Cenário político e econômico

crise

Bolsa encerrou praticamente estável, em 89.993 pontos
17/05/2019

Dólar supera R$ 4,10 e fecha no maior valor em oito meses

Cenário político e econômico

Dólar supera R$ 4,10 e fecha no maior valor em oito meses

Bolsa encerrou praticamente estável, em 89.993 pontos

Em um dia de tensões no mercado de câmbio, a moeda norte-americana voltou a subir. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (17) vendido a R$ 4,102, com alta de R$ 0,065 (+1,62%). A divisa está no maior valor desde 19 de setembro (R$ 4,124). O dólar operou em alta durante toda a sessão. A moeda abriu em R$ 4,05, mas disparou ao longo do dia até encerrar próximo do valor máximo. Somente na semana, a cotação subiu 4%. Na bolsa de valores, o dia foi mais calmo. Depois de operar em alta por boa parte do dia, o Ibovespa, principal índice da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou praticamente estável, com recuo de 0,04%, aos 89.993 pontos. O indicador está no menor nível desde 28 de dezembro (87.887 pontos). A bolsa acumulou perda de 4,52% nesta semana. A semana foi marcada pela revisão para baixo do crescimento da economia brasileira. Na quarta-feira (15), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), encolheu 0,68% no primeiro trimestre de 2019 contra o último trimestre de 2018. No cenário externo, a tensão comercial entre Estados Unidos e China dominou as preocupações. Os dois países atravessam uma escalada de tensões comerciais, após os Estados Unidos terem sobretaxado produtos chineses em US$ 200 bilhões na última semana. Na segunda-feira (13), o país asiático informou que aplicarão tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias norte-americanas a partir de junho. (ABr)
01/05/2019

Situação na Venezuela preocupa setor de combustíveis, afirma Bolsonaro

Crise política

Situação na Venezuela preocupa setor de combustíveis, afirma Bolsonaro

País é um grande produtor de petróleo e sofre com sanções econômicas e embargos de diversos países

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta (1º) que há uma preocupação do governo com o impacto da crise da Venezuela nos preços dos combustíveis. O país é um grande produtor de petróleo e sofre com sanções econômicas e embargos de diversos países, liderados pelos Estados Unidos, à commodity. “Uma preocupação existe sim, com essa ação e com embargos, o preço do petróleo a princípio sobe. Temos que nos preparar, dada a política da Petrobras [de seguir os preços do mercado internacional] e de não intervenção de nossa parte [do governo], mas poderemos ter um problema sério dentro do Brasil como efeito colateral do que acontece lá”, disse o presidente. De acordo com Bolsonaro, o governo está em atenção para “nos anteciparmos a problemas de fora que venham de forma grave para dentro do Brasil”. Ele se reuniu hoje com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, para avaliar a situação política no país vizinho e os reflexos no Brasil. O encontro, no Ministério da Defesa, em Brasília, contou ainda com a presença dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e com os comandantes das Forças Armadas. Ao longo de terça-feira (30) foram registrados confrontos entre manifestantes e forças de segurança nas ruas de Caracas e outras cidades venezuelanas, depois que o autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, divulgou uma mensagem afirmando ter obtido apoio de oficiais das Forças Armadas para tirar o presidente Nicolás Maduro do poder. Guaidó batizou a ação de Operação Liberdade, para livrar o país do que classificou como “a usurpação” do poder pelo grupo de Maduro. A partir da divulgação do anúncio de Guaidó pelas redes sociais, venezuelanos contrários e favoráveis a Maduro foram às ruas. O Palácio do Planalto tem acompanhado com atenção a situação na Venezuela, mas descarta uma intervenção militar no país vizinho. “A possibilidade é próxima de zero [de intervenção]. Outros atores estão nesse circuito, Estados Unidos e Rússia. Estamos preocupados porque temos reflexos”, disse Bolsonaro. O presidente brasileiro elogiou o ato de Guaidó e disse que há, sim, uma fissura nas forças armadas venezuelanas que apoiam o governo de Maduro. “Existe uma fissura, sim, que cada vez mais se aproxima das cúpulas das forças armadas. Então existe a possibilidade do governo ruir pelo fato de alguns da cúpula passarem para o outro lado”, disse. Asilo e acolhimento Na terça-feira (30), 25 militares venezuelanos de baixa patente pediram asilo na embaixada brasileira em Caracas. Segundo Bolsonaro, a concessão foi autorizada, mas eles ainda não conseguiram entrar na embaixada por causa do isolamento que militares venezuelanos fazem nas ruas da capital. O governo brasileiro também liberou um crédito extraordinário em favor do Ministério da Defesa no valor de R$ 223,853 milhões. Os recursos são para prorrogação por mais um ano da Operação Acolhida, coordenada pelo Exército brasileiro, que atende venezuelanos na fronteira com o Brasil. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, explicou que a operação atua em três fases: o regramento da fronteira, o acolhimento em Boa Vista e Pacaraima, em Roraima, e a interiorização. Segundo ele, entretanto, há uma concentração de venezuelanos na segunda fase, de permanência em Roraima, e o governo pretende intensificar a interiorização. (ABr)
01/05/2019

Bolsonaro reúne ministros e comandantes das Forças Armadas para discutir sobre a Venezuela

Crise política

Bolsonaro reúne ministros e comandantes das Forças Armadas para discutir sobre a Venezuela

Juan Guaidó convocou a população venezuelana para novos protestos nesta quarta

O presidente Jair Bolsonaro está reunido na manhã desta quarta (1º) com ministros e comandantes das Forças Armadas para discutir a situação na Venezuela. De acordo com o Ministério da Defesa, onde acontece a reunião, estarão reunidos os ministros Fernando Azevedo e Silva, da Defesa; Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional; e Ernesto Araújo, das Relações Exteriores. Nesta terça (30), o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou ter apoio de militares para derrubar o regime de Nicolás Maduro. A população foi às ruas e houve confronto com militares que ainda apoiam Maduro. Para esta quarta, Guaidó convocou mais uma vez a participação da população em protestos. O presidente Jair Bolsonaro descartou mais uma vez, na tarde desta terça, a participação do Brasil em uma intervenção militar na Venezuela, mesmo que de forma indireta.
01/05/2019

Juan Guaidó convoca população para novos protestos na Venezuela

Tensão

Juan Guaidó convoca população para novos protestos na Venezuela

“Seguimos com mais força do que nunca”, declarou o autoproclamado presidente interino

O presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, publicou nesta quarta (1º), em sua conta na rede social Twitter, uma mensagem convocando os opositores de Nicolás Maduro a irem às ruas novamente. Ao divulgar uma lista com o que chamou de pontos de concentração para os atos na capital Caracas, ele acrescentou “seguimos com mais força do que nunca”. O presidente Nicolás Maduro, por sua vez, utilizou sua conta na mesma rede social para parabenizar trabalhadores pela data, mas sem deixar de citar a crise política no país. “A classe trabalhadora tem em mim um presidente que sempre defenderá seus direitos e reivindicações, fazendo frente ao império e seus lacaios, que pretendem retirar nossas conquistas. Fracassarão”. Entenda A tentativa de novas mobilizações por parte do presidente autoproclamado acontece um dia depois dele convocar os venezuelanos às ruas sob a afirmação de que teria apoio dos militares. Maduro, entretanto, disse ter conversado com todos os comandantes das Regiões de Defesa Integral e Zonas de Defesa Integral que, segundo ele, manifestaram “total lealdade ao povo, à Constituição e à Pátria”. (ABr)