Mais médicos

Cuba

'IstoÉ' revela os bastidores da vida dos cubanos do 'Mais Médicos'
07/12/2018

Médicos cubanos eram vigiados, humilhados e ameaçados pela ditadura de Cuba

Mais médicos

Médicos cubanos eram vigiados, humilhados e ameaçados pela ditadura de Cuba

'IstoÉ' revela os bastidores da vida dos cubanos do 'Mais Médicos'

Atrocidades é assim que a reportagem define como era o tratamento dado aos médicos cubanos, por “capangas” de Havana. A matéria traz diversos relatos de médicos cubanos que optaram por permanecer no Brasil, após o fim do convênio com Cuba, e revelaram como eram controlados e manipulados durante todos esses anos. “As atrocidades do Mais Médicos” esse é o título da matéria de capa da Revista IstoÉ desta semana, que traz relatos, de abusos comprovados por meio de áudios e trocas de mensagens, apesar de todo o cuidado que existia para que a maioria das ameaças fossem  “sempre de forma verbal” para não deixarem registros, conforme revelou um dos cubanos. Desde 2015, quando teve início o Programa Mais Médicos, além dos profissionais da saúde, também desembarcaram aqui, “capatazes” disfarçados de consultores internacionais, na verdade funcionários de Cuba, que criaram uma rede de vigilância com objetivo de controlar e oprimir os médicos. Os profissionais de saúde que atuaram nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso, Goiás e o Pará, eram tratados como escravos. Um dos personagens da matéria, é a médica Dayaimy González Valon, 38 anos, que optou por permanecer no Brasil. No dia 29 de novembro, ela anunciou sua decisão durante uma transmissão ao vivo no Youtube. Após apenas vinte minutos, a doutora recebeu uma ligação ameaçadora do Dr. Leoncio Fuentes Correa. O Coordenador Estadual da Brigada no estado de Mato Grosso desejava alertar a cubana sobre os resultados de sua escolha. “Pense bem doutora, eu apenas sugiro (…) no final, se você ficar aqui, você sabe que não vai entrar em Cuba por oito anos. E você tem família em Cuba (…) e se algo acontecer com um de seus familiares, que tomara não aconteça, você não poderá entrar no país (…)”. Veja o trecho dessa conversa:
06/12/2018

Na véspera do prazo final de inscrição, restam 123 vagas no programa Mais Médicos

Saúde

Na véspera do prazo final de inscrição, restam 123 vagas no programa Mais Médicos

Nesta terça, 200 médicos anunciaram aos municípios que não assumiriam os postos selecionados no edital de convocação

O Ministério da Saúde afirmou nesta quinta (6) que restam 123 vagas para o programa Mais Médicos. As inscrições para os profissionais interessados em compor o programa vão até esta sexta (7). Já a data final para apresentação no município é 14 de dezembro. O novo edital ofertou, ao todo, 8.157 vagas em mais de 2,8 mil municípios e 34 distritos indígenas, após o anúncio do governo de Cuba sobre a saída dos profissionais do país do programa criado durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Nesta terça (4), o Ministério da Saúde informou que 200 médicos comunicaram aos municípios que não assumiriam os postos que selecionaram no edital de convocação. Os médicos desistentes alegaram incompatibilidade de horário com outras atividades profissionais. Outros profissionais informaram a entrada em residência médica, recebimento de nova proposta de trabalho ou problemas pessoais. Até esta terça, 3.276 médicos já haviam se apresentado ou iniciado as atividades nos municípios selecionados. A jornada de trabalho de um profissional que compõem a equipe do Mais Médicos é de 40 horas semanais, em uma equipe de Saúde da Família, com salário de R$ 11,520 mensais.
04/12/2018

Cerca de 30% dos novos profissionais do Mais Médicos já iniciaram as atividades

Prazo até 14 de dezembro

Cerca de 30% dos novos profissionais do Mais Médicos já iniciaram as atividades

Até o início da noite desta segunda, o Ministério da Saúde recebeu 34.357 inscrições; número disponível de vagas é de 8,5 mil

O Ministério da Saúde divulgou um balanço nesta terça (4) que aponta que cerca de 30% dos profissionais inscritos no novo edital para o Programa Mais Médicos já se apresentaram aos municípios e iniciaram as atividades. Os demais inscritos têm até 14 de dezembro para confirmar o interesse nas vagas e entregar a documentação necessária. Essa também é a data final para a apresentação do médico no município. Até o início da noite desta segunda (3), o Ministério da Saúde recebeu 34.357 inscrições. Desse total, 8.393 tiveram vagas selecionadas — 98,5% mais de 8,5 mil vagas disponíveis no edital. No entanto, 124 vagas — nos estados de Amazonas, Pará e Amapá — ainda não tinham interessados. O edital foi lançado após o governo de Cuba anunciar a saída dos profissionais do país do programa criado durante o governo de Dilma Rousseff (PT). A decisão foi atribuída à declarações feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro sobre exigências que poderiam ser feitas para a permanência dos profissionais cubanos no Mais Médicos. Apesar do sucesso do edital, o número alto de inscrições preocupa alguns especialistas. Um balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) aponta que quatro em cada dez inscritos para ocupar as vagas já atuavam em unidades de saúde por meio do Programa Saúde da Família. A preocupação é de que o preenchimento das vagas do Programa Mais Médicos por profissionais que já atuavam em outras áreas da rede pública de saúde gere desassistência em outros locais. (Com informações da FolhaPress)
03/12/2018

Mais de dois terços aprovam saída de médicos cubanos do País, aponta pesquisa

Paraná Pesquisa

Mais de dois terços aprovam saída de médicos cubanos do País, aponta pesquisa

70,8% aprovam saída e 54,7% culpam a ditadura de Cuba, diz Paraná Pesquisa

Os brasileiros aprovam a saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos, aponta um levantamento feito pela Paraná Pesquisas. Do total de entrevistados, 70,8% aprovam a mudança e 24,8% desaprovam a decisão do governo de Cuba, justificada pelas declarações feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro em relação ao programa criado no governo de Dilma Rousseff. A pesquisa perguntou ainda sobre a percepção quanto ao preparo dos médicos brasileiros em relação aos médicos cubanos. A maioria, 56,7%, afirmaram que os profissionais brasileiros são mais bem preparados; 31,7% acreditam que os médicos das duas nacionalidades são igualmente preparados. Já 6,8% disseram que os brasileiros são menos preparados que os cubanos. Aqueles que não souberam opinar ou não responderam somaram 4,7%. Sobre o preenchimento das vagas deixadas pelos cubanos em municípios mais distante dos grandes centros, 63,6% dos entrevistados acreditam que todas serão preenchidas. Na última quinta (29), o Ministério da Saúde informou que dos 8,3 mil médicos que já estão aptos a se apresentarem aos seus novos postos de trabalho, 53,3% escolheram cidades com maior vulnerabilidade. Até a última quinta, mais de 33 mil médicos já haviam se inscrito no novo edital para o programa. As inscrições prosseguem até esta sexta (7) e a data limite para a apresentação à cidade de atuação é dia 14 de dezembro. Até o último balanço do Ministério da Saúde, cerca de 1,6 mil médicos já haviam se apresentado ou iniciado suas atividades. Responsabilidade Os entrevistados responderam ainda à questões sobre que parte seria a mais responsável pela saída dos profissionais cubanos do Brasil. A maioria — representada por 54,7% dos entrevistados — atribuem a responsabilidade ao governo cubano. Em seguida, aparece o presidente eleito Jair Bolsonaro, com 27,6%. Já para 10,9%, a responsabilidade é do atual presidente, Michel Temer. Anúncio No dia 14 de novembro, o governo de Cuba anunciou a saída dos profissionais do país do Programa Mais Médicos, ao considerar como “inaceitáveis” as exigências feitas por Jair Bolsonaro para a permanência dos médicos cubanos no Brasil. Pelo Twitter, Bolsonaro disse ter condicionado a continuidade dos cubanos a “aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos” e a autorização para que os médicos possam trazer suas famílias para o Brasil.foram consideradas “inaceitáveis” pelo governo cubano. “Infelizmente, Cuba não aceitou”, finalizou o presidente eleito. O programa Mais Médicos foi criado em 2013 com o objetivo de levar profissionais da saúde a regiões mais remotas do país, local onde os médicos tem pouco interesse em atuar. Atualmente, o governo brasileiro paga R$ 11.520 mensais por cada médico.