Acabou a Lava Jato

Deltan Dallagnol

Ontem, o STF decidiu que a Justiça Eleitoral deve julgar casos de corrupção quando envolverem simultaneamente caixa 2 e outros crimes comuns
15/03/2019

Vara Federal de Curitiba já recebe pedidos para enviar ações à Justiça Eleitoral

Acabou a Lava Jato

Vara Federal de Curitiba já recebe pedidos para enviar ações à Justiça Eleitoral

Ontem, o STF decidiu que a Justiça Eleitoral deve julgar casos de corrupção quando envolverem simultaneamente caixa 2 e outros crimes comuns

O procurador da força-tarefa da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol disse hoje (15) que a 13ª Vara Federal em Curitiba começou a receber pedidos de advogados de investigados na operação para que os processos sejam enviados à Justiça Eleitoral, conforme decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “A 13ª Vara Federal em Curitiba já começou a receber pedidos de declinação de competência, ou seja, pedidos para que os casos da Lava Jato sejam remetidos para a Justiça Eleitoral. Efeito da decisão de ontem do STF”, informou o procurador, em mensagem divulgada no Twitter. Os pedidos serão encaminhas aos juízes Luiz Antonio Bonat e Gabriela Hardt, relatores de processos oriundos da Lava Jato. Na sessão de ontem (14),  o Supremo decidiu que a Justiça Eleitoral deve julgar casos de corrupção quando envolverem simultaneamente caixa 2 de campanha e outros crimes comuns, como lavagem de dinheiro. Dessa forma, os processos contra políticos investigados na Lava Jato e outras apurações que envolvam simultaneamente esses tipos de crimes deverão ser enviados da Justiça Federal, onde tramitam atualmente, para a Justiça Eleitoral. No entanto, a decisão não é automática e necessita da decisão dos juízes que relatam os casos. (ABr)
15/01/2019

Coordenador da Lava Jato é atacado por Renan por pedir voto aberto no Senado

'Grito da sociedade'

Coordenador da Lava Jato é atacado por Renan por pedir voto aberto no Senado

Dallagnol citou mais de 600 mil em abaixo assinado contra voto secreto

Em campanha no Twitter pelo voto aberto na disputa pelos cargos de presidente no Congresso Nacional, o coordenador do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol, disse ontem (14) que a demonstração de apoio de mais de meio milhão de brasileiros à transparência dos mandatos no Legislativo é “um grito da sociedade”. As declarações em referência a um abaixo-assinado eletrônico causaram reação do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que chamou hoje (15) o procurador de “ser possuído” no Twitter e ganhou uma saraivada de críticas como resposta de internautas. A reação de Renan ocorre uma semana depois de Dallagnol publicar que o voto secreto na disputa pela Presidência do Senado favorecerá o alagoano alvo de investigações e denúncias no âmbito da Lava Jato e dificultará a aprovação de leis necessárias ao combate à corrupção. Dallagnol citou o abaixo-assinado eletrônico criado pelo Instituto Mude, de Curitiba (PR), que até esta tarde reunia mais de 650 mil assinaturas pedindo que os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (MDB-CE), estabeleçam a votação aberta para a eleição das Mesas Diretoras. “Mais de 500 mil pessoas estão pedindo o #votoaberto [sic]. É um grito da sociedade pelo direito de acompanhar a posição de seus representantes nessa escolha que pode ser tão importante quanto a eleição de um Presidente da República”, publicou Dallagnol em seu perfil. Outro integrante da força tarefa da Operação Lava Jato, o procurador da República Roberto Pozzobom também está em campanha pelo voto aberto nas redes sociais e sugeriu que os eleitores abordem parlamentares de seus estados e cobrem a posição transparente. “Mais do que assinar e divulgar o abaixo-assinado, você pode mandar e-mails, ligar, falar com os parlamentares de seu Estado e pedir que eles: 1 – Lutem pela votação aberta dentro do Congresso, requerendo que assim seja em fevereiro de 2019; 2 – Declarem os seus votos”, escreveu Pozzobom. A reação de Renan em seu perfil do Twitter resultou em uma maioria de comentários com xingamentos, críticas e referências aos escândalos do petrolão do qual o senador se defende de acusações de envolvimentos em corrupção. Na minoria de comentários elogiosos, é possível identificar assessores e ex-assessores do gabinete do senador, a exemplo de Antonio Hollanda Costa Júnior, Dmitri Barros, Ricardo Silva e Marina Lamenha. Clique no post abaixo e confira as reações: Deltan Dallagnol @deltanmd continua a proferir palavras débeis, vazias, a julgar sem isenção e com interesse político, como um ser possuído. — Renan Calheiros (@renancalheiros) January 15, 2019
10/01/2019

Coordenador da Lava Jato diz que voto secreto ajuda Renan e afeta combate à corrupção

Segredo protege

Coordenador da Lava Jato diz que voto secreto ajuda Renan e afeta combate à corrupção

Dallagnol critica decisão de Toffoli de negar voto aberto no Senado

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, afirmou que a decisão de autorizar a votação secreta na disputa pela Presidência do Senado favorece a eleição do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e dificulta a aprovação de leis necessárias ao combate à corrupção. A declaração publicada no Twitter na madrugada desta quinta-feira (10) é uma crítica direta à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que negou ontem (9) a transparência dos votos na disputa. “Decisão de Toffoli favorece Renan, o que dificulta a aprovação de leis contra a corrupção, pois a Presidência do Senado decide pauta (o que e quando será votado). Diferentemente de juízes em tribunais, senadores são eleitos e têm dever de prestar contas. Sociedade tem direito de saber”, escreveu Dallagnol. Ao afirmar que, se Renan for presidente do Senado, dificilmente os brasileiros verão uma reforma contra corrupção aprovada, o coordenador da Lava Jato sugeriu que o suposto constrangimento dos senadores de expor seus votos no senador alagoano faz com que o voto secreto favoreça Renan. “[Renan] Tem contra si várias investigações por corrupção e lavagem de dinheiro. Muitos senadores podem votar nele escondido, mas não terão coragem de votar na luz do dia”, argumentou Dallagnol, na noite de ontem. “Autorizar a votação secreta subverte o dever dos políticos de prestar contas ao povo e o direito da sociedade de fiscalizar seus representantes. Estes não agem em nome próprio, mas em nosso nome”, criticou o procurador. A assessoria de Renan Calheiros não respondeu ao Diário do Poder se o senador se manifestaria a respeito das declarações do coordenador da Lava Jato.
05/09/2018

TJ nega, por unanimidade, indenização que Lula exigia de Dallagnol

Lava Jato

TJ nega, por unanimidade, indenização que Lula exigia de Dallagnol

Procurador acusou ex-presidente de chefiar uma organização criminosa

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, por unanimidade, nesta quarta-feira, 5, o pedido de indenização por danos morais movido pelo ex-presidente Lula contra o procurador Deltan Dallagnol. Os advogados de Lula acusaram Dallagnol de promover “injustificáveis ataques à honra, imagem e reputação” de Lula, “com abuso de autoridade” durante a coletiva de imprensa realizada em 14 de setembro de 2016, durante a qual, o procurador apresentou denúncia criminal contra Lula. Na coletiva, Dallagnol mostrou um power point com o nome de Lula no centro e atribuiu a ele o papel de chefe de uma organização criminosa. De acordo com o relator do caso no TJSP, desembargador Salles Rossi, o procurador da República não agiu com excesso em sua apresentação da denúncia, como alegado pela defesa de Lula. Para o magistrado, é um dever da organização (Ministério Público) divulgar suas ações e atribuições. O desembargador também entendeu que não houve um “espetáculo” – o que também foi alegado pela defesa do ex-presidente – por parte Deltan Dallagnol ao convocar uma entrevista coletiva para apresentar a denúncia contra Lula.