Acadêmicos do Grande Rio

escola de samba

Grupo é suspeito de explorar jogos e de fazer lavagem de dinheiro
06/12/2018

Operação no Rio investiga esquema de lavagem de dinheiro em escola de samba

Acadêmicos do Grande Rio

Operação no Rio investiga esquema de lavagem de dinheiro em escola de samba

Grupo é suspeito de explorar jogos e de fazer lavagem de dinheiro

Policiais civis cumprem nesta quinta (6) 11 mandados de busca e apreensão contra integrantes da escola de samba Acadêmicos do Grande Rio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os agentes investigam, junto com integrantes do Ministério Público do Rio de Janeiro, um grupo suspeito de atuar na exploração ilegal de jogos na região e na prática de lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, os alvos da operação são o presidente de honra da Grande Rio, Antônio Jaider Soares da Silva, e mais três suspeitos, Leandro Jaider Soares da Silva, Dagoberto Alves Lourenço, Paulo Henrique Melo Rufino e Yuri Reis Soares. Além da busca e apreensão, estão sendo cumpridos o bloqueio e sequestro de bens dos investigados no valor de R$ 20 milhões. As equipes também estão fazendo buscas na quadra da Escola de Samba Grande Rio, em Duque de Caxias, e no seu barracão, na Cidade do Samba, no centro da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, Antônio Jaider é apontado como chefe da organização criminosa, sendo responsável por controlar a exploração de jogos de azar em Duque de Caxias. Ele também figura como sócio de empresas ao lado do filho, Yuri Soares Reis, e do sobrinho, Leandro Jaider Soares da Silva. Os dois são investigados como braços operacionais da quadrilha na operação de lavagem de capitais e no controle financeiro da organização. Dagoberto Alves Lourenço é citado como homem de confiança de Antônio e Leandro Jaider. Segundo a Polícia, seria dele a responsabilidade pelas operações nas contas bancárias relacionadas às empresas e à escola de samba. Paulo Henrique Melo Rufino é apontado como laranja do grupo e responsável pela lavagem de capitais das contravenções penais de jogo do bicho e jogo de azar. A investigação policial constatou a existência de várias operações financeiras suspeitas superiores a R$ 100 mil em dinheiro envolvendo os indiciados. Também foi identificada uma série de operações imobiliárias, “configurando a prática da lavagem de capitais com a prática da mescla de ativos ilícitos com atividades econômicas exercidas pelos investigados, além de dissimulação de propriedade de imóveis por meio de pessoas interpostas [laranjas] e de instituições financeiras para dissimular a movimentação, origem e propriedade de recursos ilícitos”, diz a nota da Polícia Civil. (ABr)
14/10/2018

Vereadora Marielle Franco é homenageada em novo samba-enredo da Mangueira

Memória da impunidade

Vereadora Marielle Franco é homenageada em novo samba-enredo da Mangueira

Enredo oficial foi intitulado “História pra ninar gente grande" e cita vereadora assassinada no Rio

A Estação Primeira de Mangueira vai homenagear em seu samba-enredo do Carnaval de 2019 a vereadora Marielle Franco, que foi morta a tiros no dia 14 de março no Rio de Janeiro, ao lado de seu motorista Anderson Gomes. A escolha do tema da apresentação da escola de samba foi feita na noite deste sábado (13) e pretende recontar a história do Brasil na Marquês de Sapucaí, citando o nome da vereadora Marielle. “Fomos campeões na Mangueira. Pela memória de Marielle e [do motorista] Anderson Gomes e toda luta que ainda virá. São verde e rosa as multidões”, celebrou nas redes sociais Tomaz Miranda, um dos compositores do samba, ao lado de Deivid Domênico, Mama, Marcio Bola, Ronie Oliveira e Danilo Firmino. O enredo oficial foi intitulado “História pra ninar gente grande”, de autoria do carnavalesco Leandro Vieira, que venceu uma disputa acirrada com outros dois concorrentes. “A Mangueira não é escola de samba encomendado, a Mangueira é escola de samba escolhido pela comissão julgadora. É uma missão difícil, acho que é o pior momento para o presidente de uma escola de samba e nessa hora quem tem que dar o resultado sou eu. O samba vencedor foi o número um, assinado por Domênico. Esse é o samba vencedor do carnaval de 2019”, disse o presidente da agremiação, Chiquinho da Mangueira, ao G1. A principal suspeita do assassinato de Marielle e Anderson é a de que milicianos mataram a vereadora carioca por motivação política. Investimentos tecnológicos fizeram o Ministério Pùblico do Rio descobrir o biotipo do assassino, e novos locais por onde o carro passou, na semana passada. Mas a sociedade ainda espera a divulgação do resultado da investigação e a identificação dos criminosos. Veja samba na íntegra “Brasil, meu nego deixa eu te contar; A história que a história não conta; O avesso do mesmo lugar; Na luta é que a gente se encontra. Brasil, meu dengo a Mangueira chegou; Com versos que o livro apagou; Desde 1500, tem mais invasão do que descobrimento. Tem sangue retinto, pisado; Atrás do herói emoldurado. Mulheres, tamoios, mulatos; Eu quero o país que não tá no retrato. Brasil, o teu nome é Dandara; Tua cara é de Cariri; Não veio do céu nem das mãos de Isabel; A liberdade é um Dragão no mar de Aracati; Salve os caboclos de Julho; Quem foi de aço nos anos de chumbo; Brasil chegou a vez de ouvir as Marias, Mahins, Marielles e Malês. Mangueira, tira a poeira dos porões; Ô, abre alas; Pros seus heróis de barracões; Dos Brasis que se faz um país de Lecis, Jamelões. São verde e rosa as multidões” (Com informações do G1)
01/03/2017

Polícia apontará em um mês os responsáveis por acidente da Tuiuti

20 feridos

Polícia apontará em um mês os responsáveis por acidente da Tuiuti

Vinte pessoas se feriram no acidente, algumas em estado mais grave

O delegado William Lourenço, da 6ª Delegacia de Polícia (Cidade Nova) informou na manhã desta quarta-feira, 1º, que as investigações do acidente com o carro alegórico da escola de samba Paraíso do Tuiuti, no domingo de carnaval, 26, serão concluídas em um mês. Em dez dias, sairá o laudo da perícia realizada em três etapas.  Nesta Quarta-Feira de Cinzas, foi feita a última análise pericial do carro, no sambódromo. Pouco depois das 8 horas, os peritos iniciaram a vistoria, concluída após cerca de duas horas. A escola foi liberada pela polícia para retirar o veículo do sambódromo. "A gente não tem condição de, só de olhar, adiantar alguma conclusão. Seria muita precipitação. Os peritos ocuparam a posição do motorista, fizeram o deslocamento com e sem a parte acoplada". Foi um trabalho bastante completo", afirmou o delegado. "Vamos partir agora para a parte das oitivas. Vamos ouvir as pessoas envolvidas, as que projetaram o carro, quem comandou o trabalho aqui no dia. Tem bastante coisa a ser feita." Segundo Lourenço, três pessoas prestaram depoimento até o momento. Uma delas foi o motorista do carro, Francisco de Assis Lopes, de 53 anos.  Lopes esteve no sambódromo pela manhã. Durante a perícia, manteve-se ao lado do veículo, acompanhado de dois filhos. O motorista se negou a dar entrevista. Em um único instante em que falou com a imprensa, voltou a pedir desculpas às vítimas, como fizera na tarde de segunda-feira, 27. Vinte pessoas se feriram: algumas, por serem imprensadas pelo carro, que entrara torto na pista, contra uma grade de ferro; outras, quando o veículo deu ré, na Passarela do Samba. "Não quero culpar e acusar ninguém. Só quero pedir desculpa às vítimas. Me perdoem mesmo. Sou motorista de caminhão. Só quero voltar com minha vida normal", afirmou.  Escola O diretor de carnaval da Paraíso do Tuiuti, Leandro Azevedo, que também acompanhou o trabalho dos peritos, rebateu informações divulgadas pela família do motorista na última segunda-feira, após ele prestar depoimento. Os filhos de Lopes disseram que ele não sabia da existência de um segundo carro acoplado ao que dirigiria, que teria impedido sua visão. Eles afirmaram também que a equipe que o auxiliaria na direção, permanecendo nas laterais e à frente do carro para direcioná-lo, não compareceu.  "O que a gente quer é a verdade. O motorista sabia do carro acoplado. Vamos aguardar os peritos", disse Azevedo. O diretor da Paraíso de Tuiuti garantiu que cinco técnicos guiavam o trabalho de Lopes no momento do acidente. "Eu era um deles", complementou. E negou que o motorista tenha sido agredido após o acidente – na delegacia, o profissional afirmou que fugiu do local porque integrantes da escola o atacaram. Ele tinha uma atadura na testa. Segundo Azevedo, houve confusão para retirá-lo do carro e não para agredi-lo. Ainda de acordo com o diretor de carnaval, a escola está prestando assistência às vítimas. Três delas permanecem internadas. (AE)
04/07/2016

Propina para o PT financiou escola de samba e blog, diz Lava Jato

Samba da propina

Propina para o PT financiou escola de samba e blog, diz Lava Jato

Investigadores não informaram o nome da escola de samba

A Operação Abismo, 31ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira, 4, aponta que o ex-vereador do PT, em Americana, Alexandre Romano, o Chambinho, intermediou propinas sobre obras do Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes) para o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, que ‘teria recebido os valores na condição de agente do Partido dos Trabalhadores’. O juiz federal Sérgio Moro, a pedido do Ministério Público Federal, determinou a prisão de Paulo Ferreira – que já está custodiado preventivamente na Operação Custo Brasil. Segundo os investigadores, Alexandre Romano confessou que usou suas empresas, a Oliveira Romano Sociedade de Advogados, a Link Consultoria Empresarial e a Avant Investimentos e Participação Ltda., para receber mais de R$ 1 milhão das construtoras integrantes do Consórcio Novo Cenpes – que construiu o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello, no Rio. “Os valores foram recebidos por meio de contratos simulados e repassados a pessoas físicas e jurídicas relacionadas com Paulo Ferreira, inclusive em favor dele próprio, familiares, blog com matérias que lhe são favoráveis e escola de samba”, apontam os investigadores que não informaram o nome da escola de samba. A 31.ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira, 4, cumpre medidas cautelares pedidas pelo Ministério Público Federal ‘com a finalidade de obter provas adicionais de crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro oriundo de contratos da Petrobrás, em especial do contrato celebrado pelo Consórcio Novo Cenpes’. Foram expedidos 22 mandados de busca e apreensão, 1 mandado de prisão preventiva, 4 mandados de prisão temporária e 7 mandados de condução coercitiva. Os alvos desta fase são grandes empresas construtoras, incluindo alguns de seus executivos e sócios, e Paulo Ferreira, preso recentemente na Operação Custo Brasil. Segundo a Procuradoria da República, em 2007, a Petrobrás submeteu à licitação três grandes obras de construção civil: Sede Administrativa em Vitória/ES, Centro Integrado de Processamento de Dados (CIPD), no Rio, e o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES), também no Rio. As investigações em curso na Operação Lava Jato, corroboradas pelo acordo de leniência e acordos de colaboração celebrados com a empresa Carioca Engenharia e seus principais executivos, indicaram que as principais empreiteiras participantes daquelas licitações se ajustaram num grande cartel, fixando preços e preferências de modo a frustrar o procedimento competitivo da Petrobras e a maximizar os seus lucros. A Construtora OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Schahin Engenharia e Construcap CCPS Engenharia, integrantes do Consórcio Novo Cenpes, ficaram com a obra do Cenpes. No caso específico da licitação para a obra do Cenpes, os procuradores afirmam que houve um imprevisto, pois a empresa WTorre Engenharia e Construção S/A, que não havia participado dos ajustes, apresentou proposta de preço inferior. As empresas que formavam o Consórcio Novo Cenpes ajustaram, então, vantagem indevida de dezoito milhões de reais para que a WTorre saísse do certame, permitindo que o Consórcio renegociasse o preço com a Petrobrás. “Concretizado o acerto espúrio, o Consórcio Novo Cenpes celebrou, em 21/01/2008, contrato com a Petrobras no valor de R$ 849.981.400,13”, informam os procuradores. Além dos ajustes e fraude na licitação, houve oferecimento, promessa e efetivo pagamento de propina a funcionários da Petrobras da Diretoria de Serviços e a agente político vinculado ao Partido dos Trabalhadores, visando à maximização dos lucros no contrato. No período de 2007 a 2012, foram pagos aproximadamente R$ 18 milhões para que a empresa com melhor preço abandonasse a licitação e foram identificados pagamentos ilícitos de R$ 16 milhões transferidos a Adir Assad, R$ 3 milhões para Roberto Trombeta e Rodrigo Morales, USD 711 mil para Mario Goes e R$ 1 milhão para Alexandre Romano. Para a elucidação dos crimes, foram importantes as contribuições prestadas no âmbito de acordos de colaboração e de leniência celebrados pelo Ministério Público Federal, as quais foram corroboradas por provas documentais de fraude à licitação, de pagamentos no exterior e no Brasil e de contratos fictícios feitos com empresas de fachada ou usadas para fazer repasses de propinas. Dirigentes da empresa Carioca Engenharia, em colaboração, por exemplo, reconheceram a fraude à licitação em benefício do consórcio Novo Cenpes e pagamentos de propinas, o que foi corroborado por eventos que confirmam manipulação da licitação e por contratos fictícios e transferências bancárias. Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de engenharia da Petrobrás indicou que a obra ganha pelo Consórcio Novo Cenpes rendeu propinas de 2% do valor do contrato, tendo sido estas destinadas também ao ex-Diretor da Petrobrás Renato de Souza Duque e a agentes do Partido dos Trabalhadores. Mario Frederico de Mendonça Goes, também colaborador, admitiu a intermediação de propinas, realizando pagamentos em espécie e depósitos em contas no exterior. Há, inclusive, prova documental de que executivos da Carioca Engenharia transferiram USD 711.050,00 no exterior em favor dele. De acordo com o Ministério Público Federal, ‘existem também provas do envolvimento de outros operadores financeiros no pagamento de propinas durante a execução das obras do Cenpes’. Foram identificadas transferências bancárias que somam mais de R$ 15 milhões provenientes das construtoras integrantes do Consórcio Novo Cenpes para empresas de Adir Assad, preso na última semana, na Operação Saqueador, que prendeu o contraventor Carlinhos Cachoeira, na semana passada. "Além disso, também comprovam os estratagemas criminosos empregados para lavar o dinheiro sujo obtido pelo Consórcio Novo Cenpes dois contratos falsos firmados por este com empresas controladas pelos operadores financeiros Roberto Trombeta e Rodrigo Morales, no valor aproximado de R$ 3 milhões”, sustentam os investigadores. Para o procurador da República Roberson Pozzebon, chama a atenção a presença de mais um político como alvo da Lava Jato que recebeu benefícios: “O povo brasileiro já não aguenta mais agentes políticos que flertam, namoram ou mesmo se casam com a corrupção. É preciso que as duas principais causas da corrupção descoberta na Lava Jato, as falhas do sistema político e a impunidade, sejam atacadas mediante reforma política e 10 medidas contra a corrupção”. O procurador da República Júlio Noronha destacou que esse caso é um exemplo do uso de colaborações premiadas, pois “a palavra do colaborador nunca é usada isoladamente. Neste caso as declarações de mais de 5 colaboradores e uma leniência foram usadas em conjunto com provas documentais bastante consistentes, como transferências bancárias no Brasil e no exterior e contratos fictícios com empresas para repasse disfarçado da propina.” O coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, ressaltou a interconexão com investigações deflagradas na última semana: “Três operações da última semana, Saqueador, Custo Brasil e a de hoje, são ramos de uma mesma árvore. Juntas formam um ícone da recente articulação da Justiça que começa a cercar em diversas frentes de investigação megaesquemas criminosos de desvio de dinheiro público que se interconectam. É expressão disso o fato de que há alvos em comum entre Lava Jato e as demais, como Adir Assad, no caso da Saqueador, e Paulo Ferreira, na Custo Brasil. É preciso uma atuação interinstitucional firme contra a corrupção se desejamos que os demais ramos dessa mesma árvore possam produzir frutos como a Lava Jato.”