Visita oficial

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Diplomatas continuam empenhados na construção da agenda da visita oficial
11/02/2019

Alheio à cirurgia, governo prepara visita de Bolsonaro a Trump

Visita oficial

Alheio à cirurgia, governo prepara visita de Bolsonaro a Trump

Diplomatas continuam empenhados na construção da agenda da visita oficial

Sem orientação em contrário, diplomatas brasileiros continuam empenhados na construção da agenda da visita oficial do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, nos dias 18, 19 e 20 de março, a convite do presidente Donald Trump. Isso indica que, apesar da apreensão causada na recuperação de Bolsonaro, o Planalto conta com o seu retorno ao trabalho no prazo estimado antes da sua nova cirurgia. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Além de encontro para fotos diante da lareira, os dois presidentes terão reunião de trabalho na Casa Branca. A visita de Bolsonaro está restrita a Washington, mas há possibilidade de evento em Nova York com empresários brasileiros e americanos. Após a visita a Washington, Bolsonaro fará um pit-stop em Brasília e segue para outra viagem: visitará Santiago nos dias 22 e 23 de março.
26/06/2018

Itamaraty lança campanha para incentivar mulheres na carreira diplomática

#maismulheresdiplomatas

Itamaraty lança campanha para incentivar mulheres na carreira diplomática

De todos os diplomatas a serviço do Brasil, apenas 23% são mulheres

Embora representem mais da metade da população brasileira, as mulheres são 23% dos diplomatas a serviço do Brasil. Para mudar essa realidade, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) lançou a campanha #maismulheresdiplomatas. Por meio de materiais de comunicação veiculados nas redes sociais do órgão, o Itamaraty espera ampliar a discussão sobre a carreira diplomática e estimular o ingresso de mulheres nela. Chefe da Divisão de Paz e Segurança Internacional do ministério, Viviane Rios Balbino conta que a turma com a qual ingressou na carreira, em 2003, era composta por 39 pessoas, das quais apenas cinco eram mulheres. “Eu não conseguia entender por que as mulheres não estavam representadas, já que o concurso era aberto a pessoas graduadas em qualque r área do conhecimento e o programa dele é amplamente voltado para a área de ciências sociais, nas quais as mulheres têm mais competência, pelo menos segundo o estereotipo”, afirma. O estranhamento diante dessa realidade levou Viviane Balbino a desenvolver pesquisa sobre o tema, que resultou em uma dissertação de mestrado, posteriormente convertida no livro Diplomata. Substantivo Comum de Dois Gêneros – um Estudo sobre a Presença das Mulheres na Diplomacia Brasileira. Ao pesquisar os motivos de tamanha desigualdade de gênero, concluiu que se tratava de preconceito e de uma expressão do afastamento das mulheres dos espaços de poder, que ocorre em diversas outras áreas da sociedade. “ Era a política, porque o Itamaraty é um órgão eminentemente político”, destaca. A campanha #maismulheresdiplomatas ocorre no ano em que se comemora os 100 anos da entrada da primeira mulher na carreira diplomática brasileira. A pioneira foi Maria Rebello Mendes, que teve que batalhar na Justiça para ter sua inscrição e a de outras mulheres ao concurso de admissão aceitas. De lá para cá, houve avanços, ainda que lentos. Apenas entre 2007 e 2013, a Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas foi chefiada, pela primeira vez, por uma mulher. Entre 2009 e 2013, período que coincidiu com o mais recente mandato eletivo do Brasil no Conselho de Segurança (2012-2013), também o cargo de representante alterno da missão foi ocupado por uma embaixadora. Apesar dos avanços, os desafios permanecem. Ainda hoje, é comum haver uma divisão de tarefas baseadas em estereótipos sobre homens e mulheres. “Como toda instituição bastante antiga, a tendência à inércia é muito grande. Se as coisas sempre foram feitas de uma maneira, por que alterar? Por isso, as mulheres tradicionalmente foram relegadas a funções ligadas à administração, à [área] consular e até educação. Para quebrar isso, é preciso muita sensibilização”, pontua. E foi essa mobilização que levou à campanha em defesa de equilíbrio de gênero no âmbito do principal órgão da política externa brasileira. As diplomatas organizaram-se em torno de um coletivo de mulheres, pautaram o tema, estimularam a criação de um Comitê Gestor de Gênero e Raça (CGGR), órgão de caráter permanente e consultivo instituído em 2014 e, agora, estão engajadas na campanha. Tudo isso, segundo Viviane, para mostrar que mulheres podem assumir posições em qualquer área e que essa presença é benéfica para toda a sociedade. A chefe da Divisão de Paz e Segurança Internacional acredita que, internamente, a campanha levará à ampliação do debate sobre a necessidade de políticas afirmativas para mulheres no Itamaraty. Atualmente, os concursos já contam com a política de cotas para pessoas pretas ou pardas, de acordo com a Lei de Cotas, que reserva aos negros 20% das vagas nos concursos da administração pública federal. E o resultado dessa mudança poderá ser ainda mais abrangente. “Está mais do que demonstrado que a participação de mulheres em negociações aumenta a efetividade das negociações, que o olhar delas sobre muitos temas é diferente, até porque o lugar na sociedade é diferente”, aponta.
14/06/2018

Cuba fala mal de Temer, mas leva do Brasil R$1 bilhão por ano

Hostilidade de fachada

Cuba fala mal de Temer, mas leva do Brasil R$1 bilhão por ano

Programa Mais Médicos continua financiando a ditadura cubana

Dois anos após a posse do presidente Michel Temer, Cuba ainda não reconheceu o governo brasileiro. O não-reconhecimento de Cuba é irrelevante, até porque não provocou qualquer consequência jurídica. Mas a ditadura não se faz de rogada, embolsando mais de R$1 bilhão por ano do Brasil, em razão do programa Mais Médicos. Tudo não passa de teatro: Cuba chamou de volta seu embaixador, após a posse de Temer, mas mandou em seu lugar um diplomata mais importante. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. O Brasil também mandou para Havana um diplomata de primeiro nível, Antonio Alves, mas, lá, ele não pode ser chamado de “embaixador”. Embaixador de fato em Brasília, Rolando Gómez González representou Cuba em La Paz, posto a que a ditadura atribui importância. A ditadura de Cuba explora sem piedade. Cada médico cubano custa R$11 mil mensais ao Brasil, mas só recebe R$3 mil. Como recebeu bilhões dos governos do PT, Cuba considera Temer “ilegítimo”, como se uma ditadura pudesse dar lições de legitimidade.
20/04/2018

Fica sem consequência ‘greve’ de diplomatas em viagens do presidente

Impunidade no Itamaraty

Fica sem consequência ‘greve’ de diplomatas em viagens do presidente

Diplomatas se recusaram a atuar em viagens oficiais de Temer

Assessores mais próximos a Michel Temer, que consolidaram ao longo do governo genuína admiração por ele, não se conformam com a omissão do Itamaraty diante dos vários casos de desrespeito ao presidente no exterior. Como quando, em setembro, dois diplomatas de baixo clero se recusaram a trabalhar durante a permanência de Temer em Nova York, para participar da assembleia-geral das Nações Unidas. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Os diplomatas que se recusaram a atuar na visita de Temer, militantes partidários, alegaram que não trabalhariam para “golpista”. Até agora, passados oito meses, ninguém no Itamaraty esclarece por que a molecagem desses servidores sequer rendeu uma admoestação. Houve outros casos de diplomatas, que ganham em dólares, acusados de hostilidade e até de “corpo mole” em relação ao governo brasileiro. Temer não cobrou punição. Ao contrário, tem permitido que o Itamaraty premie com os melhores postos todos os diplomatas vinculados ao PT.