Economia

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Já a saca de 50 quilos do arroz vendida no Rio Grande do Sul teve baixa de 0,17% no preço
17/01/2019

Soja sofre queda no preço nesta quinta-feira e café arábica tem leve alta

Economia

Soja sofre queda no preço nesta quinta-feira e café arábica tem leve alta

Já a saca de 50 quilos do arroz vendida no Rio Grande do Sul teve baixa de 0,17% no preço

A saca de 60 quilos da soja registrou queda de 0,68% nesta quinta-feira, 17, no Paraná, e o grão é vendido a R$ 70,17 no estado. Na cidade de Pedro Afonso, em Tocantins, o produto é comercializado a R$ 68,50. Já na cidade maranhense de Balsas o valor da saca é R$ 70, enquanto em Rondonópolis, no Mato Grosso, a soja é negociada a R$ 67. A saca de 60 quilos do café arábica registrou elevação de 0,35% no preço e é vendida a R$ 404,07 na cidade de São Paulo. O café robusta também apresentou elevação no valor. A alta foi de 0,69% e a saca é comercializada a R$ 304,07 para retirada no Espírito Santo. Já a saca de 50 quilos do arroz vendida no Rio Grande do Sul teve baixa de 0,17% no preço. Agora, entre os gaúchos, a mercadoria é negociada a R$ 40,04. Enquanto isso, o valor do milho no mercado financeiro registrou queda de 0,08% e chega a R$ 38,23. Os valores são do Canal Rural e Cepea. Áreas de soja alagadas Lavouras de soja gaúchas estão alagadas há mais de uma semana. As chuvas nos últimos dias já foram muito volumosas em áreas do Rio Grande do Sul, em algumas cidades as precipitações foram três vezes maiores do que a média histórica. No início da semana, 11 cidades gaúchas decretaram situação de emergência. De acordo com o diretor da IBDAGRO, Guilherme Medeiros, a chuva segue intensa no Oeste do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira. “Há lavouras que estão debaixo de água mais de 7 ou 8 dias”, afirma. Ele acrescenta que perdas são irreversíveis.
17/01/2019

Salles fará ‘visitas-surpresa’ a ONGs ambientais que recebem dinheiro do governo

Ministro do Meio Ambiente

Salles fará ‘visitas-surpresa’ a ONGs ambientais que recebem dinheiro do governo

Ministro do Meio ambiente anunciou nesta semana a suspensão, por 90 dias, da assinatura de novos contratos

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, revelou nesta quinta-feira, 17, que estuda fazer “visitas surpresas” às unidades de conservação administradas por organizações não governamentais (ONGs) com quem os órgãos ambientais têm convênios. “Eu vou aos locais onde os projetos estão sendo executados. Quero conhecer quais são essas experiências em que estão sendo utilizados os recursos que nós fiscalizamos”, disse Salles. Nesta segunda, Salles anunciou a suspensão, por 90 dias, da assinatura de novos contratos com ONGs. A pasta já identificou 47 contratos a serem reanalisados. Número que, segundo o ministro, ainda deve mudar. Salles ainda explicou que o “escrutínio” dos convênios será feito em três fases. “Aquilo que já está em andamento vai ser analisado tanto do ponto de vista de realização de atividades, quanto de prestação de contas. Também analisaremos aquilo que poderia ser assinado ou cujas atividades teriam início. E, por último, na terceira fase, aquilo que está sendo proposto”, declarou o ministro, detalhando que a pasta deve começar a enviar ofícios as ongs nos próximos dias, pedindo informações. “Se, após a prestação das informações, nós identificarmos situações que precisam ser alteradas ou interrompidas, vamos seguir o procedimento administrativo adequado e caminharemos neste sentido”, acrescentou o ministro ao ser perguntado sobre o risco de paralisação das ações dos órgãos ambientais que dependem dos recursos obtidos por meio dos convênios. Parcerias Servidor de carreira do ICMBio e diretor da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema), Rogério Eliseu Egewarth disse que há tempos os órgãos ambientais se valem das parcerias com organizações do terceiro setor para suprir as deficiências decorrentes de um orçamento que, segundo ele, é insuficiente para o instituto dar conta de todas suas atribuições. “É impossível cuidarmos de 9% do território terrestre e 24% do território marinho brasileiro apenas com os recursos públicos destinados ao Instituto Chico Mendes. Os parceiros atuam com recursos próprios ou doados por terceiros, se multiplicando por todo o país, fazendo boa parte daquilo que nós não conseguimos”, explicou Egewarth, acrescentando que, atualmente, o ICMBio conta com 1.608 servidores de carreira para administrar 335 unidades de conservação, realizar pesquisas e promover políticas de conservação da biodiversidade. “O ICMBio não tem recursos para repassar a terceiros. Estas ONGs são alimentadas por doações internacionais como o Fundo Amazônia, que capta recursos estrangeiros a partir de acordos que o país assina e o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] disponibiliza, inclusive para execução pública. Ou seja, teoricamente, nós mesmos poderíamos acessar estes recursos. Não o fazemos exatamente por não termos base orçamentária”, disse Egewarth, temendo que a iniciativa coloque sob suspeição as parcerias necessárias. “Projetos importantes podem, em tese, ser interrompidos.” Para o ministro Ricardo Salles, no entanto, ainda que o dinheiro repassado às ONGs tenha origem pública, compete ao ministério fiscalizar a forma como ele vem sendo aplicado. “Ainda que não sejam diretamente de origem pública, estes recursos são depositados em contas do BNDES, que é um banco público, além de serem geridos por um fundo cuja presidência é exercida pelo Ministério do Meio Ambiente. Há, portanto, uma chancela pública a estes recursos. Daí, portanto, a necessidade de o Estado estar ciente de todas as informações”, complementou o ministro. Satélite O ministro também disse que estuda a contratação de um satélite para monitorar em tempo real situações de queimadas, secas, desmatamento pelo país. A ideia é, segundo ele, que o fiscal do Ibama “vá para onde o sistema manda ir, não para onde quer”. O custo será de cerca de R$ 100 milhões por ano, conforme a estimativa do governo. Questionado sobre a origem dos recursos para pagar o satélite, Salles disse que o dinheiro sairá do Fundo Amazônia, “que tem R$ 1,2 bilhão”. “Estou estudando ainda, vendo as condições jurídicas”.
11/01/2019

Medida pelo IPCA, inflação oficial fecha 2018 em 3,75%

Economia

Medida pelo IPCA, inflação oficial fecha 2018 em 3,75%

Principal responsável pela inflação de 3,75% em 2018 foi o aumento do custo com alimentos

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2018 em 3,75%. Em 2017, ela havia ficado em 2,95%. Os dados foram divulgados nesta (11) no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação ficou dentro da meta estabelecida pelo Banco Central para 2018, que varia de 3% a 6%. Em dezembro, o IPCA registrou inflação de 0,15%, taxa maior que a de novembro, que teve deflação de 0,21%. Em dezembro de 2017, o indicador havia registrado inflação de 0,44%. Com alta de 4,04%, alimentos puxam inflação O principal responsável pela inflação de 3,75% em 2018 foi o aumento do custo com alimentos, que tiveram alta de preços de 4,04% no ano passado. Em 2017, o grupo alimentação e bebidas registrou queda de preços de 1,87%. O resultado foi impactado pela greve dos caminhoneiros em maio, o que provocou desabastecimento de itens alimentícios e aumento de preços desses produtos. Os alimentos consumidos em casa ficaram 4,53% mais caros no ano, enquanto os preços dos alimentos consumidos fora de casa (em bares e restaurantes, por exemplo) subiram 3,17%. Os produtos alimentícios que tiveram maior impacto na inflação de 2018 foram o tomate (71,76% mais caros), frutas (14,1%), refeição fora de casa (2,38%), lanche fora (4,35%), leite longa vida (8,43%) e pão francês (6,46%). Outras despesas Outros grupos de despesas que tiveram impacto importante na inflação do ano passado foram habitação (4,72%) e transportes (4,19%). Entre os itens de transporte que ficaram mais caros estão passagem aérea (16,92%), gasolina (7,24%) e ônibus urbano (6,32%). Já entre os gastos com habitação, o principal impacto no aumento do custo de vida veio da energia elétrica (8,7%). Entre os nove grupos de despesa pesquisados, apenas comunicação teve deflação (-0,09%). Os demais grupos tiveram os seguintes índices de inflação: artigos de residência (3,74%), saúde e cuidados pessoais (3,95%), educação (5,32%), despesas pessoais (2,98%) e vestuário (0,61%). Dezembro Em dezembro, o IPCA registrou taxa de inflação de 0,15%. No mês, os alimentos também foram os principais responsáveis pela alta de preços, com uma inflação de 0,44%. Os transportes e os gastos com habitação, por outro lado, evitaram uma alta maior do IPCA no mês, ao acusarem deflação de 0,54% e 0,15%, respectivamente. Capitais Entre as regiões metropolitanas e capitais pesquisadas pelo IBGE, Porto Alegre foi a que acumulou maior inflação em 2018 (4,62%), seguida por Rio de Janeiro (4,3%), Vitória (4,19%) Salvador (4,04%) e Belo Horizonte (4%), todas acima da média nacional. As menores taxas de inflação foram observadas em Aracaju (2,64%), São Luís (2,65%), Recife (2,84%), Fortaleza (2,9%) e Campo Grande (2,98%). (ABr)
10/01/2019

Índice que reajusta contratos de aluguel tem inflação na primeira prévia de janeiro

Economia

Índice que reajusta contratos de aluguel tem inflação na primeira prévia de janeiro

Taxa é superior à prévia de dezembro, que acusou deflação de 1,16%

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, teve inflação de 0,03% na primeira prévia de janeiro. A taxa é superior à prévia de dezembro, que acusou deflação (queda de preços) de 1,16%. O dado foi divulgado nesta quinta (10) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Segundo a FGV, com a prévia, o IGP-M acumula inflação de 6,77% em 12 meses. A alta da taxa de dezembro para janeiro foi puxada pelos três subíndices. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que acompanha o atacado, teve uma deflação de 0,13% na prévia de janeiro, queda de preços mais moderada do que a de dezembro (-1,7%). O Índice de Preços ao Consumidor, que acompanha o varejo, teve inflação de 0,38% na prévia de janeiro. Na de dezembro, havia sido registrada deflação de 0,16%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,06% em dezembro para 0,27% em janeiro. (ABr)