Rachaduras no Pinheiro

CPRM

Nova fase de estudos alcançará até 1.500 metros de profundidade
08/02/2019

Técnicos investigam se há cavernas no subsolo de bairro com fissuras, em Maceió

Rachaduras no Pinheiro

Técnicos investigam se há cavernas no subsolo de bairro com fissuras, em Maceió

Nova fase de estudos alcançará até 1.500 metros de profundidade

Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) iniciaram uma nova etapa de trabalho para investigar se há cavernas e identificar falhas no subsolo no bairro Pinheiro, em Maceió (AL), que após tremores de terra teve ampliadas fissuras existentes há cerca de dez anos. A nova fase do trabalho e os novos métodos foram detalhados em uma entrevista coletiva de imprensa concedida pelo coordenador das ações, o geólogo Thales Sampaio, e a Defesa Civil Municipal, na tarde desta sexta-feira (08), na sede da Prefeitura de Maceió, em Jaraguá. “Nós estamos desenvolvendo dois métodos geofísicos, gravimetria e audiomagnetotelúrico. Esses dois métodos vão investigar até 1.500m de profundidade. Através desses métodos, vamos saber se há cavernas e, inclusive, identificar estruturas geológicas e falhas”, explicou Sampaio. O membro do Serviço Geológico do Brasil também detalhou cada tipo de estudo. “O audiomagnetotelúrico é um método geofísico de ponta, estamos com o melhor equipamento que existe. Vamos fazer muitos pontos no bairro para investigar esses 1.500 metros de profundidade. Ele utiliza corrente elétrica para explicar correntes elétricas naturais que existem no subsolo”, disse. “O método gravimétrico utiliza a gravidade do planeta Terra, ou seja, todo movimento que vai ao centro da Terra e a gente utiliza uma série de parâmetros que é capaz de mostrar anomalias de densidade na rocha”, detalhou o pesquisador. Além de causas naturais, técnicos investigam se a extração de sal-gema pela Braskem ou falhas no saneamento afetaram a estabilidade do bairro. A subsidiária da Odebrecht nega ser responsável pelos fenômenos. Empenho Com a presença do secretário de Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos, o pesquisador também falou da importância da parceria com o Município, que acompanha de perto a situação do bairro. Thales Sampaio destacou que os estudos continuam até que mostrem os motivos das fissuras em vias e imóveis do Pinheiro. “Nós estamos completamente empenhados em esclarecer as causas do que a gente está observando na superfície do Pinheiro. Não sairemos do bairro sem esclarecer isso para população. Nós teremos equipes técnicas de geólogos, geofísicos, hidrogeólogos e geotécnicos no bairro até esclarecermos”, garantiu Thales. (Com informações da Secom Maceió)