Mais provas

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Ex-presidente da OAS também contou haver subornado Eduardo Paes
23/01/2019

Léo Pinheiro relata propina a Lula e confirma que o sítio era mesmo do ex-presidente

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Léo Pinheiro relata propina a Lula e confirma que o sítio era mesmo do ex-presidente

Ex-presidente da OAS também contou haver subornado Eduardo Paes

Após dois anos de negociações, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro finalmente conseguiu assinar um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Nos depoimentos prestados, ele afirma que pagou propina via caixa 2 ao ex-presidente Lula, ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM, então MDB) e ao menos outros 14 políticos de partidos como MDB, PSDB, DEM e PP. Também há relatos sobre operações feitas com instituições financeiras para lavagem da propina paga aos políticos. Em 2016, Rodrigo Janot cancelou as tratativas do acordo após matéria da Veja sobre uma obra que a OAS teria realizado na mansão do atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. O então PGR garantiu que não havia menção a Toffoli na delação do ex-presidente da OAS. Mas não explicou sua decisão. Segundo a reportagem de O Globo, o acordo de delação, negociado há dois anos, foi assinado pela procuradora-geral da República Raquel Dodge no início do mês e enviado para homologação no Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe ao relator da Operação Lava-Jato na Corte, ministro Edson Fachin, analisar se a colaboração atende aos requisitos necessários. Na delação, o ex-presidente da OAS reitera o que já disse em depoimentos em Curitiba, de que Lula era o real proprietário do sítio de Atibaia e dá detalhes sobre o caso do tríplex do Guarujá, que levou à prisão o ex-presidente. O executivo também conta que repassou recursos via caixa dois para a campanha de Eduardo Paes à Prefeitura do Rio em 2012. Sem acordo A PGR não aceitou a proposta de acordo dos acionistas da OAS, a família Mata Pires, e fechou acordo somente com Léo Pinheiro. Um dos impasses que travou a negociação foi justamente o pedido de inclusão da família Mata Pires como delatores, proposta que os procuradores não aceitaram. Um dos donos da empreiteira, César Mata Pires, chegou a ser preso no fim do ano pela Lava-Jato e foi solto após pagar fiança de R$ 29 milhões. Paes nega. Eduardo Paes negou por meio de nota de sua assessoria irregularidades nas doações da OAS para sua campanha em 2012. Segundo ele, os repasses da empreiteira foram devidamente declarados. “Os depoimentos de Léo Pinheiro não foram homologados, portanto, não é possível fazer comentários sobre o conteúdo de uma suposta delação cujo teor se desconhece. Entretanto, vale ressaltar que as doações da empresa OAS para as campanhas de Eduardo Paes foram todas devidamente declaradas, como se pode verificar em sua prestação de contas”, afirma sua assessoria em nota.
23/01/2019

Justiça bloqueia R$ 7,43 milhões de ex-prefeito Eduardo Paes e mais seis

Fraude em licitação

Justiça bloqueia R$ 7,43 milhões de ex-prefeito Eduardo Paes e mais seis

Eles foram denunciados por fraude em licitação para serviços de emergência médica durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013

A juíza Ana Helena Mota Lima Valle, da 26ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, aceitou ontem (22) denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes; o ex-secretário municipal de Saúde Hans Dohmann e outras cinco pessoas por suspeita de fraude em licitação em 2013. A Justiça também determinou, de modo cautelar, o bloqueio de bens no valor de até R$ 7,43 milhões dos denunciados. Os sete foram denunciados por fraude em licitação para serviços de emergência médica durante a Jornada Mundial da Juventude, que trouxe o Papa Francisco ao Rio de Janeiro, em 2013. Segundo a denúncia do MP, houve “conluio entre todos os denunciados” para que as empresas Vida Emergências Médicas e Savior Medical Service ganhassem uma licitação no valor de R$ 8 milhões. Os outros denunciados são João Luiz Ferreira Costa, Flávio Carneiro Guedes Alcoforado, Mario Luiz Viana Tiradentes, Leonardo Pan Monfort Mello e Daniel Eugenio Scuoteguazza Clerici. Na decisão, a juíza destacou que, por decisão pessoal do então prefeito, a prefeitura decidiu arcar com o custo de quase R$ 8 milhões, sem que houvesse previsão na lei orçamentária e mesmo tendo a iniciativa privada já contratado as empresas para a execução da prestação do serviço, que consistia em serviços médicos de unidades de atendimento pré-hospitalar fixo e móvel nos bairros de Copacabana, Glória e Guaratiba. (ABr)
11/01/2019

Ex-secretário de Obras de Eduardo Paes é condenado a mais de 22 anos de prisão

Corrupção no Rio

Ex-secretário de Obras de Eduardo Paes é condenado a mais de 22 anos de prisão

Alexandre Pinto recebeu mais de R$ 1 milhão em propina por duas obras necessárias para a realização das Olimpíadas no Rio

O ex-secretário de Obras Alexandre Pinto, que atuou durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Paes, foi condenado a mais 22 anos e 11 meses de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e participação em organização criminosa. O ex-secretário atualmente cumpre outra sentença, de 23 anos e cinco meses, por lavagem de dinheiro. A pena foi proferida nesta quinta (10) pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, no âmbito da Operação Rio 40 Graus, que investigou pagamento de propinas por empreiteiras, deflagrada em 2017. Em sua sentença, Bretas ressaltou que entre os agravantes estão o nível intelectual, profissional e sua posição no governo à época. “Entendo ser elevada a sua culpabilidade, diante do nível de formação intelectual e profissional do réu, tendo ocupado o importante cargo público de Secretário Municipal de Obras da Prefeitura do Rio de Janeiro, tendo agido contra a moralidade e o patrimônio públicos, motivado por mera ganância e ambição desmedidas… As circunstâncias em que se deram as práticas corruptas, além das altas cifras envolvidas, revelam desprezo pelas instituições públicas”, escreveu o magistrado. Segundo o juiz, Alexandre Pinto teria recebido da empreiteira Carioca Engenharia R$ 750 mil, em propinas, durante a construção do corredor expresso Transcarioca, e mais R$ 500 mil pelas obras de Recuperação Ambiental da Bacia de Jacarepaguá, ambas obras necessárias para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016. Foi Bretas quem também condenou Alexandre Pinto pelo crime de lavagem de dinnheiro, em sentença decretada em outubro de 2018. (ABr)
28/10/2018

Witzel confirma o favoritismo e é eleito governador do Rio de Janeiro

Eleições 2018

Witzel confirma o favoritismo e é eleito governador do Rio de Janeiro

Ex-juiz vence disputa contra Eduardo Paes e será o próximo governador do RJ

O ex-juiz Wilson Witzel confirmou o favoritismo adquirido no 1º turno e, com 99,98% das urnas apuradas, foi eleito governador do Rio de Janeiro com 59,86% contra 40,14% do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM). Com 41,28%, o ex-magistrado foi a grande surpresa do primeiro turno e conseguiu manter a vantagem no 2º turno, apesar do crescimento de Eduardo Paes com a campanha centrada na inexperiência do ex-magistrado. O segundo turno no RJ ficou marcado pela alta abstenção com 24,07% dos eleitores sequer indo às seções eleitorais. Além disso, 3,68% votaram em branco e 13,38% anularam o voto.