Regiões do entorno

congresso

Objetivo é facilitar ações administrativas no entorno da capital, incluindo municípios goianos e mineiros
15/04/2019

MP que cria região metropolitana do DF é pauta no Congresso nesta terça

Regiões do entorno

MP que cria região metropolitana do DF é pauta no Congresso nesta terça

Objetivo é facilitar ações administrativas no entorno da capital, incluindo municípios goianos e mineiros

A Comissão Mista da Medida Provisória que cria a região metropolitana do Distrito Federal se reúne nesta terça (6) para votar o relatório do deputado José Nelto (Pode-GO). O objetivo da MP é facilitar as ações administrativas no entorno da capital, que inclui municípios de Minas Gerais e Goiás. A MP foi negociada em dezembro do ano passado pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), e o então presidente Michel Temer. Na cerimônia de assinatura da MP, Ibaneis afirmou que a medida era uma demanda tanto econômica quanto da população. “Esperamos daqui pra frente trazer uma era de desenvolvimento para a região. Com a região metropolitana você pode fazer uma só licitação, com projeto integrado”, afirmou o governador do DF. Com a medida, as 33 cidades que compõem a Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride) integrariam a região metropolitana. Dessas cidades, 29 são goianas e quatro são mineiras. Dessa maneira, os governos locais poderão coordenar a destinação de recursos para ações e investimentos. Esses locais têm atividade econômica muito ligada ao Distrito Federal, por isso a inclusão. No entanto, as cidades que não fazem parte do DF não deixam de compor seus estados. Caso a MP seja aprovada no Congresso, uma lei complementar precisará ser aprovada na Câmara Legislativa do Distrito Federal e pelas assembleias legislativas de Goiás e Minas Gerais. Os municípios que farão parte da região metropolitana serão definidos por meio de lei complementar estadual.
09/04/2019

Bolsonaro se reúne com líderes de mais seis partidos a partir desta terça

Articulação política

Bolsonaro se reúne com líderes de mais seis partidos a partir desta terça

Presidente tem reuniões com PSL, PR, Novo, Avante, Podemos e Solidariedade

O presidente Jair Bolsonaro retoma o diálogo com dirigentes de partidos políticos em busca de apoio para a aprovação de medidas no Congresso Nacional, especialmente a reforma da Previdência. Nesta terça (9) e nesta quarta (10), Bolsonaro deve se reunir com representantes de seis legendas: PSL, PR, Novo, Avante, Podemos e Solidariedade. “O presidente Jair Bolsonaro acredita que o encontro com os presidentes de partidos, na semana passada, e os que vão ocorrer esta semana, significam um reforço muito importante, sob o ponto de vista político, à reforma da Previdência”, afirmou o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros. Na agenda presidencial desta terça constam reuniões com o PR e o Solidariedade. Às 11h30, Bolsonaro receberá o senador Jorginho Mello (PR/SC) e o deputado Wellington Roberto (PR/PB). Na sequência, irão ao Palácio do Planalto os deputados Paulinho da Força (SP), presidente nacional do Solidariedade, e Augusto Coutinho (PE), líder do partido na Câmara. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, participa das reuniões com os partidos. Conselho Na semana passada, após se reunir com seis partidos (PRB, PSD, PSDB, DEM, PP e MDB), o presidente propôs a criação do conselho de governo para viabilizar a interlocução entre o governo, os partidos e o Parlamento. “Ele anunciou inclusive a intenção de criar um conselho político, para aproximar o governo dos partidos e do Congresso, como um novo modelo de articulação”, afirmou Rêgo Barros. Antes das reuniões com os partidos, Bolsonaro participará hoje da marcha dos prefeitos, organizada pela Confederação Nacional dos Municípios. À tarde o presidente dará posse ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, e depois comandará a reunião do conselho de governo, integrada pela equipe ministerial. Viagens Bolsonaro também deve iniciar uma série de viagens pelo país ao longo dos próximos meses. Nesta quinta-feira (11), o presidente almoça com pastores no Rio de Janeiro. No dia seguinte, embarca para Macapá, onde inaugura a obra do aeroporto da cidade. Estão previstas ainda visitas a Campina Grande (PB), onde Bolsonaro deve prestigiar um projeto local sobre dessalinização da água do mar, e a Manaus, ainda sem datas definidas. “O presidente está buscando também uma agenda de aproximação com essas regiões do país, fazendo sempre alguma entrega quando venha a realizar essas viagens”, informou o porta-voz. Na quinta-feira (11), Bolsonaro comanda a cerimônia de 100 dias de seu governo, no Palácio do Planalto. “Teremos aqui um evento coordenado pela Casa Civil para apresentar algumas dessas realizações, que atingiram mais de 90% das metas finalísticas previstas, e que servirá para prestar contas à sociedade sobre o que já fizemos. E já fizemos muito”, acrescentou Rêgo Barros. (ABr)
05/04/2019

Alcolumbre diz estar satisfeito com reuniões entre siglas e Bolsonaro

Fundamental

Alcolumbre diz estar satisfeito com reuniões entre siglas e Bolsonaro

"Sempre defendi a aproximação do presidente nesse entendimento com o Congresso”, afirmou

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse hoje (5) que aprovou e ficou satisfeito com as reuniões iniciadas ontem (4) entre o presidente Jair Bolsonaro e lideranças partidárias, visando articular a aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional. “Era fundamental. O presidente da República precisava liderar esse diálogo, esse processo. Sempre defendi a aproximação do presidente nesse entendimento com o Congresso”, afirmou. Alcolumbre discursou durante o 18º Fórum Empresarial do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), realizado em Campos do Jordão (SP). Ele disse que Bolsonaro se reuniu ontem com seis representantes de partidos e, hoje, deve receber mais seis líderes. O presidente do Senado acredita que muitos dos “desencontros” políticos que ocorreram nos últimos meses foram em razão da falta de diálogo. “Ele precisa ouvir as lideranças políticas, os presidentes de partido. Não se trata de ouvir a velha ou nova política, mas ouvir a política. A política é o que vai decidir na Câmara dos Deputados e no Senado o futuro de 210 milhões de brasileiros. O presidente da República tem que liderar esse debate”, disse. Para o parlamentar, o governo precisa construir uma base sólida, não apenas para aprovar a reforma da Previdência, mas outras matérias. Alcolumbre acrescentou que apoia as teses do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Ele [Guedes] tem sido a ponta de lança de uma bandeira que deixou de ser de um partido de esquerda ou direita, da velha ou nova política”, disse. “O setor privado precisa dessa tranquilidade”, disse. Rodrigo Maia diz que Previdência tem prioridade O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse – no mesmo evento – que a reforma da Previdência é a prioridade da Casa, mas que não há prazo ou estimativas. Se a tramitação atrasar alguns meses, isso “não vai fazer diferença”. Segundo ele, o impacto da reforma na economia brasileira seria efetivo apenas no próximo ano. Maia defendeu a conscientização da sociedade sobre o tema. “A população tem que entender que os itens da reforma precisam ser aprovados. Ser a favor da reforma, e não ser da idade mínima, é ser contra [a reforma da Previdência]”, declarou. Ele elencou os temas polêmicos da reforma. Uma delas é que não haverá período de transição para os servidores públicos contratados antes de 2003. “São 250 mil servidores que não terão transição para garantia de integralidade e paridade a que eles têm direito. Esse é um debate onde as corporações vão trabalhar juntas”, afirmou. (ABr)
04/04/2019

Crivella: Apoio do PP é ‘coisa divina’ em momento difícil da vida pública

Processo de impeachment

Crivella: Apoio do PP é ‘coisa divina’ em momento difícil da vida pública

Prefeito do Rio faz referência religiosa para comentar urgência em contrato

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB) afirmou na manhã desta quinta (4) que o acordo firmado com o Partido Progressista (PP) em meio ao processo de impeachment que o político enfrenta na Câmara de Municipal é “uma coisa divina” em um momento difícil da vida pública. “Meu partido tem 31 deputados federais. O PP tem 37. Formamos a maior força no Congresso Nacional e estaremos juntos para defender os princípios republicanos e democratas da nossa vida pública”, disse. A afirmação foi dada durante conversa com jornalistas após a cerimônia que empossou os novos secretários de Turismo e Meio Ambiente, Paulo Jobim Filho e Marcelo Queiroz (PP). As duas secretarias haviam deixado de existir quando o prefeito anunciou a nova estrutura administrativa após sua eleição, com número reduzido de pastas. A decisão de recriá-las, publicada no Diário Oficial desta quinta, ocorre dois dias depois da abertura do impeachment e faz parte de um acordo com o PP por apoio a reeleição de Crivella. O prefeito é acusado de renovar de forma ilegal dois contratos de concessão de publicidade no mobiliário urbano. A Folha de S.Paulo mostrou que Crivella participou diretamente da renovação do contrato de concessão, o que contraria uma afirmação do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Messina. O contrato foi assinado com com urgência, 12 dias após a análise jurídica da procuradoria. A Procuradoria Geral do Município analisou a minuta dos aditivos sem ter em mãos o contrato original. Perguntado pela reportagem sobre a urgência, Crivella usou uma referência religiosa para dizer que a celeridade não seria relevante para o processo. “Ora meu Deus do céu, você batiza seu filho quando nasce ou batiza dez dias depois, doze dias depois? Qual é a relevância disso? Esse processo foi estudado durante anos, não começou esse aditivo comigo, começou com o Eduardo Paes. Portanto tramitou meses. Mais do que meses, anos”, disse. O prefeito ainda afirmou que o processo de renovação é um “ato jurídico perfeito” e que a denúncia partiu de uma represália do ex-funcionário da Secretaria de Fazenda Fernando Lyra, formulador da denúncia que originou o impeachment, em razão da sua demissão. (FolhaPress)