Dez mortos

dirigentes

Objetivo é buscar apoio imediato a famílias de vítimas e sanar irregularidades
10/02/2019

MP reunirá dirigentes do Flamengo para avaliar medidas após mortes em incêndio

Dez mortos

MP reunirá dirigentes do Flamengo para avaliar medidas após mortes em incêndio

Objetivo é buscar apoio imediato a famílias de vítimas e sanar irregularidades

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) convocou para esta segunda (11) reunião com dirigentes do Flamengo e autoridades para discutir o incêndio no centro de treinamento do clube que deixou dez mortos e três feridos na sexta (8). O objetivo, segundo a promotoria, é buscar soluções imediatas relativas às famílias atingidas e a regularização das instalações do clube, que não têm alvará da prefeitura nem certificado de autorização do Corpo de Bombeiros. Participarão do encontro o Ministério Público do Trabalho, a Defensoria Pública do Estado do Rio, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e a prefeitura do Rio. O Ministério Público informou que convidou representantes do Flamengo, que confirmaram presença. O clube trouxe ao Rio familiares das treze vítimas do incêndio. Três continuam hospitalizadas, sendo uma em estado grave. Os dez mortos já foram identificados pelo IML (Instituto Médico Legal) e liberados para suas famílias. Quatro deles, já foram sepultados. No sábado (9), o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, participou de reuniões com as famílias em um hotel na zona oeste da cidade. Ele garantiu apoio financeiro e psicológico às famílias e disse que o clube bancaria traslado e sepultamento dos corpos. As reuniões contaram ainda com o vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, e com o médico do clube, Marcio Tannure, além de assistentes sociais e psicólogos. As vítimas fatais do incêndio foram Arthur Vinicius de Barros Silva; Pablo Henrique da Silva Matos; Vitor Isaias Coelho da Silva; Bernardo Augusto Manzke Pisetta; Gedson Corgosinho Beltrão dos Santos; Athila de Souza Paixão; Christian Esmerio Candido; Rykelmo de Souza Viana; Jorge Eduardo dos Santos Pereira Dias e Samuel Thomas de Souza Rosa. (Com informações da Folhapress)
11/03/2017

Seis Dirigentes do COI são investigados por venda de votos

Rio 2016

Seis Dirigentes do COI são investigados por venda de votos

MP da França investiga escolha do Rio para olimpíadas de 2016

Seis membros ou ex-integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) estão sob suspeita de terem recebido propinas para votar por determinadas cidades para receber torneios e eventos esportivos de grande porte. A investigação está sendo conduzida pela procuradoria em Paris, com a colaboração internacional. Entre as suspeitas está a votação que deu ao Rio de Janeiro o direito de sediar os Jogos de 2016. A suspeita cobra os brasileiros de vergonha. No centro da polêmica está Lamine Diack, ex-presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF). Mas fontes envolvidas no processo confirmaram que, no total, estão examinando seis diferentes dirigentes esportivos por diversos processos de seleção de sedes para eventos. Os nomes não estão sendo divulgados, por enquanto. O COI garante que está cooperando e que é parte civil no processo. Um dos membros é o auditor da votação no COI que garantiu a vitória do Rio de Janeiro, Frankie Fredericks. Na semana passada, ele decidiu abandonar seus cargos dentro do COI horas antes que o Comitê de Ética da entidade revelasse ao público que ele seria suspenso. Declarando ser inocente, ele abdicou ao cargo de presidente da comissão de avaliação dos Jogos de 2024 e não votará para a escolha da próxima sede, em setembro. Mas, com o COI, driblou um constrangimento internacional para tentar mostrar que foi ele mesmo quem havia optado sair. De acordo com o Ministério Público francês, a família de Diack, suspeita de ter recebido US$ 1,5 milhão de empresários próximos aos organizadores da Rio-2016, transferiu US$ 299,3 mil pela empresa Pamodzi para a empresa offshore Yemli Limited. O deposito ocorreu em 2 de outubro de 2009, dia da vitória do Rio para sediar os Jogos. Mas a empresa beneficiada tinha uma relação direta com Fredericks, que foi justamente um dos monitores do COI no momento do voto nas eleições de 2009 e vencidas pelo Rio. Na última terça-feira, ainda pela manhã, Fredericks emitiu um comunicado pelo qual ele afirmava que deixaria seus cargos, para permitir que o processo pudesse ocorrer sem distrações. Ele ainda prometia colaborar nas investigações e apostava que a Comissão de Ética o inocentaria. O que ele não revelou é que, horas depois, seria essa mesma Comissão de Ética do COI que faria as seguintes recomendações: remover a participação e a presidência da Comissão dos Jogos de 2024 de Fredericks, suspendê-lo provisoriamente da coordenação dos Jogos da Juventude de 2018 e retirar seu direito de voto para a escolha da sede de 2024 na disputa entre Paris e Los Angeles. A crise levou o COI a reunir seu Conselho Executivo na semana passada. Repetindo seu mantra de que está comprometido a cooperar com a Justiça francesa, a cúpula do COI "enfatizou a presunção de inocência" do suspeito e diz ter "tomado nota" de sua renúncia. Mas, numa manobra, optou por simplesmente aceitar a renúncia do dirigente, sem ter de puni-lo ou recorrer à decisão da Comissão de Ética. "Ele tomou a decisão de aplicar uma auto-suspensão", indicou o comunicado do COI. O Comitê Rio-2016 insiste que a campanha foi "limpa" e que a cidade ganhou o direito de sediar os Jogos com ampla margem de votos. Mas, em 2009 quando o Rio de Janeiro venceu a corrida para sediar os Jogos de 2016, Lamine Diack foi um dos primeiros que foi até o encontro da delegação brasileira para abraçar Pelé e outros membros do grupo quando o nome da cidade carioca foi anunciada. Naquele mesmo dia, Diack declararia que o Rio "mereceu ser campeão". "Acho que está correto que a Olimpíada mostre seu apelo universal indo para a América do Sul pela primeira vez", afirmou então. Um dos membros do comitê de ética da entidade liderada por Diack era Carlos Arthur Nuzman, presidente da Rio-2016. Investigadores independentes que apuraram a corrupção e doping na IAAF em 2015 criticaram o comportamento do órgão de controle interno da entidade mergulhada no escândalo. No informe publicado pelos investigadores, a IAAF é acusada de manter uma "corrupção enraizada", promover a extorsão de atletas, comprar votos e mesmo ameaçar dirigentes. Apesar dessa situação, a Comissão de Ética da IAAF não agiu e só começou a punir seus dirigentes em 2015, quando a polícia os havia indiciado. Nuzman foi eleito para a entidade em janeiro de 2014, ao lado de outros membros internacionais. Os investigadores verificaram que a comissão formada por Nuzman condenou quatro funcionários, mas só depois que a polícia passou a examinar os casos. "Apesar da criação da Comissão de Ética ter sido um bom passo, as condições sob a qual operava não eram óbvias e nem transparentes", disse o informe. "Parecia impossível para a Comissão de Ética compartilhar informação sob sua posse com o Comitê de Inquérito", criticou.
06/09/2016

Previ e Petros tiveram dirigentes indicados pelo PT

Operação Greenfield

Previ e Petros tiveram dirigentes indicados pelo PT

Ontem, a PF deflagrou a Operação Greenfield, que investiga fraudes

O fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, Petros, esteve sob o comando direto de sindicalistas do PT, de 2012 a 2014, período em que foram tomadas decisões de investimento consideradas de alto risco e de retorno financeiro duvidoso. Segundo fontes do Conselho Deliberativo, órgão administrativo máximo da fundação, a Petrobrás foi pressionada nos últimos anos para que a diretoria da Petros fosse escolhida pelos empregados, em votação interna. Essa seria uma tentativa de despolitizar a instituição. A proposta chegou a ser levada ao Conselho de Administração da estatal, mas nunca avançou por esbarrar na resistência de líderes petistas ligados à CUT. Hoje, o fundo é comandado por Walter Mendes Júnior, que, em agosto, renunciou a uma cadeira no Conselho de Administração da estatal para assumir a Petros. Com passagem pelo Itaú Unibanco e por fundos estrangeiros de investimento, Mendes Júnior é reconhecido pelo mercado financeiro como um executivo de perfil técnico. Ele foi indicado pelo atual presidente da Petrobrás, Pedro Parente. Já a Previ teve nos últimos anos em seu comando quatro presidentes: Sérgio Rosa, Ricardo Flores, Dan Conrado e Gueitiro Genso. Ex-sindicalista e diretamente ligado ao PT, Rosa presidiu o maior fundo de pensão do País por dois mandatos, desde o início do governo Lula, em 2003, até 2010. Apesar de petista fiel, o executivo era considerado muito autônomo e técnico para os padrões do Planalto à época. Rosa não conseguiu fazer seu sucessor na Previ. Depois dele passaram a comandar o fundo nomes de perfil técnico. O primeiro foi Ricardo Flores, que acabou saindo por decisão de Dilma Rousseff, após uma queda de braço com o então presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine. Depois de Flores assumiram Dan Conrado e, no ano passado, Genso, ambos sem fortes ligações políticas.  (AE)
14/09/2015

Dirigentes tentaram reduzir custos da usina de Angra 3

Fraudes nas licitações

Dirigentes tentaram reduzir custos da usina de Angra 3

Empreiteiras citadas no esquema negaram irregularidades

Os dois consórcios de empreiteiras que se organizaram em cartel para fraudar as licitações da usina de Angra 3 encontraram resistência de "dr. Vasco", "Cardeal" e "botafoguense", dirigentes da Eletronuclear e Eletrobrás, quanto ao valor que elas receberiam para a execução de dois pacotes de obras da usina após se fundirem em um único consórcio. As informações constam de trocas de e-mails e depoimentos encaminhados pela Camargo Corrêa ao Cade em seu acordo de leniência e revelam que os esforços das estatais para tornar as obras mais econômicas não foram bem-sucedidos diante da organização do cartel. Os apelidos eram utilizados pelos executivos das sete empreiteiras que participaram do certame – Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, UTC, Queiroz Galvão, Techint e EBE – para se referir ao diretor técnico da Eletronuclear, Luiz Soares ("botafoguense"), ao superintendente de Gerenciamento de Empreendimentos da Eletronuclear, Luiz Amaral Messias ("dr. Vasco") e ao diretor de Geração da Eletrobrás, Valter Luiz Cardeal (chamado de "cardeal", "eclesiástico" e "sua santidade"). Chamou atenção dos dirigentes da Eletrobrás e da Eletronuclear os preços dos dois pacotes que foram vencidos pelo consórcio UNA 3 (Odebrecht, Andrade Gutierrez, UTC e Camargo Corrêa) e que, devido a uma restrição contratual, teve que ficar com apenas um pacote e conceder o outro ao consórcio concorrente, no caso o Angra 3 (Queiroz Galvão, Techint e EBE). Após ser anunciado que cada consórcio ficaria com um dos pacotes de obras, as empresas pretendiam se fundir em um consórcio só, o Angramon. Valter Luiz Cardeal, da Eletrobrás, contudo, cobrou um desconto de 20% do valor total dos dois pacotes, que juntos somavam R$ 3 bilhões. "Dr. Vasco" e "botafoguense", então, foram escalados para informar aos executivos das empreiteiras da demanda da Eletrobrás, estatal da qual a Eletronuclear é subsidiária. O diretor de Contratos da Odebrecht, Henrique Pessoa Mendes Neto, conversou com os dois e repassou as informações aos seus colegas de consórcio em um e-mail de 21 de fevereiro de 2014. "O botafoguense esteve com o eclesiástico ontem em BSB (Brasília), em jantar delongado. O eclesiástico está irredutível no espírito de querer desconto… que para início de conversa falou em 20%", relatou Mendes Neto aos demais executivos. A mensagem causou forte reação dos empreiteiros e o então diretor comercial de Energia da Camargo, apontado no acordo de leniência como Luiz Carlos, logo respondeu: "não podemos demonstrar fraqueza. Vamos atender a convocação e escutar. Nada mais nos é permitido. Se estamos seguro do trabalho que desenvolvemos até aqui, prossigamos firmes", disse. "O governo precisa urgentemente de Angra 3. Nós enquanto empresários não. Ele (Cardeal) vai ameaçar, vai nos desqualificar como empresas, enfim virá cheio de impropérios e nós com cara de paisagem, sem cair na cilada que ele está armando para nós", afirmou. "Perfeito, nada de entrar na onda do LS (Luiz Soares)", respondeu o diretor Superintendente da UTC Antônio Carlos Miranda. A partir daí, representantes dos dois consórcios, UNA 3 a Angra 3, se reuniram e decidiram como responder às demandas da estatal. Os empreiteiros decidiram mandar um estudo apontando a possibilidade de desconto de 3,94% no preço dos dois pacotes e que estariam dispostos a dar o desconto total de 6% no caso da fusão dos consórcios. O próprio edital da licitação previa que, em caso de fusão dos consórcios vencedores, deveria haver um desconto de 6% só que, além disso, os dirigentes da Eletrobrás e da Eletronuclear cobravam uma redução maior no preço. Isso porque chamou a atenção da estatal o fato de que cada um dos pacotes vencedores foi vencido por um preço 4,98% maior que a proposta inicial da Eletronuclear, sendo que o edital previa um limite máximo de 5% acima do valor estipulado pela estatal. Inicialmente, houve a cobrança da redução dos 20%, considerando os 6% do edital mais 14% "negociáveis", mas Cardeal, diretor da Eletrobrás, recuou e em 7 de abril de 2014 pediu aos executivos o desconto de mais 4% além dos 6% previstos no edital. "Sua santidade me procurou, eu não retornei… fiquei sabendo que ele está querendo 6% + 4% AG (Andrade Gutierrez) e QG ( Queiroz Galvão) disseram não. Roque (Augusto Roque, diretor de Odebrecht Energia que representa a empreiteira no consórcio de Belo Monte) foi abordado também, disse que este assunto é contigo e Fábio", afirmou Luiz Carlos, da Camargo Corrêa, em e-mails aos outros empreiteiros. "Quer cancelar… minha opinião: se é desejo dele, que cancele. Belo Monte está caminhando na mesma direção", seguiu Luiz Carlos. Ao final da negociação com a estatal, os empreiteiros acabaram conseguindo firmar o contrato com a Eletronuclear e criar o consórcio Angramon, responsável pelos dois pacotes de obras. Os esforços dos dirigentes da estatal, contudo, não surtiu efeito e foi concedido apenas o desconto de 6% previsto no edital em caso de fusão. Respostas Quando procuradas sobre o acordo de leniência da Camargo Corrêa com o Cade, no começo do mês, as empreiteiras citadas no esquema negaram irregularidades e evitaram comentar sobre o acordo. A Queiroz Galvão disse que "acredita na idoneidade de todos os seus executivos e reafirma seu compromisso com a ética e a transparência". A companhia negou qualquer pagamento ilícito a agentes públicos para obtenção de contratos ou vantagens e reiterou que "todas as suas atividades seguem rigorosamente à legislação vigente". A EBE disse que "não tem nenhum executivo envolvido neste processo que está sendo apurado e nem pagou nada a ninguém". "Apesar da desistência de algumas empresas do Consórcio Angramon continuamos no firme propósito de manter o contrato assinado para a montagem de Angra 3. A EBE montou sozinha a Usina Nuclear de Angra 1 e fez parte do consórcio de empresas que montou Angra 2. A empresa tem larga experiência no setor nuclear e continua com o objetivo de honrar o contrato assinado para Angra 3." A Techint Engenharia e Construção informou que reitera "que segue padrões internacionais de governança e observa estritamente a legislação brasileira." A Construtora Norberto Odebrecht disse que nunca participou de cartel para contratação com qualquer cliente público ou privado. "A empresa não teve acesso a documentação constante do referido acordo e se manifestará nos autos do processo tão logo tenha acesso às informações em sua integralidade."(AE)