponta mais um corte em sua estimativa de crescimento global em 2019, para 3,3%, conforme persistem tensões comerciais e a desaceleração econômica de países-chave. O “World Economic Outlook” de outubro no ano passado projetava um avanço de 3,7%, que já havia sido atualizado para 3,5% em janeiro deste ano. Após um forte crescimento em 2017 e no início de 2018, diz o FMI, a atividade econômica mundial desacelerou no segundo semestre do ano passado, refletindo uma escalada nas disputas comerciais —notadamente a guerra tarifária entre Estados Unidos e China—, um declínio na confiança das empresas, o aperto de condições financeiras e a maior incerteza política em muitos países. Segundo o relatório, além da disputa com os EUA, a China sofreu com um aperto regulatório para controlar dívidas e um sistema financeiro que opera paralelamente. O enfraquecimento da demanda por importações no país, por sua vez, impacta parceiros comerciais na Ásia e na Europa. Soma-se a isso a queda na confiança de consumidores e empresários da zona do euro, que perdeu mais ímpeto econômico do que o esperado. O relatório cita ainda a produção de automóveis na Alemanha —principal força econômica do bloco—, que foi abatida por novos padrões para emissão de poluentes, além das preocupações crescentes de que um acordo para o ‘brexit’ (retirada do Reino Unido da União Europeia) não saia. Em relação ao relatório de outubro, o crescimento alemão, por exemplo, foi cortado em 1,1 ponto percentual e, agora, o FMI diz que a potência europeia só cresce 0,8% neste ano. “Tensões comerciais, cada vez mais, prejudicaram a confiança das empresas e, portanto, o sentimento do mercado financeiro se agravou, com condições de aperto para mercados emergentes vulneráveis na primavera [outono no hemisfério sul] de 2018 e depois em economias avançadas no final do ano, pesando sobre a demanda global”, diz o relatório. Essas condições até se acomodaram no início de 2019, após o banco central americano sinalizar uma postura mais cautelosa em sua política monetária e os mercados ficarem mais otimistas com um possível acordo comercial EUA-China. Segundo o relatório, isso ajudou a fortalecer moedas emergentes como o real brasileiro. Ainda assim, o FMI afirma que o clima está um pouco mais restritivo do que na avaliação do relatório anterior. Economias emergentes como um todo devem crescer 4,4% neste ano e 4,8% em 2020, num movimento liderado pela China, que avança na casa dos 6%, e pela Índia, que supera 7%. As projeções para o Brasil são bem mais modestas: 2,1% em 2019, um corte de 0,4 ponto percentual ante a atualização de janeiro. Para 2020, houve ligeira alta para 2,5%. Rigidez estrutural, termos de trocas comerciais moderados e desequilíbrios fiscais pesam sobre as perspectivas brasileiras, de acordo com o FMI. “No Brasil, a principal prioridade é conter o aumento da dívida pública, garantindo simultaneamente que as despesas sociais necessárias permaneçam intactas”, diz o relatório. Para conter as despesas crescentes, acrescenta, são necessárias reformas na massa salarial do funcionalismo e no sistema de aposentadoria, “protegendo, ao mesmo tempo, programas para os vulneráveis”. “Baseada em recentes reformas nos mercados de trabalho e de crédito, esforços para melhorar a infraestrutura e a eficiência da intermediação financeira ajudariam a elevar a produtividade e impulsionar as perspectivas de crescimento a médio prazo”, afirma o FMI. O relatório cita ainda que o rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, em Minas Gerais, contribuiu para a elevação dos preços do minério de ferro globalmente. BALANÇO DE RISCO No front positivo para o segundo semestre de 2019, o relatório considera, entre outras coisas, a continuidade das políticas de estímulo econômico na China e a estabilização gradual de economias emergentes que sofreram choques no ano passado, como Argentina e Turquia. “O impulso para mercados emergentes e economias em desenvolvimento é projetado para continuar em 2020, refletindo principalmente desenvolvimentos nas economias que atualmente experimentam sofrimento macroeconômico —uma previsão sujeita a incerteza”, pondera o FMI. No relatório de abril deste ano, também houve redução na estimativa de crescimento para 2020, de 0,1 ponto percentual, a 3,6% —mesmo ritmo registrado em 2018. A atividade nas economias avançadas deve seguir desacelerando gradualmente, conforme o impacto do estímulo fiscal dos EUA se dissipa. Para 2020, Índia e China devem ter um crescimento mais robusto do que o resto do mundo, sustentando o avanço de 3,6%, ainda que o desempenho chinês se torne moderado eventualmente. “O fraco crescimento da produtividade do trabalho e a desaceleração da expansão da força de trabalho em meio ao envelhecimento da população vai arrastar economias avançadas para um crescimento menor ao longo do horizonte de projeção”, diz o relatório. Segundo o FMI, em todas as economias, “o imperativo é tomar ações que aumentem o potencial de crescimento, melhorem a inclusão e fortaleçam a resiliência”. “No nível multilateral, a principal prioridade é que os países resolvam desacordos comerciais de maneira cooperativa, sem elevar as barreiras distorcidas que desestabilizariam ainda mais uma economia global em desaceleração.” (ABr)
08/04/2019

Mercado financeiro volta a reduzir projeção para o crescimento da economia

Neste ano e em 2020

Mercado financeiro volta a reduzir projeção para o crescimento da economia

Estimativa para a expansão do PIB caiu de 1,98% para 1,97% este ano

Instituições financeiras voltaram a reduzir a projeção para o crescimento da economia neste ano e em 2020. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 1,98% para 1,97% este ano. Foi a sexta redução consecutiva. Para 2020, o cálculo para o crescimento do PIB recuou de 2,75% para 2,70% na terceira redução consecutiva. As projeções de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%. Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC), em Brasília. Inflação A estimativa da inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi ajustada de 3,89% para 3,90% este ano. Para 2020, a previsão para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%. A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022. Taxa Selic Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano. A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Dólar A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim do ano e em R$ 3,75 no fim de 2020. (ABr)
25/03/2019

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento da economia em 2019 e 2020

4ª redução consecutiva

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento da economia em 2019 e 2020

Estimativa para a expansão do PIB foi reduzida pela quarta vez consecutiva

O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento da economia em 2019 e 2020. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 2,01% para 2% neste ano. Foi a quarta redução consecutiva. Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB caiu de 2,80% para 2,78. As projeções de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%. As estimativas estão no boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estimativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central, em Brasília. Inflação A estimativa da inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), permanece em 3,89% neste ano. Em relação a 2020, a previsão para o IPCA segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na projeção: 3,75%. A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022. Taxa Selic Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC optou por manter a Selic em 6,5% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção para a taxa caiu de 7,75% ao ano para 7,50%. Para o final de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano. A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Dólar A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no fim do ano e em R$ 3,75 no fim de 2020. (ABr)