Mercado global

Diesel

Especialistas dizem que reajuste de 4,8% pela Petrobras mantém distância de cotações internacionais
19/04/2019

Mesmo após reajuste, preço do diesel manteria defasagem internacional

Mercado global

Mesmo após reajuste, preço do diesel manteria defasagem internacional

Especialistas dizem que reajuste de 4,8% pela Petrobras mantém distância de cotações internacionais

O reajuste de 4,8% no preço do diesel anunciado pela Petrobras nesta quarta (17) não foi suficiente para eliminar a defasagem em relação às cotações internacionais, apontam especialistas no setor. O preço da gasolina, que não é alterado desde o dia 5 de abril, também é inferior ao praticado no mercado global. Segundo a Abicom, associação que reúne as importadoras de combustíveis, a defasagem no preço do diesel era de R$ 0,06 por litro nesta quinta (18). Na quarta, antes do reajuste, era de R$ 0,16 –o reajuste foi de R$ 0,10 por litro. A conta considera o conceito de paridade de importação, que inclui o preço do produto mais os custos para trazê-lo ao país, usado pela estatal em sua política de preços. Segundo o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura) este indicador teve alta R$ 0,13 por litro no período em que a estatal segurou o preço do diesel. “Apesar da Petrobras continuar afirmando que segue a política de paridade internacional, o aumento informado é incapaz de cobrir a variação da paridade no período”, diz relatório de acompanhamento de preços elaborado pela consultoria. O reajuste ocorreu seis dias depois de recuo da Petrobras em reajuste de 5,7% anunciado no preço do diesel, decisão tomada após telefonema do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Vendo sinais de intervenção política, o mercado derrubou as ações da estatal no dia seguinte, levando a empresa a perder R$ 32 bilhões em valor de mercado. Nesta quinta (18), as ações preferenciais da Petrobras subiram 3,18%. “A decisão reforça a independência da gestão da Petrobras e soma-se com diversas medidas e iniciativas definidas pela empresa em conjunto com o governo para evitar nova greve dos caminhoneiros”, escreveu Thiago Salomão, da Rico Investimentos. ‘Aumento é positivo’ Para analistas do UBS, o aumento é positivo, mas é preciso esperar o próximo reajuste para confirmar se a Petrobras terá autonomia de fato para definir os preços de acordo com o mercado internacional. Ao contrário da Abicom e do CBIE, o banco avalia que o diesel vendido pela Petrobras está 11,4% acima da paridade de importação. Em entrevista na quarta, o presidente da Petrobras disse que o recuo foi decisão interna e que Bolsonaro lhe garantiu independência. Ele afirmou que “por enquanto” não há planos para mexer na política de preços. Instituída em outubro de 2016, ela teve duas reavaliações: em 2017, a empresa autorizou reajustes diários e, após a paralisação dos caminhoneiros, estendeu o prazo. No caso do diesel, os reajustes respeitam um prazo de 15 dias desde 26 de março. Após a alta desta quinta, o preço nas refinarias da Petrobras foi a R$ 2,2470, o maior nível desde outubro de 2017, quando o combustível era subsidiado por programa federal. Para sexta (19), a estatal decidiu manter inalterados os preços do diesel e da gasolina. Sem reajustes nos últimos 15 dias, o preço da gasolina nas refinarias da estatal está R$ 0,07 por litro, abaixo das cotações internacionais, segundo a Abicom. O CBIE fala entre R$ 0,02 e R$ 0,13, dependendo do ponto de entrega. Nos últimos 30 dias, diz o CBIE, a estatal promoveu dois reajustes, somando R$ 0,11 por litro. Nesse período, a paridade de importação teve alta de R$ 0,18 por litro. “Vale ressaltar que a variação insuficiente foi sobre uma base já defasada”, diz a consultoria. O CBIE alerta que o problema pode ser agravar, já que o preço da gasolina costuma subir neste período do ano, pressionado pelo aumento da demanda com a chegada do outono no hemisfério norte. (Folhapress)
15/04/2019

Onyx Lorenzoni reúne ministros para discutir política de preços de combustíveis

Petrobras

Onyx Lorenzoni reúne ministros para discutir política de preços de combustíveis

Semana passada, a Petrobras anunciou reajuste de 5,7% do no preço do diesel nas refinarias, mas a medida foi suspensa a pedido de Bolsonaro

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, coordena hoje (15), uma reunião para discutir a política de preços de combustíveis e o tabelamento do frete para caminhoneiros. O encontro está marcado para as 14h30. São esperados no Palácio do Planalto os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque; da Infraestrutura, Tarcísio Freitas; da Economia, Paulo Guedes; da Secretaria de Governo, Alberto Santos Cruz, e da Secretaria-Geral, Floriano Peixoto. Os presidentes do BNDES, Joaquim Levy, e da Petrobras, Roberto Castello, também deverão participar da reunião. Na semana passada, a Petrobras havia anunciado um reajuste de 5,7% do no preço do óleo diesel nas refinarias, mas a medida foi suspensa a pedido do presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro quer entender aspectos técnicos da decisão da Petrobras e negou que haja interferência do governo na política de preços da estatal. O presidente disse que há preocupação com o reajuste dos combustíveis pelo impacto no setor de transporte de cargas, afetando diretamente os caminhoneiros. Em maio do ano passado, a alta no preço do combustível levou à paralisação da categoria, e que afetou a distribuição de alimentos e outros insumos, causando prejuízos a diversos setores produtivos. Após a decisão de suspender o reajuste do diesel na sexta-feira (12), houve queda na bolsa de valores e desvalorização de 8,54% das ações da Petrobras. Apesar de negar que está intervindo nos preços, o mercado costuma reagir mal quando o governo interfere diretamente em uma estatal competitiva como a Petrobras. Amanhã (16), outra reunião está agendada para tratar do assunto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro. (ABr)
12/04/2019

Onyx minimiza intervenção na Petrobras e refuta comparação com gestão do PT

Reajuste do diesel

Onyx minimiza intervenção na Petrobras e refuta comparação com gestão do PT

Com repercussão ruim do mercado, o Palácio do Planalto afirma que a interferência foi apenas pontual

Um dia depois de a Petrobras desistir de reajustar o preço do óleo diesel a pedido do presidente Jair Bolsonaro, o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), minimizou a interferência do governo na política de preços da estatal e disse que não é possível “enfrentar o monopólio” da estatal em apenas cem dias. Segundo ele, as perdas da estatal durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que adotou política intervencionista no setor energético, foram provocadas apenas por corrupção. “No governo Dilma roubaram mesmo a Petrobras, é diferente. Esse é um governo sério, o nosso não rouba. É muito diferente”, disse em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta sexta-feira (12). “A corrupção e o roubo que provocaram os problemas da Petrobras. Vamos lembrar.” Com repercussão ruim do mercado, o Palácio do Planalto afirma que a interferência foi apenas pontual. Integrantes da equipe econômica se mostraram incomodados com a postura do governo por contradizer o discurso liberal do ministro Paulo Guedes (Economia). Bolsonaro telefonou na noite de quinta-feira (11) para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pedindo que o reajuste fosse suspenso. O governo monitora com atenção a possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros, semelhante ao que aconteceu em 2018, se houver nova alta do combustível. Onyx disse que o problema enfrentando hoje pelo país é da combinação do monopólio da petroleira com o modelo de transporte terrestre de cargas no país. “Aí tem uma lição que estamos tentando, em um governo liberal-conservador como é o nosso, tentando trazer para este mesmo cenário uma outra situação, agora a gente não faz isso em cem dias”, disse. “A gente precisa tempo para poder enfrentar a questão do monopólio da Petrobras, para poder enfrentar a questão do oligopólio do varejo. Tem muitos nós para a gente desfazer em cem dias, que é muito pouco tempo ainda. As ações da Petrobras abriram em queda de mais de 5% nesta sexta, depois de a estatal petrolífera suspender o reajuste no preço do diesel horas depois de anunciá-lo, na quinta. No começo da tarde, ampliaram as perdas para perto de 8%.(FolhaPress)
30/01/2019

Governo estuda alterações na metodologia de cálculo da tabela de frete mínimo

Prevista para abril

Governo estuda alterações na metodologia de cálculo da tabela de frete mínimo

Previsão é que a nova tabela esteja concluída até o final de abril, antes do prazo determinado pela legislação

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse nesta quarta (30) que o governo trabalha em alterações na metodologia de cálculo da tabela de frete mínimo, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). A informação foi dada durante o anúncio da Operação Radar, uma estratégia integrada entre ministérios para o escoamento da safra 2018/2019. A previsão é que a nova tabela esteja concluída até o final de abril, antes do prazo determinado pela legislação para publicação dos valores mínimos de frete. De acordo com o ministro, a tabela foi criada de maneira rápida, em razão da greve dos caminhoneiros, em maio do ano passado. “Estamos trabalhando com a USP em nova referência para eliminar distorções na tabela e para que ela seja cada vez mais aceita por todos”, disse o ministro. “A tabela deve ficar pronta em abril, antes da revisão prevista em julho. Vamos ter um negócio mais ajustado e vamos discutir isso com todos os setores”, disse. Criada após a greve dos caminhoneiros, a Lei 13.703, de 2018, instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, e prevê que uma nova tabela com frete mínimo deve ser publicada quando houver oscilação superior a 10% no preço do óleo diesel no mercado nacional. De acordo com a lei, a publicação da nova tabela tem que ser feita até os dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano, ficando os valores válidos para o semestre. A proposta em vigor, disse Tarcísio, apresenta distorções em alguns segmentos, em razão do tipo e idade do veículo, estado de manutenção, condições das estradas, carga transportada, entre outros fatores. O ministro disse que, dependendo do caso, pode haver tanto redução quanto aumento no valor de referência para o frete. “Isso tudo está sendo estudado para eliminar algumas distorções que a tabela apresenta”. A lei em vigor especifica que os pisos mínimos de frete deverão refletir os custos operacionais totais do transporte, definidos e divulgados nos termos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com priorização dos custos referentes ao óleo diesel e aos pedágios. De acordo com a legislação, a tabela deve trazer os pisos mínimos referentes ao quilômetro rodado por eixo carregado, consideradas as distâncias e as especificidades das cargas, bem como planilha de cálculos utilizada para a obtenção dos pisos mínimos. Pela tabela em vigor, as multas aplicadas a quem descumprir os preços mínimos da tabela do frete rodoviário se enquadram em quatro situações distintas, variando do valor mínimo de R$ 550 e podendo chegar ao máximo de R$ 10,5 mil. Diesel O ministro avaliou ainda o fim do subsídio ao diesel, uma das medidas que também foi concedida aos caminhoneiros, pelo ex-presidente Michel Temer, como parte das negociações para acabar com a greve dos caminhoneiros, em maio de 2018. “Sobrevivemos bem a retirada do subsídio do diesel. Houve uma redução do preço do petróleo no mercado internacional e o fator câmbio também ajudou. De maneira que temos o preço de referência praticamente igual ao de comercialização sem subsídio”. (ABr)