Visita oficial

Estados Unidos

Diplomatas continuam empenhados na construção da agenda da visita oficial
11/02/2019

Alheio à cirurgia, governo prepara visita de Bolsonaro a Trump

Visita oficial

Alheio à cirurgia, governo prepara visita de Bolsonaro a Trump

Diplomatas continuam empenhados na construção da agenda da visita oficial

Sem orientação em contrário, diplomatas brasileiros continuam empenhados na construção da agenda da visita oficial do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, nos dias 18, 19 e 20 de março, a convite do presidente Donald Trump. Isso indica que, apesar da apreensão causada na recuperação de Bolsonaro, o Planalto conta com o seu retorno ao trabalho no prazo estimado antes da sua nova cirurgia. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Além de encontro para fotos diante da lareira, os dois presidentes terão reunião de trabalho na Casa Branca. A visita de Bolsonaro está restrita a Washington, mas há possibilidade de evento em Nova York com empresários brasileiros e americanos. Após a visita a Washington, Bolsonaro fará um pit-stop em Brasília e segue para outra viagem: visitará Santiago nos dias 22 e 23 de março.
10/02/2019

EUA e Rússia disputam apoio na ONU a resoluções sobre a Venezuela

Entre Guaidó e Maduro

EUA e Rússia disputam apoio na ONU a resoluções sobre a Venezuela

Estados Unidos querem novas eleições e Rússia é contra intervenção

Os Estados Unidos (EUA) apresentaram ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) projeto de resolução sobre a Venezuela, em que pedem que o país sul-americano facilite o acesso de ajuda humanitária internacional e realize novas eleições presidenciais. Em resposta, a Rússia propôs outra resolução. Na sexta-feira (8), Moscou propôs aos membros do conselho um “texto alternativo” ao apresentado por Washington, segundo diplomatas. A proposta russa expressaria preocupação com “tentativas de intervenção em questões que estão essencialmente sob jurisdição doméstica” e “ameaças de uso da força contra a integridade territorial e a independência política” da Venezuela. O projeto apresentado pelos EUA, ao qual agências de notícias tiveram acesso nesse sábado (9), expressa “pleno apoio” do Conselho de Segurança à Assembleia Nacional Venezuelana, controlada pela oposição, definindo-a como a “única instituição democraticamente eleita no país”. Manifestando “profunda preocupação com a violência e o uso excessivo da força por parte das forças de segurança venezuelanas contra manifestantes pacíficos não armados”, o texto pede também um processo político que conduza a eleições presidenciais “livres, justas e credíveis”. O projeto ressalta a necessidade de evitar uma “deterioração adicional da situação humanitária” na Venezuela, assolada por grave crise econômica e política, e de facilitar a entrega de ajuda aos que necessitam. Washington ainda não indicou uma data para que o texto seja votado. Fontes diplomáticas afirmam que a Rússia – que apoia o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e acusa os EUA de apoiarem um golpe de Estado no país – utilizará seu direito de veto para barrar a resolução. Para ser aprovada, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU precisa de nove votos entre seus 15 membros e não pode ser vetada por nenhum dos cinco integrantes permanentes do grupo: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. Moscou e Washington estão em lados opostos na atual disputa pelo poder na Venezuela. Enquanto os EUA declaram apoio ao presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, a Rússia segue apoiando Maduro. Além dos EUA, mais de 40 países já declararam apoio ao oposicionista Guaidó, entre eles Brasil, Alemanha e uma série de outras nações sul-americanas. Maduro ainda conta com o apoio não apenas de Moscou, mas também das Forças Armadas venezuelanas e da China, entre outros aliados. (Com informações da Agência Brasil e Deutsche Welle)
09/02/2019

Trump terá segundo encontro com Kim Jong-un, no Vietnã

Desnuclearização em pauta

Trump terá segundo encontro com Kim Jong-un, no Vietnã

Presidente dos EUA disse estar ansioso para encontrar ditador e promover a paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai se reunir pela segunda vez com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, nos dias 27 e 28 de fevereiro, em Hanói, capital do Vietnã. O anúncio do encontro foi feito pelo próprio líder norte-americano, por meio de sua conta no Twitter, na noite desta sexta-feira (8). “Estou ansioso para encontrar o presidente Kim e promover a causa da paz”, escreveu Trump na rede social. O objetivo da cúpula é tratar do processo de desnuclearização da Coreia do Norte, que avançou pouco após o primeiro encontro dos dois líderes, em junho do ano passado, em Singapura. O país asiático interrompeu testes nucleares e deu passos simbólicos para a desnuclearização, como destruir partes do local que usava para realizar os testes. Mas houve poucos avanços além desses. Para que o progresso continue, Pyongyang quer que os EUA retirem sanções econômicas impostas contra o regime. (Folhapress)
06/02/2019

Crise na Venezuela fez parte de reuniões de chanceler nos EUA e Canadá

Transição democrática

Crise na Venezuela fez parte de reuniões de chanceler nos EUA e Canadá

O chanceler destacou a necessidade de uma ação conjunta para apoiar a gestão do presidente interino, Juan Guaidó

Na última etapa da viagem ao Canadá e aos Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse hoje (6), em vídeo divulgado nas redes sociais, que a crise na Venezuela fez parte das reuniões que manteve. Segundo ele, o protagonismo do Brasil na mediação de um acordo para o país vizinho é reconhecido pelas lideranças políticas internacionais. “Um ponto fundamental é o reconhecimento que o papel do Brasil na transição democrática da Venezuela é essencial, e a contribuição que a gente pode dar é muito valorizada, especialmente pelas lideranças democráticas venezuelanas”, ressaltou. Em seguida, o chanceler destacou a necessidade de uma ação conjunta para apoiar a gestão do presidente interino, Juan Guaidó. “[Que] nós, junto com toda a comunidade internacional, nos mobilizemos e continuemos mobilizados para apoiar o esforço do presidente interino, Juan Guaidó, em favor da transição democrática. Isso é absolutamente central.” Para Araújo, o esforço comum é para restabelecer a democracia na Venezuela. “Estamos prontos, em coordenação com eles, para apoiar a continuação desses esforços rumo à democracia, o que não se considerava possível há algum tempo atrás.” Militares Ontem (5) o chanceler afastou a hipótese de uso de tropas militares para enviar ajuda humanitária à Venezuela: “[ Isso] não está em consideração”. Segundo ele, está em processo de criação uma coordenação em Brasília para disponibilizar doações. Na semana passada, em Brasília, Araújo ressaltou o apoio ao governo interino de Juan Guaidó e a ajuda humanitária à Venezuela. A Colômbia vai concentrar uma espécie de central de distribuição. As autoridades examinam a forma segura para que as doações cheguem à população venezuelana. Antes dos Estados Unidos, o chanceler esteve no Canadá, em Otawa, onde participou das reuniões do Grupo de Lima. No encontro, os representantes do bloco defenderam restrições às negociações econômicas envolvendo integrantes do governo Nicolás Maduro, assim como referendaram apoio a Guaidó. Araújo se reuniu ontem com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, e o ministro do Exterior da Turquia, Mevlüt Çavuşoğlu. Segundo o Itamaraty, eles conversaram sobre a agenda bilateral, discutiram os respectivos entornos regionais e examinaram a situação na Venezuela e no Oriente Médio.(ABr)